Casos Praticos de Direito Tributario_Slide 02_AGU_PFN Discursiva

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  • CSLL

    - Fundamentao legal:

    CF - Art. 195. A seguridade social ser financiada por toda a

    sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei,

    mediante recursos provenientes dos oramentos da Unio, dos

    Estados, do Distrito Federal e dos Municpios, e das seguintes

    contribuies sociais:

    I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada

    na forma da lei, incidentes sobre: (Redao dada pela Emenda

    Constitucional n 20, de 1998)

    c) o lucro; (Includo pela Emenda Constitucional n 20, de 1998)

    Lei 7689/88 - Art. 1 Fica instituda contribuio social sobre o

    lucro das pessoas jurdicas, destinada ao financiamento da

    seguridade social.

  • - FG e BC:

    O fato gerador da CSLL a aferio de lucro pela pessoa

    jurdica. Lucro o ganho realizado em atividades econmicas

    acima e alem das despesas.

    A BC o resultado ajustado (antes da proviso para o IRPJ e

    aps as dedues legais).

    - Lei 9316/96 - Art. 1 O valor da contribuio social sobre o

    lucro lquido no poder ser deduzido para efeito de

    determinao do lucro real, nem de sua prpria base de

    clculo.

    -Prejuzos anteriores e BC negativa.

  • Questo 1: suposta inconstitucionalidade do art. 1 da Lei 9.316/96 Necessidade de deduo da CSLL

    de sua BC e da BC do IRPJ, pois somente assim

    poderia ser apurado o lucro. CSLL nus tributrio e

    no compor a sua prpria BC, nem a BC do IRPJ.

  • - Como j visto essa tese no merece prosperar pelos mesmos

    motivos que o ICMS deve compor a BC da PIS/COFINS.

    * Tese da Unio.

    - O conceito de lucro est relacionado apenas existncia de

    um resultado positivo, no havendo bice a que a lei determine

    o que integra o lucro e o que pode dele ser deduzido para

    efeitos de tributao.

    - Receita no se confunde com lucro. A Constituio tratou

    diferentemente os conceitos, originrios do direito privado (Art.

    195, I, b e c).

    REPERCUSSO GERAL NO RE 582525

  • Lucro = receita despesas + adies (estabelecidas na lei)

    dedues (estabelecidas na lei).

    CONCLUSO: O CONCEITO DE LUCRO UM CONCEITO LEGAL,

    FORNECIDO PELA LEI DE INSTITUIO DA CSLL!!!!!!

    TRIBUTRIO - CONTRIBUIO SOCIAL - BASE DE CLCULO - LEI

    9.316/96.

    Receitas = receitas no-operacionais + receitas operacionais

    (=faturamento).

  • 1. A incluso do valor da contribuio na sua prpria base de

    clculo no vulnera o conceito de renda constante do art. 43 do

    CTN.

    2. Legalidade da Lei 9.316/96 que, no art. 1, pargrafo nico,

    vedou a deduo da contribuio social para configurao do

    lucro lquido ou contbil.

    3. Recurso especial improvido.

    (REsp 395842/SC, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA

    TURMA, julgado em 11/03/2003, DJ 31/03/2003 p. 198)

  • TRIBUTRIO E CONSTITUCIONAL. RECURSO ESPECIAL.

    CONTRIBUIO SOCIAL SOBRE O LUCRO (CSSL). DEDUO.

    ART. 1, DA LEI 9.316/96. CTN, ART.

    43. COMPATIBILIDADE. PRECEDENTES.

  • 1. firme a orientao da Turma quanto compatibilidade do

    art. 1 da Lei n 9.316/96 que no autoriza a deduo do valor

    da contribuio social sobre o lucro lquido da base de clculo

    desse tributo. Precedentes.

    2. A soluo da controvrsia federal suscitada pela recorrente,

    a violao ou no do art. 110 do CTN, tema que refoge ao

    mbito desta Corte, uma vez que tal dispositivo simples

    explicitao da supremacia constitucional.

    3. Recurso especial conhecido em parte e improvido.

    (REsp 750.178/SC, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA

    TURMA, julgado em 16/06/2005, DJ 15/08/2005 p. 298)

  • Questo 2 Imunidade sobre receitas decorrentes de

    exportao: art. 149,, 2, I, da CF/88 : amplitude do dispositivo? A imunidade abrange a CSLL?

  • REPERCUSSO GERAL COM MRITO JULGADO NO RE 564413

    * Argumento dos contribuintes: contribuies sociais e de

    domnio econmico (CIDE) no incidiro sobre a exportao. O

    art. 149, 2 diz que no incidiro sobre receitas decorrentes de exportao. Logo, no poderia a CSLL ser cobrada da

    exportao.

  • * Teses da Unio:

    1) preciso interpretar com temperamento o art. 149, 2 - ele estabelece que no incidiro contribuies sociais e CIDE sobre

    receitas provenientes de exportao. No se deve confundir

    contribuies sociais com contribuies sociais da seguridade

    social. As primeiras so gneros e esto previstas no art. 149 da

    CF, ao passo que as segundas so espcies e esto previstas no

    art. 195. Estas ltimas tm sistemtica prpria, prevista no art.

