Ser­(e)ssima: Vanity Fair Confidencial

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Entrevista com a produtora executiva da série, Stephanya Bareham

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  • MINHASRIE...Nem s de glamour vive a re-vista norte-americana VanityFair. Alis, seus maiores feitospassam longe de Hollywood eo mundo das celebridades,mesmo que seja difcil paramuitos leitores da publicaode fora dos Estados Unidosacreditarem nisso. Mas antesde entrar no assunto desta se-mana, vou dar dois exemplosrecentes em que a revista foicitada em contextos fora doentretenimento em produ-es que conhecemos bem.

    Na nova temporada deHouse of Cards, o candidato presidncia dos EUA WillConway (Joel Kinnaman), queconcorre contra Frank Un-derwood (Kevin Spacey), faz

    um ensaio para a capa da Va-nity Fair ao lado da mulher,pois isso lhe trar muitos pon-tos na pesquisa, com direito auma informao exclusiva:quem ser o seu vice-presiden-te na chapa. Ou seja, um furoque todos os veculos adora-riam dar, mas quem consegue a Vanity Fair.

    Alm disso, no recente fil-me Conspirao e Poder (Tru-th), inspirado em fatos reais, ajornalista Mary Mapes (inter-pretada por Cate Blanchett)tenta convencer os editores doaclamado programa 60 Minu-tes, do canal CBS, a deix-laembarcar em uma arriscadainvestigao contra o entopresidente e candidato a reelei-

    o dos Estados Unidos, Geor-ge W. Bush. Ela queria provarque ele havia sido protegido,graas aos altos contatos desua famlia, para no servir naguerra do Vietn. A VanityFair tambm est atrs da his-tria, diz em determinadomomento, quase como umaprova, que a pauta era boa.

    Pois esse lado da publica-o, justamente o que a tor-nou uma das mais importan-tes e influentes revistas domundo, o explorado pela novasrie do canal Investigao Dis-covery (ID), Vanity Fair: Confi-dencial, que estreia amanh,s 21h30. A produo mergu-lha nosmais controversos, po-lmicos e difceis casos investi-gados pela revista, mostrandoos difceis bastidores da apura-o e as consequncias que asreportagens tiveram.

    Mais do que isso, revela de-talhes de todo o processo, atento desconhecidos, j queos casos so reconstitudoscom a ajuda dos jornalistas eescritores que trabalharam na

    reportagem, entre eles MarkSeal, Mimi Swartz e Buzz Bis-singer.

    Quando nos ofereceramacesso aos artigos investigati-vos da revista, ficamos encan-tados com a oportunidade detrabalhar com as pessoas da-queles trabalhos magnficos.So pesquisas muito bem ela-boradas, realmente impressio-nantes, e mostram porqueeles fazem parte de uma revis-ta como a Vanity Fair, explicaa produtora executiva da s-rie, Stephanya Bareham, ementrevista exclusiva Ser(e)ssi-ma.

    A coluna assistiu aos doisprimeiros episdios Prisio-neiro de Denver e AMulher De-saparecida e, apesar demostrarem personagens e ca-sos que fizeram barulho exclu-sivamente nos Estados Uni-dos, muito interessante vero trabalho dos jornalistas e opoder dos veculos de comuni-cao ao embarcar em hist-rias profundas. uma srieque funciona para as mais di-

    ferentes pessoas em diferen-tes pases, porque h variadosassuntos, mistrios e proble-mas enfrentados no fazer dasmatrias que importam maisdo que os crimes em si, dizStephanya.

    Ela cita como exemplo jus-tamente o captulo que abre asrie, sobre uma jovem de 21anos, Lisl Auman, que passaoito anos presa acusada deum assassinato que no come-teu graas a uma lei ultrapas-sada do Colorado. Ela escrevediversas cartas para jornais epersonalidades pedindo aju-da, e quem responde o escri-tor Hunter S. Thompson, quepassa a trabalhar com o editorcolaborador da Vanity Fair,Mark Seal, para resolver a si-tuao.

    O caso pode at ter aconte-cido em um Estado especfico,mas ele reflete o que podeacontecer por todo o pas e,consequentemente, em mui-tos outros lugares. Pessoasque praticam ideologias extre-mistas existem em qualquer

    lugar. E essa identificao vi-svel em outros episdios tam-bm, mesmo sendo sobreuma cidade, ou uma pessoa,afirma a produtora executiva.

    A primeira temporada deVanity Fair: Confidencial composta por 12 episdios deuma hora. AMulher Desapare-cida, sobre o estranho sumiodamulher mais odiada dos Es-tados Unidos, muito bem fei-to, assemelhando-se a um ex-celente filme de suspende eterror com a exceo deque, aqui, as atrocidades real-mente aconteceram.

    A srie fez enorme sucessol fora e um segundo ano j es-t em produo pelo canal.Um dos episdios vai abordaros abusos sexuais cometidospelo comediante Bill Cosby. um captulo importanteporque uma oportunidadepara encorajar as mulheresque passaram por abusos emalgum momento da vida a fa-lar, como dar vozes a elas. Eisso o que importa, finalizaStephanya.

    MarinaCotovicz, 34anos, publisher.Comecei a verHouse of Cardsquando j estava naquinta temporada. Foi bomporque consegui ver osepisdios sem longas pausas.Alm de todo o cenriopoltico, semelhante ao quevivemos atualmente, cheio deintrigas e conspiraes, a srieme encanta porque acabotorcendo para o vilo. Sim, oprotagonista FrankUnderwood, alm de reunirtodos os esteretiposhorrorosos e desprezveis, dopoltico inescrupuloso, cnico ecorrupto, de alguma forma tefaz querer que suasconspiraes dem certo. Ouseja, o telespectador acabasendo cmplice dele, de seuscrimes. Ou seja, em nenhumlugar, h mocinhos.

    Divulgao

    O canal DISCOVERY IDmergulha nos bastidores da revista mais influente dos ESTADOS UNIDOS ereconstri nos 12 episdios de VANITY FAIR: CONFIDENCIAL, que estreia amanh, casos investigadospela PUBLICAO, mostrando desde o processo de apurao at as consequncias das REPORTAGENS

    VAIDADES confidenciais

    Mark Seal, o editor colaborador da revista Vanity Fair, aparece no primeiro episdio, que vai ao ar amanh

    CampinasDOMINGO 10 / 04 / 2016

    CORREIO POPULAR