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©2002, Casa Nazarena de Publicações 1 ____________________________________________________________________________________ Guia do Estudante Explorando A Teologia de John Wesley Desenvolvimento Clérigo Igreja do Nazareno Kansas City, Missouri 816-333-7000 ext. 2468; 800-306-7651 (USA) 2002

Doutrinas Wesleyanas

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    Guia do Estudante

    Explorando A Teologia de John Wesley

    Desenvolvimento Clrigo Igreja do Nazareno

    Kansas City, Missouri 816-333-7000 ext. 2468; 800-306-7651 (USA)

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    Copyright 2002 Nazarene Publishing House, Kansas City, MO USA. Criado por Desenvolvimento Clrigo Igreja do Nazareno, Kansas City, MO USA. Todos os direitos reservados. Todas as citaes bblicas so da Bblia de Referncia Thompson, Edio Contempornea. Copyright 1990, por Editora Vida, Rua Jlio de Castilho, 280 03059-000 So Paulo, SP. Notificao aos Provedores de Educao: Este um contrato. Faz uso deste material mediante aceitao de todos os termos e condies deste Acordo. Este Acordo cobre todos os Guias de Professor, Guias de Estudante e materiais de instruo includos neste Mdulo. Mediante a sua aceitao deste Acordo, o Desenvolvimento Clrigo lhe conferir uma licena no-exclusiva ao uso destes materiais curriculares, conquanto que tenha concordado com o seguinte: 1. Uso dos Mdulos.

    Pode distribuir este Mdulo electrnicamente aos estudantes ou outros profedores de educao. Pode fazer e distribuir cpias electrnicas ou em papel aos estudantes para fins de instruo,

    conquanto que cada cpia contenha este Acordo e o mesmo copyright e outras notificaes proprietrias relativas a este Mdulo. Se fizer baixar o Mdulo da Internet ou outra fonte semelhante, tem que incluir a notificao de copyright do Desenvolvimento Clrigo deste Mdulo com qualquer distribuio electrnica e em qualquer distribuio que inclua este Mdulo.

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    de reproduo electrnica ou de fotocpias. No pode modificar o palavreado ou a inteno original do Mdulo para uso comercial.

    4. Direitos no publicados reservados de acordo com as leis de copyright dos Estados Unidos. Clergy Development Church of the Nazarene 6401 The Paseo Kansas City, MO 64131 USA O Curso Modular de Estudo um currculo dirigido para resultados que foi preconizado para implementar o paradigma educacional definido pelo Breckenridge Consultations. O Desenvolvimento Clrigo responsvel pela manuteno e distribuio o Curso Modular de Estudo para a Igreja do Nazareno. So Membros do comit de desenvolvimento do Curso Modular de Estudo: Michael W. Vail, Ph.D., Editor do Currculo da Srie Ron Blake, Director, Desenvolvimento Clrigo Jerry D. Lambert, Comissrio, Junta Internacional de Educao Al Truesdale, Ph.D., Seminrio Teolgico Nazareno (reformado) Robert L. Woodruff, Ph.D., Coordenador Educacional da Misso Mundial David Busic, Pastor, Igreja do Nazareno Central, Lenexa, KS Michael W. Stipp, Desenvolvimento Clrigo Prefcio de Srie escrito por Al Truesdale Composio sobre o Dirio escrita por Rick Ryding Os principais contribuintes para cada mdulo esto indicados no Guia do Professor. Traduo de Joo M. Monteiro

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    Prefcio da Srie

    Uma viso para o Ministrio Cristo: Educao Ministerial na Igreja do Nazareno O propsito principal de toda a pessoae de facto, de toda a criao adorar, amar e servir a Deus. Deus se revelou nos Seus actos da criao e redeno. Como o Redentor, Deus chamou existncia um povo, a Igreja, o qual incorpora, celebra e declara o Seu nome e Seus caminhos. A vida de Deus com o Seu povo e o mundo constitui a Histria de Deus. Essa histria registada principalmente no Velho e Novo Testamentos, e continua a ser contada pelo Cristo ressurrecto que vive e reina como Cabea da Sua Igreja. A Igreja vive para declarar toda a Histria de Deus. Isto ela faz de vrias maneirasnas vidas dos seus membros, os quais esto continuamente sendo transformados por Cristo, atravs da pregao, dos sacramentos, do testemunho oral, e na misso. Todos os membros do Corpo de Cristo so chamados a exercer um ministrio de testemunho e servio. Ningum excludo. De acordo com a sua prpria sabedoria, Deus chama alguns para cumprir o ministrio da proclamao do evangelho e do cuidado do povo de Deus, atravs do ministrio ordenado. Deus o autor inicial nesta chamada, no o homem. Na Igreja do Nazareno acreditamos que Deus chama, e a pessoa responde. No a pessoa quem escolhe o ministrio Cristo. Todos quantos so chamados para o minstrio ordenado continuam a maravilhar-se com o facto de que Deus os chamou. Eles devem continuar a sentir-se humildes e maravilhados com o facto de que Deus os escolheu. Como declara o Manual da Igreja do Nazareno, ns reconhecemos e mantemos que o Cabea da Igreja chama alguns homens e mulheres para o trabalho mais oficial e pblico do ministrio. E depois acrescenta, Como igreja, iluminada pelo Esprito Santo, reconhecemos a chamada do Senhor (Manual, Igreja do Nazareno, pargrafo 400). Um ministro Cristo ordenado tem como responsabilidade principal declarar de vrias maneiras toda a Histria de Deus cumprida em Jesus de Nazar. A sua tarefa apascentar o rebanho de Deus . . . no por fora, mas voluntariamente, no por torpe ganncia, mas de boa vontade. No como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho (1 Pedro 5:2-3). O ministro cumpre este dever sob a superviso de Cristo, o sumo Pastor (1 Pedro 5:4). Tal ministrio s pode ser cumprido depois de um perodo de cuidadosa preparao. Na realidade, dadas as contnuas demandas feitas ao ministro, a preparao nunca cessa. A pessoa que entra para o ministrio Cristo torna-se de forma bem ntida, um mordomo do evangelho de Deus (Tito 1:7). O mordomo aquele a quem se confiou o cuidado daquilo que pertence a mais algum. Pode ser algum que cuida de uma outra pessoa, ou que gere a propriedade de algum mais. Todos os Cristos so mordomos da graa de Deus. Mas para alm disso, num sentido muito peculiar, o ministro Cristo um mordomo do mistrio de Deus, que Cristo, o Redentor, o Messias de Deus. Com fidelidade o ministro chamado a com intrepidez fazer conhecido o mistrio do evangelho (Efsios 6:19). Como Paulo, ele deve pregar fielmente as riquezas insondveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensao do mistrio, que desde os sculos esteve oculto em Deus, que a tudo criou. E foi assim para que agora, pela igreja, a mltiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nas regies celestiais (Efsios 3:8-10).

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    No cumprimento desta comisso h muito espao para diligncia e vigilncia, mas no existe lugar para preguia ou privilgio (Tito 1:5-9). Os bons mordomos reconhecem que so mordomos apenas, no donos, e que prestaro contas da sua mordomia ao mestre. A principal paixo do mordomo a fidelidade ao seu dever e ao Senhor que lho deu. O ministrio Cristo, prpriamente dito, nunca deve ser visto como um emprego. antes um ministrioum ministrio distintamente Cristo. No existe responsabilidade nem gozo maior do que de tornar-se mordomo da Histria de Deus na Igreja de Cristo. Aquele que abraa a chamada de Deus para o ministrio da ordenao coloca-se na companhia dos apstolos, dos Pais da Igreja, dos Reformadores Protestantes, e de muitos volta do mundo hoje que com gozo servem de mordomos do evangelho de Deus. claro, aquele que no reconhece ou que compreende mas rejeita a plenitude e inclusividade da mordomia do ministro, no deve entrar pelo caminho que conduz ordenao. Num sentido bem peculiar, o ministro Cristo deve em toda a maneira servir de modelo do evangelho de Deus. Ele ou ela deve fugir do amor ao dinheiro. Antes, deve combater o bom combate da f e tomar posse da vida eterna, para a qual foste chamado (1 Timteo 6:11-12). Assim a Igreja do Nazareno acredita que o ministro de Cristo deve ser em tudo o exemplo para o seu rebanhona pontualidade, discreo, diligncia, dedicao; na pureza, no saber, na longanimidade, no Esprito Santo, no amor no fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus; pelas armas da justia direita e esquerda (2 Corntios 6:6-7) (Manual, Igreja do Nazareno, pargrafo 401.1). O ministro de Cristo deve ser irrepreensvel, como despenseiro de Deus, no soberbo, nem irascvel, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobioso de torpe ganncia. Deve ser hospitaleiro, amigo do bem, sbrio, justo, piedoso, temperante. Deve reter firme a fiel palavra, que conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar na s doutrina como para convencer os contradizentes. (Tito 1:7-9). A fim de ser bom mordomo da Histria de Deus, temos, entre outas coisas, que dedicar-nos ao estudo cuidadoso e sistemtico, tanto antes como depois da ordenao. Isso acontece no por fora mas por amor a Deus, ao Seu povo, e ao mundo que Ele est procurando redimir, e ainda por inescapvel sentido de responsabilidade. No exagero afirmar que a atitude com que se encara a preparao para o ministrio revela muito sobre o que se pensa de Deus, do evangelho, e da Igreja de Cristo. O Deus que se fez encarnado em Jesus e que preparou o caminho da salvao para todos deu o melhor de Si mesmo na vida, morte, e ressurreio do Seu Filho. Para ser bom mordomo, o ministro Cristo tem que responder na mesma medida. Jesus contou numerosas parbolas de mordomos que no reconheceram a importncia do que lhes tinha sido confiado (Mateus 21:33-44; 25:14-30; Marcos 13:34-37; Lucas 12:35-40; 19:11-27; 20:9-18). A preparaoa instruo em todas as suas dimensespara o ministrio na Igreja de Cristo deve ser assumida plenamente luz da responsabilidade que o ministrio envolve perante Deus e o Seu povo. Isso requer que se tire proveito dos melhores recursos educacionais disponveis. A Igreja do Nazareno reconhece e aceita plenamente a grandeza da responsabilidade associada com o ministrio Cristo ordenado. Uma evidncia deste nosso reconhecimento da nossa responsabilidade perante Deus est nos requisitos que temos para a ordenao e prctica do ministrio. Ns acreditamos que a chamada e

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    prctica do ministrio so um dom, no um direito ou privilgio. Cremos que Deus espera do ministro os mais altos padres religiosos, morais, pessoais e profissionais. No temos qualquer reserva em esperar que esses padres sejam observados desde o momento da chamada at morte. Acreditamos que o ministrio Cristo deve em primeiro lugar ser uma forma de adorao. A prtica do ministrio tanto um sacrifcio a Deus como um servio Sua Igreja. Pelo milagre da graa, a obra do ministrio pode tornar-se um meio da graa para o povo de Deus (Romanos 12:1-3). A educao para o ministrio tambm uma forma de adorao. Os mdulos que integram o Curso de Estudos que podem conduzir candidatura a ordenao foram cuidadosamente desenvolvidos para preparar a pessoa para o tipo de ministrio aqui descrito. O propsito comum deles oferecer uma preparao compreensiva para a entrada no ministrio Cristo ordenado. Eles reflectem a sabedoria da Igreja, a sua experincia e responsabilidade perante Deus. Eles revelam o alto nvel de valor que a Igreja do Nazareno d ao evangelho, ao povo de Deus, ao mundo pelo qual Cristo deu a Sua vida, e ao ministrio Cristo. So necessrios trs a quatro anos para completar os mdulos, mas ningum deve sentir-se pressionado a cumprir este prazo. O estudo cuidadoso que os mdulos exigem deve revelar que perante Deus e a Sua Igreja a pessoa aceita a responsabilidade de mordomia associada ao ministrio ordenado.

