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Perscrutando o texto – Amazônia sonha Brasil pg. 02 Acentuação dos monossílabos pg. 04 Dificuldades da língua pg. 05 Literatura – Arcadismo (1768 – 1836) pg. 08 Redação pg. 10 Igapó, trecho alagado de floresta, paisagem típica da Amazônia Comerciante de escravos, personagem das fases colonial e imperial

Apostila Aprovar Ano04 Fascículo03 Português

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Perscrutando o texto Amaznia sonha Brasil

pg. 02 pg. 04

Acentuao dos monosslabos

Dificuldades da lngua Literatura Arcadismo (1768 1836) Redao

pg. 05 pg. 08

pg. 10

Igap, trecho alagado de fl paisagem tpica da Amaz oresta, nia

m das rsonage e avos, p de escrperial iante Comerccolonial e im fases

Organizando um mtodo de estudoDepois da escolha da profisso, ou mesmo se voc deixou isso para depois, hora de comear a organizar um mtodo eficiente de estudos, dentro de duas possibilidades, mas sempre tendo em mente que voc ter de abrir mo de algumas horas de lazer para chegar ao objetivo principal: a Universidade. Para garantir que voc vai estudar de maneira correta, bom lembrar os princpios da qualidade total, que tem balizado a atuao de empresas e instituies nesses tempos de mercado competitivo. E como o vestibular no deixa de ser um processo seletivo, possvel aplicar esses princpios aos seus objetivos pessoais. preciso ter em mente que, embora do ponto de vista terico ela seja inatingvel, a qualidade total (perfeio) nossa grande meta, o que devemos almejar em nossas relaes, tanto comerciais quanto pessoais. Para se obter sucesso na busca da qualidade total, deve-se observar rigorosamente o cumprimento de alguns princpios. Estabelea um propsito claro e bem definido. No seu caso, o objetivo o vestibular. A prioridade de qualquer projeto sempre determinada pelas atitudes. Por isso, preciso esquecer um pouco determinadas prioridades pessoais e entrar de cabea nos estudos. preciso superar as expectativas. Como fazer isso em relao a voc mesmo? No se satisfaa com a resoluo de um exerccio que voc considerava difcil. Parta para outro mais complexo ainda e exija cada vez mais de voc mesmo. Estabelea um propsito desafiador para seus resultados de todo ms. Estabelea um vnculo de parceria entre seus colaboradores, ou seja, seus mestres, seus colegas de classe, seus amigos. com eles que voc vai trocar experincias e aprender cada vez mais. Busque envolver e contagiar todo o seu crculo familiar e de amizades com seus objetivos. Gerencie por processos: veja as partes e enxergue o todo! Trate cada uma das disciplinas de uma forma diferenciada, de acordo com suas necessidades. Verifique seus pontos fracos, enumere-os e estabelea prazos para que voc resolva suas dificuldades. Por exemplo: Em 24 horas, estarei com determinada frmula completamente entendida e esmiuada. Alm disso, o melhor controle aquele que resulta da responsabilidade. Considere erros e dificuldades como grande oportunidade para melhoria! Faa desses princpios um processo contnuo e permanente, e que estar sendo vivenciado e aprimorado a cada dia. Dedique pelo menos trs horas por dias para seus estudos. Daqui a oito meses, voc vai poder verificar o quanto progrediu.

PortugusProfessor Joo BATISTA Gomes

03. Na primeira estrofe, o pronome teu:a) b) c) d) e) simboliza o leitor do poema; simboliza o Brasil; constitui incoerncia gramatical; deveria ser trocado pelo pronome seu; simboliza a pessoa por quem o poeta se apaixonou no passado.

Texto 1Amaznia sonha BrasilSidney Resende Eu serei o teu amor Quando lembrares do passado ndia primeira em sua tribo Paixo assumida, filha crescida A Amaznia em teu abrao Eu serei a tua senhora Ao defenderes meu refgio Tua amante embevecida Imensa floresta agradecida A natureza toda a seus ps Sou aquela mulher guerreira De sonho grandioso Distante solo de glria Rituais dos rios, memria Dos portais da verde herana Rituais Vivo vrias naes Que anseiam futuro Qual boca que sorve um beijo Planta que espera o seu fruto Amaznia que sonha o Brasil Amaznia que sonha o Brasil Amaznia

04. Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido acentuada por regra distinta das demais.a) b) c) d) e) ndia refgio glria memria amaznico

05. Observe os versos seguintes:Vivo vrias naes Que anseiam futuro

Os substantivos tm funo sinttica respectivamente de:a) b) c) d) e) sujeito e sujeito; objeto direto e objeto indireto; objeto direto e objeto direto; objeto direto e sujeito; sujeito e objeto indireto.

06. Observe o emprego do verbo ansiar nos versos seguintes.Vivo vrias naes Que anseiam futuro

Assinale a construo em que o emprego de verbo terminado em -iar contraria a norma culta da lngua.a) Pode deixar que eu intermedio a negociao entre voc e o sindicato. b) Medidas preventivas remedeiam as enfermidades. c) Apesar de humilde, ela anseia pela fama. d) Essa sua dana ertica incendeia a minha imaginao. e) Disseram-me que ela odeia bajulaes.

Perscrutando o texto01. Observe os dois primeiros versos do poema; sobre eles, assinale a afirmativa incorreta.Eu serei o teu amor Quando lembrares do passado a) O pronome eu remete ao eu lrico do poeta. b) O pronome eu caracteriza a fala da Amaznia. c) Os versos encerram prosopopia. d) A equivalncia entre as formas verbais serei e lembrares condiz com a norma culta da lngua. e) A forma verbal lembrares est no futuro do subjuntivo.

07. Observe os versos seguintes.Vivo vrias naes Que anseiam futuro

O sujeito de anseiam :a) simples e vem representado por um substantivo; b) simples e vem representado por um pronome; c) indeterminado; d) oculto (eles); e) inexistente.

08. Observe os versos seguintes:Amaznia que sonha o Brasil Amaznia que sonha o Brasil Amaznia

02. Observe o emprego do verbo lembrar no segundo verso do poema. Assinale a construo em que o emprego de lembrar e/ou esquecer agride a norma culta da lngua.a) Quando lembrares o passado, no esqueas o presente. b) Quando te lembrares do passado, no te esqueas do presente. c) Lembra bem o teu passado para compreenderes melhor o presente. d) Lembre bem o seu passado para compreender melhor o presente. e) Lembre bem do teu passado para compreender melhor o presente.

A repetio de Amaznia constitui:a) b) c) d) e) pleonasmo; aliterao; silepse; anfora; animismo.

09. Observe os versos seguintes:Vivo vrias naes Que anseiam futuro Qual boca que sorve um beijo

A palavra em destaque :

2

a) b) c) d) e)

pronome relativo; pronome indefinido; interjeio; conjuno; pronome demonstrativo.

Dificuldades da lnguaFUNES DA LINGUAGEM 1. Funo potica a linguagem usada na composio de obras literrias, principalmente na composio de poemas, em que as palavras so escolhidas e dispostas de maneira que se tornem especiais. Exemplo: Tenho fases, como a lua Fases de andar escondida, fases de vir para a rua... Perdio da minha vida! Perdio da vida minha! Tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha.Lua Adversa, Ceclia Meireles

10. Observe os versos seguintes:Eu serei a tua senhora Ao defenderes meu refgio Tua amante embevecida

Pode-se trocar embevecida, sem prejuzo semntico, por:a) b) c) d) e) esttica; elevada; extasiada; umedecida; entristecida.

Desafio Gramat ical01. (UFAM) Assinale o item que identifica a funo da linguagem predominante no seguinte trecho:Hiptese uma coisa que no mas a gente diz que para ver como seria se fosse. (Millr Fernandes) a) b) c) d) e) potica referencial metalingstica conativa ftica

Arapuca11. Observe a estrofe seguinte:Sou aquela mulher guerreira De sonho grandioso Distante solo de glria Rituais dos rios, memria Dos portais da verde herana Rituais

2.

Funo conativa ou apelativaFuno da linguagem em que predominam os enunciados que visam a atuar sobre o destinatrio. a linguagem usada, por exemplo, em textos publicitrios como recurso para atrair o consumidor. Tambm usada em discursos e sermes. Exemplo: Veja, ilustre passageiro, o belo tipo faceiro que o senhor tem a seu lado. E, no entanto, acredite, quese morreu de bronquite, salvou-a o Rum Creosotado.

