VANGUARDA EUROPÉIA

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VANGUARDA EUROPÉIA. Movimento que investe no interesse ideológico da arte; Subversão radical da cultura e de costumes sociais; Negação do passado; Estilo ousado e técnico. - PowerPoint PPT Presentation

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  • VANGUARDA EUROPIA Movimento que investe no interesse ideolgico da arte;Subverso radical da cultura e de costumes sociais;Negao do passado;Estilo ousado e tcnico.

  • Ao se iniciarem os anos de 1900, a Europa suportava a herana do final do sculo XIX , por duas situaes antagnicas, mas complementares: euforia exagerada diante do progresso industrial e os avanos tecnolgicos-cientficos como a eletricidade, o automvel, o cinema, o telefone, por exemplo. As conseqncias desse avano no processo burgus -industrial: uma disputa cada vez mais acirrada pelo domnio dos mercados fornecedores e consumidores, que resultaria a primeira guerra mundial. Contrastando com o clima de euforia da burguesia, tambm vamos encontrar o pessimismo caracterstico desse final de sculo. Essa contradio gerou um clima de efervescncia artstica, favorecendo o aparecimento de vrias tendnciaspreocupadas com com uma nova interpretao da realidade.

  • A essa multiplicidade de tendncias , os vrios ismos - Futurismo, Expressionismo, Cubismo, Dadasmo, Surrealismo, convencionou-se a cham-las de vanguardas europias , responsveis por diversos manifestos artsticos , tanto na arte como na escrita.

    FUTURISMO: O primeiro manifesto do movimento foi publicado em 20 de fevereiro de 1909, assinado por Fillipo Tommaso Marinetti, na Itlia. Ele exaltou a vida moderna, procurou estabelecer o culto a mquina e a velocidade, pregando a destruio do passado e os meios tradicionais da expresso literria.

  • ARTE FUTURISTADinamismo de um ciclista Umberto Boccioni

    Automvel correndo Giacomo Balla

  • O MANIFESTO FUTURISTA Foi escrito pelo poeta italiano Filippo Tommaso Marinetti, e publicado no jornal francs Le Figaro em 1909. Este manifesto marcou a fundao do Futurismo, um dos primeiros movimentos da arte moderna.

    1. Ns queremos cantar o amor ao perigo, o hbito energia e temeridade.2. Os elementos essenciais de nossa poesia sero a coragem, a audcia e a revolta.3. Tendo a literatura at aqui enaltecido a imobilidade pensativa, o xtase e o sono, ns queremos exaltar o movimento [...], a bofetada e o soco.4. Ns declaramos que o esplendor do mundo se enriqueceu com uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automvel de corrida com seu cofre adornado de grossos tubos como serpentes de flego explosivo... um automvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, mais belo que a Vitria de Samotrcia

  • [...]7. No h mais beleza seno na luta. Nada de obra-prima sem um carcter agressivo. A poesia deve ser um assalto violento contra as foras desconhecidas, para intim-las a deitar-se diante do homem.8. [...] Ns vivemos j no absoluto, j que ns criamos a eterna velocidade omnipresente.9. Ns queremos glorificar a guerra - nica higiene do mundo - o militarismo, o patriotismo, o gesto destruitor dos anarquistas, as belas idias que matam, e o menosprezo mulher.10. Ns queremos demolir os museus, as bibliotecas, combater o moralismo, o feminismo e todas as covardias oportunistas e utilitrias.

    [...]

  • O FUTURISMO NO BRASILO futurismo influenciou diversos artistas que depois fundaram outros movimentos modernistas, como Oswald de Andrade e Anita Malfatti, que tiveram contacto com o Manifesto Futurista e com Marinetti em viagens Europa j em 1912. Aps uma interrupo forada pela Grande Guerra, o contato foi retomado. Foi certamente uma das influncias da Semana de Arte Moderna de 1922, e seus conceitos de desprezo o passado para criar o futuro e no cpia e venerao pela originalidade caiu como uma luva no desejo dos jovens artistas de parar de copiar os modelos europeus e criar uma arte brasileira.

  • Oswald , principalmente, apercebeu-se que o Brasil e toda a sua multiplicidade cultural, desde as variadas culturas autctones dos ndios at cultura negra, representavam uma vantagem e que com elas se podia construir uma identidade e renovar as letras e as artes.O movimento colabora para desencadear o modernismo, que dominou as artes aps a Semana de Arte Moderna de 1922. Os modernistas usam algumas das tcnicas do futurismo e discutem suas idias, mas rejeitam o rtulo, identificado com o fascista Marinetti.

  • DADASMO: Movimento que enfatiza a destruio e a anarquia de valores e formas. Seu principal representante foi Tristan Tzara, 1916 em Zurique. Essa arte pretendia causar escndalo e surpresa, destruir o bom senso, alm de romper qualquer tipo de equilbrio, em decorrncia de a arte haver perdido o sentido diante da irracionalidade da guerra.Foi o mais radical dos movimentos de vanguarda.Dad no significa nada com essa frase, Tristan Tzara justificou a criao desse movimento artstico.

