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  • 2418-(4) Dirio da Repblica, 2. srie N. 25 3 de fevereiro de 2017

    PARTE C

    PLANEAMENTO E DAS INFRAESTRUTURAS

    Gabinete do Secretrio de Estado das Infraestruturas

    Despacho n. 1263-A/2017O Gabinete de Preveno e Investigao de Acidentes com Aeronaves

    (GPIAA) um servio central da administrao direta do Estado, dotado de autonomia administrativa

    De acordo com o disposto na sua lei orgnica, aprovada pelo Decreto--Lei n. 80/2012, de 27 de maro, o GPIAA tem por misso investigar os acidentes e incidentes com aeronaves civis tripuladas e participar nos programas e polticas de preveno de acidentes e incidentes, promover estudos e propor medidas de preveno que visem reduzir a sinistralidade aeronutica, elaborar e divulgar os relatrios tcnicos sobre acidentes e incidentes e assegurar a participao em comisses ou atividades, nacionais ou estrangeiras.

    O GPIAA dirigido por um diretor, cargo de direo intermdia de 1. grau ao qual se aplica o Estatuto do Pessoal Dirigente dos Servios e rgos da Administrao Central, Local e Regional do Estado (EPD), aprovado pela Lei n. 2/2004, de 15 de janeiro, na atual redao.

    De acordo com o citado Estatuto, o pessoal dirigente tem por misso garantir a prossecuo das atribuies cometidas ao respetivo servio, assegurando o seu bom desempenho atravs da otimizao dos recursos humanos, financeiros e materiais e promovendo a satisfao dos desti-natrios da sua atividade, de acordo com a lei, as orientaes contidas no Programa do Governo e as determinaes recebidas pelo respetivo membro do Governo, encontrando -se os seus titulares exclusivamente ao servio do interesse pblico.

    O Licenciado lvaro Eduardo Correia Neves, foi nomeado Diretor do GPIAA pelo Despacho n. 14560/2013, de 30 de outubro, em regime de comisso de servio, por um perodo de 5 anos, renovvel, na sequncia de procedimento concursal realizado pela Comisso de Recrutamento e Seleo da Administrao Pblica.

    Em outubro de 2016, foi publicada a newsletter 5/2016, no site institu-cional do GPIAA, onde o Diretor do GPIAA fala em seu nome pessoal, cujos trechos se transcrevem:

    [] lamentam tanto como Eu que a posio legalista e/ou desin-teressada da Tutela e por conseguinte do Governo, continue a impedir que a Autoridade Nacional de Investigao GPIAA obtenha uma Lei Orgnica de Investigao de Acidentes mais abrangente e orien-tada para a segurana, sem sofrer as presses que tem estado sujeita desde a sua criao em 1999.

    No vejo outro motivo para as dificuldades sentidas nestes ltimos trs anos, do que apontar como a principal razo para as fragmentaes e incoerncias das Tutelas em relao ao GPIAA, que no seja a falta de uma estratgia coerente para a aviao civil, nomeadamente no que diz ao GPIAA como Autoridade de Investigao e ao seu papel nessa estratgia, em que, deveria existir uma linha estruturante e uma ideia clara para a Preveno e Investigao de Acidentes areos, como existe noutros pases.

    Consta ainda da citada newsletter a proposta de criao de [...] uma taxa de segurana operacional de 0,20 cntimos a cobrar a todos os passageiros embarcados[...].

    expresso ainda o entendimento de que O GPIAA como Autoridade de Investigao Nacional, necessita para implementar a sua estratgia que obtenha receitas prprias, e como tal, est a fazer, como lhe com-pete, a sua parte.

    Em 18 de outubro de 2016, o Diretor do GPIAA prestou declaraes aos rgos de comunicao social mencionando dificuldades em pr no terreno um plano de ao, que o oramento do GPIAA muito pequeno e que j pediu ao Governo para ser criada uma taxa de 20 cntimos sobre cada bilhete de avio. Em entrevista a uma televiso declarou que a soluo que pretende (soluo de financiamento do GPIAA que passava pelo aumento de 20 cntimos em cada bilhete de avio) o Senhor Ministro no quer discuti -la porque a considera inadequada. Mais declara que prev que vai [...]continuar a trabalhar sem meios e se assim no se v til misso.

    Estas declaraes foram proferidas depois da tutela ter afirmado que o mais importante que o GPIAA, a ANAC e a ANA tm desenvolvido um conjunto de investimentos e planos de segurana que tm vindo a ser implementados.

    Na newsletter 1/2017, o Diretor do GPIAA continua a defender o projeto de um GPIAA financeiramente autnomo. Refere ainda que [] para que a reduzidssima Equipa do GPIAA cumpra com dignidade e qualidade o seu trabalho, a fim de que a Comunidade Aeronutica obte-nha da o resultado em prol de uma aviao mais segura, necessrio que a Tutela abrace com responsabilidade e empenhamento poltico o projeto de uma autoridade de investigao moderna. No poder considerar que o GPIAA no tem importncia e, como tal, no dever relega -lo para o esquecimento, no considerando dever fazer parte das estruturas de Estado na Estratgia Nacional para a aviao civil.

    Assim, o Diretor do GPIAA insistiu publicamente na tomada de posio sobre matria oramental que j tinha sido afastada pela tutela e ainda manifesta discordncia sobre a poltica que tem vindo a ser desenvolvida em termos de segurana e preveno de acidentes.

