Glossario agricultura

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Glossrio de Termos Usados em Atividades Agropecurias, Florestais e Cincias AmbientaisCompilao:

Jos Geraldo Pacheco Ormond

Rio de Janeiro Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social 1 Edio 2004

Compilao: Jos Geraldo Pacheco Ormond* Projeto grfico: Ana Luisa Silveira Gonalves Preparao: Gerncia de Editorao do BNDES Editorao eletrnica: Abreus System

*Administrador do BNDES (jormond@bndes.gov.br)

O43g

Ormond, Jos Geraldo Pacheco. Glossrio de termos usados em atividades agropecurias, florestais e cincias ambientais / Jos Geraldo Pacheco Ormond. Rio de Janeiro : BNDES, 2004. 292 p. ; 23 cm. ISBN: 85-87545-09-4 1. Recursos naturais. I. Ttulo. CDD 333.7

permitida a reproduo parcial ou total desta publicao, desde que citada a fonte. Av. Repblica do Chile, 100/1319 Rio de Janeiro RJ CEP 20031-917 Tel.: (21) 2277-7355 Fax: (21) 2240-3862 Internet: www.bndes.gov.br

APRESENTAO

Este glossrio rene aproximadamente trs mil conceitos e explicaes de verbetes, termos e expresses, inclusive alguns em lngua estrangeira j incorporados ao nosso vocabulrio dirio, usados em atividades com elevado grau de inter-relacionamento e integrao, como o caso da agricultura, da pecuria, da economia, do manejo florestal e das cincias do meio ambiente. Tem por objetivo auxiliar estudantes e pessoas que desempenham trabalhos profissionais ligados a elaborao, anlise e acompanhamento de projetos relacionados com estas reas de conhecimento. Os vocbulos foram selecionados e compilados por Jos Geraldo Pacheco Ormond, tcnico do BNDES, que tambm elaborou o conceito, a definio e a explicao de vrios destes verbetes, termos e expresses. Este trabalho foi feito a partir de leitura de livros e artigos especializados e atravs de coleta no vocabulrio usado em entrevistas e reportagens sobre temas agropecurio, florestais e de meio ambiente exibidas nos programas Globo Rural e Globo Reprter da rede Globo de Televiso, Brasil Rural e Expedies da TVE Rede Brasil e Reprter Eco e Caminhos e Parcerias da TV Cultura. Para conceituao foram utilizados dicionrios das lnguas portuguesa e inglesa, glossrios de termos especficos, enciclopdias, livros didticos, textos legais, apostilas para concursos, consulta a sites especializados na internet, depoimentos, reportagens e conversas com especialistas.

Quando a humanidade descobriu a possibilidade da agricultura, deu um grande passo talvez o maior de todos no sentido da criao da civilizao. A partir da atividade de plantar e colher, foi possvel aos homens se instalarem em um lugar e ali viverem de forma permanente. Isso deu origem aos primeiros abrigos, s primeiras casas, que por vezes no passavam de cavernas, e s povoaes, aldeias, vilas e cidades. Deixamos de ser nmades e nos transformamos em cidados, como indica a palavra habitantes de cidades * * Luiz Alberto Py A felicidade aqui: lies de antigas sabedorias p. 73

AGRADECIMENTOS

Maria Cristina Prata Neves, biloga e pesquisadora da Embrapa Agrobiologia, Eduardo Simes Correa, agrnomo e pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Roberto Luiz Teodoro, mdico veterinrio, e Maria Aparecida V. Paiva e Brito, microbiologista, ambos pesquisadores da Embrapa Gado de Leite, Silvana Pedroso de Oliveira, engenheira de alimentos e pesquisadora da Embrapa Agroindstria de Alimentos, a equipe do Servio de Atendimento ao Cidado da Embrapa Sunos e Aves, Andria Maffeis, engenheira florestal da Sociedade Brasileira de Silvicultura, a equipe da Development Alternative Incorporation Consultoria, Jorge de Oliveira Melo, fsico e professor do Colgio Militar do Rio de Janeiro, Arthur Adolfo Guarido Garbayo, bibliotecrio e coordenador do Centro de Pesquisa de Informao e Dados do BNDES, Dulce Correa Monteiro Filha e Ricardo S Peixoto Montenegro, economistas do BNDES, e Izaura Maria de Sousa e Silva, tcnica de comunicao e gerente de Editorao do BNDES.