02. (UFAM) Como na questo anterior, assinale o item que identifica a funo da linguagem predominante no seguinte texto:A lmpada de tungstnio a mais comum de todas. constituda de um globo de vidro transparente ou opaco soldado a um soquete de lato. Dentro dele, uma haste tambm de vidro sustenta uma armao de arame com um filamento (fio dobrado em ziguezague) de tungstnio. Quando a eletricidade passa atravs do filamento, ele esquenta; ele fica to aquecido que passa do vermelho ao branco. Isto chamado incandescncia e com esta luz assim produzida podemos ler, escrever e trabalhar. a) b) c) d) e) referencial ftica conativa metalingstica emotiva

A exemplo de rios, assinale a alternativa com palavra disslaba:a) b) c) d) e) seus pneus seria pais rua

12. Assinale a alternativa em se fez anlise fontica errada.a) ndia: dgrafo e ditongo crescente. b) distante: dgrafo e encontro consonantal. c) portais: encontro consonantal e ditongo decrescente. d) anseiam: um dgrafo, um hiato e dois ditongos decrescentes. e) crescida: dois encontros consonantais.

3.

Funo referencialAcontece a funo referencial quando o objetivo do emissor informar. tambm conhecida como funo denotativa, informativa ou cognitiva. So exemplos de funo denotativa a linguagem jornalstica e a cientfica,

4.

Funo ftica tambm conhecida como funo de contato, visando estabelecer, prolongar ou interromper a comunicao, testando para verificar a eficincia do canal, ou seja, estabelecendo e mantendo contato com o interlocutor. Na prtica, a funo ftica caracteriza-se pelo uso das expresses no mesmo?, voc est entendendo?, c t ligado?, ouviram?, al!, oi, quem est falando?

SONETO Por que me descobriste no abandono? Com que tortura me arrancaste um beijo? Por que me incendiaste de desejo Quando eu estava bem, morta de sono? Com que mentira abriste meu segredo? De que romance antigo me roubaste? Com que raio de luz me iluminaste Quando eu estava bem, morta de medo? Por que no me deixaste adormecida? E me indicaste o mar, com que navio? E me deixaste s, com que sada? Por que desceste ao meu poro sombrio? Com que direito me ensinaste a vida Quando eu estava bem, morta de frio?(Chico Buarque)

13. Observe os versos seguintes:Eu serei a tua senhora Ao defenderes meu refgio

Tambm h ocorrncia de pronome empregado com sentido de posse em:a) O trabalho afasta de ns trs grandes males: o tdio, o vcio e a necessidade. b) O trabalho impede-o de olhar um outro que ele e que lhe torna a solido horrvel. c) O trabalho desvia-o da viso assustadora de si mesmo. d) Vagabundo quem no tem o que fazer, ns temos, s no o fazemos. e) O trabalho faz-nos sentir a esperana de um bom acontecimento.

5.

Funo metalingstica a funo que ocorre quando o destaque dado ao cdigo. Numa situao em que um lingista define a lngua, observa-se que, para conceituar um termo do cdigo, ele usa o prprio cdigo, ou seja, define lngua usando a prpria lngua. Tambm ocorre metalinguagem quando o poeta, num texto qualquer, reflete sobre a criao potica; quando um cineasta cria um filme tematizando o prprio cinema; Nessas situaes, percebe-se o uso do cdigo para definir (ou fazer referncia) ao prprio cdigo.

14. Observe o verso seguinte:Qual boca que sorve um beijo

Pode-se trocar sorve, sem prejuzo semntico, por:a) b) c) d) e) aniquila; rejeita; absorve; atrai; desperdia.

03. (FGV) Assinale a alternativa em que estejam corretamente apresentadas as funes da linguagem predominantes no texto.a) b) c) d) e) emotiva e conativa conativa e potica metalingstica e ftica emotiva e potica conativa e referencial

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Momento FonticoProparoxtonas: prosdia e sinonmiapage Exprime raiva, repulsa, desaprovao, desprezo; apre, fora. Que ou quem cometeu apostasia: abandono da f de uma igreja, especialmente a crist. Cf. apostata, do verbo apostatar. Segmento da perpendicular baixada do centro de um polgono regular sobre um lado; raio do crculo inscrito num polgono regular. Sem asas. Fontica: p-t = encontro conso-nantal. Tribunal ateniense, assemblia de magistrados, sbios, literatos. Fontica: e-o = hiato. Antiga mquina de guerra para abater muralhas; mquina para elevar gua, acionada pela prpria gua. Fontica: i-e = hiato. Modelo, prottipo. Fontica: r-q = encontro consonantal; qu = dgrafo; nove letras e oito fonemas. Reta que tangente a uma curva no infinito; reta limite da famlia de tangentes a uma curva quando o ponto de tangncia tende para o infinito. Fontica: ss e in = dgrafos; nove letras e oito fonemas. Apstata

gape

Acentuao dos monosslabos1. MONOSSLABO (definio)Monosslabo palavra de uma s slaba. Pode ser tono ou tnico. a) tono o monosslabo pronunciado to fracamente na frase que a sua intensidade equivale de uma slaba tona. Por isso, no tem autonomia fontica e jamais leva acento grfico. Exemplos: de, um, uns, sob, em, sem, dum. b) Tnico o monosslabo cuja intensidade se equipara de uma slaba tnica, pois pronunciado fortemente. Nem todos so acentuados graficamente. Exemplos: p, p, p, ps, cs, d-lo, p-lo, s, ss, n, ns, trem, bem.

Banquete, almoo festivo. Plural: gapes. Forma variante: gapa. Variedade de calcednia de brilho ceroso e litide; serve para a manufatura de jias, objetos de arte, etc. Alegre, jovial, animado. Fontica: cr = encontro consonantal.

gata

lacre

Alcova Castelo fortificado, ou fortaleza; casb; castelo antigo. Fontica: l-c = encontro consonantal. lcali Qualquer hidrxido dos metais alcalinos (ltio, sdio, potssio, rubdio e csio). Ave fabulosa, dos antigos; na Astronomia, uma das sete estrelas visveis vista desarmada do asterismo das Pliades. Fontica: l-c = encontro consonantal; i-o = hiato. Artifcio do ru para se livrar de uma acusao. Percentual sobre o valor da coisa tributada. Fontica: qu = dgrafo; oito letras e sete fonemas.

Alcone

libi Alquota

Aptema

2. MONOSSLABOS TNICOS ACENTUADOSAcentuam-se os monosslabos tnicos terminados em: a) a, as P, ps, Brs, j, l, m, ms; f-lo-s, f-lo-ei, f-lo-emos, tr-lo-ei, trlo-amos. b) e, es F, fs, p, ps, r, rs, ms; cr, crs, d, ds, vs, f-lo, f-la. c) o, os P, ps, n, ns, cs, s, ss; ps; p-lo-s, p-lo-ei, p-la-amos, plo, p-la.

ptero Arepago

Andrgino De aparncia ou modos indefinidos, entre masculino e feminino, ou que tem traos marcantes do sexo oposto. Fontica: an = dgrafo; dr = encontro consonantal; nove letras e oito fonemas. Andromo Diz-se de peixe marinho que sobe para os rios na poca da desova. Fontica: dr = encontro consonantal. Antema Expulso do seio da Igreja; excomunho; maldio, execrao, oprbrio.

Arete

Arqutipo

Assntota

Acentuao das proparoxtonas1. PROPAROXTONA (definio) a palavra que tem a antepenltima slaba tnica. Todas elas so acentuadas graficamente. Exemplos: crisntemo lacre nterim Lucferes nefito gide lvedo libi aborgine Jpiter dptero hbitat gape bolo bitipo Lcifer Jupteres frula dvena mprobo fentipo

Anmone Gnero de plantas herbceas, perenes, ornamentais, da famlia das ranunculceas, de flores variadamente coloridas. Sinnimo: anmona. Andino Que mitiga as dores (medicamento); acesdino, antalgsico, antlgico; aliativo; que pouco importante; secundrio. Emprego de palavra ou frase em sentido oposto ao verdadeiro, como no famoso caso do cabo das Tormentas, cujo nome, para fugir-se ao mau agouro, foi trocado em cabo da Boa Esperana. Fontica: an = dgrafo; fr = encontro consonantal; nove letras e oito fonemas. Curto versculo recitado ou cantado pelo celebrante, antes e depois de um salmo. Fontica: an = dgrafo; oito letras e sete fonemas.

