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Publicacao Metas de Sustentabilidade Municipios Brasileiros

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Metas de Sustentabilidade para os Municpios Brasileiros(Indicadores e Referncias)

www.CidadesSustentaveis.org.br

CrditosRealizao do Programa Cidades Sustentveis Rede Nossa So Paulo Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentveis Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social

Apoio ao Programa Cidades Sustentveis Fundao Avina Instituto Arapyau

Produo e contedo desta publicao Secretaria Executiva da Rede Nossa So Paulo Rua Francisco Leito, 469 - conj. 1407 - CEP 05414-020 - So Paulo - SP Telefone: +55 11 3894 2400

Colaboradores Grupos de Trabalho da Rede Nossa So Paulo e dezenas de organizaes e indivduos

Agosto 2012

Salvo excees, voc pode copiar, distribuir, transmitir e remixar este livro, ou partes dele, desde que cite a fonte e distribua seu remix sob esta mesma licena. Todas as fotos utilizadas na publicao so licenciadas em creative commons.

ndiceApresentao Indicadores e metas 2

Governana Bens Naturais Comuns Equidade, Justia Social e Cultura de Paz Gesto Local para a Sustentabilidade Planejamento e Desenho Urbano Cultura para a Sustentabilidade Educao para a Sustentabilidade e Qualidade de Vida Economia Local Dinmica, Criativa e Sustentvel Consumo Responsvel e Opes de Estilo de Vida Melhor Mobilidade, Menos Trfego Ao Local para a Sade Do Local para o Global

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ApresentaoO Programa Cidades Sustentveis tem como objetivo contribuir com as prximas gestes municipais no sentido da implementao de instrumentos de planejamento e execuo de polticas pblicas que considerem a sustentabilidade como transversal a todos os projetos e aes dos poderes executivos e legislativos municipais, alm do devido comprometimento dos setores privados e das sociedades locais. Entendemos que a sustentabilidade deve se realizar plenamente nas dimenses poltica, econmica, social, ambiental e cultural, de modo a ser integralizada em todas as esferas formuladoras e executoras das polticas pblicas, tanto em seus contedos como em suas formas de implementao. O Programa tem o mrito de se basear em prticas exemplares de diversos municpios do Brasil e do mundo, ressaltando polticas pblicas que j apresentaram bons resultados em todas as reas da administrao evidenciando que possvel fazer diferente - e incentivando a diferena necessria na liderana poltica para lograrmos um presente melhor sem inviabilizar o futuro para as prximas geraes. Nesta publicao apresentamos vrios exemplos de boas prticas em diversos municpios que podem servir como referncias de metas para o planejamento e a gesto das administraes municipais 2013-2016. Tambm oferecemos referncias e parmetros estabelecidos por organismos internacionais. Ressalte-se, pelos prprios exemplos bem-sucedidos selecionados, a importncia do planejamento tcnico aliado aos processos participativos, em que o conhecimento acumulado sobre gesto pblica socializado e posto prova diante das necessidades e prioridades apontadas pela populao local. Desta sntese, ecoam polticas pblicas exitosas e com responsabilidades compartilhadas entre poderes pblicos, sociedade civil e setor privado. As eleies municipais deste ano podem significar um avano definitivo rumo ao desenvolvimento sustentvel, e as cidades podem assumir um papel histrico no protagonismo pela efetivao de um novo paradigma de sociedade, dada sua proximidade com o cotidiano de 85% da populao brasileira. Esta uma tarefa que passa pelas polticas de educao, cultura, sade, esporte, mobilidade, cidadania, entre outras. Entretanto, aos poderes pblicos cabe, principalmente, o papel da liderana, da vontade poltica, da boa gesto e da exemplaridade, buscando ampliar sua funo pedaggica e indutora das transformaes necessrias. No mesmo sentido, precisamos aprimorar alguns instrumentos de gesto, principalmente no que diz respeito produo e qualidade das informaes, fundamentais para o bom planejamento e para o estabelecimento e cumprimento das metas propostas. Por outro lado, uma sociedade bem informada, que percebe a transparncia e os esforos da gesto por sua participao, geralmente torna-se uma sociedade comprometida e parceira para alcanar os resultados que levam melhoria da qualidade de vida e ao bem-estar de todos o que tambm pode ser verificado nas boas prticas selecionadas nesta publicao. Na esfera governamental, o ideal que se avance para uma grande articulao entre os trs entes federativos, com ministrios e governos estaduais contribuindo para dotar os municpios de recursos tcnicos e financeiros necessrios para a inovao no planejamento e gesto. Podemos pensar em um Pacto pelo Desenvolvimento Sustentvel, utilizando as prticas exemplares como referncias de metas para todos os municpios que precisam avanar em diferentes reas. Ressaltamos, ainda, que a definio de metas baseadas em indicadores um dos compromissos assumidos pelos signatrios do Programa Cidades Sustentveis. Assim, alm de avanarmos com maior equidade entre os mais de 5.500 municpios brasileiros, poderamos tambm evitar, principalmente para os pequenos e mdios, aqueles erros hoje reconhecidos e que acabam por proporcionar m qualidade de vida nas grandes e mdias cidades brasileiras. Por fim, o Programa Cidades Sustentveis constitui uma grande oportunidade para nos inspirarmos no que j deu certo em pequena escala e buscarmos ampliar para todos os brasileiros a qualidade de vida de uma sociedade justa, democrtica e sustentvel!

