AUDIÊNCIA TRABALHISTA - Pós-Está ?· Audiência trabalhista Apostila Aula 1: Fase postulatória ...…

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  • AUDINCIA

    TRABALHISTA

    Aula 01: Fase postulatria

  • AUDINCIA TRABALHISTA 1

    ndice Aula 1: Fase postulatria ............................................................................................................... 2

    Introduo ................................................................................................................................. 2

    Contedo ................................................................................................................................... 3

    Dissdio individual e dissdio coletivo .................................................................................. 3

    A fase postulatria do processo ............................................................................................. 3

    Espcies ................................................................................................................................. 3

    Registros das reclamaes ..................................................................................................... 4

    Requisitos .............................................................................................................................. 4

    Valor da causa ....................................................................................................................... 5

    Custas do processo ................................................................................................................ 5

    O pedido ................................................................................................................................ 6

    Outras definies de petio inicial....................................................................................... 7

    Audincia .............................................................................................................................. 9

    Audincia de conciliao .................................................................................................... 10

    Depoimento das partes ........................................................................................................ 11

    Sentena .............................................................................................................................. 12

    Limites e elementos da sentena ......................................................................................... 12

    Ata de audincia e coisa julgada ......................................................................................... 13

    Prtica dos tribunais ............................................................................................................ 14

    Referncias .............................................................................................................................. 14

    Exerccios de fixao .............................................................................................................. 14

    Chaves de resposta ..................................................................................................................... 17

    Aula 1 ...................................................................................................................................... 17

    Exerccios de fixao .......................................................................................................... 17

  • AUDINCIA TRABALHISTA 2

    Audincia trabalhista

    Apostila

    Aula 1: Fase postulatria

    Introduo

    Ol, Pessoal! Sejam bem- vindos! Hoje nossa primeira aula e vamos iniciar o

    estudo sobre Audincia Trabalhista com uma abordagem ampla acerca da

    teoria e da pratica concernente ao Instituto apresentando, um conceito para a

    disciplina, assim como seus fundamentos, natureza jurdica e princpios. A

    seguir, trataremos da Fase postulatria e sequncia de atos da audincia.

    Objetivo:

    1. Conhecer a fase postulatria: petio inicial, requisitos, custas. Ritos.

    Audincia de conciliao, instruo e julgamento, sequncia de atos da

    audincia. Prtica dos tribunais.

  • AUDINCIA TRABALHISTA 3

    Contedo

    Dissdio individual e dissdio coletivo

    Dissdio Individual: Em termos de organizao judiciria e de competncia,

    de um modo geral, o Processo do Trabalho se divide em dissdio individual,

    quando as partes envolvidas no conflito so identificadas pelo empregado e

    empregador, mormente de reclamante e reclamada, seguindo a tradio de ser

    uma reclamao trabalhista, evitando requerente e requerido, suscitante ou

    suscitado, e de forma suplementar, utilizando autor e ru.

    Dissdio Coletivo: E em dissdio coletivo quando as partes so as entidades

    sindicais ou outras Instituies como Ministrio Pblico do Trabalho.

    Neste estudo trataremos do dissdio individual do trabalho, veja a

    seguir.

    A fase postulatria do processo

    Vamos iniciar com a petio inicial: a prestao jurisdicional depende de

    provocao do interessado, princpio da inrcia, mas o processo se desenvolve

    por impulso oficial.

    o instrumento pelo qual o autor exerce o seu direito ao acesso a justia.

    A petio inicial a pea inaugural do processo, sendo tambm denominada

    de pea exordial, pea vestibular, pea de ingresso. Na justia do trabalho

    a denominao jurdica da petio inicial reclamao trabalhista.

    Princpios: da inrcia/dispositivo ou da demanda artigo 2 (primeira parte),

    do NCPC C/C artigo 319 do NCPC e 769 da CLT.

    Espcies

    Espcies (art. 840, 1 e 2, CLT)

    A reclamao poder ser escrita ou verbal:

  • AUDINCIA TRABALHISTA 4

    1.Verbal (arts. 786 e 731 CLT)

    2.Escrita (art. 787 CLT)

    Designao do juiz do direito ocorre quando em uma localidade no tem vara

    do trabalho (1).

