Jornal Domingo Casa 32ª Edição

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Jornal Domingo Casa 32 Edio

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  • UM doMingo MaiorAtrase seu relgio em uma hora: aps quatro meses, o horrio de vero terminou zero hora deste domingo

    disTribUio graTUiTa nas residncias. nas bancas r$ 0,50

    doMingo eM casacrIS D

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    rTe

    dUas rodasINVASOSOBRE

    ANO 1 | EDIO 32 | SETE LAGOAS 26 DE FEVErEIrO A 3 DE MArO DE 2012

    Bicicletas eltricas facilitam o dia a dia de muitos sete-lagoanos, mas esbarram na falta de regras de circulao. Pg. 5

    8.000EXEMPLARES

  • 2 oPinio Domingo em Casa 26 De fevereiro a 3 De maro De 2012

    duke

    Na solido da urnaOutubro se aproxima e com

    ele a ansiedade de todos os que acompanham com interesse o mundo poltico. Afinal, estamos a pouco mais de 200 dias da fatdica data em que a sorte de muitos ser lanada, num vatic-nio cego a ser determinado pelo eleitor ao digitar seu voto na urna eletrnica.

    Seja como mero expectador, seja como interessado direto no recado que vai ecoar do pleito, o certo que a movimentao em torno das articulaes que se desenham nos bastidores come-a a se avolumar, despertando mais e mais interesse.

    como causador direto dessa situao, ou em consequncia de sua atuao, a mdia reflete essa ansiedade pr-eleitoral, que em alguns casos beira o frenesi. Nomes antes pouco co-nhecidos comeam a se movi-mentar para aparecer; outros, fi-gurinhas j carimbadas do dia a dia poltico-eleitoral, voltam a se posicionar sobre temas os mais diversos, mesmo sobre aqueles que at pouco pareciam relega-dos ao esquecimento.

    A novssima mdia eletrni-ca, particularmente a coquelu-che do momento as chamadas redes sociais pem mais le-nha na fogueira eleitoral. como terra de ningum, a internet vira terreno frtil para plantaes mil, contra ou a favor, verdadei-ras ou fictcias, positivas ou ne-gativas, no importa. Tudo cabe ali, e no raro vira verdades ine-xorveis ou mentiras avassala-

    doras que precisam ser desfeitas a todo custo.

    H os que apostam todas suas fichas nessas novssimas mdias. H tambm os mais ex-perientes que sabem que elas so apenas mais uma ferramen-ta neste vasto e imprevisvel mercado que so as eleies e os eleitores. Neste momento, um personagem temporariamente deixado num plano secundrio durante o resto do ano comea a ganhar importncia: o marque-teiro, este mago do qual muitos em particular os candidatos esperam estripulias capazes de transformar maus em bons, feios em bonitos, defeitos em virtudes.

    Os ocupantes dos cargos procuram se esmerar em levan-tar informaes que possam sustentar seus discursos de continuidade; j seus advers-rios tentam desmerecer estes mesmos nmeros, buscando informaes sobre falhas e/ou pendncias que possam fragili-zar o oponente.

    Nesta guerra de nmeros e informaes, a tudo assiste, impvido, o eleitor, este enig-mtico personagem que, ao fim e ao cabo, ser o juiz de todos, o dono do veredicto que definir o futuro de toda uma comunidade.

    Pena que poucos estejam efetivamente conscientes de sua fora, da importncia de seu voto e da profundidade de sua deciso quando vai enfrentar a solido da tela em branco de uma urna eletrnica.

    Almerindo Camiloalmerindo@domingoemcasa.com.br

    O patro te observaA mdia tem publicado v-

    rios artigos que ditam regras de conduta para funcionrios e candidatos a emprego se com-portarem nas redes sociais. O que seria uma cartilha de bons modos, na verdade, fere o di-reito de livre manifestao do pensamento assegurado pela constituio Brasileira.

    A revista Veja, por exem-plo, publicou um guia onde adverte que as informaes publicadas no perfil (dos sites de relacionamento) podem influenciar diretamente a ima-gem profissional do usurio. A revista de gesto, HSm, cir-culou um artigo onde afirma que as empresas tm adota-do como prtica a consulta aos perfis dos candidatos como parte do processo seletivo de contratao, concluindo que, a entrevista de emprego co-mea nas mdias sociais.

    As redes sociais so am-bientes de relaes informais e descontradas. A tese de rela-cionar o profissional com o que ele posta na rede equivale dizer que as empresas levam a srio as banalidades ditas entre ami-

    gos num bate-papo de boteco. A cartilha da Veja censura at as fotos em que se possa pare-cer alcoolizado. Significa que postar no Facebook fotos no carnaval e nos churrascos pode comprometer o emprego.

    A fronteira que separa a vida privada da profissional deve ser preservada. A livre circulao de manifestaes individuais uma conquista da sociedade civil. entretanto, o que o guia da Veja decretou preocupante: as redes sociais romperam de vez a barreira entre carreira e vida pessoal. Vasculhar as redes sociais para obteno de atestado de boa conduta uma arapongagem digna dos tempos da ditadura. Imagine quantos talentos sero desperdiados com isso.