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    Reconhecimentos Cada um dos mdulos a acumulao dos esforos de muitas pessoas. Algum escreve o manuscrito original, outros oferecem sugestes para melhorar o contedo e tornar o material mais compreensvel, e finalmente o editor formata o mdulo para publicao. Este mdulo no diferente. Muitas pessoas participaram no seu desenvolvimento. Todo o esforo foi empenhado no sentido de fielmente representar a inteno original dos principais contribuintes. Contribuinte Principal A principal contribuinte deste mdulo a Dra. Diane Leclerc. A Dra. Leclerc professora de Teologia Histrica e Homiltica no Northwest Nazarene University, onde ela tem leccionado desde 1998. Ela ministra ordenada na Igreja do Nazareno, tendo pastoreado duas congregaes, nos estados de Maine e Idaho. Ela obteve a sua licenciatura em Religio no Eastern Nazarene College, o Mestrado em Divindade no Seminrio Teolgico Nazareno, e tanto o seu Mestrado em Filosofia como o seu Doutorado no Drew University. Ela tem artigos publicados no Wesleyan Theological Journal, e contribuies em dois livros, incluindo Heart Religion in Methodist Tradition and Related Movements. O seu livro Singleness of Heart: Gender, Sin, and Holiness in Historical Perspective ganhou o Prmio de Livro do Ano da Wesleyan Theological Society em 2002. Ela membro activo na Wesleyan Theological Society e na Wesleyan-Holiness Women Clergy Association. Ela reside em Nampa, Idaho, com o marido e filho. Comentarista Este mdulo foi revisto por pelo menos um especialista em contedo para assegurar que o contedo no reflecte um nico, restrito ponto de vista ou opinio. O comentarista fez sugestes que a principal contribuinte pde integrar nest mdulo. O comentarista para este mdulo o Rev. Clair MacMillan. Clair MacMillan cresceu em casa de pastor Nazareno em Ottawa, Ontrio, Canad, filho do Rev. Kenneth MacMillan e esposa Myrtle. Tendo-se formado no Olivet Nazarene University (licenciatura em Religio em 1970; e Mestrado em Teologia em 1987), ele continuou os estudos na Mount Allison University, seguindo uma srie de matrias e projectos de pesquisa em Sociologia e Antropologia Social. Nestas duas ltimas dcadas, Clair tem estado activamente envolvido na reforma do processo de preparao ministerial no Canad. Como membro do Concelho Nacional Canadiano Gales Commission on the Ministry, ele contribuiu com vrias monografias, incluindo An Alternate Path to the Ministry, The Guide to Ministerial Preparation in Canada, The Nazarene Experience in Canada, e The Differentiation of Religion and Theology. Ele o principal autor da obra SourceBook for Ministerial Preparation in Canada. Clair tem servido como pastor Nazareno por 32 anos e actualmente serve como presidente do Concelho Nacional da Igreja do Nazareno do Canad. Ele e a esposa Donna vivem em Moncton, New Brunswick, Canad.

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    Contedo Prefcio da Srie ......................................................................................... 3 Reconhecimentos ......................................................................................... 6 Programa de Estudo ..................................................................................... 8 Lio 1: A Biografia Teolgica de Wesleyde Epworth a Aldersgate ....................17 Lio 2: A Biografia Teolgica de Wesley de Aldersgate Morte de Wesley ........31 Lio 3: As Fontes Teolgicas de Wesley ........................................................42 Lio 4: Epistemologia e Revelao ...............................................................47 Lio 5: O QuadrilteroEscritura e Tradio...................................................61 Lio 6: O QuadrilteroExperincia e Razo ..................................................73 Lio 7: O Deus Trino Criador .......................................................................78 Lio 8: A Pessoa de Cristo e a Pessoa do Esprito ............................................89 Lio 9: A Humanidade e O Pecado ............................................................. 102 Lio 10: O Caminho da Salvao, Parte 1..................................................... 111 Lio 11: O Caminho da Salvao, Parte 2..................................................... 116 Lio 12: Os Meios da Graa e os Sacramentos .............................................. 131 Lio 13: ltimas Coisas ............................................................................ 135 Lio 14: A Vida na Comunidade Crist......................................................... 158 Lio 15: A Vida no Mundo ......................................................................... 163 Glossrio ................................................................................................. 169

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    Programa de Estudo Explorando a Teologia de John Wesley

    Institutio Acadmica, Contexto, ou Educador: Localizao do Curso: Datas: Nome do Professor: Endereo do Professor, Telefone, e Email: Declarao de Alvos do Mdulo: A Igreja do Nazareno uma igreja na tradio Wesleyana de santidade. Com esta designao, afirmamos que a teologia de John Wesley sustenta e informa tanto as nossas concluses teolgicas como o nosso mtodo teolgico. Enquanto que Wesley deve ser visto como um mentor e no um guru (como certa vez sugeriu Mildred Bangs Wynkoop), essencial que na nossa identidade denominacional ns ensinemos, preguemos e ministremos como Wesleyanos. Tradio Wesleyana de santidade tambm significa que colocamos a santidade como a hermenutica pela qual interpretamos a vida e pensamento de Wesley, e reconhecemos que o movimento de santidade do sculo 19do qual se formou a Igreja do Nazarenofoi uma tentativa de permanecer fiel nfase de Wesley no caminho da salvao. Na definio de Wesley a salvao mais do que um momento de tempo: ela inclui um processo vitalcio de santidade interior e exterior, bem como as experincias decisivas do novo nascimento e santificao. O nosso conceito de santidade nunca deve ser divorciado da teologia de Wesley mais amplamente definida. Isto crucial entrada do sculo 21, quando um absolutismo fundamentalista por um lado e o relativismo religioso por outro parecem ser as nicas opes. A santidade de corao e vida importante para qualquer gerao. extremamente importante que aqueles que se esto preparando para o ministrio ordenado na Igreja do Nazareno possam captar, tomar posse, e utilizar o dinamismo do paradigma teolgico de Wesley. Este curso foi organizado com a identidade denominacional dos Nazarenos em mente. Para compreender a teologia de Wesley, duas influncias importantes tm que ser reconhecidas: a histria pessoal de Wesley e as suas fontes teolgicas. O curso examinar a vida de Wesley no seu contexto histricoa Inglaterra no sculo 18. Tambm examinar a dependncia de Wesley bem como a sua apropriao de certas tradies teolgicas. Wesley sofre grande influncia da Igreja Primitiva (principalmente fontes ante-Nicenas e Orientais), do misticismo Catlico (da Idade Mdia), da Reforma Protestante (a reaco de Tiago Armnio a ela, bem como a apropriao Moraviana dela), e do Anglicanismo (que se seguiu ao Acordo Elizabetano).

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    Para compreender as concluses teolgicas de Wesley, vital compreender a sua metodologia teolgica. O quadriltero Wesleyano (como ficou conhecido) mantm a primasia das Escrituras. Com efeito, Wesley era homem dum livro s. E contudo, Wesley acreditou que as Escrituras devem ser interpretadas dinmicamente:

    As Escrituras tm sido interpretadas pela tradiouma histria de interpretao que requer alguma fidelidade.

    Elas testificam de uma experincia de Cristo e do evangelho Cristo que tem um carcter dinmico e colectivo.

    Elas devem ser compreendidas, organizadas e efectivamente comunicadas com a ajuda da razo.

    O alvo final do mtodo quadriltero no apenas de natureza teolgico/doutrinal, mas tambm informa directamente a formao espiritualum facto que de novo coloca uma resposta graa no centro de todo o sistema Wesleyano. A metodologia de Wesley bem como o seu dogma informam a perspectiva Wesleyana do dia de hoje. Esta perspectiva interpreta a vida, ministrio e relacionamentos atravs de uma lente distintamente Wesleyana. Esta lente ser contrastada com outros pontos de vista e outras tradies, como o paradigma Calvinista em especial. O curso lidar com uma categoria sistemtica de cada vez, notando tanto a fidelidade de Wesley tradio como o seu prprio pensamento construtivo e criativo. nfase especial ir para os temos soteriolgicos que tm implicaes prticas. Por exemplo, uma teologia de adorao levar a esta pergunta: Qual o estilo Wesleyano de adorao? A doutrina da antropologia teolgica sugere a pergunta, luz dos conceitos da imagem de Deus e da graa preveniente, como que devemos tratar as pessoas? Os estudantes podero demonstrar tanto o conhecimento do contedo deste curso, como as capacidades pessoais e profissionais que emergem da teologia e formao espiritual da tradio Wesleyana. O corao aquecido do Wesleyanismo o corao do ministrio Nazareno. Assim, este curso torna-se crucial para a educao teolgica de ministros da Igreja do Nazareno, bem como para a denominao no seu todo. Pressupostos Educacionais 1. A obra do Esprito Santo essencial para qualquer processo de educao Crist a

    qualquer nvel. Ns procuraremos e esperaremos consistentemente a presena do Esprito no nosso meio e dentro de ns.

    2. O ensinamento e a aprendizagem Cristos ocorrem da melhor maneira quando em comunidade (pessoas estudando e trabalhando juntas). A comunidade um dom do Esprito, mas pode ser fortalecida ou ento atrapalhada pelo esforo humano. Comunidades tm valores comuns, histrias, prticas, e alvos. Esforos deliberados sero envidados para fortalecer a comunidade no contexto deste curso. Haver trabalho de grupo em cada lio.

    3. Cada participante adulto possui conhecimento e experincias que pode compartilhar com a classe. Ns aprendemos no s com o professor e com as leituras, mas tambm uns com os outros. Cada participante tido no apenas como estudante mas tambm como professor. por esta razo que muitos dos exerccios neste mdulo so de natureza cooperativa e colaborativa.

    4. O dirio um meio ideal de reunir a teoria practica, quando os estudantes sintetizam os princpios e contedo das lies com as suas prprias experincias, preferencias e ideias.

