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Revista UGT - Maio/2013

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Revista da UGT - Maio/2013 - Ano 06

Text of Revista UGT - Maio/2013

  • CONGRESSO DA CONTCOP DEFENDE A DEMOCRATIZAO DA COMUNICAOParticipantes questionaram o monoplio que ainda existe na imprensa brasileira

    MOTOBOYS, PROFISSO DE RISCO Eles querem sair do perigo, mas pedem a colaborao do governo

    Ano 06 Maio / 2013

  • MAIO DE 2013 / REvIstA DA UGt 3 2 MAIO DE 2013 / REvIstA DA UGt

    Ricardo Patah,presidente nacional da UGT

    UGT REINTERA APOIO LUTA DOS TRABALHADORES AMERICANOS. Pg. 38

    LIDERANAS DISCUTEM CENRIO POLTICO LATINO AMERICANO ...................................................... 8

    UGT PREPARA DELEGAO PARA 102 CONFERNCIA DA OIT .......................................................... 10

    SEMINRIO FORTALECE REPRESENTAO SINDICAL DE SERVIDORES DA UGT .................................. 14

    COMERCIRIOS DE SO PAULO E UGT PRESTAM HOMENAGEM S MULHERES ................................. 18

    TESOURINHA, UMA ESCOLA DE PRINCPIOS, DE VISO, DE BELEZA .................................................. 20

    CONFERNCIA DE RAA E GNERO DA UGT CRIA COLETIVO RACIAL E LGTB ....................................... 24

    ROBERTO SANTIAGO: O DEFENSOR INFLUENTE DOS TRABALHADORES ............................................ 27

    TECNOLOGIA A SERVIO DO DESEMPREGO NAS AGNCIAS BANCRIAS ........................................... 28

    O BRASIL NO PODE SER MAIS CONIVENTE COM A VIOLNCIA ........................................................ 30

    HISTRIAS E VIVNCIA DE QUEM MORA NA RUA ............................................................................. 34

    CENTRAL DE INTERPRETAO DE LIBRAS ........................................................................................ 37

    CONGRESSO DISCUTE O FIM DO MONOPLIO DA COMUNICAO BRASILEIRA ................................. 41

    UGT-PARAN: 5 ANOS DE HISTRIA ................................................................................................ 42

    UGT AMAZONAS SE PREPARA PARA O FRUM DE MEIO AMBIENTE .................................................. 44

    MOTOBOYS: PROFISSO DE RISCO ................................................................................................... 46

    CULTURA PARA TODAS AS CLASSES ................................................................................................. 50

    CAPA Marcha por um Brasil mais justo. Pg. 4

    PEC DOMSTICAS Da invisibilidade social plenitude dos direitos assegurados em CLT. Pg. 16

    VAMOS FAZER A DIFERENA

    Marcos Afonso de OliveiraSecretrio de Imprensa da UGT

    EXPEDIENTE

    PresidenteRicardo Patah

    Conselho editorialAntonio Carlos ReisEnilson simes de MouraLaerte teixeira da CostaAntnio M. thaumaturgo CortizoLoureno Ferreira do PradoJos Roberto santiago Davi Zaiaseverino Ramos Canind Pegado Jos Moacyr PereiraFrancisco Pereira de souza FilhoBenedito Antonio MarceloArnaldo de souza BenedettiOtton da Costa Mata RomaMarcos Afonso de Oliveiravaldir vicente de BarrosMnica da Costa Mata RomaEleuza de Cssia Buffeli MacariJosineide de Camargo souza

    Diretor ResponsvelMarcos Afonso de Oliveira Mtb 62.224

    Jornalista ResponsvelMauro Ramos Mtb 11.875

    EdioElaine Gazonni

    RedaoFbio Ramalho Joacir GonalvesMariana veltriPaulo Pirassol

    Programao Visual, artes e Diagramao Antonio Laudate

    FotosFH MendesArquivo da UGt

    EDITORIAL

    C om elevao de 122,13% no preo em 12 meses, segundo o ndice Nacio-nal de Preos ao Consu-midor Amplo (IPCA), o tomate virou o vilo da inflao no Brasil e passou a ser alvo dos economistas.

    Em outras pocas os viles foram o pepino, o chuchu e at a farinha de mandioca. O problema, na ver-dade, muito mais amplo e envolve uma srie de fatores. Em maro, na comparao com os ltimos 12 me-ses, a inflao oficial medida pelo IBGE chegou a 6,59%, acima do te-to da meta do governo (de 4,5% mais 2 pontos percentuais de tolerncia para cima e para baixo).

    Ou seja, por mais que a presiden-ta Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda Guido Mantega digam que tudo est sob controle, a bem da ver-dade que o Brasil enfrenta um pro-cesso de elevao de preos porque a procura est maior do que a capa-cidade de produo do Pas. O aque-cimento econmico vivido pelo Bra-sil nos ltimos anos deixou as pes-soas com maior poder aquisitivo, mas a produo no conseguiu acompanhar este crescimento.

    O trabalhador sabe muito bem como a inflao danosa e, por is-so, preciso evitar que ela volte nossa economia. Nem nos piores pesadelos podemos retroceder no

    tempo e conviver com ndices ab-surdos como aqueles da dcada de 80, quando os preos nas pratelei-ras dos supermercados eram corri-gidos diariamente. O impacto da inflao depende muito do que ca-da famlia consome, onde mora e outros fatores, mas impossvel escapar depois que ela contamina a economia do Pas.

