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Diferenças entre Tutela Antecipada e Medida Cautelar A Tutela Antecipada diferencia-se da Medida Cautelar conforme enunciado expressamente no art. 273 do Código de Processo Civil, tem o julgador permitida à oportunidade, dentro de ímpar discricionariedade, que nunca poderá chegar aos desvios da arbitrariedade, de antecipar a tutela almejada pela parte. Entretanto, diante da força que a intenção da lei revela é fundamental estabelecer as diferenças entre antecipação da tutela e da cautela. O juiz ao conceder uma medida cautelar não examina a lide, o direito alegado, apenas concede à medida que visa garantir o resultado prático da ação, protegendo o direito do autor ainda dependente de julgamento final e que poderia perecer ou sofrer dano irreparável. Já na tutela antecipada, o juiz julga o direito pretendido, reconhece sua procedência e atende ao pedido já na exordial, deixando claro que é julgamento, no todo ou em parte, apenas provisório e não definitivo. A medida cautelar protege a futura tutela que tem a mesma natureza no pedido formulado pela parte. Neste ponto, há absoluta identidade entre a tutela passível de antecipação e o pedido formulado pelo autor, não podendo o juiz deferi-la nem ultra, nem extra petita. A antecipação autorizada pelo artigo 273 do CPC diz direta e frontalmente com o direito do autor e deve conter-se no dispositivo da sentença a ser proferida, diz com a procedência da pretensão resistida, apenas protegida pela provisoriedade. Fixando com precisão que o limite objetivo da tutela antecipada

Diferenças entre Tutela Antecipada e Medida Cautelar

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Diferenas entre Tutela Antecipada e Medida Cautelar

A Tutela Antecipada diferencia-se da Medida Cautelar conforme enunciado expressamente no art. 273 do Cdigo de Processo Civil, tem o julgador permitida oportunidade, dentro de mpar discricionariedade, que nunca poder chegar aos desvios da arbitrariedade, de antecipar a tutela almejada pela parte. Entretanto, diante da fora que a inteno da lei revela fundamental estabelecer as diferenas entre antecipao da tutela e da cautela.

O juiz ao conceder uma medida cautelar no examina a lide, o direito alegado, apenas concede medida que visa garantir o resultado prtico da ao, protegendo o direito do autor ainda dependente de julgamento final e que poderia perecer ou sofrer dano irreparvel. J na tutela antecipada, o juiz julga o direito pretendido, reconhece sua procedncia e atende ao pedido j na exordial, deixando claro que julgamento, no todo ou em parte, apenas provisrio e no definitivo.

A medida cautelar protege a futura tutela que tem a mesma natureza no pedido formulado pela parte. Neste ponto, h absoluta identidade entre a tutela passvel de antecipao e o pedido formulado pelo autor, no podendo o juiz deferi-la nem ultra, nem extra petita.

A antecipao autorizada pelo artigo 273 do CPC diz direta e frontalmente com o direito do autor e deve conter-se no dispositivo da sentena a ser proferida, diz com a procedncia da pretenso resistida, apenas protegida pela provisoriedade. Fixando com preciso que o limite objetivo da tutela antecipada a justaposio em extenso com a prestao definitiva. A tutela cautelar no pode realizar o direito, visto que, tem por fim assegurar a viabilidade de um direito. A tutela que satisfaz um direito, ainda que fundado em juzo de aparncia, sumria. A prestao jurisdicional sumria, nada tem a ver com a tutela cautelar. A tutela que satisfaz, por estar alm do assegurar, realiza encargo que completamente distinta da cautelar. O direito referido que assegurado cautelarmente.

A Lei muito mais exigente ao que se refere tutela antecipada do que com medidas cautelares que reclamam somente a aparncia do bom direito e o perigo da demora.