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    Alvos do Mdulo Este mdulo visa contribuir para o desenvolvimento das seguintes capacidades, consoante o U.S. Sourcebook for Ministerial Development. OBJECTIVOS DO PROGRAMA

    CN20 Capacidade de reflectir teolgicamente sobre a vida e o ministrio CN21 Capacidade de demonstrar conhecimento das fontes de reflexo teolgica,

    seu desenvolvimento histrico, e expresses contemporneas CN22 Capacidade de articular as caractersticas distintivas da teologia

    Wesleyana CN23 Capacidade de identificar e articular a doutrina da santidade numa

    perspectiva Wesleyana CN25 Capacidade de identificar e descrever o significado de importantes figuras,

    temas, e eventos do perodo Patrstico, Medieval, Reformista, Puritano, Pietista, Wesleyano, e Moderno, na histria da Igreja

    CN26 Capacidade de descrever a implementao por parte da igreja da sua misso durante os vrios perodos da histria da Igreja

    CP10 Capacidade de sintetizar, analisar, discorrer lgicamente, discernir, avaliar, resolver problemas, e acomodar ambiguidade

    CP11 Capacidade da avaliar a validade de argumentos e identificar os seus pressupostos e consequncias

    CX5 Capacidade de descrever e interpretar a relao entre a cultura e o comportamento individual

    CX10 Capacidade de compreender e articular as bases Bblicas e teolgicas da misso Crist

    DECLARAES DE PROPSITO

    Interpretar o pensamento de John Wesley e descobrir maneiras como tal pensamento pode informar a agenda teolgica da Igreja do Nazareno no sculo 21

    Fazer uso efectivo dos mtodos de Wesley na busca da santidade pessoal e social

    Aplicar princpios Wesleyanos adequados a culturas diferentes da nossa Incorporar os princpios Wesleyanos de formao espiritual no nosso

    prprio enriquecimento Compreender a metodologia teolgica de Wesley (a funo do quadriltero

    Wesleyano) Compreender e articular o conceito de Wesley de um Deus triuno e da

    primasia da doutrina do soteriologia Aplicar a perspectiva Wesleyana nossa vida, ministrio, relacionamentos

    e chamada Recomendao de Leitura Familiarize-se com o Wesley Center for Applied Theology. Pode encontr-lo no site http://wesley.nnu.edu

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    Requisitos do Curso 1. Assistncia, ateno e participao so especialmente importantes. Os

    estudantes so responsveis por todos as tarefas de casa e trabalhos na aula. Uma boa parte do trabalho neste curso trabalho de grupo. Esse tipo de trabalho cooperativo em pequenos grupos no pode ser reproduzido. Assim, a assistncia imperativa. Mesmo se leituras ou trabalhos extras forem feitos, a falta de participao no trabalho de grupo diminui o valor do dilogo, debate, e aprendizagem comum. Quando o estudante faltar a uma lio, o professor exigir trabalho extra para compensar. Se duas ou mais aulas forem faltadas, o estudante ter que repetir o mdulo na sua inteireza.

    Trabalho em Grupo. Nada mais importante neste curso do que o trabalho em grupo. Os membros da classe sero distribudos em pequenos grupos de dois a quatro estudantes cada, em que cada membro servir de parceiro aos colegas no estudo, explorao e discusso do material.

    2. Trabalho de Casa Dirio: O nico trabalho de durao semestral no curso o seu dirio. Ele dever ser usado regularmente, seno di riamente. Em pelo menos uma ocasio durante o curso o professor verificar os dirios. Com cada lio vem uma tarefa que tem a ver com o dirio. O dirio deve tornar-se o amigo e tesouro do estudante, com descobertas, devoes, e ideias. aqui que se d a integrao da teoria com a prtica. A natureza espiritual deste dirio ajuda a impedir que o curso se torne meramente acadmico, com os estudantes sendo desafiados repetidas vezes a aplicar os princpios estudados aos seus prprios coraes e contexto ministerial. Este dirio no uma simples crnica. Antes, um dirio guiado ou orientado para a reflexo e escrita sobre a experincia educacional e as suas implicaes. Os criadores deste currculo esto cientes do perigo em que muitas vezes os estudantes caem, de aprender acerca da Bblia, ou acerca da vida espiritual, em vez de aprenderem no sentido de conhecer e internalizar a Bblia e os princpios espirituais. A experincia do dirio garante o elemento Ser da frmula Ser, Saber, e Fazer como parte integrante do curso. Seja fiel a todas as tarefas que tm a ver com o dirio. Trabalho Dirio: Trabalhos de casa so uma componente regular deste mdulo. O trabalho dirio. Enquanto que as aulas s acontecem uma vez por semana, o trabalho do estudante no mdulo deve ocorrer numa base diria. As tarefas so importantes, e por vezes pesadas. Mesmo quando as tarefas no forem discutidas nas respectivas aulas, ainda assim devem ser entregues. Isso d ao professor informao regular sobre o progresso que o estudante est a fazer na aula. Normalmente, o trabalho deve ser entregue no comeo de cada aula. Todas as tarefas devem ser completadas.

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    Esboo do Curso e Horrio

    A classe se reunir por 15 lies de 90 minutos cada, para um total de 22 horas e meia, de acordo com o plano seguinte: Data Horrio 1. Biografia Teolgica de Wesleyde Epworth a

    Aldersgate 2. Biografia Teolgica de Wesleyde Aldersgate sua

    Morte 3. As Fontes Teolgicas de Wesley

    4. Epistemologia e Revelao

    5. O QuadrilteroEscritura e Tradio

    6. O Quadriltero Experincia e Razo

    7. O Deus Trino Criador

    8. A Pessoa de Cristo e a Pessoa do Esprito

    9. Humanidade e Pecado

    10. O Caminho da Salvao, Parte 1

    11. O Caminho da Salvao, Parte 2

    12. Os Meios da Graa e os Sacramentos

    13. ltimas Coisas

    14. A Vida na Comunidade Crist

    15. A Vida no Mundo

    Avaliao do Curso O professor, o curso em si, e o progresso feito pelos alunos sero todos avaliados. A avaliao ser feita de vrias maneiras. O progresso dos alunos ser avaliado com o objectivo de melhorar a experincia de aprendizagem. Isso ser far atravs de: 1. Observao cuidadosa do trabalho de grupo, tomando nota da competncia dos

    relatrios, o equilbrio dos debates, a qualidade das relaes, o nvel de cooperao, e o cumprimento dos deveres

    2. Leitura cuidadosa dos trabalhos de casa 3. Verificao dos dirios

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    A avaliao dos materiais do curso no pode ser levada a cabo durante as aulas em si. Alguns dos objectivos levaro anos para serem alcanados. Na medida em que os estudantes tiverem encontrado o poder transformador de Deus com maior profundeza do que antes; aprendido e abraado prticas e disciplinas devocionais; e incorporado o que de melhor existe neste curso nos seus ministrios, ento o impacto deste empreendimento educacional ser deveras duradouro. nosso desejo que isso acontea.

    Informao Adicional Um esforo razovel ser feito para assistir a todos os estudantes. Qualquer estudante que tenha impedimentos fsicos, dificuldades de aprendizagem, ou outras condies que possam tornar difcil o alcance dos objectivos da classe deve marcar um encontro com o professor logo que possvel para determinar que arranjos especiais podem ser feitos. Qualquer estudante que esteja tendo dificuldade em compreender as tarefas, palestras ou outras actividades do curso deve falar com o professor para fazer os necessrios arranjos. Disponibilidade do Professor Todo o esforo ser feito em boa f no sentido de servir os estudantes tanto dentro como fora da sala de aula. O Dirio: Um Instrumento para Reflexo Pessoal e Integrao No centro da sua preparao para o ministrio est a participao no Curso de Estudos. Para completar cada mdulo, voc precisar escutar as prelees, ler vrios livros, participar em discusses, e escrever trabalhos. O alvo dominar o contedo. Igualmente importante na preparao ministerial a formao espiritual. Alguns preferem usar o termo devoes, enquanto que outros se referem ao crescimento na graa. Qualquer que seja o ttulo, trata-se do cultivo intencional do seu relacionamento com Deus. O trabalho integrado nos mdulos ajud-lo- a aumentar o seu conhecimento, capacidades, e aptido para a obra do ministrio. O trabalho de formao espiritual visa aplicar tudo quanto voc aprender ao tecido da sua vida, permitindo assim que a sua educao possa fluir livremente da cabea at ao corao e a todos quantos voc servir. Embora existam vrias disciplinas espirituais teis no cultivo do relacionamento com Deus, o dirio um elemento crtico na sua conexo. Manter um dirio significa simplesmente manter um registo das suas experincias e das descobertas que fizer ao longo da jornada. Trata-se de uma disciplina no sentido de requerer uma boa dose de esforo e tempo cada dia para a sua manuteno. Muitos admitem que esta prctica frequentemente posta de lado por causa de outras responsabilidades. A verdade que mesmo cinco minutos dedicados ao dirio, podem fazer uma enorme diferena na educao e formao espiritual. Considere o tempo passado no seu dirio como tempo passado com um amigo. Nas pginas do dirio poder registar as suas sinceras reaes aos eventos do dia, os conhecimentos que ganhou durante a aula, uma citao proveniente de um livro, e uma descoberta que fez com o cruzamento de duas ideias. No se trata de uma simples crnica de eventos despida de dilogo pessoal. O dirio neste sentido um

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    depsito para todos os seus pensamentos, reaces, oraes, descobertas, vises, e planos. Enquanto que alguns gostem de dirios complexos com seces especficas para cada tipo de reflexo, outros preferem um simples comentrio contnuo. Em qualquer dos casos, registe a data e lugar no comeo de cada anotao. Isso ser til na altura de rever as suas ideias. conveniente falar um pouco das logsticas da manuteno de um dirio. Para comear s precisa de caneta e papel. Uns preferem folhas soltas que depois podem ser colocadas numa pasta de argolas, enquanto outros gostam mais de cadernos com argolas em espiral, e outros ainda tm preferncia por cadernos tradicionais. Qualquer que seja o seu estilo, o que importante que tenha um mtodo que funcione bem. essencial reservar um espao e um momento determinados para fazer anotaes no seu dirio. Se no houver um momento designado para esta actividade, ela no ocorrer com a regularidade necessria para ser til. natural querer escrever no dirio no final do dia, para poder reflectir em tudo o que aconteceu. Mas responsabilidades familiares, actividades nocturnas e cansao militam contra esta prctica. A manh oferece uma alternativa. O sono filtra muitas das experincias do dia, e nutre profundo discernimento, os quais podem ser registados logo no princpio da manh. Em combinao com as devoes, o dirio ajuda na integrao das experincias vividas com a Palavra de Deus, e tambm com o material encontrado no mdulo que tem estado a cozinhar na sua mente. Voc provavelmente notar que o dirio ajuda a tomar nota de ideias que ocorreram inesperadamente ao longo do dia. Se calhar estamos deixando a impresso de que o dirio um exerccio escrito mo. Alguns podem estar a considerar a ideia de faz-lo no computador. Tradicionalmente tem havido uma certa afinidade entre mo, caneta e papel. algo mais pessoal, directo e esttico. E tambm flexvel, porttil, e acessvel. Com regularidade de uso, o seu dirio passa a ser um depsito da sua jornada. Assim como importante fazer anotaes diriamente, tambm importante rever o seu trabalho regularmente. No final de cada semana, leia as anotaes feitas ao longo dela. Faa um sumrio e tome nota dos movimentos do Esprito Santo no seu prprio crescimento. Faa uma reviso mensal do seu dirio cada trinta dias. A melhor forma de fazer isso pode ser um retiro de meio dia, onde voc poder com orao concentrar-se nos seus pensamentos a ss e em silncio. Fazendo isso poder comear a ver o valor cumulativo da Palavra, do seu trabalho com os mdulos, e da sua experincia no ministrio, todos a combinar-se de formas nunca antes consideradas. Isso constitui integraoa combinao do crescimento na f e do conhecimento. A integrao transfere a informao da cabea para o corao, de maneira que o ministrio deixa de ser meramente uma questo de afazeres para passar a ser algo que tem a ver com o prprio ser. O dirio pode ajud-lo a responder a pergunta central na educao: Porque que eu fao o que fao quando o fao? O dirio realmente um elemento chave na preparao ministerial. O seu dirio a crnica da sua jornada em direo maturidade espiritual bem como mestria do contedo. Estes volumes contero os ricos discernimentos que daro unidade sua educao. O dirio o instrumento de integrao. Que voc possa valorizar este processo!