    Registros das reclamaes

    Para a distribuio, da petio inicial, a CLT estabelece procedimento nos

    seguintes dispositivos legais: (art. 837, CLT), (art. 838 c/c 783 e 788, CLT).

    (art. 783, CLT). As reclamaes sero registradas em livro prprio (art. 784,

    CLT , art. 785, CLT).

    Todavia, a partir de setembro de 2009, foi implantado o Processo Eletrnico

    (Pje), pelo Conselho Nacional de Justia. A Justia do Trabalho aderiu por meio

    de convnio firmado com o Conselho Superior da Justia do Trabalho (CSJT) e

    com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), os quais firmaram, por sua vez,

    convnios com todos os tribunais regionais do trabalho.

    A reclamao trabalhista poder ser proposta pelos empregados e

    empregadores pessoalmente (jus postulandi), pelos sindicatos, pelo MPT. (Art.

    839, CLT), em situaes excepcionais, como por exemplo, para menores no

    representados.

    Requisitos

    Requisitos (art. 840 CLT c/c art. 319 do NCPC): devem ser atendidos os

    requisitos da justia do trabalho e do CPC, pois o CPC tem mais requisitos do

    que os citados no art. 840, tal como a informao acerca da audincia de

    mediao, o que entende-se integralmente aplicvel ao processo do trabalho,

    tendo em vista o princpio conciliatrio.

  • AUDINCIA TRABALHISTA 5

    Por certo, o art. 840 CLT no prev a citao do reclamado, pois automtica,

    feita pelo cartrio. O juiz tem conhecimento do processo no dia da audincia.

    Tambm no h o protesto por produo de provas porque as provas sero

    produzidas em audincia.

    Observao, igualmente, o NCPC, ao contrrio do Cdigo Adjetivo de 1973, no

    prev mais o pedido de citao como um dos requisitos da petio inicial, mas

    isso no indica a sua desnecessidade, na medida em que este pedido ainda

    um requisito que decorre da compreenso dos artigos 246 e seguintes do

    NCPC.

    Valor da causa

    E o valor da causa?

    O valor fundamental para a determinao de alada: a lei 5.584/70 criou

    novo procedimento, criticado doutrinariamente, mas mantido pelos tribunais, o

    procedimento de alada. Ento o valor da causa vai se relacionar com os ritos:

    Rito Sumrio: a lei 5.584/70 criou o procedimento de alada. Nesse rito, s

    cabe recurso por violao Constituio, e aplicado se o valor da causa for

    de at dois salrios mnimos. A lei permitiu que, se a parte no indicasse o

    valor, o juiz fizesse essa fixao.

    Rito Sumarssimo: lei 9.957/00 (arts. 852-A ao 852-I da CLT). O valor da

    causa no exceda a 40 salrios mnimos. No traz a informao de que o juiz

    deve dar o valor da causa. Portanto, passou a ser necessrio. Para alguns

    doutrinadores, atualmente, s existe o rito sumarssimo e ordinrio na seara

    justrabalhista, especialmente pela no utilizao do procedimento de alada.

    Rito Ordinrio rito inicial da CLT.

    Custas do processo

    E as custas do processo?

  • AUDINCIA TRABALHISTA 6

    De acordo com o art. 789, 1, as custas sero pagas pelo vencido, aps o

    trnsito em julgado da deciso. No caso de recurso, as custas sero pagas e

    comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal, quando o reclamante

    distribui a reclamao, no paga custas, para no inviabilizar o acesso justia,

    mas se ele no for declarado beneficirio da gratuidade de justia, ter que

    pagar sim. Por isso que a juntada da declarao de pobreza, conforme Smula

    463 do TST se faz necessria.

    De acordo com o art. 832, 2

    O art. 832, 2, CLT preceitua que as custas devem sempre ser determinadas

    na sentena, no cmputo de 2% sobre o valor da condenao (art. 789, CLT) ,

    que meramente estimativo, declarado pelo juiz.

    Quem paga as custas processuais?

    Quem paga as custas processuais? A jurisprudncia trabalhista entende

    que,