    Investir no aumento da produo , sem dvida, muito mais eficaz do que abrir mo de impostos com a desonerao sem contra partida. O aumento da produo gera aumento de emprego e um alivio a famlia do trabalhador. A desonerao de impostos s tem atendido aos inte-resses dos empresrios que passam a ter mais lucros, pois os benefcios obtidos no so repassados ao con-sumidor. O exemplo o setor auto-mobilstico, que obteve reduo do IPI, mas manteve os preos nos mes-mos nveis e em alguns casos houve at aumento de preos dos veculos.

    Mexer na poltica de juros, como o Governo fez agora com o aumen-to da taxa Selic em 0,25% para tornar mais caro o crdito para o consumo e, assim, tentar fazer com que os caiam, pode ser uma sada, mas o mais importante reduzir os gastos pblicos e incentivar a produo. Polticas de controle inflacionrio no podem sacrificar o crescimento.

    Muito pelo contrrio. preciso que o consumo interno se aproxime da capacidade produtiva do Pas, sem que isso incentive os empresrios a aumentar os preos.

    O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro fechou 2012 com cresci-mento de 0,9%, o pior desempenho desde o pico da crise, em 2009, quando encolheu 0,3%. No pode-mos ter mais um ano de crescimen-to econmico pfio. Alm disso, o endividamento das famlias brasi-leiras um dos maiores da histria e j chega a 63% do oramento anual e se a economia brasileira no retomar a patamares de crescimen-to a nveis de 4% a 5% ao ano va-mos ter srios problemas.

    Alguns deles inclusive, que j co-meam a serem detectados como aponta uma pesquisa da Confedera-o Nacional do Comrcio, indican-do que o total de famlias com contas em atraso somou 21,5%. Grande parte dessa dvida com os bancos e um nmero significativo refere ao crdito imobilirio, que uma divi-da a longo prazo, cujos riscos so bem maiores, apesar do BC achar que ela no comprometedora.

    Culpar o tomate no a sada. Estimular a produo para se atingir um crescimento duradouro e livre do fantasma da inflao o que to-dos esperam do Governo.

    AGORA A CULPA DO TOMATE?

    Qualificar e preparar a classe trabalhadora pa-ra os grande debates uma misso da qual a Unio Geral dos Trabalhadores no abre mo. Para enfrentar os no-vos desafios necessrio conhecer de perto todos os temas discutidos, e foi com esse foco que a Secretaria de Relaes Internacionais da

    UGT realizou um seminrio para qualificar os trabalhadores que iro esse ano para a 102 Conferencia da Organizao Internacional do Trabalho - OIT, em Genebra, na Sua.

    Em Genebra, a UGT ter papel de prota-gonista nas reunies e espaos de discusses. Portanto devemos estar muito bem qualifica-dos para os debates que envolvem o temas Dialogo Social, Empregos e Proteo Social em um novo contexto demogrfico e Em-pregos Verdes e Trabalho descente. Todos os temas so de amplo conhecimento da classe trabalhadora, Afinal vivemos cotidianamen-te essas situao. No entanto viver no o mesmo que saber, discutir com profundida-de e, aps o seminrio, com a presena de renomados profissionais, como Stabley Ga-cek, diretor adjunto da OIT, preparamos nos-sa bagagem para fazer a diferena.

  • 4 MAIO DE 2013 / REvIstA DA UGt MAIO DE 2013 / REvIstA DA UGt 5

    MILITNCIA UGETISTA SE UNE A

    MOVIMENTOS SOCIAIS E REPRESENTANTES DE OUTRAS CENTRAIS PARA COBRAR DO

    GOVERNO UMA SOLUO PARA AS LUTAS DA CLASSE

    TRABALHADORA

    NA CAPITAL FEDERAL 50 MIL PESSOAS MARCHAM POR UM BRASIL MAIS JUSTO

    Para que o Brasil retome o caminho do crescimento econmico, valorizando, fundamentalmente, o mercado interno para buscar a am-pliao da oferta de empregos, vi-sando melhorar a distribuio de renda e a qualidade de vida da po-pulao, a Unio Geral dos Traba-lhadores (UGT), juntamente com a CUT, CTB, Nova Central, CGTB e Fora Sindical, promoveram a 7 Marcha das Centrais Sindicais e Mo-vimentos Sociais.

    O ato, que aconteceu em 06 de maro, em Braslia, levou mais de 50 mil pessoas para a Esplanada dos Mi-nistrios e marcou o retorno da classe trabalhadora organizada s ruas do Distrito Federal para cobrar avanos na negociao das bandeiras de luta apresentadas, ainda, durante as elei-es presidenciais de 2010.

    Nesse perodo de governo Dilma Rousseff, o dilogo com as centrais sindicais ou movimentos sociais praticamente no aconteceu. Por esse motivo, centenas de pessoas foram para as ruas reivindicar, aci-ma de tudo, a retomada das nego-ciaes referentes pauta da classe trabalhadora.

    2013 o ano da classe trabalha-dora, no podemos aceitar que as pautas histricas de luta da categoria continuem sem uma definio por-que o Governo simplesmente dei-

  • 6 MAIO DE 2013 / REvIstA DA UGt MAIO DE 2013 / REvIstA DA UGt 7

    xou de dialogar com os representan-tes trabalhistas, mas foi e ainda extremamente solcito com o Setor Patronal, explicou Ricardo Patah, presidente nacional da UGT.

    Entre as reivindicaes, os mani-festantes exigiam o fim do fator pre-videncirio, reforma agrria, igualda-de de oportunidade entre homens e mulheres, jorna