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    Bibliografia

    Bassett, Paul M. Exploring Christian Holiness: The Historical Development, Volume 2. Kansas City:Beacon Hill Press of Kansas City, 1985.

    Campbell, Ted. John Wesleys Conceptions and Uses of Christian Antiquity.

    Nashville: Kingswood/Abingdon Press, 1984. Chilcote, Paul Wesley. John Wesley and the Women Preachers of Early

    Methodism. Lanham, MD: Scarecrow Press, 1984. Ann Arbor, MI: University Microfilms International, 1987.

    Dunning, H. Ray. Grace, Faith, and Holiness: A Wesleyan Systematic

    Theology. Kansas City: Beacon Hill Press of Kansas City, 1988. Gunter, W. Stephen, et al. Wesley and the Quadrilateral: Renewing the

    Conversation. Nashville: Abingdon Press, 1997. Heitzenrater, Richard P. Wesley and the People Called Methodists. Nashville:

    Abingdon Press, 1995. Leclerc, Diane. Singleness of Heart: Gender, Sin, and Holiness in Historical

    Perspective. Lanham, MD: Scarecrow Press, 2001. Maddox, Randy L. Responsible Grace: John Wesleys Practical Theology.

    Nashville: Kinsgwood Books, 1994. Meeks, M. Douglas, ed. The Portion of the Poor: Good News to the Poor in the

    Wesleyan Tradition. Nashville: Kingswood Books, 1995. Oden, Thomas C. John Wesleys Scriptural Christianity: A Plain Exposition of

    His Teaching on Christian Doctrine. Grand Rapids: Zondervan, 1994. Staples, Rob L. Outward Sign and Inward Grace: The Place of Sacraments in

    Wesleyan Spirituality. Kansas City: Beacon Hill Press of Kansas City, 1991.

    Taylor, Richard S., ed. Beacon Dictionary of Theology. Kansas City: Beacon

    Hill Press of Kansas City, 1983. Tuttle, Robert G. Mysticism in the Wesleyan Tradition. Grand Rapids: F.

    Asbury Press, 1989. Wesley, John. On Preachers: An Address to the Clergy, in Wesleys Works

    (1872 Jackson ed.), vol. 10. Estes sermes de John Wesley esto disponveis na ntegra no site do Wesley Center do Northwest Nazarene University,

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    On Patience (Serno 83) On The Trinity (Sermo 55) On Visiting the Sick (Sermo 37) Imperfection of Human Knowledge (Sermo 69) The Repentance of Believers(Sermo 14) Scripture Way of Salvation (Sermo 43) Salvation by Faith (Sermo 1) Spiritual Worship (Sermo 77) The Unity of Divine Being (Sermo 114)

    Estas obras de John Wesley podem ser encontradas no site do Wesley Center do Northwest Nazarene University,

    The Imperfection of Human Knowledge A Plain Account of Christian Perfection A Plain Account of the People Called Methodists

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    Lio 1: A Biografia Teolgica de Wesleyde Epworth a Aldersgate

    Dever Para Esta Lio

    Nenhum

    Objectivos de Aprendizagem

    Ao completar esta lio, os participantes devero poder descrever a cultura religiosa e poltica da Igreja Anglicana articular as influncias que famlia, educao, e ordenao tiveram na

    formao de John Wesley compreender o impacto dos escritos de Thomas Kempis, William

    Law, e Jeremy Taylor sobre Wesley debater as ambies e as falhas do trabalho missionrio de Wesley em

    Gergia identificar a influncia dos Moravianos sobre Wesley descrever o significado de Aldersgate no desenvolvimento espiritual de

    Wesley

    Trabalho de Casa

    Escreva um ensaio biogrfico de trs pginas, entitulado A influncia da minha biografia na minha teologia e viso do mundo. Leia Recurso 1-6, Salvao por F. Escreva no seu dirio. Esta tarefa continua. Inclua as suas reflexes, reaes e opinies sobre o material apresentado na aula. Leia uma poro do dirio de John Wesley, e reflicta sobre a leitura. O dirio pode ser localizado na pagina: http://wesley.nnu.edu.

    Palavras de Wesley

    John Wesley nasceu, cresceu, and foi ordenado como Anglicano. Ainda assim ele diz, Eu fui America para converter os ndios, mas, oh, e quem me converter a mim?

    Journal, Tera-feira, 24 de Janeiro, 1738

    Ao aproximar-se Aldersgate, o corao de Wesley sinceramente confessou, Eu desejo aquela f que ningum pode possuir sem saber que a possui.

    Journal, Domingo, 29 de Janeiro de 1738

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    Recurso 1-1

    A Teologia de Wesley Ele no escreveu uma teologia sistemtica nos moldes do que fez Calvino. Ele nunca se sentou para escrever num lugar o que ele cria sobre toda a doutrina Crist. Os entendidos tm que considerar os trabalhos mais prticos de Wesleytais como os seus sermes, dirios, e cartaspara podererem tecer o contedo das convices de Wesley sobre cada doutrina sistemtica tradicional. Por essa razo Wesley j foi designado de telogo prtico. He is also known as a rather eclectic theologianhe takes the best he can find from a variety of sources and synthesizes it all into a creative theological vision. Uma chave na interpretao de Wesley precisamente o reconhecimento dessa via media em boa parte da sua obra.

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    Recurso 1-2

    Contexto Histrico

    O rei Henrique VIII separou a igreja do Catolicismo Romano em 1532. A primeira declarao oficial da teologia Inglesa apareceu nos Dez Artigos da Religio. Duas obras foram importantes para o desenvolvimento da f Inglesa: O Livro das Homilias (1546) e O Livro da Orao Comum (1549). O Acto de Uniformidade (1559) ajudou a estabelecer uma posio intermdia. . . . A resoluo da Rainha Elizabeth I resoluo ficou conhecida como o Acordo Elizabetano.

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    Recurso 1-3

    Influncias Importantes

    Trs autores que exerceram influncia sobre Wesley Toms Kempis (1380-1471), mstico Alemo, escreveu

    a famosa obra The Imitation of Christ. Jeremias Taylor (1613-67) escreveu The Rule and

    Exercises of Holy Living and Dying. William Law (1686-1761), um contemporneo de Wesley,

    escreveu dois livros importantes: Christian Perfection e A Serious Call to a Devout and Holy Life.

    A santidade inclui: Pureza de intenes A imitao de Cristo como modelo da vida santa Amor a Deus e ao prximo como norma definitiva da

    perfeio Crist.

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    Recurso 1-4

    Uma Explicao Clara da Perfeio Crist

    Num sentido, trata-se da pureza de inteno, dedicando toda a vida a Deus. entregar todo o corao a Deus; ter um desejo s e um s desgnio a reger todos os nossos sentimentos. devotar no apenas uma parte mas todo o nosso ser, corpo e substncia a Deus. Num outro sentido, ter toda a mente de Cristo a capacitar-nos a andar como Cristo andou. a circunciso do corao de toda a impureza, toda a poluio tanto interior como exterior. a renovao do corao na imagem plena de Deus, na semelhana plena do seu criador. E ainda noutro sentido, amar a Deus com todo o corao, e ao prximo como a si mesmo. John Wesley

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    Recurso 1-5

    A Influncia Moraviana

    Wesley encontrou os Moravianos pela primeira vez em 1735 durante a sua viagem Gergia, Amrica. Ele viu-se impressionado pela sua segurana de salvao. Eles era firmes apoiantes da doutrina Luterana da sola fide: salvao pela f somente. Peter Bohler, um Moraviano que aconselhou Wesley em vrias ocasies, desafiou-o a pregar a f at alcan-la e depois preg-la por a teres alcanado.

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    Recurso 1-6

    JOHN WESLEY SERMO NMERO UM

    SALVAO PELA F (Traduo de Izilda Peixoto Bella,

    http://www.imdelrei.com.br/include/sermoes/?cd_secoes=26)

    PREGADO NA IGREJA DE ST. MARY, OXFORD, PERANTE A UNIVERSIDADE, EM 18 DE JUNHO DE 1738

    Pela graa sois salvos por meio da f. Efsios 2:8

    1. Todas as bnos as quais Deus tem concedido ao homem so da mera graa dele: generosidade, ou favor; seu livre e, completamente, imerecido favor; homem que no tem nenhuma reivindicao para a menos importante das suas clemncias. Foi pela livre graa que formou o homem do p do cho, e soprou nele uma alma vivente, e estampou naquela alma a imagem de Deus, e colocou todas as coisas debaixo dos seus ps. A mesma livre graa continua em ns, at nossos dias: vida, respirao, e todas as coisas. Porque no h nada do que somos, ou temos, ou fazemos, que pode merecer a menor coisa das mos de Deus. "Todos nossas obras, Tu, Deus, tem forjado em ns". Esses so muito mais exemplos da sua livre clemncia: e, mesmo que qualquer retido possa ser encontrada no homem, esse tambm um dom de Deus. 2. Que recursos, ento, deve um homem pecador expiar para qualquer dos seus menores pecados? Com as prprias obras? No. Sejam elas tantas ou santas, elas no so dele, mas de Deus. Mas, de fato, os homens so todos profanos e pecadores, por eles mesmos, ento, cada um deles precisa de uma nova expiao. Apenas frutos corruptos crescem em uma rvore corrupta. E seu corao completamente corrupto e abominvel; criatura para alcanar a glria de Deus, a gloriosa justia, primeiramente impressa na sua alma, depois da imagem de seu grande Criador. Dessa forma, tendo nada, nem retido, nem obras, a pleitear, sua boca totalmente calada diante de Deus. 3. Se mesmo pecadores encontram favor com Deus, isto graa pela graa! Se Deus concede ainda verter novas bnos em ns, ou seja, a maior de todas as bnos, salvao, o que podemos dizer dessas coisas, a no ser Graas seja para com Deus por seu inexprimvel dom!. E, portanto, assim ... Deus confiou seu amor para conosco, por isso, enquanto ramos ainda pecadores, Cristo morreu, para nos salvar pela Graa. Dessa forma, somos salvos atravs da f. Graa a fonte, f a condio de nossa salvao. Agora, que no alcanamos a graa de Deus, cabe-nos cuidadosamente inquirir.