Autctone Que oriundo de terra onde se encontra, sem resultar de imigrao ou importao; aborgine, indgena, nativo. Fontica: au = ditongo decrescente oral; c-t = encontro consonantal. Azfama Muita pressa, urgncia; atrapalhao, agitao. Cf. azafama, do verbo azafamar (pr em azfama; agitar). Besta de carga, que forma rcua com outras; pessoa curta de inteligncia, ou sem prstimo. Bacia antiga; pancada de chuva; aguaceiro, chuva grossa. Da, ou pertencente ou relativo Baviera (Alemanha). Que tem duas mos. Conjunto de indivduos cujos patrimnios genticos muito se assemelham. Fontica: i-o = hiato. Meteorito de volume acima do comum que, ao penetrar na atmosfera terrestre, produz rudo e se torna muito brilhante, podendo deixar um rastro luminoso. Forma variante: blido.

Antfrase

Azmola

2. PROPAROXTONAS (prosdia e sinonmia)Acrpole A parte mais elevada das antigas cidades gregas, que comportava a cidadela e, eventualmente, santurios. Fontica: cr = encontro consonantal. Cmara secreta, nos templos antigos; santurio onde s os sacerdotes podiam entrar; compartimento reservado. Cf. adito, do verbo aditar. Forasteiro, estrangeiro. Fontica: d-v = encontro consonantal. Meteoride que cai na superfcie terrestre depois de ter produzido meteoro; astrlito, meteorlito, uranlito, pedra-de-raio. Fontica: a-e = hiato. Antfona

Btega Bvaro Bmano Bitipo

dito

Blide

dvena Aerlito

Antstrofe Mudana de sentido na associao de certas palavras, pela repetio delas em ordem inversa. Fontica: an = dgrafo; s-t e tr = encontros consonantais; dez letras e nove fonemas. Arete Antiga mquina de guerra para abater muralhas; mquina para elevar gua, acionada pela prpria gua. Fontica: i-e = hiato.

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Acento diferencial1. DIFERENCIAL DE TONICIDADEAcento grfico usado para distinguir homgrafos (palavras de igual grafia) tnicos de tonos. O acento pode ser agudo ou circunflexo. Veja a relao completa das palavras com esse tipo de acento: a) s Carta do baralho; pessoa exmia em determinada atividade. As Artigo feminino plural. b) Pra Forma verbal de parar: eu paro, tu paras, ele pra. Para Preposio. c) Pla, plas Formas verbais de pelar: eu plo, tu plas, ele pla. Pela, pelas Contraes de por + a, por + as. d) Plo Forma verbal de pelar (eu plo, tu plas, ele pla). Plo, plos Substantivo (conjunto dos plos de um animal; cabelo). pelo, pelos Contrao de por + o, por + os. e) Plo, plos Extremidade; face ou aspecto oposto a outro; jogo. Plo, plos Falco, aor ou gavio que no chega a ter um ano. Polo contrao antiga de por + o. f) Pra Substantivo (o fruto da pereira). Pera Contrao antiga de per + a. g) Pr Verbo. Por Preposio. h) Cas, ca Formas verbais de coar: eu co, tu cas, ele ca. Coa, coas Aglutinao da preposio com + a, com + as. i) Qu Substantivo; pronome em fim de frase. Que Conjuno. j) Porqu Substantivo. Porque Conjuno. Observaes importantes: 1. O substantivo pra s leva acento grfico no singular; no plural (peras) perde o acento. 2. Conjugando o verbo parar no presente do indicativo, s a terceira pessoa do singular acentuada: eu paro, tu paras, ele pra, ns paramos, vs parais, eles param.

Ele tem Ele vem Ele retm Ela entretm Ele intervm Ele provm

eles tm eles vm eles retm elas entretm eles intervm eles provm

Caiu no vestibular(FGV) Com base na formao da palavra hierarquizar, assinale a alternativa cuja palavra apresenta erro de grafia por NO seguir o mesmo processo de formao:a) legalizar b) civilizar c) improvizar d) americanizar e) radicalizar

Dificuldades da lngua1. Palavras que s existem no pluralAs alvssaras Os anais Os antolhos Os arredores As belas-artes As cs As condolncias As espadas (naipe) Os esponsais As exquias As frias As fezes Os idos As npcias Os culos As olheiras Os ouros (naipe) Os paus (naipe) Os psames As primcias Os vveres

Desafios01. Assinale a alternativa com erro de grafia:a) b) c) d) e) sintetizar catequisar hipnotizar batizar avalizar

02. (FGV) O vocbulo embora uma aglutinao de em+boa+hora; o vocbulo abaixo que exemplo do mesmo processo de formao de palavras :a) b) c) d) e) passatempo; girassol; planalto; sexta-feira; urbanismo.

2. Adjetivos ptrios reduzidosfrica Inglaterra Alemanha Itlia ustria Japo Blgica Macednia China Malsia Espanha Polnia Europa Portugal Finlndia Sria Frana Sua Grcia Tibete ndia Zmbia arco-ris bota-fora cola-tudo diz-que-diz faz-de-conta fora-da-lei fora-de-srie habite-se leva-e-traz louva-a-deus pra-quedas perde-e-ganha pisa-mansinho saca-rolhas salva-vidas sem-terra topa-tudo afro anglo teuto, germano talo austro nipo belgo mcedo sino malaio hispano polono euro luso fino siro franco, galo helveto greco tibeto indo zambo os os os os os os os os os os os os os os os os os arco-ris bota-fora cola-tudo diz-que-diz faz-de-conta fora-da-lei fora-de-srie habite-se leva-e-traz louva-a-deus pra-quedas perde-e-ganha pisa-mansinho saca-rolhas salva-vidas sem-terra topa-tudo

03. Assinale a alternativa em que as palavras sejam, depois de corretamente acentuadas, respectivamente: oxtona, paroxtona e proparoxtona.a) b) c) d) e) Nobel, aziago, habitat. Novel, triplex, interim. Ureter, aziago, cadmio. Transistor, mister, austero. Ruim, cateter, avaro.

04. Assinale a alternativa em que a norma culta da lngua escrita NO foi respeitada.a) As cs cobriam-lhe a cabea como se neve fosse. b) Compre aqui seu culos de grau por um precinho mdico. c) As olheiras denunciavam uma noite maldormida. d) L pelos idos de 1930, Carlos Drummond de Andrade estreou na Literatura Brasileira. e) Com as tcnicas disseminadas pelo Ibama, as famlias aprenderam a extrair leo de pau-rosa sem sacrificar as rvores.

3. Compostos invariveis

2. DIFERENCIAL DE TIMBREAcento grfico usado, excepcionalmente, para distinguir o homgrafo tnico fechado pde (pretrito perfeito do verbo poder) do homgrafo tnico aberto pode (presente do indicativo do mesmo verbo). Este acento foi extinto na Reforma Ortogrfica de 1971.

3. DIFERENCIAL MORFOLGICOAcento circunflexo usado para fazer diferena entre a terceira pessoa do plural e a terceira do singular do presente do indicativo dos verbos ter, vir e seus derivados. Exemplos:

ArapucaH um plural condenado pela norma culta da lngua. Assinale-o.a) caracteres b) itens c) juniores d) seniores e) Luciferes

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Momento FonticoProparoxtonas: prosdia e sinonmiaBrmane Entre os hindus, membro da mais alta das quatro castas e que, tradicionalmente, era votado ao sacerdcio. Fontica: br = encontro con-sonantal. Grande quantidade de camelos que transportam mercadorias. Planta herbcea da famlia das canabidceas, amplamente cultivada em muitas partes do mundo. Sinnimos: cnave, cnhamo-da-ndia e maconha. Fontica: nh = dgrafo; sete letras e seis fonemas. Veloz, ligeiro, rpido. Moeda divisionria que representa a centsima parte do franco, do dlar e de vrias outras moedas. Fontica: en = dgrafo; sete letras e seis fonemas. Cada uma das pessoas ligadas pelo casamento em relao outra. Fontica: on = dgrafo; sete letras e seis fonemas. Cfila Cnhamo

e) referncia explorao do homem negro pelo homem branco.

