Lei Complementar 139 Osasco

Embed Size (px)

Text of Lei Complementar 139 Osasco

  • Essa a verso consolidada , com todas as alteraes

    que ocorreram at o dia 12/06/2014. Voc pode ainda

    escolher o texto atualizado at outra data especfica,

    clicando abaixo no respectivo perodo:

    Data deste Ato Oficial: 24/11/2005

    Endereo desta legislao

    Fechar

    LEI COMPLEMENTAR N 139, de 24 de novembro de 2005

    INSTITUI O CDIGO TRIBUTRIO DO MUNICPIO DE OSASCO E D OUTRASPROVIDNCIAS.

    DR. EMDIO DE SOUZA, Prefeito do Municpio de Osasco, usando das atribuies que lhe so

    conferidas por lei, FAZ SABER, que a Cmara Municipal aprovou e ele sanciona a seguinte Lei

    Complementar:

    TTULO I

    DAS DISPOSIES PRELIMINARES

    CAPTULO NICO

    DO SISTEMA TRIBUTRIO MUNICIPAL

    Art. 1 Este Cdigo disciplina a atividade tributria do Municpio de Osasco e estabelece

    normas de direito tributrio a ele relativas.

    Art. 2 A Legislao Tributria Municipal compreende as leis, os decretos e as normas

    2006 2007 2008

    2009 2011 2013

    2014

    http://leismunicipa.is/arqkc

  • complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos da competncia municipal.

    Pargrafo nico - So normas complementares das leis e dos decretos:

    I - as portarias, instrues, avisos, ordens de servio e outros atos normativos expedidos pelas

    autoridades administrativas;

    II - as decises dos rgos componentes das instncias administrativas julgadoras;

    III - as prticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas;

    IV - os convnios que o Municpio celebre com as entidades da administrao direta ou

    indireta da Unio, dos Estados ou dos Municpios, e os consrcios com outros Municpios.

    Art. 3 O Cdigo Tributrio Municipal institui os seguintes tributos:

    I - impostos:

    a) sobre a propriedade predial e territorial urbana - IPTU;

    b) sobre a transmisso inter vivos, a qualquer ttulo, por ato oneroso, de bens imveis e de

    direitos a eles relativos - ITBI;

    c) sobre servios de qualquer natureza - ISSQN.

    II - taxas:

    a) decorrentes da util izao efetiva ou potencial de servios pblicos municipais especficos e

    divisveis, prestados ao contribuinte ou postos sua disposio;

    b) decorrentes do exerccio regular do poder de polcia;

    III - contribuies:

    a) de Melhoria, decorrente de obras pblicas;

    b) para Custeio do Servio de Iluminao Pblica.

    Pargrafo nico - Para servios cujo regime jurdico no comporte a cobrana de taxas, sero

    estabelecidos, pelo Executivo Municipal, preos pblicos, no submetidos disciplina jurdica

    dos tributos.

    TTULO II

    DOS IMPOSTOS

    CAPTULO I

    DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA - IPTU

    SEO I

    DO FATO GERADOR

    Art. 4 O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana tem como fato gerador a

    propriedade, o domnio til ou a posse de bem imvel, a qualquer ttulo, como definido na Lei

    Civil , localizado na zona urbana do Municpio.

    Art. 5 Para os efeitos deste imposto entende-se como zona urbana aquela em que existam,

    pelo menos dois dos melhoramentos abaixo indicados, construdos ou mantidos pela

    Administrao:

    I - meio-fio ou calamento, com canalizao de guas pluviais;

  • II - abastecimento de gua;

    III - sistema de esgoto sanitrio;

    IV - rede de i luminao pblica, com o seu posteamento para distribuio domicil iar;

    V - escola primria ou posto de sade a uma distncia mxima de 3 (trs) quilmetros do

    imvel considerado.

    1 Considera-se urbana a rea igual ou inferior a um hectare, mesmo que comprovadamente

    util izada em explorao agrcola, pecuria, extrativa vegetal ou agro-industrial.

    2 Consideram-se urbanas as reas urbanizveis, ou de expanso urbana, constantes de

    glebas ou loteamentos aprovados pela Administrao, destinados habitao, indstria ou

    ao comrcio, mesmo que localizados fora da zona urbana tal como definida pelos incisos do

    caput.

    3 O imposto no devido pelos proprietrios, titulares do domnio til ou possuidores, a

    qualquer ttulo, de imvel, construdo ou no que, mesmo localizado na zona urbana seja

    util izado, comprovadamente, em explorao extrativa vegetal, agrcola, pecuria ou agro

    industrial.

    Art. 6 Considera-se ocorrido o fato gerador, para efeitos legais, em 25 de fevereiro de cada

    ano.

    Pargrafo nico - Para efeito de lanamento, as construes, edificaes, demolies e

    expropriaes ocorridas durante o exerccio sero levadas em considerao a partir do dia 25

    de fevereiro do exerccio seguinte.

    Art. 6 Considera-se ocorrido o fato gerador, para efeitos legais, em 1 de janeiro de cada ano.