    O empresrio roberto mari-nho, mesmo apoiando o regime militar, dizia aos arapongas, dos meus comunistas cuido eu!. recentemente, o escritor mon-teiro Lobato teve as suas opini-es questionadas por racismo. Narizinho quase foi banida dos livros escolares. A Nasa contra-tou o engenheiro Von Braun no

    pelos seus prstimos ao nazismo, mas pelos seus conhecimentos aeronuticos. O fato de Joseph ratzinger ter sido ex-integrante da juventude hitlerista no o des-merece ser Bento XVI.

    Alis, interessante obser-var como pessoas inteligentes deixaram-se submeter a Hitler. Algumas regras de bons mo-dos, aparentemente bem inten-cionadas, podem se transfor-mar em objeto de manobra de massas. cartilhas de instruo para o trabalho em equipe pre-gam que devemos abrir mo do eu em favor do ns. Na prtica a anulao das indivi-dualidades. Foi assim que Goe-bbels, ministro da propaganda do nazismo, conseguiu mano-brar a sociedade alem.

    O que est na rede de co-nhecimento pblico, porm, o fato das empresas patrulharem as opinies individuais cria uma situao surreal que se supunha existir somente no livro 1984 de George Orwell. Pelo sim, pelo no, tenha bons modos na rede, seu patro pode estar te obser-vando. Pense bem antes de mar-car a opo curtir este artigo.

    Jos Luiz Almeida Costaconsultor em inovaes

    Publicao da Ac&S mdia Ltda CNPJ - 05.373.616/0001-21rua Luiz do carmo, 39Bairro Jardim Arizona - Sete Lagoas-mG - ceP 35700-374 - (31) 3775-0629Diretor geral e editor responsvel - Almerindo camilo (2709/mG)Coordenador comercial - Sidney Duarte (comercial@domingoemcasa.com.br)Coordenador de eventos - Herivelton moreira da costaCoordenador de distribuio - rafael melgaoEditora - marina Alvesreportagem - Jos Vtor camilo e cris DuarteDiagramao - Antonio Dias e Wanderson Fernando DiasTiragem - 8.000 exemplaresImpresso - O Tempo Servios grficos (contagem-mG)Contato comercial em Bh - Ac&S mdia Ltda (31) 2551-7797representante comercial SP, rio e Braslia - Screanmedia (11) 3451-0012 e (11) 9141-2938

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  • 3cidade e regio Domingo em Casa 26 De fevereiro a 3 De maro De 2012

    Ponto biomtricochega prefeituraAdministrao municipal adotar novo sistema de horrio dos servidores a partir desta semana

    A partir do dia 01 de maro, prxima quinta-feira, os servidores municipais tero entrada e sada con-troladas por ponto biomtrico, com registro a partir da impresso digital. Instalados h algumas semanas, os equipamentos que registram os ho-rrios de trabalho dos funcionrios pblicos, iro, progressivamente, substituir os antigos cartes de pon-to. At vencer o perodo de teste, en-tre maro e abril, os dois sistemas biomtrico e mecnico devero ser utilizados concomitantemente.

    O controle feito atravs da digital de cada trabalhador, o que impossibilita qualquer fraude ou manipulao irregular, como deixar

    o carto para um colega registrar a sada mais tarde. Os sistemas digital e mecnico ainda sero utilizados at que haja comprovao da total efic-cia do sistema biomtrico e tambm de forma a garantir maior segurana aos servidores. Aprovado, o sistema biomtrico, a exemplo das demais reparties pblicas em todo o pas, ser, ento, definitivamente vlido como nico controlador dos horrios a partir de maio.

    Segundo o secretrio de Adminis-trao, Leonardo Braga, que atua h 30 anos como servidor municipal na Prefeitura de Sete Lagoas, as fraudes jamais foram uma constante entre o funcionalismo. Na sua avaliao, os

    servidores sete-lagoanos so, em sua grande maioria, responsveis e cum-pridores dos seus deveres.

    Segundo ele, a medida visa, alm de modernizar os processos de controle das horas trabalhadas, limi-tar a ao de uma minoria infrator que, infelizmente age em todas as esferas, no apenas nas reparties pblicas.

    Leonardo Braga destaca que a medida moralizadora vem agradan-do os servidores municipais compro-metidos com o bom desempenho das suas funes. Aqueles servidores s-rios, obviamente, vo preferir o ponto biomtrico, onde o controle se pro-cessa via impresso digital, conclui.

    QuIm DrummOND/SecOm

    Modernidade Secretrio Leonado Braga, confia na eficincia do novo sistema

  • 4 cidade e regio Domingo em Casa 26 De fevereiro a 3 De maro De 2012SeDeS/DIVuLGAO

    inCentivo George Cipriani (de camisa verde) orientaos adolescentes durante a gravao do programa

    Programa de rdio tem aberto novas possibilidades e novos horizontes a adolescentes e jovens do centro Socioeducativo de Sete Lagoas

    Por Jos Vitor Camilo uma atividade pr l de

    inspiradora tem mudado o dia a dia de muitos adoles-centes infratores no centro Socioeducativo de Sete La-goas (cSeSL), que possui 84 leitos para adolescen-tes do sexo masculino com idades entre 12 e 21 anos. Desde outubro do ano pas-sado, foi criado o estdio casa do Som na unidade, e dois adolescentes so escolhidos para serem os locutores de um programa de rdio, que gravado e transmitido s te