Texto 3 Tu no vers, Marlia, cem cativosToms Antnio GonzagaTu no vers, Marlia, cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra, ou dos cercos dos rios caudalosos, ou da mina da serra. No vers separar ao hbil negro do pesado esmeril a grossa areia, e j brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. No vers derrubar os virgens matos, queimar as capoeiras inda novas, servir de adubo terra a frtil cinza, lanar os gros nas covas. No vers enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo; nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. Vers em cima de espaosa mesa altos volumes de enredados feitos; ver-me-s folhear os grandes livros, e decidir os pleitos. Enquanto revolver os meus consultos, tu me fars gostosa companhia, lendo os fastos da sbia, mestra Histria, e os cantos da poesia. Lers em alta voz, a imagem bela; eu, vendo que lhe ds o justo apreo, gostoso tornarei a ler de novo o cansado processo. Se encontrares louvada uma beleza, Marlia, no lhe invejes a ventura, que tens quem leve mais remota idade a tua formosura.Toms Antnio Gonzaga, Marlia de Dirceu

03. Sobre a segunda estrofe do poema, abaixo transcrita, assinale a afirmativa incorreta.No vers separar ao hbil negro do pesado esmeril a grossa areia, e j brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. a) A estrofe contm hiprbato. b) O substantivo areia completa o sentido de separar. c) A expresso no fundo da bateia tem valor adverbial. d) O substantivo granetes completa o sentido de brilharem. e) O substantivo bateia tem o timbre da vogal tnica idntico ao de colmeia.

Caiu no vestibular04. (UFAM) No poema em questo, o agente da ao expressa pelo verbo separar (verso 5) :a) b) c) d) tu (oculto); a grossa areia; o hbil negro; ele (oculto).

Clere Cntimo

05. Sobre a terceira estrofe do poema, abaixo transcrita, assinale a afirmativa incorreta.No vers derrubar os virgens matos, queimar as capoeiras inda novas, servir de adubo terra a frtil cinza, lanar os gros nas covas. a) No vocbulo inda h afrese. b) O adjetivo virgens tem funo de adjunto adnominal. c) O adjetivo novas tem funo de adjunto adnominal. d) O substantivo cinza agente da ao verbal. e) O adjetivo frtil tem funo de predicativo do sujeito.

Cnjuge

Cotildone Folha seminal ou embrionria, a primeira que surge quando da germinao da semente, e cuja funo nutrir a jovem planta nas primeiras fases de seu crescimento. Crisntemo Designao comum a vrios subarbustos ornamentais; despedidas-de-vero, monsenhor. Fontica: cr = encontro consonantal; an = dgrafo; dez letras e nove fonemas. Crislito Pedra preciosa da cor do ouro; crislita. Fontica: cr = encontro consonantal. Cf. crisolita. vido de dinheiro ou bens materiais; cobioso. Plural: cpidos. Cf. cupido. Fermento ou outra substncia produzida por clulas vivas, por seres vivos microscpicos ou por glndulas, e que decompem os alimentos ou a matria orgnica. Patologia: afastamento de duas estruturas que normalmente se apresentam em contato mediato ou imediato. Fontica: i-a = hiato; s-t = encontro consonantal. Animais (insetos) que tm duas asas. Fontica: p-t = encontro consonantal. Ordem judicial publicada por anncios ou editais; texto publicado sob a responsabilidade do autor. Cf. edito. Escudo, defesa, proteo.

Perscrutando o texto01. Sobre a primeira estrofe do poema, abaixo transcrita, assinale a afirmativa incorreta.Tu no vers, Marlia, cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra, ou dos cercos dos rios caudalosos, ou da mina da serra. a) O substantivo Marilia tem funo de vocativo. b) O ltimo verso uma redondilha maior. c) Trocando-se tirarem por tirar, no se infringe a norma gramatical. d) A rima entre terra e serra pobre. e) A estrofe contm versos brancos.

06. Sobre a quarta estrofe do poema, abaixo transcrita, assinale a afirmativa incorreta.No vers enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo; nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. a) Em enrolar, h encontro consonantal. b) Em cana, a primeira vogal nasal por imfluncia da letra n. c) Em espremer, h dois encontros consonantais. d) Em entre, h dgrafo e encontro consonantal. e) Em dentadas, h dgrafo.

Cpido

Distase

Dptero

dito

02. As duas primeiras estrofes do poema tm em comum:a) referncia atividade de prisioneiros, isto , de quem est condenado a servios forados; b) referncia atividade mineradora; c) referncia atividade de explorao da terra, especialmente agricultura; d) referncia atividade pastoril;

07. Observe a construo ver-me-s folhear os grandes livros. Assinale a frase em que h erro na grafia das formas do verbo folhear.a) Folheia os livros e encontrars respostas aos teus anseios. b) s vezes, folheiamos os livros, mas no tiramos disso muito proveito. c) Folheie os livros e encontrars respostas aos seus anseios.

gide

6

d) Depois de folheados, os jornais ainda tm muitas utilidades. e) Livros de Machado de Assis, convm que os folheemos mais de uma vez.

08. Na estrofe seguinte, a orao que lhe ds o justo apreo :Lers em alta voz, a imagem bela; eu, vendo que lhe ds o justo apreo, gostoso tornarei a ler de novo o cansado processo. a) b) c) d) e) subordinada subordinada subordinada subordinada subordinada adjetiva restritiva; adjetiva explicativa; substantiva subjetiva; substantiva objetiva direta; adverbial causal.

b) Conjunto de lascas de pedra proveniente do trabalho de lavrar a cantaria. c) Mistura de conchas, pedras midas e areia, que se encontra nas praias e em alguns pontos do fundo do mar. d) Pedra britada ou lascas de pedra, que geralmente se misturam com areia e fragmentos de tijolos, compondo material muito utilizado em construes. e) Escria que o ferro solta ao ser forjado.

14. Ainda com base na estrofe da questo anterior, cercos significa:a) Quintal fechado de um convento. b) Crculo formado por redes para capturar peixes. c) Espcie de barragem, feita com pedras e material vrio, para que as guas de um rio passem num s e estreito lugar. d) Escavao feita no leito de rio corrente. e) Assdio, bloqueio ou stio, especialmente a uma praa de guerra.

Dificuldades da lnguaVERBOS COM CONSOANTES MUDASNa nossa lngua, os verbos com consoantes mudas adaptar, captar, designar, impugnar, interceptar, obstar, optar, raptar, repugnar tm as formas rizotnicas (aquelas em que a slaba tnica cai na raiz do verbo) com pronncia proparoxtona, mas sem a vogal i (depois da consoante muda) e sem acento grfico. Veja a conjugao de alguns desses verbos. 1. IMPUGNAR (contrariar com razes; refutar, contestar). Presente do indicativo: Eu im-pug-no Tu im-pug-nas Ele im-pug-no Ns im-pug-na-mos Vs im-pug-nais Eles im-pug-nam Presente do subjuntivo: Que Que Que Que Que Que eu im-pug-ne tu im-pug-nes ele im-pug-ne ns im-pug-ne-mos vs im-pug-neis eles im-pug-nem

09. Assinale a alternativa em que os vocbulos tenham o timbre da vogal tnica idntico ao de bateia (verso 8):a) b) c) d) e) crosta, obeso, ileso coldre, imberbe, grumete sesta, badejo, obsoleto espelha, algozes, ileso fecha, algoz, cerda

15. No poema, rios caudalosos sugere:a) rios com o leito cheio de pedras; b) rios que possuem intensa corrente ou fluxo de gua; c) rios que possuem corrente minguada de gua; d) rios com guas mornas; e) rios em que h cascalho com ouro e diamante.

10. Assinale a alternativa em que a troca do complemento verbal pelo pronome pessoal oblquo tono infringe a norma culta da lngua escrita.a) Derrubar os matos = Derrub-los. b) Espremer o sumo da cana = Espremlo. c) Revolver os consultos = Revolv-los. d) Ler os cantos da poesia = L-los. e) Obedecer conscincia = Obedecerlhe.

16. Na estrofe seguinte, o vocbulo granetes sugere:No vers separar ao hbil negro do pesado esmeril a grossa areia, e j brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. a) b) c) d) e) pequenos gros; carga transportada sem embalagem; gros em propores alm do normal; lingotes; pequenas barras.

11. Escolha a alternativa em que se aponta erradamente o fenmeno fontico:a) b) c) d) e) mais: hiato. enquanto: dois dgrafos. virgens: ditongo decrescente nasal. imagem: ditongo decrescente nasal. quem: ditongo decrescente nasal.

2. DESIGNAR (dar a conhecer; nomear; indicar). Presente do indicativo: Eu de-sig-no Tu de-sig-nas Ele de-sig-na Ns de-sig-na-mos Vs de-sig-nais Eles de-sig-nam Presente do subjuntivo: Que Que Que Que Que Que eu de-sig-ne tu de-sig-nes ele de-sig-ne ns de-sig-ne-mos vs de-sig-neis eles de-sig-nem

ArapucaAinda com base na estrofe da questo anterior, o vocbulo oiro:a) foi usado com grafia errada; b) foi usado com grafia correta (forma arcaica e variante de ouro); c) foi usado com grafia obsoleta e antigramatical; d) indica um tipo de metal inferior ao ouro; e) indica o ouro em estado bruto, tal como encontrado na natureza.