    I. Que f essa, pela qual somos salvos. II. Que salvao essa pela f.

    III. Como podemos responder algumas objees. I. Que f essa, pela qual somos salvos.

    1. No apenas a f do pago. Agora, Deus exigiu do pago que acreditasse. Que Deus quem recompensa os que diligentemente O busca; e que Ele

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    ser buscado glorificando-O como Deus, e dando a Ele graas por todas as coisas, e pela cuidadosa prtica da virtude da moral, da justia, misericrdia, e verdade, para com as suas criaturas. O Grego ou Romano, por conseguinte, sim, a Scythian ou Indian; no teriam desculpas, se no acreditassem tanto: na criatura e atributos de Deus, um estado futuro de recompensa e castigo, a natureza obrigatria da virtude moral. Porque isso apenas a f do pago.

    2. Nem essa a f do diabo. Mesmo porque, a f do diabo vai muito alm da do

    pago, uma vez que ele acredita que h um Deus sbio e poderoso, gracioso para recompensar e justo para punir; mas que tambm Jesus filho de Deus, o Cristo, o Salvador do mundo. E, assim, encontrarmos ele declarando, em termos expressos, Eu conheo, Tu, que sois, o Santo Deus (Lucas 4:34). Ah! Que temos ns contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem s: O Santo de Deus. Tampouco podemos duvidar de que esse esprito infeliz acredita em todas essas palavras que vm da boca do Santo Deus, e, que tudo quanto foi escrito pelos santos homens antigos, sendo que dois deles foi compelido a dar aquele testemunho glorioso: "Esses homens so os servos do mais alto Deus, que mostra a voc o caminho da salvao". Assim, o grande inimigo de Deus e do homem acredita, e treme acreditando: - Que Deus foi feito manifesto na carne; que ele por todos os inimigos debaixo dos seus ps"; e que "toda a Escritura foi dada pela inspirao de Deus". Assim to longe, vai a f do diabo.

    3. A f pela qual somos salvos, no significado da palavra que ser explicada

    daqui por diante, nem chega perto daquela que os Apstolos tiveram, enquanto Cristo ainda estava na terra. Porque eles acreditaram tanto nele, a ponto de deixarem tudo e segui-lo; embora tivessem poder para realizar milagres, curar toda a forma de enfermidades, e todas as formas de doenas; sim, eles tinham poder e autoridade sobre todos os males, e, alm de tudo isso, foram enviados pelo seu Mestre para pregar a palavra em todo o reino de Deus.

    4. Que f essa, ento, pelo qual somos salvos? Em geral, pode ser respondido,

    primeiro, como sendo a f em Cristo: Cristo, e Deus atravs de Cristo; estes so os objetos prprios dela. Assim, sendo suficientemente e absolutamente distinguida da f, tanto do ancio, quanto do pago moderno. E sendo completamente distinta da f do diabo, que puramente especulativa, racional, fria, consentimento inanimado, uma seqncia de idias da mente; mas tambm uma disposio do corao. Como dizem as escrituras: Com o corao o homem acreditou na justia, e, E se confessares com a tua boca o Senhor Jesus, e acreditares no teu corao que Deus o levantou da morte, ento sers salvo.

    5. E, nisso, ela difere da f o qual os Apstolos tiveram, enquanto nosso Senhor

    estava na terra, e reconhece a necessidade e mrito de sua morte, e o poder de sua ressurreio. Reconhece a sua morte, como sendo o nico meio de redimir o homem da morte eterna, e sua ressurreio, como nossa restaurao para a vida e imortalidade; j que ele "foi entregue pelos nossos pecados, e subiu novamente aos cus para nossa justificao". A f crist , ento, no s um reconhecimento de todo o evangelho de Cristo, mas tambm a completa confiana no sangue de Cristo; a confiana nos mritos da sua vida, morte, e ressurreio; e inclinao a ele como nossa expiao e nossa vida, que foi dada por ns, e vivendo em ns, e, em conseqncia a

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    isto, o fim com ele, e mantendo-se fiel a ele, como nossa sabedoria, retido, santificao e redeno, ou, em uma palavra, nossa salvao.

    II. Que salvao essa, pela f.

    1. O que quer que isso implique, a presente salvao. algo atingvel. Atualmente atingida, na terra, por aqueles que so participantes dessa f. Sobre isso falou o apostolo aos crentes em Efsios, e neles aos crentes em todos os tempos: no, podemos ser (se bem que isso tambm verdadeiro), mas somos salvos pela f.

    2. Somos salvos pela f (para incluir tudo em uma palavra): do pecado. Essa a

    salvao que pela f. Esta aquela grande salvao predita pelo anjo, antes que Deus trouxesse seu Primognito ao mundo: Chamars a ele pelo nome de Jesus, porque ele dever salvar seu povo de seus pecados. E nem aqui, ou em qualquer outra parte dos escritos santos, h qualquer limitao ou restrio. A todo seu povo, ou como expresso em todo lugar, todo aquele que acredita nele, ele salvar dos seus pecados; desde o original at o atual, passado e presente pecado, da carne e do esprito. Pela f nele, eles esto salvos tanto da culpa quanto do poder dela.

    3. Primeiro: Da culpa de todo o pecado passado, considerando que todo mundo

    culpado diante de Deus; a tal ponto, que Ele deveria "ser rigoroso para colocar um sinal naquele que se extraviou; no h ningum que poderia suportar isso; e, considerando que, pela lei est apenas o conhecimento do pecado, mas nenhuma libertao dele, cumprindo as aes da lei, nenhuma carne poderia ser justificada nesse sinal; agora, a justia de Deus, o qual pela f em Jesus Cristo, manifestada a todo aquele que cr. Assim sendo, todos esto livremente justificados pela sua graa, atravs da redeno que est em Jesus Cristo. Ele, Deus, estabeleceu ser uma propiciao atravs da f em seu sangue, para declarar sua retido para (ou pela) remisso dos pecados que so passados". Agora, Cristo lanou fora a maldio da lei, tendo sido feito maldito por ns. Ele destruiu a escrita da lei que estava contra ns, lanou-a fora do caminho, pregando-a em sua cruz. Assim, no h condenao alguma queles que crem em Cristo Jesus.

    4. E, sendo salvo da culpa, eles so salvos do medo. No realmente de um

    medo de filho, de ofender; mas medo de servo; todo aquele medo servil que maquina tormento; medo do castigo; medo da ira de Deus, mas a quem eles agora j no consideram como um Mestre severo, e, sim, um Pai complacente. "Eles no receberam o esprito de escravido novamente, mas o Esprito de adoo, por meio de qual eles clamam, Abba, Pai: o prprio Esprito que tambm paciente testemunha de seus espritos, porque eles so as crianas de Deus". Eles so tambm salvos do medo, entretanto, no da possibilidade da queda longe da graa de Deus, e de alcanar as grandes e preciosas promessas. Assim, tenham eles "paz com Deus, atravs de nosso Senhor Jesus Cristo. Eles se regozijam na esperana da glria de Deus. E o amor de Deus derramado em seus coraes, pelo Esprito Santo que dado a eles". E, por meio disso, eles so persuadidos (entretanto, talvez, no todo o tempo, nem com a mesma abundncia de persuaso), que nem morte, nem vida, nem coisas presentes, nem coisas para vir, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura, poder ser capaz de separa-los do amor de Deus que est em Cristo Jesus, nosso Senhor".

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    5. Novamente: por esta f eles so salvos do poder de pecado, como tambm

    da culpa dele. Assim o Apstolo declara, "Sabemos que ele foi manifesto, para lanar fora nossos pecados; e, Nele, no est o pecado. Assim, todo aquele que habita Nele no ter pecado. (1 John 3:5) Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que no nascer da gua e do Esprito no pode entrar no Reino de Deus. Novamente: "Pequenas crianas, no deixem homem algum engan-los. Aquele que comete pecado do diabo. Todo aquele que cr nascido em Deus. E todo aquele que nascido em Deus no comete pecado; e sua semente permanece nele; e no pode pecar, porque ele nascido em Deus. Mais uma vez: "Ns sabemos que todo aquele que nascido de Deus no tem pecado; mas ele que procriado de Deus defende a si mesmo, e aquele que pecaminoso no tocar Nele. (1 John 5:18) Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam mata-lo, porque no s quebrantava o sbado, mas tambm dizia que Deus era seu prprio Pai, fazendo-se igual a Deus.

    6. Aquele, que pela f, nascido de Deus, no peca.

    (1) por qualquer pecado habitual; porque todo pecado habitual pecado reinando: Mas pecado nenhum reina naquele que cr.

    (2) Por qualquer pecado intencional; porque sua vontade, enquanto habita na

    f, completamente colocada contra o pecado, e tem averso a ele como a um veneno mortal.

    (3) Por qualquer desejo pecador; porque ele continuamente desejou a santa e

    perfeita vontade de Deus, e qualquer tendncia a um desejo profano, ele, pela graa de Deus, persistiu no princpio.

    (4) Nem pecou por fraqueza, tanto em aes, palavras, ou pensamento;

    porque suas fraquezas no coincidem com sua vontade; e, sem isso, eles no so propriamente pecados. Assim, ele, que nascido em Deus, no comete pecado; e, embora ele no possa dizer que no tem pecado, at agora, ele no pecou.

    7. Esta , ento, a salvao que atravs da f, at mesmo, no mundo

    presente: a salvao do pecado, e as conseqncias do pecado, ambos freqentemente expressos na palavra justificao; que, levada num sentido mais amplo, implica na libertao da culpa e castigo, pela expiao de Cristo; de fato, aplicada alma do pecador, que, agora, acredita nele; e a libertao do poder de pecado, atravs de Cristo, moldado em seu corao. De forma que ele est assim justificado, ou salvo pela f, e , deveras, nascido novamente - nascido novamente pelo Esprito - a uma nova vida, o qual encoberto com Cristo em Deus. E, como um beb recm-nascido, ele recebe o verdadeiro leite da palavra, e, desse modo, cresce; seguindo adiante no poder do Senhor seu Deus, de f em f, de graa em graa, at o fim, para que se torne um homem perfeito, na medida da estatura da abundncia de Cristo.

