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ETAPAS_DO_REVENIMENTO.pdf

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  • REVENIMENTO

    O revenimento um tratamento trmico realizado aps a tmpera em temperatura abaixo

    de A1, geralmente entre 150C e 680C. Deve ter seu incio assim que as peas atingirem a

    temperatura de 50C ou na prtica quando puder ser tocada, esta necessidade maior tanto

    maior a porcentagem de elementos de liga e a no observncia deste detalhe pode at levar

    as peas trinca se o revenimento no for realizado em tempo hbil. A escolha da

    temperatura de revenimento funo direta das propriedades desejadas, tendo ainda a

    funo de aliviar as tenses originadas na tmpera. O aquecimento deve ser mais lento para

    os aos mais ligados e a manuteno em temperatura de no mnimo 1 hora para peas de

    pequena espessura e deve ser acrescido de 1 hora para cada 25 mm de dimetro ou

    espessura adicional. O resfriamento aps o revenimento deve ser feito de forma lenta,

    geralmente ao ar calmo, para que no surjam novas tenses residuais.

    Sendo a martensita uma estrutura metaestvel, o aquecimento promovido pelo revenimento

    facilita a busca do equilbrio. A metaestabilidade da martensita caracterizada pela

    permanncia de tomos de carbono nos interstcios em que se encontravam a austenita.

    Com o aquecimento fornece-se energia para a difuso e o carbono sai da supersaturao,

    precipitando-se como carbonetos. As reaes que ocorrem no revenido acontecem em

    sequncia medida que se aumenta a temperatura do tratamento e so as seguintes:

    1. Primeira etapa:

    Temperaturas at 250C: Tambm chamado de alvio de tenses, pois nenhuma mudana

    estrutural ocorre embora a tenacidade aumente. Em aos com teores menores que 0,25% de

    carbono ocorre a difuso do carbono na martensita, aglomerando-se nas discordncias, em

    aos com teores maiores que 0,25% de carbono, ocorre a precipitao de um carboneto

    metaestvel, hexagonal compacto (HC), o carbeto-. A precipitao de carbonetos provoca

    uma perda importante de carbono, que ao final dessa etapa perde parcialmente sua

    tetragonalidade e se transforma numa rede cbica.

    2. Segunda etapa

    Temperatura entre 200C e 350C: Ocorre transformao apenas quando h a presena de

    austenita retida, por isso muito importante em aos com teores elevados de carbono e

    elementos de liga onde o teor de austenita retida muito alto. Nessa etapa a austenita retida

  • se transforma em bainita. Essa bainita em temperaturas acima de 350C sofre uma

    precipitao de carboneto de ferro transformando-se ao final em cementita e ferrita.

    3. Terceira etapa:

    Temperaturas acima de 350C: O carboneto formado na primeira etapa transforma-se em

    cementita, aumentando a temperatura forma-se um precipitado de cementita nos limites das

    agulhas de martensita e em seu interior,aumentando mais ainda a temperatura, a cementita

    do interior das agulhas so redissolvidas, engrossando a cementita, que envolve a

    martensita. Com o aumento da temperatura essa cementita vai tornando-se descontinua nos

    limites das agulhas de martensita.

    4. Quarta etapa:

    Entre 400C e 720C a cementita tende a se globulizar e perde a coerncia com a matriz. O

    ao apresenta-se agora com uma estrutura constituda de pequenas partculas de cementita,

    geralmente tendendo para a forma esferoidal (esferoidita) em um fundo de ferrita. A dureza

    cai bastante e h um aumento aprecivel da tenacidade.

    De maneira resumida ou menos terica, o que ocorre com os aos ao carbono e de baixa e

    mdia liga na operao de revenimento em diversas faixas de temperatura o seguinte:

    Entre 150C e 250C h uma diminuio das tenses internas, pequena diminuio da

    dureza e melhora da tenacidade, a estrutura martensita revenida.

    Entre 350C e 500C h um aumento no limite elstico e novo aumento na tenacidade.

    A dureza apresenta quedas mais significativas e a estrutura chamada de troostita por

    algumas literaturas, no diferindo muito da martensita revenida; alguns tipos de ao,

    principalmente ligados ao mangans, cromo e/ou nquel podem apresentar nesta faixa

    de temperatura uma diminuio acentuada da tenacidade (fragilidade ao revenido).

    Acima de 500C as tenses internas da tmpera so completamente eliminadas, com

    aumento na resilincia; a resistncia e dureza diminuem significativamente e a

    estrutura denominada sorbita. O tratamento trmico dos aos ao carbono e de

    construo mecnica quando temperado e revenido a temperaturas elevadas recebe o

    nome de beneficiamento.

  • Cores de revenido: O resfriamento a partir de determinadas temperaturas de revenimento

    geram colorao das peas, deve-se salientar que as cores sero to mais perfeitas e

    homogneas quanto mais polidas e desengraxadas estiverem as superfcies das peas. As

    cores se devem a formao de um filme de xido, que alm de ter um efeito esttico,

    podem dar uma leve proteo anti-corrosiva s peas. As cores de revenimento que se

    podem obter so as seguintes:

    Amarela-plido...............................................200C

    Amarelo-palha................................................220C

    Marrom...........................................................240C

    Prpura...........................................................260C

    Violeta.............................................................280C

    Azul-escuro.....................................................290C

    Azul-marinho...................................................300C

    Azul-claro........................................................320C

    Verde-oceano/cinza........................................350C

    Preto ........................................................ 450/500C