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GovernanaObjetivos geraisFortalecer os processos de deciso com a promoo dos instrumentos da democracia participativa.

Objetivos especficos Desenvolver uma perspectiva comum e de longo prazo para cidades e regies sustentveis; Fomentar a capacidade de participao e de ao para o desenvolvimento sustentvel tanto nas comunidades como nas administraes locais e regionais; Convocar todos os setores da sociedade civil local para a participao efetiva em conselhos, conferencias, audincias pblicas, plebiscito e referendo, entre outros nos processos de deciso, monitoramento e avaliao; Tornar pblicas, transparentes e abertas todas as informaes da administrao municipal, os indicadores da cidade e os dados oramentrios; Promover a cooperao e as parcerias entre os municpios vizinhos, outras cidades, regies metropolitanas e outros nveis de administrao.

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Governana"A Lei n 12.527, sancionada pela Presidenta da Repblica em 18 de novembro de 2011, tem o propsito de regulamentar o direito constitucional de acesso dos cidados s informaes pblicas e seus dispositivos so aplicveis aos trs Poderes da Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios. A publicao da Lei de Acesso a Informaes significa um importante passo para a consolidao democrtica do Brasil e tambm para o sucesso das aes de preveno da corrupo no pas. Por tornar possvel uma maior participao popular e o controle social das aes governamentais, o acesso da sociedade s informaes pblicas permite que ocorra uma melhoria na gesto pblica."Fonte: http://www.acessoainformacao.gov.br/acessoainformacaogov/acesso-informacao-brasil/index.asp

"Dados abertos so dados colocados disposio de forma a tornar possvel a leitura, acompanhamento e tambm a reutilizao e cruzamentos com outros dados de diferentes fontes. Portanto, dados abertos definise quando uma pessoa pode us-los e reutiliz-los livremente. Os dados abertos so pautados por trs leis e oito princpios. As trs leis: 1. Se o dado no pode ser encontrado e indexado na Web, ele no existe; 2. Se no estiver aberto e disponvel em formato compreensvel por mquina, ele no pode ser reaproveitado; 3. Se algum dispositivo legal no permitir sua replicao, ele no til. Oito princpios dos dados abertos governamentais: 1. Completos: Todos os dados pblicos esto disponveis. Dado pblico o dado que no est sujeito a limitaes vlidas de privacidade, segurana ou controle de acesso. 2. Primrios: Os dados so apresentados tais como coletados na fonte, com o maior nvel de granularidade e sem agregao ou modificao. 3. Atuais: Os dados so disponibilizados to rapidamente quanto necessrio preservao de seu valor. 4. Acessveis: Os dados so disponibilizados para o maior alcance possvel de usurios e para o maior conjunto possvel de finalidades. 5. Compreensveis por mquinas: Os dados so razoavelmente estruturados de modo a possibilitar processamento automatizado. 6. No discriminatrios: Os dados so disponveis para todos, sem exigncia de requerimento ou cadastro. 7. No proprietrios: os dados so disponveis em formato sobre o qual nenhuma entidade detenha controle exclusivo. 8. Livres de licenas: Os dados no esto sujeitos a nenhuma restrio de direito autoral, patente, propriedade intelectual ou segredo industrial. restries sensatas relacionadas privacidade, segurana e privilgio de acesso so permitidas."Fontes: http://www.w3c.br/pub/Materiais/PublicacoesW3C/manual_dados_abertos_desenvolvedores_web.pdf http://www.w3c.br/divulgacao/pdf/dados-abertos-governamentais.pdf

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GovernanaNo ano de 2009, o governo da cidade de Vancouver lanou um programa com o objetivo de compartilhar publicamente a maior quantidade de dados possvel em formato de dados abertos (open data).Fonte: http://www.cidadessustentaveis.org.br/boas_praticas/exibir/180 Foto: JamesZ_Flickr

Mulheres empregadas no governo do municpioPorcentagem de mulheres empregadas no governo do municpio sobre o total de funcionrios. Meta: Garantir a igualdade de participao de homens e mulheres no Executivo e no Legislativo do municpio.Fonte: Programa Cidades Sustentveis

Em Helsinki, 74,7% dos empregados no governo do municpio so mulheres.Fonte: City of Helsinki Urban facts (dado de 2011) Foto: Arto Alanenp

Negros empregados no governo do municpioPorcentagem de negros empregados no governo do municpio sobre o total de funcionrios. Meta: Garantir a igualdade de participao de negros e brancos no Executivo e no Legislativo do municpio.Fonte: Programa Cidades Sustentveis

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