    III. A primeira objeo habitual para isto ...

    1. Que pregar salvao ou justificao, pela f apenas, pregar contra a santidade e boas obras. Para a qual uma pequena resposta poderia ser dada:

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    Assim, seria, se ns falssemos, como alguns fazem, de uma f que estava separada disso; mas ns falamos de uma f que no assim, mas produto de todas as boas obras, e toda a santidade.

    2. Mas pode ser de uso considerar isto um pouco mais; especialmente, desde

    que isso no seja alguma objeo nova, mas, to velha, quanto no tempo de Paulo. Quando, ento, foi perguntado: No fazemos nula a lei, atravs da f?. Ao que respondemos:

    1. Aquele que no prega a f, obviamente, torna a lei nula; tanto

    diretamente como grosseiramente, pelas limitaes e comentrios que corroem todo o esprito do texto; ou indiretamente, no mostrando os nicos significados, por meio dos quais, possvel execut-la.

    2. Considerando que, ns estabelecemos a lei, tanto mostrando toda sua extenso, como significado espiritual; e chamando a todos para esse modo de vida, por meio do qual a justia da lei possa ser cumprida neles. Estes, enquanto eles confiam somente no sangue de Cristo, cumprem todas as leis que ele designou, fazem todas as boas obras, as quais ele preparou anteriormente, para que pudessem caminhar nelas, e desfrutam e manifestam todo temperamento santo e divino, com a mesma franqueza que havia Cristo Jesus.

    3. Mas no pregar essa f, conduz os homens ao orgulho? Acidentalmente,

    possvel: Por isso, todo crente deve ser fervorosamente acautelado, nas palavras do grande Apstolo: "Por causa da incredulidade, os primeiros galhos foram quebrados: tu permaneceste pela f. No seja magnnimo, mas tema. Se Deus no tivesse poupado os galhos naturais, tomado cuidado, temo que ele no teria poupado a rvore. Vejam, ento, a bondade e severidade de Deus! Naqueles que caram, severidade; mas, em relao rvore, misericrdia; se continuares em sua misericrdia; caso contrrio, tu tambm poders ser cortado. E enquanto ele continua, desse ponto, ele lembrar daquelas palavras de Paulo, prevendo e respondendo a esta mesma objeo (Ro 3:27), Onde est, logo, a jactncia? excluda. Por qual lei? Das obras? No! Mas pela lei da f. Se o homem justificado pelas suas obras, ele teria do que se gloriar? Mas no h glria para ele que no trabalhou, mas acreditou Nele que justificou ao mpio (Ro 4:5). Mas, quele que no pratica; porm cr naquele que justifica o mpio, a sua f lhe imputada como justia. Do mesmo efeito so as palavras, ambas precedendo e seguindo o texto: (Efe 2:4ff): Mas Deus, que rico em clemncia, pelo muito amor com que nos amou, at mesmo quando estvamos mortos em pecado, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graa sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus. De vocs mesmos vieram nem sua f, nem sua salvao. Isso um presente de Deus, o livre, imerecido presente; a f, atravs do qual vocs so salvos, tanto quanto a salvao pela qual ele, de seu prprio prazer, seu mero favor, anexa, alm disso. Que acreditemos, uma instncia de Sua graa; que acreditando seremos salvos.No pelas obras, para que no qualquer homem possa se vangloriar. Todas as nossas obras, e nossa retido, antes da nossa crena, tinham mrito nenhum, perante Deus, mas condenao. To longe estvamos de merecermos f, que, quando dada, no era pelas obras. Nem salvao das obras o que fazemos, quando acreditamos, uma vez que Deus que trabalha em ns; dessa forma, ele nos deu uma recompensa por aquilo que ele mesmo realizou, no s, confiando

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    as riquezas de sua misericrdia, mas no nos deixando do que nos gloriarmos.

    4. Porm, falando dessa forma da clemncia de Deus, salvando e justificando

    livremente o homem pela f, pode encorajar os homens ao pecado? Realmente, pode, e vai: Muitos continuaro em pecado para que a graa possa abundar ": Mas o sangue deles est sobre suas prprias cabeas. A bondade de Deus deve conduzi-los ao arrependimento; e, assim, todos aqueles que so sinceros de corao. Quando eles souberem que ainda h perdo com Ele, eles clamaro em voz alta, para que ele destrua tambm seus pecados, pela f que est em Jesus. E, se eles fervorosamente clamarem, e no desfalecerem, se o buscarem em todos os significados que ele designou; se, se recusarem a ser confortados, at que ele venha; ele vir, e no ir demorar-se. E ele pode fazer muitas obras, em muito pouco tempo. Muitos so os exemplos, nos Atos dos Apstolos, de que Deus est trabalhando a f, nos coraes dos homens, at mesmo como um raio que cai do cu. Assim, na mesma hora que o Paulo e Silas comearam a orar, o carcereiro se arrependeu, acreditou, e foi batizado; como foram trs mil, atravs de Pedro, no dia de Pentecostes, e todos se arrependeram e acreditaram, na sua primeira pregao. E, abenoado seja Deus, h, agora, muitas provas vivas de que ele ainda " poderoso para salvar".

    5. Ainda para a mesma verdade, colocada de uma outra maneira, uma objeo

    bastante contrria feita: "Se, o homem no pode ser salvo por tudo aquilo que ele pode fazer, isto levar os homens a se desesperarem. Verdade. A se desesperarem, por terem sido salvos por suas prprias obras, seus prprios mritos, ou retido. E assim deve; porque ningum pode confiar nos mritos de Cristo, j que ele renunciou totalmente aos dele. Aquele que ocorreu de firmar a sua prpria retido, no pode receber a retido de Deus. A retido a qual pela f no pode ser dada a ele, enquanto confiar no que da lei.

    6. Mas isso, alguns dizem, uma doutrina incmoda. O diabo falou como ele

    mesmo, isso , sem verdade ou vergonha, quando ele ousou sugerir isso aos homens que desse jeito. Isso a nica coisa confortvel, muito cheia de consolo, a todo autodestrudos, autocondenados pecadores. Que, quem quer que acredite Nele no ser envergonhado, e que o mesmo Senhor sobre todos rico a todos aqueles que O clamarem: aqui est o consolo, alto como o cu, mais forte que a morte! O que! Misericrdia a todos? Para Zacchaeus, o ladro pblico? Para Maria Madalena, uma rameira comum? Impessoal, eu ouo um dizer Ento eu, at mesmo eu, posso esperar por clemncia!". E, tambm, tu podes, tu que s aflito, que ningum tem confortado! Deus no lanara fora tua orao. No. Talvez ele possa dizer na prxima hora Tenha boa disposio de nimo, teus pecados te foram perdoados; to perdoados, que eles no reinaro mais obre ti; sim, e que o Esprito Santo prestar testemunho com teu esprito, porque tu s a criana de Deus. , gratas notcias! Notcias de grande alegria que enviada a todas as pessoas! Oh! A todas aquelas que esto sedentas, venham at as guas: Venham, sim, e comprem, sem dinheiro e sem preo. Quaisquer que sejam seus pecados, ainda que vermelho como carmesim, ainda que em maior quantidade que os cabelos em sua cabea, retorne, sim, ao Senhor, ele ter clemncia sobre voc, e, para nosso Deus, porque ele perdoar abundantemente.

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    7. Quando no mais objees ocorrem, ento, nos simplesmente dito que salvao pela f no deve ser pregada, como primeira doutrina, ou, pelo menos, no ser pregada a todos. Mas, o que disse o Esprito Santo? Outra fundao nenhum homem pode assentar, seno essa que j est assentada; nem mesmo Jesus Cristo. Ento, que quem quer que acredite nele dever ser salvo, , e deve ser, a fundao de toda nossa pregao; isto , precisa ser pregada, como primeira doutrina. Bem, mas no a todos (?) A quem, ento, no podemos pregar? Quem excluiremos?

    Os pobres? No! Eles tm o direito peculiar de ter o evangelho pregado

    at eles. O iletrado? No! Deus tem revelado essas coisas at iletrados e

    ignorantes, desde o princpio. O jovem? Por nenhuma razo! Que esses padeam, de modo algum,

    para virem at Cristo, e no proibi-los. Os pecadores? Menos que todos! Cristo no veio chamar os ntegros, mas

    aos pecadores para o arrependimento.

    8. Porqu, ento, se nenhum, excluirmos o rico, o instrudo, o honrado, homens de bem. E, isso verdade, eles tambm se excluem muito freqentemente de ouvir; ainda assim, temos que falar as palavras de nosso Senhor. Porque, desse modo, o teor de nossa incumbncia escapa, V e pregue o evangelho a toda criatura. Se qualquer homem arranca isso, ou qualquer parte disso, para sua destruio, ele ter que suportar o prprio fardo. Mas, ainda, como o Senhor viveu, o que quer que o Senhor tenha nos dito, disto falaremos.

    9. Neste momento, mais especialmente, falamos que, pela graa estamos salvos, atravs da f: porque, nunca foi a manuteno dessa doutrina, mais oportuna do que tem sido at esse dia. Nada, mas isto pode eficazmente prevenir o aumento da iluso dos Romish entre ns. , sem fim, atacar, um por um, todos os erros daquela Igreja. Mas salvao pela f fulmina na raiz, e tudo cair imediatamente, onde isto est estabelecido. Foi essa doutrina, a que nossa Igreja chama justamente de rocha forte e fundao da religio crist, que primeiro dirigiu Popery fora desses reinos; e s isto pode mant-la de fora. Nada, mas isso pode ser um obstculo quela imoralidade, a qual tem se espalhado na terra como inundao. Voc pode esvaziar as profundezas, gota a gota? Ento, voc pode nos reformar pela dissuaso das imoralidades individuais. Mas deixe a retido que de Deus pela f, ser trazida para dentro, e, ento, seus acenos orgulhosos sero detidos. Nada, mas isso pode parar as bocas daqueles que gloriam-se de suas vergonhas, e abertamente, negam o Senhor que os comprou. Eles podem falar da lei, de forma elevada, como aquele que a tem escrito por Deus em seu corao. Ouvi-los falar dessa maneira poderia inclinar alguns a pensar que eles no estavam muito longe do reino de Deus: mas, retir-los da lei de dentro do evangelho; comeando com a retido pela f; com Cristo o fim da lei a todo aquele que acredita, e aqueles que agora mostraram-se quase, se, no completamente, cristos, mantiveram confessos os filhos da perdio; to longe da vida e salvao (Deus seja misericordioso para com eles!) das profundezas do inferno at a altura dos cus.