  • Algumas propostas literrias dadastas:

    * Liberdade total de criao (Estamos contra todos os sistemas,mas sua ausncia o melhor sistema); * Percepo da vida em sua lgica incoerncia primitiva; * Criao de uma linguagem totalmente nova; * Ausncia de nexo; * Estilo antigramatical; * Anarquia, espontaneidade, desvairismo; * Poema-piada e pardia; * Nihilismo, autofagia.

  • ARTE DADASTAPARA FAZER UM POEMA DADASTA Pegue num jornal. Pegue numa tesoura. Escolha no jornal um artigo com o comprimento que pretende dar ao seu poema. Recorte o artigo. Em seguida, recorte cuidadosamente as palavras que compem o artigo e coloque-as num saco. Agite suavemente. Depois, retire os recortes uns a seguir aos outros. Transcreva-os escrupulosamente pela ordem que eles saram do saco. O poema parecer-se- consigo. E voc ser um escritor infinitamente original, de uma encantadora sensibilidade, ainda que incompreendido pelas pessoas vulgares. Tristan Tzara

  • DADASMO NO BRASILNo Brasil, o Dadasmo manifestou-se em vrias obras dos modernistas sem, contudo, domin-las integralmente.O dad repercute na produo de alguns artistas nos primeiros anos do modernismo. Certas obras do arquiteto, pintor e escritor Flvio de Carvalho (1899-1973) e do pintor e poeta Ismael Nery podem ser associadas ao dad. Ambos tm uma viso dessacralizada da arte e no estabelecem muitos limites entre ela e a vida.

  • CUBISMO: Nascido na Espanha em 1907 a partir das experincias de Pablo Picasso e de George Braque, desenvolveu-se mais na pintura, valorizando formas geomtricas .

    Na literatura , o cubismo viveu seu primeiro momento de manifesto-sntese assinado por Apollinare (1880-1918). A literatura cubista valoriza a proposta da vanguarda Europia de aproximar ao mximo das manifestaes artsticas (pintura, literatura, msica, escultura). Pablo Picasso

  • ARTE CUBISTAGuernica Pablo Picasso

  • CUBISMO NO BRASIL O cubismo s repercute no pas aps a Semana de Arte Moderna de 1922. Pintar como os cubistas considerado apenas um exerccio tcnico. No h, portanto, cubistas brasileiros, embora quase todos os modernistas sejam contagiados pelo movimento. o caso de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Di Cavalcanti.Tarsila do AmaralAnita MalfatiDi Cavalcanti

  • Carnaval Di Cavalcanti

  • ARTE CUBISTA NO BRASILMulher sentada- Vicente Rego Monteiro Abaporu Tarsila do Amaral

  • SURREALISMO - O marco de incio do surrealismo foi a publicao do Manifesto Surrealista, feito pelo poeta e psiquiatra francs Andr Breton, em 1924.Destruindo a radicalidade do dadasmo, defende que o carter destrutivo dadasta deve corresponder umas das etapas de criao. Como etapa posterior demolio das tradies burguesa, estaria construindo um novo conceito da realidade, baseado no surreal, isto , a noo do real, acrescenta a razo a imaginao, o sonho a fantasia criadora do inconsciente, desvendadas de seus mistrios mais profundos pela psicanlise de Freud. No ser o temor da loucura que nos forar a hastear a bandeira da imaginao a meio pau.[...]

  • Salvador Dali Andr Breton

  • Arte surrealistaApario de um rosto e de uma fruteira numa praia- Salvador Dali

  • O SURREALISMO NO BRASIL As idias do surrealismo foram absorvidas na dcada de 1920 e 1930 pelo movimento modernista no Brasil. Podemos observar caractersticas surrealistas nas pinturas de Ismael Nery e da artista Tarsila do Amaral. A obra Eu Vi o Mundo, Ele Comeava no Recife, do artista pernambucano Ccero Dias, apresenta muitas caractersticas do surrealismo.

  • Eu Vi o Mundo, Ele comea no Recife Ccero Dias

  • As esculturas de Maria Martins tambm caminham nesta direo.

    Impossvel

  • EXPRESSIONISMO surgiu na Alemanha em 1910 a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramtica, subjetiva, expressando sentimentos humanos. Utilizando cores patticas, d forma plstica ao amor, ao cime, ao medo, solido, misria humana, prostituio. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento. Predominncia dos valores emocionais sobre os intelectuais. Principais caractersticas: * pesquisa no domnio psicolgico; * cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas; * dinamismo improvisado, abrupto, inesperado; * pasta grossa, martelada, spera; * tcnica violenta: o pincel ou esptula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando exploses; * preferncia pelo pattico, trgico e sombrio

  • Auto-retrato - Vincent Van GoghArte expressionista

  • A sesta Vincent Van Gogh

  • O Grito - Edvard Munch

    Munch descreveu assim a experincia que o levou a pintar a sua obra-prima: Caminhava eu com dois amigos pela estrada, ento o sol ps-se; de repente, o cu tornou-se vermelho como o sangue. Parei, apoiei-me no muro, inexplicavelmente cansado. Lnguas de fogo e sangue estendiam-se sobre o fiorde preto-azulado. Os meus amigos continuaram a andar, enquanto eu ficava para trs tremendo de medo e senti o grito enorme, infinito, da natureza.

  • EXPRESSIONISMO NO BRASILNo Brasil, obs