Lei de Inelegibilidade - Lei Complementar nº 64, de 18 de ... ?· Lei de Inelegibilidade - Lei Complementar…

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  • Lei de Inelegibilidade - Lei Complementar n 64, de 18 de maio

    de 1990

    Estabelece, de acordo com o art. 14, 9, da Constituio Federal, casos de inelegibilidade, prazos de

    cessao e determina outras providncias.

    Ac.-TSE, de 14.2.2013, no AgR-REspe n 9677; e Ac.-TSE, de 4.9.2012, no AgR-REspe n 23046: No

    julgamento das ADCs nos 29 e 30 e da ADI no 4.578, o STF assentou que a aplicao das causas de

    inelegibilidade institudas ou alteradas pela LC n 135/2010 a fatos anteriores sua vigncia no

    viola a Constituio Federal.

    O Presidente da Repblica.

    Fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

    Art. 1 So inelegveis:

    Ac.-TSE ns 12.371/1992 e 22.014/2004: a inelegibilidade atinge somente a capacidade eleitoral

    passiva; no restringe o direito de votar.

    I para qualquer cargo:

    Ac.-STF, de 16.2.2012, nas ADC ns 29 e 30: constitucionalidade das hipteses de inelegibilidade

    institudas pelas alneas c, d, f, g,h, j, m, n, o, p e q deste inciso, introduzidas pela LC n

    135/2010.

    a) os inalistveis e os analfabetos;

    Sm.-TSE n 15/1996: "O exerccio de cargo eletivo no circunstncia suficiente para, em

    recurso especial, determinar-se a reforma de deciso mediante a qual o candidato foi considerado

    analfabeto". Ac.-TSE ns 318/2004, 21.707/2004 e 21.920/2004, dentre outros: nas hipteses de

    dvida fundada, a aferio da alfabetizao se far individualmente, sem constrangimentos; o

    exame ou teste no pode ser realizado em audincia pblica por afrontar a dignidade humana.

    Ac.-TSE n 24.343/2004: ilegitimidade do teste de alfabetizao quando, apesar de no ser

    coletivo, traz constrangimento ao candidato.

    b) os membros do Congresso Nacional, das Assemblias Legislativas, da Cmara Legislativa e das

    Cmaras Municipais que hajam perdido os respectivos mandatos por infringncia do disposto nos incisos I

    e II do art. 55 da Constituio Federal, dos dispositivos equivalentes sobre perda de mandato das

    Constituies Estaduais e Leis Orgnicas dos Municpios e do Distrito Federal, para as eleies que se

    realizarem durante o perodo remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos oito anos

    subseqentes ao trmino da legislatura;

    Alnea b com redao dada pelo art. 1 da LC n 81/1994.

    Ac.-TSE n 20.349/2002: aplicabilidade do novo prazo tambm queles cujo mandato foi cassado

    anteriormente vigncia da LC n 81/1994.

    c) o Governador e o Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal e o Prefeito e o Vice-Prefeito que

    perderem seus cargos eletivos por infringncia a dispositivo da Constituio Estadual, da Lei Orgnica do

  • Distrito Federal ou da Lei Orgnica do Municpio, para as eleies que se realizarem durante o perodo

    remanescente e nos 8 (oito) anos subsequentes ao trmino do mandato para o qual tenham sido eleitos;

    Alnea c com redao dada pelo art. 2 da LC n 135/2010.

    d) os que tenham contra sua pessoa representao julgada procedente pela Justia Eleitoral, em

    deciso transitada em julgado ou proferida por rgo colegiado, em processo de apurao de abuso do

    poder econmico ou poltico, para a eleio na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como

    para as que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes;

    Alnea d com redao dada pelo art. 2 da LC n 135/2010.

    Ac.-TSE, de 25.9.2012, no REspe 16512: a causa de inelegibilidade prevista nesta alnea incide a

    partir da eleio da qual resultou a respectiva condenao at o final dos oito anos seguintes,

    independentemente da data em que se realizar a eleio.

    Ac.-TSE, de 30.9.2010, no RO n 86514: no incidncia da lei nova (LC n 135/2010) sobre os

    efeitos produzidos pela lei anterior, principalmente quando exauridos ainda na vigncia da norma

    antiga.

    Ac.-TSE, de 8.2.2011, no AgR-RO n 371450: no incidncia da inelegibilidade desta alnea quando

    proferida em sede de RCED ou AIME.

    Ac.-TSE, de 4.9.2012, no REspe n 18984: incidncia da norma prevista nesta alnea ainda que se

    trate de condenao transitada em julgado referente a eleio anterior vigncia da LC n

    135/2010.

    V. segunda nota alnea j deste inciso e artigo, cujo entendimento aplicvel ao prazo de

    inelegibilidade de oito anos aqui previsto.

    Ac.-TSE, de 19.3.2013, no AgR-REspe n 21204: a inelegibilidade prevista nesta alnea no incide

    sem a ocorrncia de condenao pela prtica de abuso do poder econmico ou poltico em deciso

    transitada em julgado ou proferida por rgo colegiado.

    e) os que forem condenados, em deciso transitada em julgado ou proferida por rgo judicial

    colegiado, desde a condenao at o transcurso do prazo de 8 (oito) anos aps o cumprimento da pena,

    pelos crimes:

    Ac.-TSE, de 4.12.2012, no REspe n 9664: inelegibilidade que exige a condenao criminal

    colegiada ou transitada em julgado, sendo inadmissvel sua incidncia por mera presuno.

