Pga alimentsogerais

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  • 1. Alimentos. Conceitos Gerais Mdulo 1 - PGA Curso Profissional Tcnico de Processamento e Controle da Qualidade Alimentar 2013/14 Prof Sandra Gavinhos " AE D. Afonso Sanches - Esc. Sec. D. Afonso Sanches 2013/14
  • 2. Sumrio 1. Alimentos deConsumo Corrente 2.Outros Alimentos 2.1. Alimentos destinados a uma alimentao especial 2.2.Alimentos funcionais 2.3. Alimentos geneticamente modificados 2.4.Alimentos biolgicos
  • 3. A quantidade e variedade de alimentos hoje disponveis no mercado tal que o dilema para o consumidor no encontr-los mas escolh-los. Seja arroz, farinha, acar, massas alimentcias, queijo, iogurte, sumo de frutos, congelados (peixe, carne, ervilhas), chs e muitos outros alimentos, aparecem em variedade e quantidade nunca antes atingidas.
  • 4. Produtos portugueses tpicos: Queijos, carne e produtos base de carne, frutos, hortcolas, azeite e mel Nestes produtos, a qualidade influenciada pelos solos, pelo clima, pelas raas animais, pelas variedades vegetais e pelo saber fazer das pessoas dessa regio. Ao comprar um produto alimentar caracterstico de uma determinada regio Portuguesa est a aprender um aroma e a relacion-lo com uma determinada zona geogrfica e isso um acto cultural. Est a contribuir para a sustentao de um modo de produo local contribuindo para a manuteno do emprego e riqueza na regio onde o alimento produzido. Est tambm a proteger o ambiente na medida em que a produo local de alimentos necessita, de um modo geral, de menos gastos energticos na sua produo e transporte at ao local onde o produto vai ser consumido.
  • 5. Assim, ao comprar um gnero alimentcio verifique se na sua rotulagem existe: a) meno Denominao de Origem Protegida (DOP). Os produtos DOP tm um ciclo produtivo que todo feito na regio que lhe d o nome e que tem uma forte ligao com essa mesma regio. A utilizao desta denominao no rtulo garante que o alimento (um fruto, por exemplo) produzido de acordo com as regras como as condies de produo, colheita e acondicionamento do produto.
  • 6. Os alimentos com DOP tm um smbolo que os distingue dos restantes. A nvel grfico, o smbolo da DOP igual em toda a Europa. De um modo geral, no existem mtodos intensivos que ponham em causa a continuidade do ambiente ou do sistema de produo. Estes produtos devem ainda ostentar a marca de certificao colocada pela respectiva entidade certificadora.
  • 7. meno Indicao Geogrfica Protegida (IGP). Tm de demonstrar que pelo menos uma parte do seu ciclo produtivo tem origem no local que lhe d o nome e que tm uma reputao associada a essa mesma regio, de tal forma que possvel ligar algumas das caractersticas do produto aos solos, ao clima, s raas animais, s variedades vegetais ou ao saber fazer das pessoas dessa rea.
  • 8. Por exemplo, o uso da IGP para o chourio de Portalegre, permite que seja utilizado como matria prima o porco de Raa Alentejana produzido em qualquer regio do Alentejo, em certas condies de criao, mas a rea geogrfica de transformao est limitada apenas aos concelhos do distrito de Portalegre. Tal como acontece com os alimentos com DOP, os alimentos com IGP tm um smbolo que os distingue dos restantes.
  • 9. Uma meno Especialidade Tradicional Garantida (ETG). Ao contrrio dos anteriores, os alimentos com esta denominao no fazem referncia a uma origem geogrfica prpria. Estes alimentos tm uma composio tradicional ou um modo de produo tradicional. Tal como acontece com os alimentos com DOP e IGP, tambm os alimentos de ETG tm um smbolo Europeu que os distingue dos restantes.