12. Opte pela construo em que, reescrevendo trechos do poema, se cometeu erro de pontuao.a) Vers, em cima de espaosa mesa, altos volumes de enredados feitos. b) Ver-me-s folhear os grandes livros e decidir os pleitos. c) Enquanto revolver os meus consultos, tu me fars gostosa companhia. d) Lers em alta voz, a imagem bela; eu, vendo que lhe ds o justo apreo, gostoso tornarei a ler de novo o cansado processo. e) Se encontrares louvada uma beleza, no lhe invejes a ventura Marlia.

DesafioNas frases seguintes, a slaba tnica das formas verbais vem indicada entre parnteses. Assinale a alternativa em que isso ocorre de maneira equivocada.a) Agora, convm que optes (op) por um curso menos concorrido. b) importante que voc designe (gui) uma pessoa de sua inteira confiana. c) Sempre que a vejo, eu a saudo (). d) Pode deixar que apaziguo (gu) os nimos. e) A sala foi alugada; imperioso que voc a mobilie (b).

3. OPTAR (decidir-se por uma coisa; preferir, escolher). Presente do indicativo: Eu op-to Tu op-tas Ele op-ta Ns op-ta-mos Vs op-tais Eles op-tam Presente do subjuntivo: Que Que Que Que Que Que eu op-te tu op-tes ele op-te ns op-te-mos vs op-teis eles op-tem

Ampliando o vocabulrio13. Na estrofe seguinte, cascalho significa:Tu no vers, Marlia, cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra, ou dos cercos dos rios caudalosos, ou da mina da serra. a) Camada de areia grossa ou pedras rolias onde se encontra ouro e diamantes.

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Contexto HistricoPrincipais filsofos iluministasPodemos dividir os pensadores iluministas em dois grupos: os filsofos, que se preocupam com os problemas polticos; e os economistas, que procuram uma maneira de aumentar a riqueza das naes. Os principais filsofos franceses envolvidos com o Iluminismo so Montesquieu, Voltaire, Rousseau e Diderot. MONTESQUIEU publica, em 1721, as Cartas Persas, em que ridiculariza costumes e instituies. Em 1748, publica O Esprito das Leis, estudo sobre formas de governo em que destaca a monarquia inglesa e recomenda, como nica maneira de garantir a liberdade, a independncia dos trs poderes: Executivo, Legislativo e Judicirio. VOLTAIRE o mais importante filsofo do Iluminismo. Exilado na Inglaterra, publica Cartas Inglesas, com ataques ao absolutismo e intolerncia e elogios liberdade existente naquele pas. Fixando-se em Ferney, Frana, exerce grande influncia por mais de vinte anos, at morrer. Discpulos seus espalham-se pela Europa e divulgam seus pensamentos, especialmente o anticlericalismo. ROUSSEAU tem origem modesta e vida aventureira. Nasce em Genebra, contrrio ao luxo e vida mundana. Em Discurso Sobre a Origem da Desigualdade Entre os Homens (1755), defende a tese da bondade natural dos homens, pervertidos pela civilizao. Consagra toda a sua obra tese da reforma necessria da sociedade corrompida. Prope uma vida familiar simples; no plano poltico, uma sociedade baseada na justia, na igualdade e na soberania do povo, como mostra em seu texto mais famoso, O Contrato Social. Sua teoria da vontade geral, referida ao povo, fundamental na Revoluo Francesa e inspira Robespierre e outros lderes. DIDEROT organiza a Enciclopdia, publicada entre 1751 e 1772, com ajuda do matemtico d' Alembert e da maioria dos pensadores e escritores da poca. Proibida pelo governo por divulgar as novas idias, a obra passa a circular clandestinamente. Os economistas pregam, essencialmente, a liberdade econmica, opondo-se a toda e qualquer regulamentao. Segundo eles, a natureza deve dirigir a economia; o Estado s pode intervir para garantir o livre curso da natureza. So os fisiocratas, ou partidrios da fisiocracia (governo da natureza). Quesnay afirma que a atividade verdadeiramente produtiva a agricultura.

LiteraturaProfessor Joo BATISTA Gomes

b) A figura dominante do perodo o Marqus de Pombal, ministro de D. Jos I (1750 1777). Modelo de dspota esclarecido, impe transformaes significantes nos setores administrativo e educacional. c) Marqus de Pombal expulsa os jesutas do Brasil e retira a educao da alada religiosa, estimulando a divulgao das idias cientficas e fundando as primeiras escolas pblicas.

ARCADISMO (1768 1836)1. ASPECTOS GERAISa) Durao no Brasil: 1768 a 1836 (sculo XVIII). b) Livro inaugurador: Obras Poticas (poesias), de Cludio Manuel da Costa. c) Outros nomes para o movimento: 1. Arcadismo ou Neoclassicismo So as denominaes comuns para o movimento onde quer que ele tenha existido. 2. Arcdia Mineira ou Movimento Mineiro Em homenagem ao local em que o movimento nasce e desenvolvese: Minas Gerais, especialmente em Vila Rica, atual Ouro Preto. 3. Setecentismo Denominao no Brasil, em seqncia ao Quinhentismo e ao Seiscentismo (Barroco). d) O movimento arcdico um retorno ao equilbrio e simplicidade do Classicismo, movimento que no existiu no Brasil, mas que fez sucesso em Portugal. e) Imitando a literatura clssica, o Arcadismo mantm postura de oposio ao Barroco. contra os exageros verbais, as sutilezas da construo, o uso abusivo das figuras de linguagem. Tudo isso na teoria, porque, na prtica, os autores brasileiros ainda escrevem fazendo largo uso da anttese e do hibrpato figuras tipicamente barrocas. f) O Arcadismo prope, pois, uma literatura compromissada com a simplicidade. Nesse sentido, os escritores valorizam quatro palavras: clareza, razo, verdade e natureza. g) A prpria sociedade da poca substitui a f e a religio pela razo e pela cincia. Da a denominao de Sculo das Luzes para o perodo em que o Arcadismo predominou.

4. SITUAO BRASILEIRA NO SC. XVIIIa) A descoberta de ouro em Minas Gerais motiva mudanas significativas na vida da sociedade brasileira. b) H o deslocamento do centro econmico do Nordeste (Pernambuco e Bahia) para o Sul (Minas Gerais e Rio de Janeiro). c) A melhoria econmica faz surgir uma sociedade urbana e complexa nas cidades mineiras, com maior poder aquisitivo e, portanto, mais vida de conhecimentos culturais. d) O crescimento (influenciado pelo aspecto cultural) da conscincia poltica de brasilidade provoca as primeiras tentativas de independncia da Colnia em relao a Portugal. e) A assimilao dos ideais iluministas promove a estabilizao de uma sociedade culta, constituda de funcionrios da Coroa, magistrados, mineradores e comerciantes, que estudaram na Europa, f) O aparecimento de associaes de homens cultos as Academias e as Arcdias transpe para a Colnia os modismos artsticos e intelectuais da Europa. g) A capital do Brasil passa a ser o Rio de Janeiro, mas a elite intelectual e poltica mora em Vila Rica, Minas Gerais.

5. CARACTERSTICAS DO ARCADISMOa) Oposio ao Barroco Proposta de linguagem simples, de frases na ordem direta e de palavreado de uso popular, ou seja, o contrrio das pregaes do Seiscentismo. b) Versos brancos Ao contrrio do Barroco, o poeta rcade pode usar o verso branco (sem rima), atitude que simboliza liberdade na criao. No Brasil, Baslio da Gama foi o mais ousado: comps o livro O Uraguai (poema pico) sem fazer uso de rima. c) A poesia como imitao da natureza Os rcades copiam os modelos clssicos antigos ou renascentistas, numa flagrante falta de originalidade. O poeta busca, na natureza, os modelos de beleza, bondade e perfeio. Falta, pois, ao rcade a capacidade de inventar, comum nos poetas do Barroco, do Romantismo, do Simbolismo e do Modernismo. d) Compromisso com a beleza, o bem, a perfeio Compromisso com a poesia descritiva e objetiva. Nesse aspecto, a poesia rcade faz lembrar a poca parnasiana. H mais preocupao com situaes do que com emoes.