    Pargrafo nico - Para efeito de lanamento, as construes, edificaes, demolies e

    expropriaes ocorridas durante o exerccio sero levadas em considerao a partir do dia 1 de

    janeiro do exerccio seguinte. (Redao dada pela Lei Complementar n 154/2006)

    Art. 7 O bem imvel, para efeitos deste imposto, ser classificado como terreno ou prdio.

    1 Considera-se terreno o bem imvel:

    I - sem edificao;

    II - em que houver construo paralisada ou em andamento, desde que no possa se enquadrar

    na conceituao de imvel construdo, nos termos deste Cdigo;

    III - cuja construo seja de natureza temporria ou provisria ou possa ser removida sem

    destruio, alterao ou modificao;

    IV - destinado a estacionamento de veculos, desde que esteja desprovido de edificao

    especfica;

    V - cuja rea sem construo exceder rea construda, e respectivas edculas em 09 (nove)

    vezes.

    2 Considera-se imvel construdo ou prdio para os efeitos deste imposto, o terreno com as

    respectivas construes ou edificaes permanentes e respectivas edculas que possam ser

    util izadas para uso, habitao, recreio, ou exerccio de qualquer atividade, seja qual for sua

    denominao, forma ou destino, desde que no compreendido nas situaes do pargrafo

    anterior, independentemente da concesso de habite-se ou observncia de qualquer

    dispositivo legal.

  • Art. 8 A incidncia do imposto independe:

    I - da legitimidade do ttulo de aquisio ou da posse do bem imvel;

    II - do resultado econmico da explorao do bem imvel;

    III - do cumprimento de quaisquer exigncias legais, regulamentares ou administrativas

    relacionadas ao bem imvel.

    SEO II

    DO SUJEITO PASSIVO

    Art. 9 contribuinte do imposto o proprietrio do imvel, o titular do seu domnio til ou o

    seu possuidor a qualquer ttulo.

    Pargrafo nico - So solidariamente responsveis pelo pagamento do imposto devido pelo

    titular do domnio til ou pleno, o titular do direito de usufruto, de uso ou de habitao.

    SEO III

    DA INSCRIO NO CADASTRO IMOBILIRIO

    Art. 10 Todos os imveis, inclusive os que gozarem de imunidade ou iseno, situados na

    zona urbana, de expanso, como definido neste Cdigo, devero ser inscritos no Cadastro

    Imobilirio.

    Art. 11 A inscrio das propriedades prediais e territoriais urbanas no Cadastro Imobilirio

    ser promovida:

    I - pelo proprietrio ou seu representante legal, ou pelo respectivo possuidor a qualquer ttulo;

    II - por qualquer dos condminos;

    III - pelo promitente comprador;

    IV - de ofcio, em se tratando de propriedade de entidade de direito pblico, ou ainda, quando a

    inscrio deixar de ser feita no prazo e na forma legal, sem prejuzo de cominaes ou

    penalidades.

    Pargrafo nico - fixado em 30 (trinta) dias o prazo para promoo da inscrio ou

    respectiva alterao, atravs de formulrio prprio, contados:

    I - da data da concluso das construes, reconstrues ou reformas;

    II - da data da assinatura da escritura formal ou carta, nos casos de aquisio, a qualquer

    ttulo.

    Art. 12 Sero objetos de nica inscrio:

    I - a gleba de terra bruta desprovida de melhoramentos, cujo aproveitamento dependa de

    realizao de obras de arruamentos ou urbanizao;

    II - a quadra indivisa de reas arruadas;

    III - o lote isolado ou grupo de lotes contguos, quando j tenha ocorrido venda ou promessa de

    venda de lote na mesma quadra.

  • Art. 13 Sero obrigatoriamente comunicadas Administrao, as ocorrncias que possam,

    de qualquer maneira, alterar os registros constantes do Cadastro Imobilirio.

    Pargrafo nico - de 30 (trinta) dias, contados da data da ocorrncia, o prazo para a

    comunicao referida no caput.

    Art. 14 Em caso de l itgio sobre o domnio da propriedade, a inscrio mencionar tal

    circunstncia, bem como o nome dos l itigantes, dos possuidores da propriedade, a natureza do

    feito e o cartrio por onde correr a ao.

    Art. 15 Os responsveis por loteamentos e os condomnios ficam obrigados a fornecer

    Administrao, no ms de outubro de cada ano relao dos lotes alienados definitivamente ou

    mediante compromisso, mencionando o nome do comprador e o endereo, os nmeros de

    quarteiro e do lote, as dimenses deste e o valor do contrato de venda.

    Pargrafo nico - Dever constar da relao referida no caput, o nome da imobiliria que

    operou a transferncia, ou nmero de inscrio junto ao CRECI quando a transao houver

    sido intermediada por corretor imobilirio autnomo.

    Art. 16 Do Cadastro Imobilirio constar o valor venal atribudo propriedade nos termos

    da legislao tributria, ainda que discordante este do declarado pelo responsvel.

    SEO IV

    DA BASE DE CLCULO

    Art. 17 A base de clculo do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana o

    valor venal do imvel, que ser apurado com base na Planta Genrica de Valores e na Tabela

    de Preos de Construo, aprovados pela Cmara Municipal, at o dia 31 de dezembro do ano

    que anteceder ao lanamento.

    Pa