Inteligncias mltiplas - Col©gio .O Cavaleiro da Dinamarca 18 ... Uma leitura da Declara§£o

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  • Inteligncias mltiplas

  • FICHA TCNICA

    Fundadores Frederico Valsassina Heitor

    Maria Alda Soares Silva e seus Alunos

    Director Joo Valsassina Heitor

    Director Editorial Joo Gomes

    Reviso Maria Valsassina

    Projecto Grfico e Paginao Sandra Afonso

    Impresso LouresGrfica

    Propriedade Colgio Valsassina

    Tiragem 1800 exemplares

    Colgio Valsassina

    Quinta das Teresinhas 1959-010 Lisboa

    218 310 900

    218 370 304 fax

    geral@cvalsassina.pt

    www.cvalsassina.pt

    Editorial 1Por uma Escola Completa para esta Gerao, cem anos aps a Repblica: aprofundar saberes, abrir horizontes 2Inteligencias mltiples y Aprendizaje Cooperativo 4Aprender com Inteligncias Mltiplas 6Acender interruptores no encalo de uma inteligncia feliz 8A caminho de uma escola bilingue 10Que fazer? Ensino do Ingls como lngua estrangeira 10School trip to Sintra Cascais Natural Park 13O Ensino/Aprendizagem de Lnguas Estrangeiras e as Inteligncias Mltiplas 14A magia das palavras e a inteligncia emocional 16O Cavaleiro da Dinamarca 18O poder da escolha 19Trabalhar na escola, como? O olhar 20As crianas no mentempouco! 22Ano Europeu do Voluntariado 24Uma experincia nica 25Parlamento dos Jovens 26Uma leitura da Declarao dos Direitos da Criana 28A razo da diferena 28O despertar da Bela Adormecida 292011, Ano Internacional das Florestas 302011, Ano Internacional da Qumica 31Explorando plantas: sementes, germinao e crescimento 32 conversa com a investigadora Cludia Lobato da Silva 34Musical D. Solidom 36A importncia de experimentar 38Arte Infantil 40Sada de campo s Grutas de Santo Antnio e Pegadas de Dinossauro da Serra DAire 41Visita Sinagoga Judaica de Lisboa 42Quadro de Honra 1 Perodo 2010/2011 43Frum de Orientao Profissional 44Educar para o consumismo 46Colgio em aco 47Aconteceu 49Aconteceu no desporto 52

    ndice

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    editorial Joo Valsassina Heitor Director pedaggico

    O Aluno Valsassina No projecto educativo do Colgio Valsassina, ao definirse a sua

    Misso, afirmado que se prossegue assim, e desde sempre, um

    ideal que procura compatibilizar com a vida em sociedade e, por isso,

    promove uma educao para a diferena, uma educao para a mu-dana, uma educao globalizante.

    No Colgio cada aluno uma pessoa com Nome e caractersticas

    prprias e, ao definirmos o Perfil do Aluno Valsassina, reafirmamos

    que cada aluno nico porque nele se combina um legado gentico

    com um legado social que inclui a educao transmitida pela famlia,

    a educao que recebe na escola e todos os contributos que a vida na

    sociedade lhe oferece.

    Isto implica, por parte dos Coordenadores e professores, quer o

    respeito e aceitao pelas caractersticas de cada um, quer, por outro

    lado, a definio de estratgias diferenciadas de forma a conseguir-

    mos ser compreendidos por todos.

    Neste nmero da Gazeta podem-se ler vrios artigos sobre as In-

    teligncia Mltiplas e ser fcil verificar que cada um de ns possui

    inteligncias diferentes. Tal situao nota-se na forma como cada

    aluno aprende e se comporta. Por isso nosso dever termos cons-

    cincia de que os nossos alunos aprendem de forma diferente e que,

    para termos sucesso, temos de, em cada momento, adaptarmos o

    nosso discurso e actividades s caractersticas individuais, de forma

    a tirarmos o mximo rendimento das potencialidades de cada aluno.

    O respeito pela identidade individual e o reconhecimento e acei-tao das diferenas so indiscutveis, todavia possvel delinear um perfil de alunos do Valsassina a partir dos valores e princpios que ori-

    entam o nosso Projecto Educativo. Assim, pretendemos que o aluno

    do Colgio Valsassina seja, em geral:

    responsvel e respeitador da heterogeneidade scio-econmica

    que caracteriza as nossas sociedades;

    criativo, empreendedor e com iniciativa prpria, sendo organizado;

    flexvel e facilmente adaptvel a novas situaes;

    autnomo, competitivo, mas solidrio e com esprito de grupo;

    crtico, mas tolerante, compreendendo o sentido tico na sua vida

    quotidiana, em termos de valores individuais e colectivos;

    sensvel aos problemas sociais e ambientais, sendo promotor da

    defesa dos direitos humanos;

    promotor da cultura e da aprendizagem ao longo da vida;

    O nmero crescente de antigos alunos que optam pelo Colgio para

    a educao dos seus filhos prova que aqui se sentiram felizes, pre-

    parados para a entrada na universidade e, mais tarde, na vida activa

    e que criaram laos de pertena que os fazem sentir do Valsassina e que querem o mesmo para os filhos.