A antecipao da tutela de mrito, concedida liminarmente e sem audincia da parte contrria, no configura violao do contraditrio seno que seu deferimento para momento ulterior, justificado pela urgncia na proteo do interesse jurdico ameaado ou lesionado. lcito ao Juiz, para antecipar a tutela de mrito, invocar como fundamento da deciso os elementos de convico da petio inicial do autor e documentos a ela inclusos. Com relao antecipao da tutela basta a verossimilhana do direito referido, concretizando no juzo de possibilidade de acolhimento definitivo da pretenso, e que se tira de cognio sumria, que no concebe pronunciamentos definitivos, pena de pr-julgamento da causa. A compreenso do que seja leso grave e de difcil reparao, deve abranger a considerao de que como tal pode ser entendida a frustrao da efetividade do provimento definitivo, o que, por si s, j autoriza antecipao da tutela de mrito.

a tutela antecipada, busca o adiantamento seja parcial ou total do resultado da sentena, sanando assim possveis prejuzos que poderiam existir no curso do procedimento, que gerariam vcios, por sua vez com conseqncias definitivas as partes , justamente fruto da lentido permanente no Judicirio devido a alta demanda e obstculos legais.

Realizar antecipadamente o Direito afirmado ou simplesmente antecipar parcialmente os efeitos da tutela final- em virtude de perigo na demora

NATUREZA =satisfativa, ou , busca a realizao da pretenso do direito material do Litigante.

4. REQUISITOS QUE POSSIBILITAM A ANTECIPAO DA TUTELA ANTECIPADA

Os requisitos da Tutela Antecipada, encontram-se no artigo 273 do Cdigo de Processo Civil, caput e incisos I e II, sendo estes os requisitos obrigatrios. De acordo com a leitura do texto de Lei, so requisitos obrigatrios: a prova inequvoca e a verossimilhana da alegao e requisitos alternativos : o receio de dano irreparvel ou de difcil reparao e o abuso de direito ou manifesto propsito protelatrio do ru. Sendo necessrios, para a concesso da Tutela Antecipada, o preenchimento dos requisitos obrigatrios e pelo menos um dos requisitos alternativos. Onde o juiz , poder antecipar total

ou parcialmente os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, sendo essencial a iniciativa da parte para tal concesso (artigos 262 e 460 do CPC). Assim, no se realiza a Tutela Antecipada, se a parte no a requerer, conforme o artigo 2 do CPC, que dispe que nenhum juiz prestar a tutela jurisdicional, seno quando a parte ou interessado a requerer, nos casos e forma legais. 4.1 Requerimento da Parte

Determinado requisito, est diretamente ligado ao nosso sistema jurdico, uma vez que , o mesmo esta baseado nos princpios da demanda e da iniciativa da parte, onde cabe parte toda e qualquer iniciativa de provocar o exerccio da funo jurisdicional, que inerte e precisa desta provocao para sua atividade. Assim, o pedido dever ser feito pela parte e o juiz no poder conced-lo de ofcio, conforme entendimento prioritrio da doutrina. Este entendimento, referente ao pedido advindo da parte , tambm esta consolidado na legislao processual, tanto nos artigos 2 e 262 do CPC, conforme segue: Art. 2 - Nenhum juiz prestar tutela jurisdicional seno quando parte ou o interessado a requerer, nos casos e formas legais. Art. 262 - O processo civil comea por iniciativa da parte, mas se desenvolve por impulso oficial.

4.2 Da Prova Inequvoca e Verossimilhana da Alegao

Como a Tutela Antecipada caracteriza-se pela satisfatividade do pedido e provisoriedade da sentena, tanto a prova inequvoca como a verossimilhana da alegao, sero suficientes quando demonstrarem alto grau de probabilidade da verso apresentada. Sendo que mesmo com este alto grau de convencimento, no tornam as mesmas absolutas, seno a sentena se tornaria definitiva invs de provisria. Assim, a Prova Inequvoca, trata-se de uma prova consistente, capaz de formar a convico do magistrado a respeito dos fatos, que demonstram-se verdadeiros, configurando desta forma, uma prova admissvel para a concesso da medida, porm no plena. J a Verossimilhana da Alegao , na realidade a comparao dos fatos narrados com a verdade, sendo coincidentes e prximos, devem ser razoavelmente convincentes os fatos afirmados pelo autor. Lembrando que todas essas alegaes o autor devem estar amparadas provas consistentes para serem enquadradas e classificadas como verossmeis.

Tais requisitos, apresentamse como um dos mais conflitantes dispostos nas doutrinas sobre a antecipao da tutela, devido a necessidade de ambos, que por sua vez no alcanam a certeza absoluta do exposto. Nesse sentido, CNDIDO RANGEL DINAMARCO, entende que: ao sentido literal do texto, seria difcil interpret-lo satisfatoriamente porque prova inequvoca prova to robusta que no permite equvocos ou dvidas, infundindo no esprito do juiz o sentimento de certeza e no de verossimilhana (...) aproximadas as duas locues formalmente contraditrias contidas no artigo 273 do CPC.