  • 10. A indstria agro-alimentar desenvolveu-se, modernizou-se, acompanhou e colaborou na evoluo dos hbitos de consumo do ltimo sculo. A aplicao de tecnologias resultantes do desenvolvimento tcnico e cientfico, inovao ou adaptao dos saberes adquiridos dos processos artesanais a produes em srie permitiram que surgissem a quantidade e diversidade de alimentos de consumo corrente que hoje se encontram venda nos diversos estabelecimentos.
  • 11. 2. Outros Alimentos Alimentos destinados a uma alimentao especial tais como os substitutos do leite materno e outros destinados a diabticos ou desportistas cujo aparecimento constituiu um desafio s possvel graas a laboratrios de investigao apenas disponveis em grandes empresas em princpio de mbito internacional; Alimentos novos resultantes do desenvolvimento cientfico da biotecnologia e/ou gentica; Alimentos biolgicos, isto , cuja evoluo dos mtodos de produo e distribuio surge em paralelo com os movimentos ambientalistas.
  • 12. 2.1. Alimentos destinados a uma alimentao especial Tm uma ou mais caractersticas que fazem com que desempenhem uma funo especfica no nosso corpo. Este tipo de alimentos vai de encontro a necessidades nutricionais especficas de um determinado grupo de pessoas. A necessidade de uma alimentao especial pode dever-se a problemas de sade (por exemplo, intolerncia a uma determinada substncia) ou outras situaes no relacionadas com a falta de sade (desportistas,...). Tambm se considera que tm necessidades alimentares especiais todos os lactentes e crianas at aos 3 anos de idade.
  • 13. Os alimentos destinados a uma alimentao especial distinguem-se dos de consumo corrente pela sua composio ou processo especial de fabrico, so adequados ao objectivo nutricional pretendido e comercializados com essa indicao. A denominao de venda dos alimentos destinados a uma alimentao especial acompanhada pela indicao das caractersticas nutricionais especiais do produto.
  • 14. Grupos de alimentos destinados a uma alimentao especial: I. Frmulas para lactentes e frmulas de transio As frmulas de transio destinam-se a lactentes com idade superior a 4 meses, constituindo o componente lquido principal de uma dieta progressivamente diver- sificada deste grupo etrio. As frmulas para lactentes destinam-se a lactentes durante os primeiros 4 a 6 meses de vida e satisfazem as necessidades nutricionais deste grupo etrio.
  • 15. II. Alimentos base de cereais e alimentos para bebs destinados a lactentes e a crianas de pouca idade. Os alimentos base de cereais subdividemse ainda em: Cereais simples; Cereais a que se adicionam alimentos com elevado teor de protenas (exemplo: farinhas lcteas); Massas utilizadas aps cozedura em gua ou outros lquidos apropriados; Tostas e biscoitos, utilizados quer directamente quer com gua, leite ou outros lquidos adequados, aps triturao.
  • 16. Os alimentos para bebs so aqueles que no so base de cereais, como por exemplo os conhecidos boies de fruta e boies de refeio.
  • 17. III. Alimentos destinados a serem utilizados em dietas de restrio calrica para reduo de peso (exemplo: bolachas, batidos,...) Estes alimentos substituem a totalidade da dieta diria ou uma ou mais refeies, com o objectivo de limitar a ingesto energtica com vista a reduzir o peso do consumidor. IV. Alimentos dietticos destinados a fins medicinais especficos Tm por objectivo satisfazer as necessidades nutricionais de doentes. Devem ser consumidos sob superviso mdica e a sua composio baseia-se em princpios mdicos e nutricionais slidos.
  • 18. V. Alimentos adaptados a um esforo muscular intenso, sobretudo para os desportistas Este grupo de alimentos destina-se a fornecer energia e/ou alguns nutrimentos a pessoas com actividade fsica intensa e, como tal, com algumas necessidades nutricionais especficas. Inclui essencialmente alimentos ricos em hidratos de carbono,