A

Abanao operao mecnica pela qual se separa a palha dos gros dos cereais. Abate (1) uma das operaes principais da explorao florestal. Consiste no corte de rvores que sero usadas em processos de transformao ou para gerao de energia. Normalmente este corte feito o mais junto possvel ao solo impedindo assim o rebrotamento. (2) consiste na matana de animais para fins de consumo ou comercializao. Abitico (1) local ou processo caracterizado pela ausncia de seres vivos. (2) condies fsico-qumicas do meio ambiente: gua, luz, temperatura, clima, rochas, minerais etc. (3) refere-se aos elementos inorgnicos, ou seja, que no possuem vida. Absentista ou Abstencionista proprietrio de terrenos florestais que vive, normalmente, longe das suas propriedades e que por conseqncia disso no tira partido ou no gere convenientemente essas mesmas reas. Absoro (1) fixao de uma substncia, geralmente lquida ou gasosa, no interior da massa de outra substncia, em geral slida, e resultante de um conjunto complexo de fenmenos de capilaridade, atraes eletrostticas, reaes qumicas etc. (2) funo pela qual as clulas dos seres vivos fazem penetrar em seu meio interno, em uma parte da clula ou em espaos intercelulares, as substncias que lhes so necessrias. Abundncia refere-se quantidade de indivduos de determinada espcie encontrada em um determinado espao fsico. Ver ocorrncia. Acabamento ver terminao. Accia gnero das leguminosas mimosideas, que abrange cerca de 1300 espcies nativas das regies mais quentes da Austrlia, Papua Nova Guin, Indonsia e da frica. Produz celulose de fibra curta e j esta sendo utilizada pele indstria devido boa qualidade da polpa, alto rendimento de celulose, maior produo de serrapilheira e alta fixao de nitrognio, baixa exigncia nutricional e grande capacidade competitiva com gramneas. Aafro (1) planta herbcea da famlia das iridceas (Crocus sativus), de procedncia europia, e possuidora de um bolbo perene. (2) p preparado com os estigmas dessa flor, de cor amarelo forte, e utilizado como matria-prima na fabricao de corante, tempero culinrio e medicamento. Ver urucum. Aa palmeira (Euterpe oleracea), de cujos frutos se faz uma espcie de papa muito apreciada; uaa, aa-branco, aa-do-par, aaizeiro, coqueiro-aa, iuara, juara, palmiteiro, palmito, pin, tucaniei. caro denominao dada aos aracndeos microscpicos da ordem Acarinos; que se desenvolvem nos mais diversos meios, havendo esp10

cies que vivem na farinha, no queijo ou em outras substncias alimentcias; algumas so ectoparasitas de animais (carrapatos) ou de plantas. Atacam folhas, frutos e ramos de diversas plantas, principalmente quando h aumento da umidade do ar. Aceiro faixa sem vegetao que divide um povoamento florestal ou uma lavoura, de modo a evitar a propagao de incndios ou pragas. Achas peas de madeira proveniente de rachaduras longitudinais de uma tora, tambm denominada lascas. Aciaria usina ou parte de uma usina siderrgica destinada produo de ao. Acidez do solo fenmeno causado pelo excesso de hidrognio e alumnio no solo. cido (1) designao genrica de certas substncias cidas, corrosivas, venenosas, capazes de causar queimaduras na pele, geralmente usadas para limpeza de peas metlicas ou dissoluo de crostas calcrias. (2) substncia capaz de ceder prtons (ons hidrognio, que em gua so hidratados, formando ons hidrnio) ou de receber um par de eltrons no compartilhados, previamente localizado em uma base, formando com esta uma ligao covalente (conceito mais amplo, devido ao qumico norte-americano G. N. Lewis [1875-1946]); tais substncias reagem com bases para formar sais e, muitas vezes, provocam mudana de cor caracterstica em indicador, como, por exemplo, o tornassol. (3) diz-se de soluo, ou substncia posta em soluo, cujo pH menor que 7. cido actico cido carboxlico, lquido, incolor, com cheiro caracterstico, presente em cerca de 7% no vinagre, obtido por fermentao do vinho ou pela oxidao cataltica do acetileno; cido etanico. cido acetilsaliclico slido incolor, cristalino, derivado do cido saliclico, usado como analgsico e antipirtico; aspirina. cido acrlico cido carboxlico insaturado, lquido, incolor, com cheiro parecido com o do cido actico, usado na fabricao de resinas acrlicas; cido vinilfrmico. cido asprtico aminocido natural, cido, que contm outro grupo cido carboxlico, alm daquele adjacente ao grupo amina. cido benzico cido carboxlico aromtico, derivado do benzeno, cristalino, incolor, usado para preservar bebidas, como anti-sptico, e na indstria de corantes. cido ctrico cido tricarboxlico, cristalino, incolor, presente nos sucos das frutas ctricas. cido clordrico gs clordrico em soluo, muito ativo, com cheiro forte e sufocante, com importantes usos industriais11

cido desoxirribonuclico (DNA) Molcula que contm a informao gentica, formada por duas cadeias paralelas de nucleotdeos interligados. Sigla: ADN (ingls) e DNA. cido graxo cidos carboxlicos, geralmente de cadeia longa, linear e nmero par de tomos de carbono, encontrado, sob forma combinada, em leos, gorduras e outros lipdios; cido gordo. cido lurico cido graxo saturado, cristalino, com baixo ponto de fuso, presente no leite, no leo de coco e no espermacete; cido dodecanico. cido linolico cido graxo, lquido, com duas insaturaes, encontrado em diversos leos vegetais. cido linolnico cido graxo com trs insaturaes, lquido, incolor, presente sob a forma de ster nos leos secativos. cido lipico certas substncias que so fatores de crescimento de micrbios e especialmente o cido carboxlico com duas sulfidrilas, encontrado no fgado e no lvedo, e uma das coenzimas necessrias descarboxilao de piruvato catalisada por uma desidrogenase. cido muritico cido clordrico impuro, usado industrialmente em diversos processos, lquido, amarelo-esverdeado. cido ntrico lquido incolor, fortemente cido, muito reativo, oxidante, com numerosssimas aplicaes industriais. cido nuclico molcula de que h dois tipos bsicos (o cido ribonuclico ou ARN, e o cido desoxirribonuclico ou ADN), consti