J , o autor JOS CARLOS BARBOSA MOREIRA, entende que: na interpretao do artigo 273, a qualidade de inequvoca exigvel na prova, e o patamar de simples verossimilhana ou de probabilidade, se se preferir, que a alegao precisa alcanar , na mente do juiz, para justificar a antecipao da tutela . Em duas etapas se desdobrar a perquirio do ma-gistrado , diante de uma prova produzida . Primeira : ela inequvoca , no sentido de que s comporta um entendimento segunda: com esse entendimento tem ela suficiente fora persuasiva para fazer provvel a alegao do requerente? Cada uma delas concerne um aspecto do problema e ambas se conjugam em perfeita harmonia na armao do mecanismo legal.

4.3 Fundado Receio de Dano Irreparvel ou de Difcil Reparao

Alm dos requisitos obrigatrios, os requisitos alternativos tambm so necessrios para a antecipao da tutela. Um destes requisitos alternativos , a existncia de fundado receio de Dano Irreparvel ou de Difcil Reparao, prximo ao Periculum in Mora, requisito este para a Tutela Cautelar. Todavia, verifica-se que se no concedida a Tutela Antecipada, este feito pode fazer perecer parte ou a totalidade do direito em questo ou mesmo tornar o pedido invivel ou no mais possvel, diante da demora ou falha processual. Logo, o risco de dano irreparvel ou de difcil reparao que enseja a antecipao da tutela , se basear, no risco concreto e no eventual, atual e grave, pois se o risco, mesmo grave no for iminente no se justificar a antecipao da tutela. A inegvel necessidade deve ser explicita, diante de todo o exposto. Para HUMBERTO THEODORO JNIOR: ... receio fundado o que provm de simples temor subjetivo da parte, mas que nasce de dados concretos , seguros , objeto de prova suficiente para autorizar o juzo de verossimilhana, ou de grande probabilidade em torno do risco de prejuzo grave... indispensvel a ocorrncia do risco de dano anormal, cuja consumapossa comprometer substancialmente, a satisfao do direito subjetivo da parte.

Contudo, a antecipao sempre ser em prol da eficcia processual e defesa dos direitos, que podem se perder frente a lentido processual, onde a existncia de danos irreparveis ou de difcil reparao, sero assim, amparados pela Tutela Antecipada, desde que, caracterizem a necessidade exigidas em Lei.

4.4 Abuso do Direito de Defesa ou Manifesto Propsito Protelatrio do Ru

Este requisito alternativo, para a concesso do Instituto em anlise, na verdade aproxima-se da litigncia de m- f, como por exemplo, a interposio de recursos manifestamente sem fundamentos, com intuito de retardar o andamento do processo.

Verificando que tais condutas prejudicam no s o autor, mas tambm o Estado, que no poder exercer sua funo jurisdicional por completo, o legislador cercou-se de tais procedimentos. Entretanto, abusar do direito de defesa, caracterizado pelo uso de forma excessiva, exorbitante, desse direito, onde as pretenses formuladas e as alegaes so totalmente destitudas de fundamento. O propsito protelatrio verificado, no entanto, em qualquer ato praticado fora da contestao que se revele com a inteno de retardar o desfecho do processo, como por exemplo reter o processo alm do prazo legal repetidas vezes ou mesmo provocar incidentes infundados. Sendo estes requisitos um dos mais controversos nas doutrinas sobre Tutela Antecipada. O autor LUIZ GUILHERME MARINONI, sem dvida o que melhor abrange as situaes contidas no artigo 273, II do CPC, para ele: ... podem ser objeto de antecipao de tutela fundada no abuso de direito as seguintes situaes: Casos em que concorrem a evidncia do direito do autor e a fragilidade da resistncia do ru; Casos em que o ru, sem contestar os fatos constitutivos narrados pelo autor, apresenta exceo substancial indireta infundada; Casos em que o autor apresenta prova dos fatos constitutivos do pretenso direito e o ru contesta por meio de defesa provavelmente infundada que exija instruo probatria; Casos de no contestao parcial ou de reconhecimento parcial do pedido; Casos em que possvel o julgamento antecipado de um ou mais dos pedidos cumulados; Casos de julgamento antecipado de parcela do pedido; Casos de abuso do direito de recorrer; Casos que tratam de matria j sumulada pelos tribunais.