    Isso o resultado de uma relao de abertura e de dilogo que

    cria uma confiana progressiva na Direco, no corpo docente e nos

    funcionrios que diariamente recebem os alunos e partilham com os

    pais uma parte da educao dos filhos.

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    Por uma Escola Completa para esta Gerao, cem anos aps a Repblica: aprofundar saberes, abrir horizontes Manuel Heitor Antigo aluno do Colgio Valsassina. Professor Catedrtico do IST. Secretrio de Estado da Cincia, Tecnologia e Ensino Superior, desde 2005.

    H pouco mais cem anos, nas vsperas da revoluo Republicana, Joo de Barros escrevia que () os nossos rapazes no tm carcter, visto que lhes falta a fora de vontade, e uma orientao firme que lhes permita triunfar na vida. Todo o esforo do professor deve ser no sentido de os tornar verdadeira-mente e completamente homens.

    A Repblica veio, efectivamente, introduzir em Portugal uma nova ideia de escola e novas formas de pensar a educao e o desenvolvimento de com-petncias, particularmente orientada para a conscincia cvica do cidado. A laicizao da escola e a criao dos primeiros jardins-escolas, notavelmente criados por Joo de Deus Ramos, assim como o fim do monoplio do ensino superior dado a uma nica universidade, so elementos singulares orientados para uma educao integral. Mas a par deles, a Escola Nova era ainda orien-tada por uma aposta no ensino cientfico e experimental, em simultneo com a valorizao do ensino profissional.

    ento que Antnio Srgio nos diz que sem o mtodo, sem a experincia, sem a investigao original, no poderemos substituir o livro de fora; e portan-to, em vez de lhe amaldioar os livros, copiai antes do estrangeiro o laboratrio, o mtodo cientfico, o ardor na pesquisa, o esprito novo; manejai a realidade directamente, que as ideias originais vos viro depois.

    Passados cem anos, muito depois do Homem ter pisado a Lua e na eminncia de chegar a Marte e quando a internet j mobiliza populaes e acelera re-volues por todo o mundo rabe, ser que h mltiplas inteligncias? Qual o seu verdadeiro significado face aos desafios dos mercados que emergem, ou dos hbitos de consumo acelerados que invadem as nossas rotinas dirias, ou mesmo das imagens aterradoras com que nos defrontamos perante crans de televiso que constantemente nos mostram as rotinas do mal?

    neste mbito que interessa sobretudo considerar que num contexto de crescente e contnuas mutaes sociais, econmicas e tecnolgicas, a reivin-dicao para a promoo de uma cidadania moderna deve ser compreen-dida sobretudo em termos do processo de aprendizagem, e no apenas num inventrio de matrias ou de prioridades, ou de um show-room de novas tecnologias.

    ...a reivindicaopara a promoo

    de uma cidadania moderna deve ser

    compreendida sobretudo em

    termos do processo de aprendizagem...

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    Interessa compreender como promover a formao integral, sobretudo no que respeita necessidade de conciliar o desenvolvimento de competncias estru-turantes, naturalmente na lngua escrita e falada, na matemtica ou na histria, com competncias sociais e a capacidade de pensar e de empreender.

    Deste modo, o dilogo que aqui lanamos passa por encarar uma cidadania com-pleta, para a qual a educao naturalmente um direito, e aprender um dever moral. Mas um dever que pressupe esforo!

    E como transformar esse esforo de aprender na capacidade de empreender? Este o desafio que leva pais e educadores a pensar e fazer actividades com os mais novos para lhes abrir horizontes, estimulando a imaginao, o esprito de iniciativa e a cultura cientfica, de uma forma que os leve a apreender conceitos que fomentem sociedades criativas. neste processo que a compreenso dos princpios do desenvolvimento da cincia moderna, juntamente com a necessria compreenso de valores sociais e ticos essenciais a uma sociedade mais justa e equilibrada, condicionam a Escola. E portanto, os valores para os quais temos de compreender a forma de educar os nossos filhos e afirmar a competitividade das nossas empresas e instituies.

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    Inteligencias mltiples y Aprendizaje CooperativoJess Garrido Repe - Reciclagem Permanente de Professores. Santiago de Compostela

    Una de las dificultades que se dan con frecuencia en el desarrollo del Aprendi-zaje Cooperativo (APC) en la escuela es que, segn comprueban algunos pro-fesores que se inician en este campo, los nios llamados listos o que con-siguen buenas calificaciones en el curriculum escolar se niegan o se resisten a trabajar en grupo porque, segn ellos, pierden mucho tiempo ayudando a los dems.

    Prefiero trabajar sola, deca Ester de 13 aos: Con el tiempo que pierdo repitiendo mil veces a alguno del grupo cmo se resuelve un problema, podra yo acabar el programa de matemticas en el mes de febrero y dedicarme a otras cosas que me gustan.

    Y tal vez sea cierto; pero no todos los alumnos que llevan ya un