2. ASPECTOS HISTRICO-CULTURAISa) O bero das idias novas, quer na literatura quer no campo cientfico, a Frana. b) Surgem a Fsica de Newton, a Qumica de Lavousier, a Biologia de Bueton e de Lineu, a Psicologia de Locke. c) Faz-se, pela primeira vez, o emprego da energia a vapor na indstria txtil inglesa. d) O Iluminismo e o Enciclopedismo so os movimentos filosficos franceses que desencadeiam as idias de igualdade entre os homens. O resultado final a Revoluo Francesa.

3. INFLUNCIAS DO ILUMINISMO EM PORTUGALa) O sculo XVIII representa para Portugal um perodo de evoluo e de prosperidade no campo material e cultural. O ouro do Brasil marca o crescimento econmico, e a absoro dos ideais do Iluminismo faz avultar a importncia cultural.

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e) PASTORALISMO O poeta do Arcadismo imagina-se, na hora de produzir poemas, um pastor de ovelhas. de supor que um pastor no disponha de linguagem sofisticada. Da a idia de simplicidade no escrever. O prprio tema da poesia converge para assuntos buclicos, amorosos, com riachos, campinas, fontes, rebanho, ovelhas, cajado. A prpria condio de amar e ser feliz condicionada convivncia campestre. f) Uso de pseudnimos O poeta rcade adota nome falso porque se considera um pastor de ovelhas. como se o escritor tivesse duas identidades: uma real, outra especial, usada apenas para compor poesias. Toms Antnio Gonzaga, o nosso maior poeta rcade, era advogado e poltico na vida real. Na momento de compor poemas, transformava-se em Dirceu, um simples (s vezes nem tanto) pastor de ovelhas. g) Presena de musas Diz-se que a condio precpua para ser poeta, no Arcadismo, estar apaixonado. Exageros parte, a maioria dos poetas rcades brasileiros notabilizam-se fazendo poesias lricas para suas amadas. Alguns comedidos (caso de Gonzaga, que se inspira em uma s mulher: Marlia), outros mais ousados (caso de Cludio Manuel da Costa, que faz poemas para Nise e Eulina), a verdade que poucos se aventuram lavra pura e simples da poesia dissociada da figura feminina.

8. AUTORES DO ARCADISMO BRASILEIRO CLUDIO MANUEL DA COSTANasce em 5 de junho de 1729, em Ribeiro do Carmo (hoje Mariana), Minas Gerais. Suicida-se em Vila Rica (MG), em 4 de julho de 1789, aos 60 anos. Filho de mineradores abastados, forma-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Tem um papel lateral na na Incofidncia Mineira. Preso e interrogado uma s vez, confessa seus crimes e inculpa seus companheiros. encontrado morto na cela, fato que se atribui a suicdio. Introduz o Arcadismo no Brasil com o livro Obras Poticas (poesias, 1768). Nome rcade: Glauceste Satrnio. Musas que aparecem na sua poesia lrica: Nise e Eulina. Nise a musa preferida. Tipos de poesia: lrico-amorosa e pica. Considerado, at hoje, um dos melhores sonetistas de nossa literatura. Temas comuns em sua poesia: o amante infeliz e a tristeza da mudana das coisas em relao aos sentimentos. OBRAS 1. Obras Poticas (poesias lricas, 1768). Rene a produo lrica do poeta: sonetos, clogas, epicdios, cantatas e outras modalidades. 2. Vila Rica (poema pico, 1839). Poemeto pico-clssico, maneira de Os Lusadas, de Cames. ANTOLOGIA A vida sofrimento Veja, no soneto a seguir, a angstia provocada pela constatao de que a vida feita de sofrimento: Soneto XIII Continuamente estou imaginando, Se esta vida, que logro, to pesada, H de ser sempre aflita, e magoada, Se com o tempo enfim se h de ir mudando. Em golfos de esperana flutuando Mil vezes busco a praia desejada; E a tormenta outra vez to esperada Ao plago infeliz me vai levando. Tenho j o meu mal to descoberto, Que eu mesmo busco a minha desventura; Pois no pode ser mais meu desconserto. Que me pode fazer a sorte dura Se para no sentir seu golpe incerto, Tudo o que foi paixo, j loucura! Soneto XCVIII Destes penhascos fez a natureza O bero em que nasci: oh! quem cuidara, Que entre penhas to duras se criara Uma alma terna, um peito sem dureza! Amor, que vence os tigres, por empresa Tomou logo render-me; ele declara Contra o meu corao guerra to rara, Que no me foi bastante a fortaleza. Por mais que eu mesmo conhecesse o [dano, A que dava ocasio minha brandura, Nunca pude fugir ao cego engano: Vs, que ostentais a condio mais dura, Temei, penhas, temei; que amor tirano, Onde h mais resistncia mais se apura.

Desafio Literrio01. Identifique o perodo literrio a que pertence o poema seguinte.rvores aqui vi to florescentes, Que fazem perptua a primavera: Nem troncos vejo agora decadentes. Em me engano: a regio esta no era: Mas que venho a estranhar, se esto [presentes Meus males, com que tudo degenera! a) b) c) d) e) Barroco Seiscentismo Arcadismo Quinhentismo Romantismo

02. Identifique o perodo literrio a que pertence o poema seguinte.O todo sem parte no todo; A parte sem o todo no parte; Mas se a parte o faz todo, sendo a parte, No se diga que parte, sendo todo. a) b) c) d) e) Quinhentismo Barroco Arcadismo Romantismo Parnasianismo

6. ARCADISMO NO BRASILQUADRO GERAL a) Incio: 1768 (meados do sculo XVIII). b) Fim: 1836 (princpio do sculo XIX). c) Livro inaugurador: Obras Poticas (poesias lricas). d) Primeiro autor: Cludio Manuel da Costa. e) Local onde o movimento nasce: Vila Rica, atual Ouro Preto, Minas Gerais. f) Capital do Brasil: Rio de Janeiro. g) Movimento histrico importante: Inconfidncia Mineira.

03. Identifique o perodo literrio a que pertence o poema seguinte.Aqui um regato Corria sereno, Por margens cobertas De flores e feno: esquerda se erguia Um bosque fechado; E o tempo apressado, Que nada respeita, J tudo mudou a) b) c) d) e) Quinhentismo Barroco Arcadismo Romantismo Parnasianismo

7. GNEROS LITERRIOS DO ARCADISMOPOESIA LRICA a) Cladio Manuel da Costa autor de Obras Poticas. b) Toms Antnio Gonzaga autor de Marlia de Dirceu. c) SIlva Alvarenga autor de Glaura. d) Alvarenga Peixoto autor de Obras Poticas. e) Caldas Barbosa autor de Viola de Lereno. POESIA PICA a) Baslio da Gama autor de O Uraguai. b) Santa Rita Duro autor de Caramuru. c) Cludio Manuel da Costa autor de Vila Rica. POESIA SATRICA Toms Antnio Gonzaga autor de Cartas Chilenas.

04. Os versos do poema da questo anterior so:a) b) c) d) e) a) b) c) d) e) a) b) c) d) e) redondilha maior; redondilha menor; octosslabos; hexasslabos; heteromtricos. perfeita; feminina; rica; soante; toante. perfeita; feminina; rica; soante; emparelhada.

05. A rima sereno/feno s no :

06. A rima fechado/apressado s no :

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Tema dissertativoINSTRUES Esta prova constituda de apenas um texto. Com base nele: 1. D um ttulo sugestivo sua redao. 2. Redija um texto dissertativo, a partir das idias apresentadas. 4. Defenda os seus pontos de vista utilizando-se de argumentao lgica. Na avaliao da sua redao, sero pondera-dos: 1. A correta expresso em lngua portuguesa. 2. A clareza, a conciso e a coerncia na ex-posio do pensamento. 3. Sua capacidade de argumentar logicamen-te em defesa de seus pontos de vista. 4. Seu nvel de atualizao e informao. A Banca aceitar qualquer posicionamento ideolgico do examinando. Ateno para escrever com caligrafia bem legvel. TEXTO-TEMA