Assim, a punio para tais condutas, j esto dispostas no artigo 14 e 17 do CPC, com a finalidade de abolir tais prticas. Desta forma, quando verificado no processo determinados abusos, deve- se o magistrado conceder em benefcio do autor a Tutela Antecipada, protegendo o mesmo, do retardo inesperado advindo dos atos prestados pela outra parte no processo.

4.5 Inexistncia do Perigo de Irreversibilidade do Provimento

Quando se concede a Tutela Antecipada, logo se sabe , que seu carter no definitivo e sim provisrio, onde a tutela definitiva s ocorrer aps a realizao de todos os atos do processo. Assim, quando existir o perigo do que for concedido antecipadamente ser irreversvel, a Tutela Antecipada no poder existir, mediante sua natureza provisria. Logo, o provimento sempre dever ser reversvel, principalmente o que antecipa a tutela, podendo ser irreversvel a situao ftica modificada pela Tutela Antecipada. Sendo de extrema importncia, a moderao e proporcionalidade por parte dos magistrados, quando se tratar de irreversibilidade, onde no dever a concesso desse adiantamento ser inquestionvel, uma vez que doutrinadores e a prpria jurisprudncia adotam essa linha de pensamento: TRIBUNAL SUPERIOR DE JUSTIA RESP-144656-J.06.10.97 No pode ser levada ao extremo, sob pena de o novel instituto da tutela antecipatria no cumprir a excelsa misso a que se destina.

Para o autor OVDIO A. BAPTISTA DA SILVA, pode ainda existir um conflito diante dos interesses das partes ambos verossmeis e equivalentes:

Neste caso - ante a bilateralidade do risco de dano irreparvel, que poder ocorrer sempre que a no concesso da medida possa causar tambm um dano irreversvel ao autor ,estar o juiz autorizado a sacrificar o interesse considerado menos relevante.

Nesta perspectiva, a concluso no poderia ser mesmo outra. No caso de perigo de irreversibilidade, a soluo no est pronta na lei, sendo que cada caso dever ser analisado em particular e ao caso concreto, dever ser aplicado a melhor deciso em prol da proteo do direito, que deve evitar o dano possvel e irreparvel de fato.

6. CONCESSO DA TUTELA ANTECIPADA

O Instituto da Tutela Antecipada, disposta no inciso I, artigo 273 do CPC, dispe que a medida antecipatria pode ser concedida a qualquer momento, at mesmo antes da citao do ru, no havendo na Lei impedimentos referentes ao momento para determinada concesso.

7. EFETIVAO E EXECUO DA TUTELA ANTECIPADA

Tanto a tutela antecipada como as medidas cautelares apresentam uma intrnseca executividade, entendida como a aptido de produzir de forma imediata seus efeitos na esfera jurdica do ru. Assim, no existe a necessidade do autor ajuizar a ao de execuo para fazer valer integralmente seu contedo em face do ru, depois da obteno da tutela antecipatria. Todavia, o provimento da tutela antecipada , no restrito apenas as aes mandamentais ou executivas, pois a tutela antecipada pode ser concedida em todas as espcies de aes. 8. MODIFICAO E REVOGAO DA TUTELA ANTECIPADA

Assim, como a concesso da Tutela Antecipada pode ocorrer a qualquer tempo, possvel tambm , que a deciso que conceda ou negue este provimento seja modificada ou revogada a qualquer tempo, desde que, esta deciso seja fundamentada e demonstre a mudana da situao de fato que tornou improvvel a Tutela Antecipada. O que de fato acontece, uma nova deciso para uma nova e diferente situao ftica. A tutela antecipada tem seus requisitos e assim aps sua concesso, se um deles mudar ou deixar de existir, a medida tambm sofrer mudanas ou poder ser revogada. Contudo, a medida depende do requerimento da parte e no poder ser concedida de ofcio, no poder igualmente, ser modificada ou revogada de ofcio

9. REGIME PROCEDIMENTAL DA TUTELA ANTECIPADA

O procedimento para a antecipao da tutela, inicia-se pelo requerimento da parte conforme artigo 273 do CPC, esta parte que postula a tutela definitiva e busca antecipar os efeitos tratado como o autor, o reconvinte, o opoente.

