Projeto Monteiro Lobato

  • View
    350

  • Download
    1

Embed Size (px)

Transcript

PROJETO MONTEIRO LOBATO Fonte: http://gibarbosa1.blogspot.com.br O FANTSTICO MUNDO DO STIO DO PICAPAU AMARELO OBJETIVO: Conhecer a importncia de Monteiro Lobato na Literatura e na histria do Brasil. JUSTIFICATIVA: Monteiro Lobato considerado o mais importante autor de literatura infantil no Brasil. Alm disso, foi o fundador de algumas das primeiras editoras do pas, que existem at hoje. CRONOGRAMA: Abril at Dezembro/2010. METODOLOGIA: Leitura de obras do autor, fichamento de dados, pesquisa e atividades interdisciplinares sobre o tema: Stio do Picapau Amarelo. SUGESTO DE FILMES: O POO DO VISCONDE O SACI BIBLIOGRAFIA: Livros de Monteiro Lobato (Coleo Infanto-Juvenil 17 volumes) Revista do Professor. Rio Pardo: CPOEC. n.1,1985 Trimestral 1. EducaoPeridico 2. Brasil. I. Ttulo. ISSN 1518-1839 CONCLUSO: O projeto ter sua culminncia numa exposio com os trabalhos dos alunos relacionados obra de MONTEIRO LOBATO e apresentao da pea teatral com os personagens do Stio do Picapau Amarelo. (Produo e editorao udio-Visual das Atividades do PROJETO MONTEIRO LOBATO). MLTIPLAS INTELIGNCIAS A partir da escolha do tema: Stio do Picapau Amarelo, nos lanamos a trabalhar um conjunto singular e inovador de pressupostos, de objetivos pedaggicos, a partir dos quais o desenvolvimento intelectual da criana esteja voltado para os desafios da pesquisa, investigao e expresso dos resultados. Neste processo investigativo, todas as linguagens so sugeridas: palavras, movimentos, desenhos, montagens, pinturas, teatro com fantoches,

colagens, dramatizao, msicas e informtica. Toda a explorao temtica gira em torno de um projeto de diversas linguagens, porque essa forma de trabalho viabiliza o uso das mltiplas inteligncias: a inteligncia lingstica, com textos, manchetes, trovas, receitas, jogos de palavras, slogans, poemas, quadrinhos, etc.; a inteligncia lgico-matemtica, com grficos, mdias, medidas, propores, estatsticas, formas geomtricas; a inteligncia espacial, com desenhos, gravuras, pinturas, mapas, legendas, cartas enigmticas, painis ilustrados; a inteligncia sonora ou musical, letras, pardias, fundos musicais, seleo de rudos, cantigas; a inteligncia cinestsico-corporal, com dramatizaes, danas contextualizadas, jogos com mmica; a inteligncia naturalista, com colagens envolvendo animais e plantas, associados entre os elementos do tema e o mundo animal ou vegetal, pesquisas ambientais, associao a ecossistema; a inteligncia intra e interpessoal, com debates, ajudas solidrias entre os membros do grupo, campanhas de apoio a causas humanitrias, resgate de valores da solidariedade, auto-estima e muito mais. E, nesse modelo pedaggico, o papel dos professores, o de ser um grande questionador, que levanta dvidas, estabelece enigmas, prope problemas, sugere desafios, incita pesquisa. Nesse fazer pedaggico, sua funo inclui decodificao de smbolos, anlise de grficos, explorao de mapas, ou seja, a incluso de estratgias que suscitem o desenvolvimento das mltiplas inteligncias. Especialmente em relao ao desenvolvimento de um projeto sobre a obra de Monteiro Lobato, o ponto de partida instigar a curiosidade dos alunos. Isto pode ser feito, a princpio de uma forma despretensiosa: solicitar aos alunos que assistam a um episdio do Stio, exibido na televiso. Com dia marcado para a exibio do captulo, o professor sugere que os alunos faam uma retomada oral sobre a histria apresentada e, a partir da, lana o desafio de conhecer o pai da literatura infanto-juvenil, Monteiro Lobato. Nesse momento, leva todos os alunos para a biblioteca, a fim de que possam coletar dados sobre o autor. O professor, como um fazedor de perguntas, determina com clareza o objetivo que se busca alcanar: nome completo, data e local de nascimento e morte, fatos marcantes de sua vida, trajetria profissional, consideraes importantes acerca da vida pessoal/familiar, curiosidades sobre a personalidade em estudo, contribuies deixadas humanidade, obras produzidas, contexto histrico, etc. Nessa busca, importante que se relacione e se disponibilize diversas fontes