RedaoProfessor Joo BATISTA Gomes

3. TRANSFORMANDO PERODOSReescrever Um bom exerccio para quem quer dominar a construo de perodos (e de pargrafos) reescrever textos que foram estruturados em perodos longos. A seguir, um exemplo de como isso pode ser feito. Perodo longo 1 O pargrafo seguinte contm um s perodo. Note como a leitura cansativa. Contrariando a idia de que adolescente s pensa em rock, rebelde por ndole, desconhece a realidade socioeconmica de seu pas e s d seu voto de confiana aos modismos internacionais, a nova Constituio Brasileira resolve apostar, ainda que de forma inibida, na capacidade da joventude e no seu potencial de discernimento, dando-lhe o direito de votar, o que, para uns, um passo precipitado dos constituintes: aos dezesseis anos, nenhum jovem possui senso poltico altura de opinar sobre questes que afligem o seu pas, para outros (talvez para a maioria), a deciso demonstra a valorizao de idias novas, de credibilidade a um pblico que, apesar da pouca idade, tem viso crtica das mazelas mais graves da sociedade em que vive. Perodos curtos Veja o perodo anterior reestruturado: o pargrafo contm agora quatro perodos. Praticamente, no houve mudana de idias. Contrariando a idia de que adolescente s pensa em rock, rebelde por ndole, desconhece a realidade socioeconmica de seu pas e s d seu voto de confiana aos modismos internacionais, a nova Constituio Brasileira resolve apostar, ainda que de forma inibida, na capacidade da joventude e no seu potencial de discernimento, dando-lhe o direito de votar. Para uns, um passo precipitado dos constituintes. Aos dezesseis anos, nenhum jovem possui senso poltico altura de opinar sobre questes que afligem o seu pas. Para outros (talvez para a maioria), a deciso demonstra a valorizao de idias novas, de credibilidade a um pblico que, apesar da pouca idade, tem viso crtica das mazelas mais graves da sociedade em que vive. Perodo longo 2 O pargrafo seguinte (seqncia do anterior) foi desenvolvido em um s perodo. Em um ponto, todos so obrigados a concordar: a classe poltica brasileira precisa sofrer incluses novas, porque a imagem do poltico inimigo do trabalho, amante de mordomias e falcatruas e insensvel, depois de eleito, s necessidades da populao carente fixou-se na mente de todos os eleitores, e qualquer tentativa de mudana bem-vinda. Perodos curtos Veja o pargrafo anterior reestruturado em trs perodos. Em um ponto todos so obrigados a concordar: a classe poltica brasileira precisa sofrer incluses novas. A imagem do poltico inimigo do trabalho, amante de mordomias e falcatruas e insensvel,

A construo do perodo1. FRASE, ORAO, PERODOFrase nominal As frases desprovidas de verbos so chamadas de nominais. Entram, na sua formao, apenas nomes: substantivos, adjetivos, pronomes, advrbios. Com criatividade, possvel compor textos (literrios ou no) sem a presena de verbos. Em Juca Mulato, Menotti del Picchia consegue dizer coisas de uma beleza mpar sem usar formas verbais. Veja: Amor? Receios, desejos, promessas de parasos. Depois sonhos, depois risos, depois beijos! Depois... E depois, amada? Depois dores, sem remdio, depois pranto, depois tdio, depois... nada!" Frase oracional A presena do verbo d frase aspectos especiais. Ela passa a ter pelo menos dois termos essenciais: o sujeito e o predicado, permitindo descobrir quem pratica (ou sofre) a ao verbal. Mas a orao pode prescindir do sujeito (orao sem sujeito), e o verbo pode estar subentendido (zeugma) para evitar repetio desnecessria. Perodo Perodo a frase organizada em orao (perodo simples) ou em oraes (perodo composto). O perodo termina sempre por uma pausa bem definida. Na escrita, o fim do perodo indicado pelo ponto, ponto de interrogao, ponto de exclamao, reticncias e, algumas vezes, por dois-pontos. O reincio do texto com letra maiscula a prova de que um perodo acabou e outro foi iniciado.

Nossa cultura perdeu muito de seus valores tradicionais. O dinheiro a nica coisa que sobrou para estimular os desejos e as aspiraes da maioria das pessoas. O dinheiro tomou o lugar ou entrou profundamente no mundo da religio, do patriotismo, da arte, do amor e da cincia... Os ricos e os pobres lutam por dinheiro por razes muito diferentes. Mas quem pobre entende algo sobre o di-nheiro que os ricos no entendem. E o contrrio tambm verdadeiro. Os pobres sentem o poder do dinheiro na prpria pele. Uma pessoa rica freqentemente sente isso nas suas emoes, no no seu corpo. Quem rico sabe que com di-nheiro, muitas vezes, voc pode manipular, blefar, e fazer o que voc quiser. Mas at um certo ponto. Sabe interiormente que h algo essencial na condio humana que o dinheiro no compra.(JACOB NEEDLEMAN, entrevista a EXAME, edio 645, pg.76).

2. EXTENSO DO PERODOPerodos longos Em textos quaisquer (narrativo, descritivo, dissertativo), no h tamanho exato, milimetrado para o perodo. Sabe-se que perodos por demais longos (normalmente, compostos ou mistos) contribuem para a falta de clareza. A leitura torna-se, ento, cansativa, exigindo do leitor um esforo mental desgastante. As idias no ganham destaque justamente porque esto misturadas a outras idias. Perodos curtos J o perodo curto (entenda-se: de sentido completo; normalmente simples, mas pode ser composto) reala cada idia escrita, d impresso de leveza e excelente recurso para tornar tudo muito claro, transparente. Basta dizer que Machado de Assis e Graciliano Ramos (para ficar apenas com dois exemplos literrios) so famosos pelo uso de tal tcnica.

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depois de eleito, s necessidades da populao carente fixou-se na mente de todos os eleitores. Qualquer tentativa de mudana bem-vinda.

2. As respostas aos apelos violentos do terror so dadas em forma de agresso. A ao terrorista, usando a violncia como dilogo, no consegue diminuir a discriminao social. As respostas aos apelos violentos do terror so dadas em forma de agresso, criando-se, assim, um crculo vicioso. Um s perodo possvel reunir todas as idias em um s perodo, demonstrando-se com isso o domnio das conjunes, qualidade essencial de um bom redator. O perodo sendo nico, apenas uma idia ganha destaque: a da orao principal. 1. Destaque apenas para a orao principal: A ao terrorista no consegue diminuir a discriminao social. A ao terrorista, usando a violncia como dilogo, no consegue diminuir a discriminao social porque as respostas aos apelos violentos do terror so dadas em forma de agresso, criando-se, assim, um crculo vicioso. 2. Destaque para a orao principal (A ao terrorista no consegue diminuir a discriminao social) e para outra idia (usando a violncia como dilogo). Usando a violncia como dilogo, a ao terrorista no consegue diminuir a discriminao social porque as respostas aos apelos violentos do terror so dadas em forma de agresso, criando-se, assim, um crculo vicioso. 3. Destaque para a orao principal (A ao terrorista no consegue diminuir a discriminao social) e para duas outras idias (usando a violncia como dilogo e criando um crculo vicioso). Usando a violncia como dilogo e criando um crculo vicioso, a ao terrorista no consegue diminuir a discriminao social porque as respostas aos apelos violentos do terror so dadas em forma de agresso. 4. Vejamos uma verso em que a frase As respostas aos apelos violentos do terror so dadas em forma de agresso promovida a orao principal: As respostas aos apelos violentos do terror so dadas em forma de agresso, criando-se um crculo vicioso, razo pela qual a ao terrorista, que usa a violncia como dilogo, no consegue diminuir a discriminao social. CONCLUSES Vamos enumerar as vantagens do perodo composto: 1. Possibilidade de destacar idias, elevando-as condio de orao principal ou usando-as no incio do perodo. 2. Prova de que o redator tem raciocnio lgico. 3. Prova de que o redator tem domnio gramatical (pontuao, concordncia, regncia, uso das conjunes).

4. COORDENAO E INFANTILIDADEIdias infantis As oraes coordenadas, dependendo da maneira como se distribuem no perodo, podem denotar infantilidade, depreciando o texto escrito quando produzido por adulto. Pode-se dizer o mesmo dos perodos curtos (que no deixam de ser um modo de coordenao): eles no conseguem dar realce a um determinado ponto de vista nem estabelecer a verdadeira relao entre fatos enumerados. Vamos mostrar uma seqncia de perodos que denotam infantilidade do redator: 1. A ao terrorista no consegue diminuir a discriminao social. 2. Os terroristas usam a violncia como dilogo. 3. A resposta aos apelos dos terroristas dada tambm em forma de violncia. 4. Cria-se, assim, um crculo vicioso. Oraes coordenadas Agora, vamos organizar os tpicos acima no formato de oraes coordenadas, ou seja, vamos coloclos no papel e separ-los basicamente por vrgulas: A ao terrorista no consegue diminuir a discriminao social, os terroristas usam a violncia como dilogo, a resposta aos apelos dos terroristas dada tambm em forma de violncia e cria-se, assim, um crculo vicioso. Perodos simples Agora, vamos organizar as mesmas idias no formato de perodos simples, ou seja, vamos coloc-los no papel e separ-los por ponto seguido: A ao terrorista no consegue diminuir a discriminao social. Os terroristas usam a violncia como dilogo. A resposta aos apelos dos terroristas dada tambm em forma de violncia. Cria-se, assim, um crculo vicioso. Concluso Nos dois casos (oraes coordenadas e perodos simples), o texto deixa transparecer infantilidade. Existem idias, mas o modo como foram dispostas no papel sugere imaturidade. Outro fator negativo que se nota na coordenao a repetio de palavras. Note que os vocbulos terrorista e violncia aparecem de forma exagerada.