    Por essa razo, o adversrio, ento, vocifera, no importa quando salvao pela f declarada ao mundo: assim, ele incitou terra e inferno a destruir aqueles que primeiro pregaram isso. E pela mesma razo, sabendo que a f sozinha poderia

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    arruinar as fundaes de seu reino, ele fez acontecer todas as suas foras, e empregou todas as suas artes de mentiras e calnias, para amedrontar Martim Lutero de restaurar isso. Nem podemos desejar saber, ao mesmo tempo: pois que, como aquele homem de Deus observa, como isso poderia enfurecer um orgulhoso e forte homem armado, ser impedido e desprezado por uma pequena criana, vindo contra ele, com uma flecha em sua mo!, especialmente, quando ele soube que aquela pequena criana seguramente o derrotaria, e o poria debaixo de seus ps. Mesmo assim, Senhor Jesus! Assim, tens tu fora, sendo sempre feito perfeito na fraqueza! V em frente, ento, tu, pequena criana que acreditas nele, e sua mo direita poderia ensinar-te coisas espantosas; Embora sejas impotente e fraco como uma criana de dias, um homem forte no poder ser capaz de se levantar diante de ti. Tu prevalecers sobre ele, o subjugars, o derrotars e o colocars debaixo de teus ps. Tu marchars, sob o grande Capito da tua salvao, conquistando e a conquistar, at que teus inimigos sejam destrudos, e a morte seja tragada na vitria. Agora, graas seja a Deus, que nos deu a vitria, atravs de nosso Senhor Jesus Cristo; para quem, com o Pai e o Esprito Santo, ser beno, glria, sabedoria, gratido e bravura, para sempre e sempre. Amm.

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    Lio 2: A Biografia Teolgica de Wesleyde Aldersgate Morte de Wesley

    Deveres Para Esta Lio

    Biografia Pessoal Leitura de Sermo Dirio

    Objectivos de Aprendizagem

    Ao completar esta lio, os participantes devero poder descrever o surgimento e desenvolvimento do Metodismo compreender a controvrsia que Wesley teve com a sociedade de

    Londres sobre o significado da santidade analisar a controvrsia que Wesley teve com o Calvinismo e com

    George Whitefield explorar as razes que levaram Wesley a permitir ordenaes

    Americanas discutir a controvrsia que John Wesley teve com Charles Wesley sobre

    sucesso Trabalho de Casa

    Desenvolva uma cronologia da vida e evoluo teolgica de Wesley. Leia Recurso 2-5, Efetuando a Nossa Prpria Salvao. Escreva no seu dirio. Esta tarefa contnua. Inclua as suas reflees, reaes, e anlises sobre o material apresentado na aula. Leia uma poro do dirio de John Wesley e reflicta no que leu. O dirio dele pode ser encontrado no seguinte endereo: http://wesley.nnu.edu.

    Palavras de Wesley

    Numa carta a um amigo, Wesley revela o core do seu movimento no seu prprio corao:

    , que nada possa habitar no meu corao a no ser smente o Teu puro amor!

    que o Teu amor possa possuir-me plenamente, minha alegria, meu tesouro, e minha coroa.

    Chamas estranhas remove para bem longe do meu corao! Possa cada acto meu, palavra, pensamento, ser amor.

    Wesley, 1765

    As ltimas palavras de John Wesley: O melhor de tudo , Deus est connosco. Adeus.

    Wesley, 1791

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    Recurso 2-1

    Questes Biogrficas Em primeiro de tudo, Wesley era uma figura conhecida no seu tempo. Segundo, Wesley foi uma figura controversa durante a sua vida. Terceiro, os prprios escritos de Wesley podem ser interpretados como revelando um Wesley distintamente pblico, e outro Wesley distintamente privado. E finalmente, de acordo com Heitzenrater, o historiador tem que lidar com os aspectos frequentemente paradoxais da vida e pensamento de Wesley. A teologia de Wesley desenvolveu-se com o tempo. O Wesley snior integrou nas suas posies teolgicas os anos da fase jovem e adulta.

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    Recurso 2-2

    O Wesley Adulto 1739-60

    A fase mdia da vida de Wesley foi consumida com o surgimento e organizao do Reavivamento Metodista na Inglaterra, e a sua necessidade de esclarecer a teologia Metodista. Wesley viu que nfase demasiada sobre a doutrina da graa conduziria a uma espcie de antinomianismoa noo de que uma vez que a graa tudo, ento as obras no s so desnecessrias, como prejudiciais dependncia do Cristo em Deus smente para a salvao. Wesley viu que nfase demasiada sobre a doutrina da graa conduziria a uma espcie de antinomianismoa noo de que uma vez que a graa suficiente, ento as obras no s so desnecessrias, como prejudiciais dependncia do Cristo em Deus smente para a salvao. Wesley ofereceu aos seus convertidos um programa disciplinado de formao espiritual, no contexto da comunho com outros Cristos, e com nfase no cuidado pastoral. Conferncias anuais, iniciadas pela primeira vez em 1744, tambm desempenharam um papel crucial no desenvolvimento dos distintivos do Metodismo. Santidade de corao e vida tinha sido desde sempre uma das frases predilectas de Wesley.

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    Recurso 2-3

    O Wesley Snior 1760-91

    Durante essas dcadas, Wesley deparou-se com importantes questes teolgicas que ajudariam a definir o Metodismo. A controvrsia perfecionista teve incio nos princpios de 1760. Alguns dos seus seguidores minimizaram o processo gradual que Wesley havia sempre enfatizado. Wesley organizou uma conferncia para resolver o assunto, e procurou esclarecer a sua posio em publicaes tais como Sobre a Perfeio (1761), O Pecado nos Crentes (1763) e talvez de forma mais compreensiva em Uma Explicao Clara da Perfeio Crist (publicado pela primeira vez em 1766, e depois em 1777). George Whitefield tinha sido prximo de Wesley durante muitos anos, mas os dois discordaram quanto doutrina da predestinao. Em resposta controvrsia, Wesley publicou vrias obras: Sobre a Predestinao (1773), Reflexes Sobre a Necessidade(1774), e Efetuando a Nossa Salvao (1785). Wesley nunca vacilou na sua posio decisiva contra a eleio. Foi tambm durante a fase snior da vida de Wesley que a questo da separao do Metodismo da Igreja Anglicana atingiu o seu clmax. Para Wesley a Santa Ceia era to importante que ele decidiu aprovar a ordenao Metodista de Francis Asbury e Thomas Coke, e comission-los como superintendentes gerais da Igreja Metodista em 1784 numa conferncia em Baltimore. Foi tambm durante a fase snior da vida de Wesley que a questo da separao do Metodismo da Igreja Anglicana atingiu o seu clmax. Santa Ceia era to importante que ele decidiu aprovar a ordenao Metodista de Francis Asbury e Thomas Coke, e comission-los como superintendentes gerais da Igreja Metodista em 1784 numa conferncia em Baltimore.

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    Recurso 2-4

    Pequenos Grupos No seu grupo, trabalhem juntos para encontrar/desenvolver respostas para as seguintes perguntas, baseadas no sermo de Wesley que foi lido como tarefa de casa: Ttulo do Sermo: Texto: Tese: Pontos Chave: Relevncia para Hoje: Resposta:

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    Recurso 2-5

    JOHN WESLEY SERMO OITENTA E CINCO

    OPERANDO NOSSA PRPRIA SALVAO (Traduo de Izilda Peixoto Bella,

    http://www.imdelrei.com.br/include/sermoes/?cd_secoes=26)

    Efetuai a vossa salvao com temor e tremor, pois Deus o que opera em vs tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade. Phil. 2:12-13.

    1. Algumas grandes verdades, como a existncia e atributos de Deus, e a diferena

    entre a boa moral e a m, foram conhecidas, em alguma medida, pelo o mundo pago. Os traos delas so encontrados em todas as naes; de modo que, de alguma maneira, pode-se dizer que para todos os filhos do homem, "Ele tem mostrado a ti, , homem, o que bom; sempre ser justo, amar a misericrdia, e caminhar humildemente com teu Deus". Com essa verdade ele tem, em alguma medida, "esclarecido cada um que vem ao mundo". E, dessa forma, eles, que "no tm lei", que no tm lei escrita, "so a lei neles mesmos". Eles mostram "a obra da lei", -- a substncia dela, embora no a carta, -- "escrita em seus coraes", pelas mesmas mos que escreveram os mandamentos nas tbuas de pedra; "A conscincia deles tambm do testemunho", se eles agem de acordo com isso ou no.

    2. Mas h dois tpicos principais de doutrina, os quais contm muitas verdades, da

    mais importante natureza, da qual os mais esclarecidos pagos, no mundo antigo, eram totalmente ignorantes, como so tambm os mais inteligentes ateus que esto agora na face da terra; eu quero dizer, aqueles que se relacionam com o Filho eterno de Deus, e o Esprito de Deus: Para o filho, dando a si mesmo para ser "a propiciao para os pecados do mundo"; e, para o Esprito de Deus, renovando homens, naquela imagem de Deus, onde eles foram criados. Porque, depois de todas as dores as quais homens engenhosos e instrudos tiveram (o grande homem, o fidalgo Ramsay, em particular), para encontrar algumas semelhanas dessas verdades, no imenso lixo de autores; a semelhana estava, to excessivamente enfraquecida, como se no fosse para ser discernida, a no ser por uma imaginao muito vivaz. Alm do que, mesmo essa semelhana, enfraquecida como ela estava, foi apenas encontrada, no discurso de alguns poucos; e, esses foram os homens mais refinados e pensadores profundos, nas suas diversas geraes; enquanto as multides inumerveis que os cercaram foram um pouco melhores, por causa do conhecimento de filsofos, mas permaneceram, totalmente, ignorantes, mesmo dessas verdades principais, como se fossem as bestas que perecem.

    3. Certo , que essas verdades nunca foram conhecidas para o vulgar, a massa da

    humanidade, para a generalidade de homens, em qualquer nao, at que elas foram trazidas luz pelo Evangelho. Por conseguinte, a fasca de conhecimento, luzindo aqui e ali, toda a terra foi coberta com escurido, at que o Sol da Retido surgiu e dispersou as sombras da noite. Desde essa alvorada, do alto tem aparecido, uma grande luz tem brilhado naqueles que, at ento, sentaram-se na escurido e nas sombras da morte. E milhares deles, em todas as pocas, tm sabido "que Deus amou de tal maneira o mundo, que deu seu nico Filho, para que todo aquele que cresse, no perecesse, mas tivesse a vida eterna". E

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    estando incumbidos com os orculos de Deus, eles tm sabido que Deus tem tambm dado a ns seu Esprito Santo, que "opera em ns a sua vontade e a fazer o que do seu bom prazer".