de informao: livros, revistas, entrevistas, internet... O professor explica como organizar a coleta de dados, a forma de registro, a transcrio do que est sendo investigado. Esse um momento muito rico, pois alm do trabalho efetivo com a metodologia da pesquisa, o professor tem a oportunidade de verificar se os alunos conseguem comparar, analisar, sintetizar, deduzir, classificar, criticar, interrogar, registrar, interagir (habilidades operatrias imprescindveis para o desenvolvimento cognitivo). Essa fase tambm interessante para a percepo das curiosidades individuais, das relaes estabelecidas entre o assunto pesquisado e o interesse que se manifesta em cada um dos alunos. Organizada essa fase inicial, o professor passa apresentao dos dados coletados e os organiza no quadro em forma de esquema-sntese. A partir da, traz ao grande grupo elementos que no foram explorados pela turma e coloca disposio fotos, gravuras, propagandas de livros, encartes, notcias coletadas sobre a vida e a obra do autor (e, nesse processo, o professor tambm pesquisador e coletor de dados) que sero organizados em um grande painel que, a partir de ento, identificar o objeto de estudo da turma: a vida e a obra de Monteiro Lobato. Cabe, nesse momento, sinalizar que o ambiente escolar (no caso, a sala de aula) deve sugerir o tema investigado. importante que o assunto trabalhado aparea visualmente, contemple e desperte o desejo de busca por mais informaes. Abertura do Projeto Quando projetos so implantados, importante que os professores permitam aos alunos a concentrao dos trabalhos escolares em torno do tema a ser investigado. Esse tema, para ter carter de interdisciplinaridade, precisa ter inserido no planejamento pedaggico, nas diferentes reas do conhecimento, de modo a contemplar os objetivos conceituais propostos em cada disciplina. Os conceitos, conhecimentos e habilidades precisam ser costurados, de uma maneira genrica, pela equipe de professores. A antecipao e/ou adequao de contedos podem ser realizadas, desde que se mantenha o respeito aos pr-requisitos. Erro imperdovel fazer com que contedos caiam de pra-quedas sobre o projeto em desenvolvimento. J foi o tempo em que se adequava, por exemplo, problemas matemticos ao estudo de um tema gerador, com idia de se estar trabalhando interdisciplinaridade. como dizer que Emlia estava

no stio e colheu dez laranjas do pomar do Tio Barnab. No caminho para a casa, comeu trs frutas. Com quantas frutas ficou? Essa prtica no reflete a amplitude de se trabalhar com projetos. Onde fica a questo desafiadora, intrigante, sugestiva? Se no h possibilidades de adequao, sensato no incluir-se na proposta do projeto e esperar um novo tema, uma nova linha de pesquisa que contemple a explorao/investigao de contedos conceituais especficos. Instrumentalizando o professor Organizados os planejamentos, chega hora de o professor ampliar o seu universo de informaes sobre o tema investigado. Nesse momento, importante que toda a ao pedaggica se concentre na interveno e na complementao de dados pesquisados. Se o ponto de partida no caso desse projeto foi assistir a um episdio do stio, o professor precisa saber mais sobre as adaptaes televisivas. A seguir, apresentamos um pouco dessa histria. Logo aps a morte de Lobato, aproximadamente dois anos, foi inaugurada a TV Tupi, emissora que levou ao ar o primeiro programa infantil do pas, na primeira verso do Stio do Picapau Amarelo. A teatralizao de Reinaes de Narizinho, A Chave do Tamanho, Histrias de Tia Nastcia, Memrias de Emlia, O Pica-Pau Amarelo, entre outros, foi duradoura, sendo um dos programas de maior audincia na histria da TV brasileira. Cerca de treze anos aps a suspenso do programa, Lobato voltou TV numa produo da Rede Globo e apoio do Centro Brasileiro de Televiso Educativa. Muitas diferenas entre o primeiro e o segundo Stio podem ser apontadas. O primeiro Stio contava com a TV recm-montada, sem videoteipe, o que causava dificuldades na teatralizao perfeita dos episdios. Mas esse Stio caracterizava-se por ater-se ao texto original e, quando havia modificaes, a equipe procurava permanecer dentro do chamado esprito lobatiano. J o atual integra a segunda fase da televiso brasileira: mais tecnologia, um stio verdadeiro, com pomar, casa de alvenaria, estrebaria, possibilitando tomadas externas. Entretanto, a equipe encarregada no se atm ao livro com a mesma preocupao do outro Stio. Agora, uma simples bobagem de Emlia, pode dar origem a uma gigantesca aventura, capaz de percorrer vrios captulos. Nessa nova proposta, os programas passam a adotar a tcnica da telenovela,

divididos em captulos, empregando clima de suspense ao final, com objetivo de fisgar o telespectador para o dia seguinte. Apesar de manter o ttulo, o contedo se distancia dos originais de Lobato. Na verso contempornea, outros elementos da modernidade so incorporados ao contexto: computador, telefone celular, etc. Objetivo: aproximar o telespectador mirim. E o contedo se mantm? Esse o desafio que vai para as crianas. Professor instrumentalizado, rico em informaes, capaz de despertar a curiosidade. Lana-se o debate. Desenvolvendo o trabalho prtico chegada a hora de conhecer a obra escrita por Monteiro Lobato. Muitos livros so colocados disposio das crianas e a tarefa descobrir sobre o que falam as histrias, quem so os personagens da Literatura Universal que visitam o Stio, a que vieram, que tipo de linguagem Lobato utiliza, o vocabulrio complexidade, distanciamento da linguagem coloquial uso do dicionrio, realidade, fantasia, enfim: mltiplos questionamentos e infinitas descobertas atravs da leitura. Os alunos vo anotando dados, relacionando as histrias que esto lendo com os episdios assistidos na TV, apontando semelhanas e diferenas encontradas em cada uma das formas de expresso. Interessante exibir, logo aps essa anlise, um episdio antigo do Stio (possvel de ser encontrado