O requerimento da Tutela Antecipada sempre formulado na prpria ao em que demandada a tutela definitiva que se quer ver antecipada, no sendo necessrio desta forma, a inaugurao de uma nova relao processual. Todavia, o requerimento da medida poder ser promovido assim que verificado os pressupostos para a concesso da Tutela, inclusive na prpria petio inicial. Pode a parte em audincia, formular tambm o pedido oralmente, que ser tomado a termo.

Tutela Antecipada e Medida Cautelar

Alm da Tutela Antecipada, a medida cautelar, apresenta-se como uma tutela bastante requerida e importante frente aos processos em litgio. No entanto, h alguns pontos em comum, entre essas medidas: ambas presumem cognio sumria, so regidas pelo princpio da instrumentalidade, so fundadas em juzos de probabilidades e servem de instrumento contra o perecimento de um direito, diante da morosidade e lentido dos processos.

Uma das diferenas presentes com mais intensidade, esta justamente nas caractersticas, onde para a concesso da cautelar exigido a fumaa do bom direito e o perigo na demora em conjunto com urgncia especial fundamentada na medida. J a Tutela Antecipada, alm desses requisitos exigida ainda a prova inequvoca e a verossimilhana das alegaes presentes no fato litigado. A medida cautelar, objetiva o resguardo imediato do processo principal e pode ser concedida de ofcio, j a Tutela Antecipada visa resguardar o interesse material privado da parte requerente da medida e diante do seu carter privatstico em regra, s poder ser concedida a pedido da parte.

RECURSO CABVEL = AGRAVO DE INSTRUMENTO

FUNGIBILIDADE ENTRE CAUTELAR E ANTECIPADA = a idia de fungibilidade quando verifica haver dvidas objetivas sobre a medida cautelar cabvel, e o risco de prejuzo p o litigante. Traduz a ideia de substituio de uma coisa pela outra. Na possibilidade de o juiz conhecer de uma coisa pela outra, conceder no a providncia postulada , mas outra. A falta de

fungibilidade poderia prejudicar o requerente. A fungibilidade afasta o risco, permite que o juiz conceda a tutela postulada.

1 ESQUEMA: PARTE GERALMedidas de urgncia = GneroEspcies principais = medida cautelar e antecipao de tutelaIdia comum = urgncia da prestao jurisdicional 2 ESQUEMA: TUTELA ANTECIPADATutela antecipada = pedido que pode ser formulado em ao deconhecimento e em ao de execuo, de natureza satisfativaParte legitimada ao requerimento da tutela = autorForma da efetivao da tutela antecipada = atravs do uso demedidas de apoioRequisitos da tutela antecipada Requisito bsico = prova inequvoca da verossimilhana da alegao Requisitos alternativos Fundado receio de dano irreparvel ou difcil reparao ou Manifesto propsito protelatrio da ru ou abuso do direito de defesa

3 ESQUEMA: MEDIDA CAUTELAR Medida cautelar = pretenso de natureza conservativa, que tem porfinalidade a proteo do bem ou do direito a ser disputado na ao principalRequisitos especficos da cautelar Fumus boni juris periculum in mora Prazo para o ingresso da ao principal = 30 dias, contados da efetivao da medida cautelarConsequncia da no propositura da ao principal no citado prazo =eliminao do direito e de o autor conviver com os efeitos da medidacautelarCaracterstica da sentena cautelar = no de mrito, exceto da hipteserelacionada ao reconhecimento da prescrio ou da decadncia

4 ESQUEMA MEDIDA CAUTELAR DE ARRESTOObjetivo = apreenso de bens que se encontram em poder dorequerido, incidindo sobre coisas indeterminadasProtagonistas da medida cautelar de arresto = credor qualificado, porportar ttulo judicial, e devedor desqualificado, pelo fato de seausentar, de

alienar seu patrimnio com o

propsito de evitar ocumpriment o de obrigaes, etc.Requisitos especficos do arresto

Protesto da dvida Prova documental de um dosLquida e certa casos mencionados no art. 813 do CPC