Dificuldades da lngua1. VIR, VIER e VIM a) Vir Usa-se o infinitivo do verbo vir nos seguintes casos: 1. Depois de preposio (normalmente de ou para). Veja exemplos: Voc tem obrigao de vir trabalhar no sbado. O prefeito eleito fez tudo para vir tona o escndalo dos transportes coletivos. Ela ficou de vir, mas no apareceu. Disseram-me para vir mais cedo; por isso, estou aqui. 2. Emprega-se o infinitivo vir quando existem dois verbos: um auxiliar e outro principal, formando locuo verbal. Veja: Voc pode vir amanh, pela manh? Sua esposa no pode vir aqui. Mesmo sendo feriado, voc deve vir empresa. Voc poderia vir minha casa, mais tarde? b) Vier a forma verbal correspondente primeira e terceira pessoas do singular do futuro do subjuntivo. Veja construes certas e erradas: 1. Quando voc vir de Presidente Figueiredo, traga doce de cupuau para mim. (errado) 2. Quando voc vier de Presidente Figueiredo, traga doce de cupuau para mim. (certo) 3. Se ela vir mais cedo, anteciparemos a reunio. (errado) 4. Se ela vier mais cedo, anteciparemos a reunio. (errado) c) Vim A forma verbal vim a primeira pessoa do singular do pretrito perfeito do verbo vir: eu vim, tu vieste, ele veio, ns viemos, vs viestes, eles vieram. Veja exemplos: 1. Estava chovendo muito; por isso, no vim. 2. Voc telefou-me, e eu vim correndo.

5. SUBORDINAO: COISA DE ADULTOSIdias de adultos O processo de subordinao das idias denota que o redator adulto, capaz de valorizar este ou aquele ponto de vista, realar uma ou outra idia, valorizando aspectos que a simples coordenao no permite fazer. Assim procedendo, evitam-se as repeties desnecessrias. Vamos reescrever as idias anteriores sob a forma de perodo composto por subordinao. Dois perodos A vantagem de dois perodos compostos por subordinao, alm da facilidade de compreenso, a valorizao de duas idias: 1. A ao terrorista no consegue diminuir a discriminao social.

DesafioEscolha a nica construo que desrespeita a norma culta da lngua escrita. a) Durante o ms de dezembro, boa parte dos operrios da fbrica estar de frias. b) Durante o ms de dezembro, boa parte dos operrios da fbrica estaro de frias. c) Amanh, no vou poder vir trabalhar. d) A Polcia tem agido com muita discrio nas investigaes. e) Dentro de casa, enquanto trabalhvamos, nossa empregada entretia as crianas.

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Encarte referente ao curso pr-vestibular Aprovar da Universidade do Estado do Amazonas. No pode ser vendido.

Governador Eduardo Braga Vice-Governador Omar Aziz Reitor Loureno dos Santos Pereira Braga Vice-Reitor Carlos Eduardo Gonalves Pr-Reitor de Planejamento e Administrao Antnio Dias Couto Pr-Reitor de Extenso e Assuntos Comunitrios Ademar R. M. Teixeira Pr-Reitor de Ps-Graduao e Pesquisa Walmir Albuquerque Coordenadora Geral Munira Zacarias Coordenador de Professores Joo Batista Gomes Coordenador de Ensino Carlos Jennings Coordenadora de Comunicao Liliane Maia Coordenador de Logstica e Distribuio Raymundo Wanderley Lasmar Produo Aline Susana Canto Pantoja Renato Moraes Projeto Grfico Jobast Alberto Ribeiro Antnio Carlos Aurelino Bentes Heimar de Oliveira Mateus Borja Paulo Alexandre Rafael Degelo Tony Otani Editorao Eletrnica Horcio Martins

ADALBERTO Prado e Silva et al. Dicionrio brasileiro da lngua portuguesa. So Paulo: Melhoramentos, 1975. ALMEIDA, Napoleo Mendes de. Dicionrio de questes vernculas. 3. ed. So Paulo: tica, 1996. _______. Gramtica metdica da lngua portuguesa 35. ed. So Paulo: Saraiva, 1988. AULETE, Caldas. Dicionrio contemporneo da lngua portuguesa. 4. ed. Atualizado por Hamlcar de Garcia. Rio de Janeiro: Delta, 1958. BECHARA, Evanildo. Lies de portugus pela anlise sinttica. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1960. _______. Gramtica portuguesa. 31. ed. So Paulo: Nacional, 1987 CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionrio de dvidas da lngua portuguesa. 2. impr. So Paulo: Nova Fronteira, 1996. _______. Novssima gramtica da lngua portuguesa. 30. ed. So Paulo: Companhia Editora Nacional, 1988. CUNHA, Celso; CYNTRA, Lindley. Nova gramtica do portugus contemporneo 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. GARCIA, Othon M. Comunicao em prosa moderna. 13. ed. Rio de Janeiro: Fundao Getlio Vargas, 1986. HOLANDA, Aurlio Buarque de. Novo dicionrio da lngua portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. HOUAISS, Antnio. Pequeno dicionrio enciclopdico Koogan Larousse. 2. ed. Rio de Janeiro: Larousse do Brasil, 1979. KURY, Adriano da Gama. Para falar e escrever melhor o portugus. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. MARTINS, Eduardo. Manual de redao e estilo. 3. ed. So Paulo: Moderna, 1997. SACCONI, Luiz Antonio. No erre mais. 19. ed. So Paulo: Atual, 1995. SEREBRENICK, Salomo. 70 Segredos da lngua portuguesa. Rio de Janeiro: Bloch, 1990.

PERSCRUTANDO O TEXTO (p. 2) 01. D 02. D 03. E 04. B 05. A 06. C 07. C 08. E 09. E 10. D 11. C 12. C 13. E PERSCRUTANDO O TEXTO (p. 3) 01. E 02. E 03. A 04. B DESAFIO GRAMATICAL (p. 3) 01. 02. 03. 04. 05. 01. 02. 03. 04. 05. 06. 07. 08. 09. 01. 07. 13. 19. 01. 02. 03. 04. 05. 01. 02. 03. 04. 05. 06. C B C B D E E A C E E A A D E; 02. D; 03. A; 04. D; 05. D; 06. B; B; 08. A; 09. A; 10. D; 11. D; 12. A; D; 14. A; 15. C; 16. C; 17. D; 18. A; E; 20. A; E B B D D B B E B A D

EXERCCIOS (p. 4)

PERSCRUTANDO O TEXTO (p. 6)

DESAFIO LITERRIO (p. 9)

DESAFIO GRAMATICAL (p. 11)

Este material didtico, que ser distribudo nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, base para as aulas transmitidas diariamente (horrio de Manaus), de segunda a sbado, nos seguintes meios de comunicao: TV Cultura (7h s 7h30 e 23h40 s 00h15) Amazon Sat (15h10 s 15h40) RBN (13h s 13h30) Rdio Rio Mar (19h s 19h30) Rdio Seis Irmos do So Raimundo (7h s 8h e 16h s 16h30) Rdio Panorama de Itacoatiara (23h s 23h30) Rdio Difusora de Itacoatiara (23h s 23h30) Rdio Comunitria Pedra Pintada de Itacoatiara (22h00 s 22h30) Rdio Santo Antnio de Borba (18h30 s 19h) Rdio Estao Rural de Tef (19h s 19h30) horrio local Rdio Independncia de Maus (6h s 6h30) Rdio Cultura (6h s 6h30 e 12h s 12h30) Centros e Ncleos da UEA (12h15 s 12h45) Postos de distribuio: PAC So Jos Alameda Cosme Ferreira Shopping So Jos PAC Cidade Nova Rua Noel Nutles, 1350 Cidade Nova I PAC Compensa Av. Brasil, 1325 Compensa PAC Porto Rua Marqus de Santa Cruz, s/n. armazm 10 do Porto de Manaus Centro PAC Alvorada Rua desembargador Joo Machado, 4922 Planalto PAC Educandos Av. Beira Mar, s/n Educandos

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