    195 da CF. Quando o art. 149, 2 traz imunidade e fala em contribuio social, ele o faz em relao s contribuies

    sociais gerais.

    a) Gerais (art. 149)

    b) Contribuies sociais

    c) Seguridade social (art. 195).

    d) Outras contribuies de seguridade social (art. 195, 4).

  • Sucede, porm, que, havendo no sistema constitucional

    vigente contribuies sociais que se submetem ao artigo 149

    da Constituio (as denominadas "contribuies sociais gerais",

    que no so apenas as tipificadas no texto constitucional,

    porque, se o fossem, no teria sentido que esse artigo 149

    dispusesse que "compete exclusivamente Unio INSTITUIR

    contribuies sociais") e contribuies sociais a que se aplica o

    artigo 195 da Carta Magna (as contribuies para a seguridade

    social), resta determinar em qual dessas sub-espcies se

    enquadram as duas contribuies sociais institudas pela Lei

    Complementar n 110/2001.

    ADI n 2556/DF:

  • 2) Mesmo que voc entenda que o art. 149, 2 traz disposio geral em relao s contribuies sociais de

    seguridade social, o dispositivo se refere a receitas. O

    conceito de receitas diferente de faturamento e lucro tanto

    so diferentes que o art. 195 traz incisos prevendo contribuio

    sobre faturamento ou receita (b) e lucro (c).

    Receitas = receitas no-operacionais + receitas operacionais

    (=faturamento).

    Receitas = receitas no-operacionais + receitas operacionais

    (=faturamento).

    Lucro = receita despesas + adies (estabelecidas na lei)

    dedues (estabelecidas na lei).

  • - Apenas as contribuies de seguridade que adotem a receita

    como BC ou FG podem ser protegidas por essa imunidade. As

    nicas contribuies que adotam a receita como BC ou FC so

    PIS e COFINS. Por isso, no poderia essa imunidade abranger a

    CSLL.

    3) Imunidades na CF devem ser deferidas de forma explcita,

    especialmente no que concerne contribuies sociais de

    seguridade social. No que concerne s contribuies sociais de

    seguridade social s existe uma imunidade prevista art. 195,

    7 (imunidade das entidades de assistncia).

  • 4) A Lei 10833/03 (Lei da COFINS) diz em seu art. 6 que as receitas decorrentes de exportao esto isentas de COFINS. Se

    o art. 149, 2 trouxesse uma imunidade geral, no haveria sentido em esta lei estabelecer uma iseno, j que j havia

    uma imunidade. Esse ltimo argumento refora o primeiro.

    TRIBUTRIO. MANDADO DE SEGURANA. CSLL. IMUNIDADE

    DAS RECEITAS DE EXPORTAO. ART. 149, 2, I, DA CONSTITUIO FEDERAL. REDAO CONFERIDA PELA

    EMENDA CONSTITUCIONAL 33/2001.

  • A redao conferida ao inciso I do 2 do art. 149 da CF - no incidiro sobre as receitas decorrentes de exportao - h de

    ser interpretada teleologicamente.

    O contribuinte no tem direito de excluir da base de clculo da

    CSSL as receitas oriundas das operaes de exportao

    efetuadas a partir da Emenda Constitucional n 33/2001, pois

    sua base de clculo o lucro lquido, que no se confunde com

    a receita.

    Receitas = receitas no-operacionais + receitas operacionais

    (=faturamento).

    (TRF4 - Processo: 200870050004257 / PR 2 Turma, Data

    da deciso: 02/12/2008)

  • * o STF j se pronunciou definitivamente sobre a questo, no

    julgamento do RE 564413/SC, sob o regime da repercusso

    geral, e que recebeu a seguinte ementa:

    IMUNIDADE CAPACIDADE ATIVA TRIBUTRIA. A imunidade

    encerra exceo constitucional capacidade ativa tributria,

    cabendo interpretar os preceitos regedores de forma estrita.

    IMUNIDADE EXPORTAO RECEITA LUCRO. A imunidade

    prevista no inciso I do 2 do artigo 149 da Carta Federal no alcana o lucro das empresas exportadoras. LUCRO

    CONTRIBUIO SOCIAL SOBRE O LUCRO LQUIDO EMPRESAS

    EXPORTADORAS. Incide no lucro das empresas exportadoras a

    Contribuio Social sobre o Lucro Lquido.

    (RE 564413/SC, Rel. Min. MARCO AURLIO, Julgamento em

    12/08/2010, Tribunal Pleno, DJ 03/11/2010).

  • - Surgiu com a EC 12/96 art. 74 do ADCT

    Art. 74. A Unio poder instituir contribuio provisria sobre

    movimentao ou transmisso de valores e de crditos e direitos de

    natureza financeira.

    1 A alquota da contribuio de que trata este artigo no exceder a vinte e cinco centsimos por cento (0,25%), facultado ao Poder

    Executivo reduzi-la ou restabelec-la, total ou parcialmente, nas

    condies e limites fixados em lei.

    2 A contribuio de que trata este artigo no se aplica o disposto nos arts. 153, 5, e 154, I, da Constituio. 3 O produto da arrecadao da contribuio de que trata este artigo ser destinado integralmente ao Fundo Nacional de Sade, para

    financiamento das aes e servios de sade.

    4 A contribuio de que trata este artigo ter sua exigibilidade subordinada ao disposto no art. 195, 6, da Constituio (anterioridade nonagesimal), e no poder ser cobrada por