    Ac.-TSE, de 17.12.2012, no AgR-REspe n 29969: incompetncia da Justia Eleitoral para analisar o

    acerto ou desacerto da deciso condenatria.

    Ac.-TSE, de 14.2.2013, no AgR-REspe n 36440: a converso da pena privativa de liberdade em

    pena restritiva de direitos no afasta a incidncia da causa de inelegibilidade prevista nesta

    alnea.

    1. contra a economia popular, a f pblica, a administrao pblica e o patrimnio pblico;

  • Ac.-TSE, de 4.10.2012, no REspe n 12922: os crimes contra a administrao e o patrimnio

    pblicos abrangem os previstos na Lei de Licitaes.

    Ac.-TSE, de 15.10.2013, no REspe n 7679: configura crime contra a administrao pblica o

    desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicao.

    2. contra o patrimnio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que

    regula a falncia;

    3. contra o meio ambiente e a sade pblica;

    4. eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade;

    5. de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenao perda do cargo ou inabilitao para

    o exerccio de funo pblica;

    6. de lavagem ou ocultao de bens, direitos e valores;

    7. de trfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos;

    8. de reduo condio anloga de escravo;

    9. contra a vida e a dignidade sexual; e

    Ac.-TSE, de 21.5.2013, no REspe n 61103: incorre em inelegibilidade aquele que tenha sido

    condenado por crime doloso contra a vida, julgado pelo Tribunal do Jri.

    10. praticados por organizao criminosa, quadrilha ou bando;

    Alnea e com redao dada pelo art. 2 da LC n 135/2010.

    CF/88, art. 15, III: suspenso dos direitos polticos enquanto durarem os efeitos da condenao

    criminal transitada em julgado. Ac.-TSE ns 16.742/2000 e 22.148/2004: o art. 15, III, da

    Constituio no torna inconstitucional este dispositivo, que tem apoio no art. 14, 9, da

    Constituio.

    Ac.-TSE, de 28.4.2011, no AgR-RO n 160446: incompetncia da Justia Eleitoral para, no processo

    de registro de candidatura, decidir a prescrio da pretenso punitiva, seus efeitos no processo

    penal ante a pendncia de recurso da acusao, bem como aferir o acerto ou desacerto da deciso

    da Justia Comum Criminal que a declarou.

    Ac.-TSE, de 12.11.2008, no REspe n 30.252: "Embora o delito de incndio esteja inserido no Ttulo

    VIII Dos Crimes contra a Incolumidade Pblica do Cdigo Penal, a circunstncia de ter sido

    cometido no frum da cidade, isto , em edifcio pblico, o inclui entre os crimes contra o

    patrimnio pblico a que faz referncia o art. 1, I, e, da Lei Complementar n 64/1990".

    Ac.-TSE, de 3.4.2008, no REspe n 28.390: ainda que reconhecida a prescrio da pretenso

    executria, incide a inelegibilidade prevista neste dispositivo, cujo termo inicial ser a data em

    que declarada a extino da punibilidade.

    f) os que forem declarados indignos do oficialato, ou com ele incompatveis, pelo prazo de 8 (oito) anos;

  • Alnea f com redao dada pelo art. 2 da LC n 135/2010.

    g) os que tiverem suas contas relativas ao exerccio de cargos ou funes pblicas rejeitadas

    por irregularidade insanvel que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por deciso

    irrecorrvel do rgo competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judicirio,

    para as eleies que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes, contados a partir da data da deciso,

    aplicando-se o disposto no inciso II do art. 71 da Constituio Federal, a todos os ordenadores de

    despesa, sem excluso de mandatrios que houverem agido nessa condio;

    Alnea g com redao dada pelo art. 2 da LC n 135/2010.

    Ac.-TSE, de 25.9.2012, no REspe n 12061; de 8.9.2010, no RO n 75179; e, de 29.9.2009, no AgR-

    RO n 63913: a ressalva final constante desta alnea de que se aplica o disposto no art. 71, II, da

    CF/88 a todos os ordenadores de despesa, sem excluso de mandatrios que houverem agido nessa

    condio, no alcana os chefes do Poder Executivo.

    Caracterizao de irregularidade insanvel que configura ato doloso de improbidade

    administrativa e atrai a inelegibilidade desta alnea: Ac.-TSE, de 3.9.2013, no REspe n 49345

    (imputao de dbito ao administrador pelo TCU); Ac.-TSE, de 2.4.2013, no AgR-REspe n 25454

    (contratao de pessoal sem a realizao de concurso pblico e no recolhimento ou repasse a

    menor de verbas previdencirias); Ac.-TSE, de 21.2.2013, no AgR-REspe n 8975 (falta de repasse

    integral de valores relativos ao ISS e ao IRPF); Ac.-TSE, de 14.2.2013, no AgR-REspe n 45520

    (violao ao art. 37, XIII, da CF/88); A