    Deste modo, as atuaes supramencionadas do Licenciado lvaro Eduardo Correia Neves demonstram que o mesmo no rene capacidade adequada para garantir a observao das orientaes superiormente emanadas

    De acordo com a subalnea iii) da alnea e) do n. 1 do artigo 25. do EPD, a comisso de servio dos titulares dos cargos dirigentes pode cessar, mediante despacho fundamentado, pela no comprovao super-veniente da capacidade adequada a garantir a observao das orientaes superiormente fixadas.

    Foi ouvido o Licenciado lvaro Eduardo Correia Neves, em sede de audio prvia sobre as razes invocadas para a cessao da respetiva comisso de servio.

    Nestes termos, e com os fundamentos acima descritos, determino:A cessao da comisso de servio do Licenciado lvaro Eduardo

    Correia Neves do cargo de Diretor do Gabinete de Preveno e Investiga-o de Acidentes com Aeronaves, com efeitos a 3 de fevereiro de 2017.

    2 de fevereiro de 2017. O Secretrio de Estado das Infraestruturas, Guilherme Waldemar Goulo dos Reis dOliveira Martins.

    310236945

    PARTE E

    ORDEM DOS PSICLOGOS PORTUGUESES

    Regulamento n. 76-A/2017

    Regulamento de Estgios

    A Ordem dos Psiclogos Portugueses foi criada pela Lei n. 57/2008, de 4 de setembro, que aprovou, em anexo, o respetivo Estatuto, alterado

    pela Lei n. 138/2015, de 7 de setembro (Segunda alterao ao Estatuto da Ordem dos Psiclogos Portugueses, aprovado pela Lei n. 57/2008, de 4 de setembro, conformando -o com a Lei n. 2/2013, de 10 de janeiro, que estabelece o regime jurdico de criao, organizao e funcionamento das associaes pblicas profissionais).

    Nos termos do n. 1 do artigo 55. do Estatuto da Ordem, na redao dada pela Lei n. 138/2015, de 7 de setembro, para a pas-sagem a membro efetivo da Ordem dos Psiclogos Portugueses,

  • Dirio da Repblica, 2. srie N. 25 3 de fevereiro de 2017 2418-(5)

    o profissional cuja formao tenha sido obtida em Portugal tem obrigatoriamente que realizar um estgio profissional de acordo com o definido nesse Estatuto.

    Para alm do disposto no Estatuto, os estgios profissionais regem -se por um regulamento prprio elaborado pela Direo e aprovado pela assembleia de representantes, que produz efeitos aps homologao pelo membro do Governo responsvel pela rea da sade.

    Nesta medida, atravs do presente regulamento estabelecem -se as regras e os princpios normativos referentes ao estgio, com a adequada assimilao das regras que dele constam.

    Com efeito, a estipulao legal de um regulamento especfico visa assegurar que a regulao de uma matria to importante, como o acesso dos indivduos formados em Psicologia a membros efetivos da Ordem, seja feita por um Regulamento, beneficiando de uma legitimidade acres-cida, visto que, conforme decorre da lei, tal documento aprovado em assembleia de representantes.

    A consagrao da importncia da experincia profissional inicial supervisionada para o reconhecimento profissional, um passo funda-mental na afirmao da Psicologia enquanto profisso.

    Torna -se por isso, tambm fundamental, que este regulamento seja um enquadramento jurdico que potencialize a qualidade dos referidos estgios profissionais.

    A proposta do presente regulamento foi sujeita a consulta pblica nos termos do n. 2 do artigo 17. da Lei n. 2/2013, de 10 de janeiro.

    Assim, nos termos do n. 3 do artigo 4. da Lei n. 138/2015, de 7 de setembro, e do n. 2 do artigo 55. do Estatuto da Ordem dos Psiclogos Portugueses, publicado, o Regulamento de Estgios da Ordem dos Psiclogos Portugueses:

    CAPTULO I

    Princpios gerais

    Artigo 1.Objeto

    Nos termos do n. 2 do artigo 55. do Estatuto da Ordem dos Psic-logos Portugueses, doravante abreviadamente designado por Estatuto, aprovado pela Lei n. 57/2008, de 4 de setembro, na redao dada pela Lei n. 138/2015, de 7 de setembro, aprovado o Regulamento de Est-gios da Ordem dos Psiclogos Portugueses, doravante abreviadamente designado por Regulamento.

    Artigo 2.Obrigatoriedade do estgio profissional

    1 O estgio profissional um requisito indispensvel da formao profissional do Psiclogo.

    2 Para a passagem a membro efetivo da Ordem dos Psiclogos Por-tugueses, doravante abreviadamente designada por Ordem, o profissional cuja formao tenha sido obtida em Portugal tem obrigatoriamente que realizar um estgio profissional promovido e organizado pela Ordem e de acordo com um projeto de estgio submetido e acompanhado por um orientador de estgio, tal como definido e previsto no Estatuto e no presente Regulamento.

    Artigo 3.Objetivos do estgio profissional

    Com a realizao do estgio pretende -se que o psiclogo estagirio aplique, em contexto real de trabalho, os conhecimentos tericos decor-rentes da sua formao acadmica, desenvolva capacidade para resolver problemas concretos e adquira as competncias e mt