    4. Quo notveis so aquelas palavras do Apstolo que precedem essas! "Deixe

    essa mente ser em voc, a qual foi tambm em Cristo Jesus: Quem, estando na forma de Deus", -- a natureza incomunicvel de Deus da eternidade "no permitiu ato algum de roubo", -- (esse o significado preciso da palavra), nenhuma invaso de alguma outra prerrogativa; mas o seu direito prprio e inquestionvel, -- "de ser igual com Deus". A palavra implica tanto a abundncia e a altura suprema da Divindade; para o qual so supostas as duas palavras, ele se esvaziou e se submeteu. Ele "se esvaziou" daquela abundncia divina, disfarando sua abundncia aos olhos de homens e anjos; "tomando", e por esse mesmo ato, esvaziando-se, "a forma de um servo; sendo feito na semelhana do homem", um homem real, como qualquer outro homem. "E, sendo encontrado no feitio como um homem", -- um homem comum, sem qualquer beleza peculiar ou excelncia, -- "ele humilhou-se", para um grau ainda maior, "tornando-se obediente" para Deus, embora igual a ele, "mesmo na morte, sim, a morte de cruz". O exemplo maior de humilhao e obedincia. (Filipenses 2:5-11). Tendo proposto o exemplo de Cristo, o Apstolo exorta-os a afianar a salvao que Cristo adquiriu para eles: "Portanto, opere a sua prpria salvao com medo e tremor. Porque Deus quem trabalha em voc a vontade e o fazer, para o bom prazer Dele".

    Nessas palavras compreensveis podemos observar: I. Essa verdade principal, que deve nunca estar fora de nossa lembrana, "

    Deus que opera em ns, para a Sua vontade e prprio prazer". II. II. A melhoria que ns devemos fazer disso: "Operar a nossa prpria salvao

    com temor e tremor". III. III. A ligao entre elas: " Deus que opera em voc", entretanto, "opere a

    sua prpria salvao". I. (1) Primeiro Ponto: Ns vamos observar a grande e importante verdade que nunca dever estar fora de nossa lembrana: " Deus que opera em ns para a sua vontade e seu bom prazer".O significado dessas palavras pode ser mais claro, atravs de uma transposio pequena delas: " Deus que, para seu bom prazer, opera em ns para querer e fazer". Essa posio das palavras, unida frase, do seu bom prazer, com a palavra opera, remove toda imaginao do mrito do homem, e d a Deus toda a glria da prpria obra. Do contrrio, ns teramos tido algumas razes para nos vangloriarmos, como se fosse nosso prprio deserto, algumas santidades em ns, ou algumas boas obras feitas por ns, que, primeiro, moveram Deus a operar. Mas, essa expresso cortou fora todos os conceitos vos, e claramente, mostrou que seu motivo para operar situa-se, totalmente, em si mesmo, em sua prpria graa, na misericrdia imerecida do homem. (2) atravs disso to somente que ele est impelido a operar no homem o querer e o fazer. A expresso capaz de duas interpretaes; ambas so verdades inquestionveis. Primeiro, querer, que pode incluir a totalidade do que inerente; fazer, a totalidade do que extrnseco, religio. E, se for assim entendido, ela implica que Deus que opera tanto a santidade inerente, quanto extrnseca. Segundo, querer, que pode implicar todo desejo bom; fazer, o que quer que resulte

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    dali em diante. E, ento, a sentena significa que Deus sopra em ns todo desejo bom, e conduz todo desejo bom para o resultado bom. (3) As palavras originais: "thelein" e "energein" parecem favorecer a ltima construo: "thelein", que ns podemos verter para querer, claramente, incluindo todo desejo bom, se relacionado a nosso temperamento, palavras ou aes; para a santidade interior e exterior. E "energein", que ns podemos verter para fazer, manifestadamente, implicando todo o poder do alto, toda aquela fora que opera em ns toda a disposio certa, e, ento, nos guarnece para toda a boa palavra e obra. (4) Nada pode, ento, diretamente, tender para o orgulho escondido do homem, como a convico profunda e duradoura disso. Porque, se ns estamos, completamente, sensibilizados de que ns temos nada, a qual ns no temos recebido, como podemos nos gloriar, como se ns no tivssemos recebido isso? Se ns sabemos e sentimos que o mesmo primeiro mover do bem do alto, tanto quanto o poder, o qual o conduz para essa finalidade; se, Deus que, no apenas, introduz todo desejo bom, mas que o acompanha e segue, seno, ele desaparece, ento, isso, evidentemente, significa que "ele que se gloria" deve "dar glrias no Senhor". II. (1) Prossigamos agora, para o Segundo ponto: Se Deus opera em vocs, ento, operem sua prpria salvao. A palavra original vertida, operar, implica em fazer a coisa totalmente. Para sua prpria, porque vocs mesmos devem fazer isso, ou deixar de ser feito para sempre. Sua prpria salvao: Salvao comea com o que usualmente denominada (e muito propriamente) graa preventiva, incluindo o primeiro desejo de agradar a Deus, o primeiro alvorecer da luz concernente sua vontade, e a primeira convico passageira leve de ter pecado contra ele. Todos esses implicam alguma tendncia com respeito vida; alguns graus de salvao; o comeo da libertao do corao cego e insensvel, totalmente, insensvel de Deus e das coisas de Deus. Salvao conduzida por graa convincente, usualmente, denominada, nas Escrituras, de arrependimento, o qual traz uma larga medida de autoconhecimento, a mais completa libertao do corao de pedra. Depois disso, ns experimentamos a salvao crist adequada; por meio da qual, "atravs da graa", ns "somos salvos pela f", consistindo essas duas ramificaes, justificao e santificao. Por justificao, ns somos salvos da culpa do pecado, e restaurados para o favor de Deus; por santificao, ns somos salvos do poder e raiz do pecado, e restaurados para a imagem de Deus. Todas as experincias, tanto quanto as Escrituras mostram essa salvao ser tanto instantnea, quanto gradual. Ela comea, no momento em que ns somos justificados; no santo, humilde, gentil e paciente amor de Deus e homem. Ela, gradualmente, cresce daquele momento, como "um gro de mostarda, o qual, a princpio, a menor das sementes", mas, depois, desenvolve ramos largos, e se torna uma rvore enorme; at que, em outro momento, o corao seja limpo de todo o pecado, e cheio com o puro amor de Deus e home m. Mas, mesmo aquele amor aumenta mais e mais, at que ns "fiquemos adultos em todas as coisas nele que nosso Mestre"; at que possamos alcanar "a medida da estatura da abundncia de Cristo". (2) Mas, como ns podemos operar essa salvao? O Apstolo responde: "Com temor e tremor". Existe uma outra passagem de Paulo, onde a mesma expresso ocorre, e que pode dar uma luz a isso: "Servos,vocs obedeam seus mestres de acordo com a carne", -- de acordo com o presente estado das coisas; embora ciente de que, em um curto espao de tempo, o servo ir se libertar do amo, -- "com temor

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    e tremor". Essa uma expresso proverbial, a qual no pode ser entendida literalmente. Para que o mestre poderia suportar, muito menos, requerer, seu servo temendo e estremecendo-se diante dele? E as palavras seguintes excluem, completamente, esse significado: "na simplicidade do corao", com o olhar nico para a vontade e providncia de Deus; "no apenas para mostrar ao patro, como bajuladores; mas como servos de Cristo, fazendo a vontade de Deus de todo o corao"; fazendo o que quer que eles faam, como a vontade de Deus, e, entretanto, com toda as suas foras. (Efsios 6:5) fcil ver que essas expresses fortes do Apstolo, claramente, implicam em duas coisas: Primeiro: Todas as coisas sendo feitas, com a mais extrema sinceridade do esprito, e com todo cuidado e precauo: (Talvez, mais diretamente se referindo para as palavras precedentes, "meta phobou", com temor) Segundo: Que seja feito com a mais extrema diligncia, rapidez, pontualidade, e exatido; no, improvavelmente, referindo-se palavra posterior, "meta tromou", com tremor. (3) Quo facilmente ns podemos transferir isso para as ocupaes da vida: operar nossa prpria salvao! Com o mesmo temperamento, e da mesma maneira que os servos cristos servem seus amos, que esto sobre a terra, deixe outros cristos trabalharem para servir o Mestre deles que est nos cus: ou seja, Primeiro, com a mais extrema sinceridade de esprito, com todo o cuidado e precauo possveis; e, Segundo, com a mais extrema diligncia, rapidez, pontualidade e exatido. (4) Mas quais so os passos, os quais as Escrituras nos direcionam a tomar, para operar nossa prpria salvao? O Profeta Isaas nos d uma resposta geral, tocando os primeiros passos, os quais devemos tomar: "Cessem de fazer o mal; aprendam a fazer o bem". Se, alguma vez, vocs desejaram que Deus pudesse operar, em vocs, aquela f, por meio da qual vem a salvao presente e eterna, pela graa j recebida, fujam de todo o pecado, como da face da serpente; cuidadosamente, evitando toda palavra m; sim, abstendo-se de toda a aparncia do mal. E "aprendam a fazer o bem". Sejam zelosos das boas obras, das obras de devoo, tanto quanto das obras de misericrdia, oraes familiares, e clamando a Deus, em segredo. Jejuem, em segredo, e "seu Pai, que tudo v, em segredo, ir recompens-los, abertamente". "Sigam as Escrituras". Ouam-nas, em pblico, leiam-nas, em privado, e meditem nelas. Em toda a oportunidade, sejam parceiros da Ceia do Senhor. "Faam isso, em lembrana dele": e ele ir encontrar vocs, na prpria mesa Dele. Deixem sua conversa ser com os filhos de Deus; e vejam que ela "esteja em graa, temperada com sal". Quando vocs tiverem tempo, faam o bem, a todos os homens, para as almas e corpos deles. E, nisso, "sejam vocs firmes, inabalveis, sempre abundando nas obras do Senhor". Ento, resta apenas que vocs neguem a si mesmos, e peguem a cruz de vocs diariamente. Neguem, a si mesmos, todo prazer, que no prepara vocs para terem prazer em Deus, e de boa vontade, abracem todos os meios de chegar perto de Deus, embora ela seja uma cruz, embora seja aflio para a carne e para o sangue. Assim, quando vocs tiverem redeno, no sangue de Cristo, vocs "seguiro para a perfeio", at "caminharem na luz, como ele est na luz", vocs so capazes de testificar que "ele fiel e justo", no apenas para "perdoar" seus "pecados", mas para "limp-los" de toda iniqidade. (I Joo 1:9) "Aquele que diz que est na luz e aborrece a seu irmo, at agora est em trevas". III. (1) "Mas", dizem alguns, "que ligao h, entre clusula precedente e a posterior da sentena? No existe propriamente uma clara oposio entre uma e outra? Se, Deus quem opera em ns o querer e o fazer, que necessidade existe da nossa

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    operao? O trabalho Dele, dessa forma, no suplanta a necessidade de nossa operao, afinal? Alm do que, isso no torna nossa operao impraticvel, assim como, desnecessria? Porque, se ns permitirmos que Deus faz tudo, o que deixado para ns fazermos?". (2) Tal o raciocnio da carne e sangue. E, ao primeiro ouvido, ele excessivamente plausvel. Mas no slido; como ir, evidentemente, aparecer, se ns considerarmos a matria, mais profundamente. Ns devemos, ento, ver que no existe oposio entre elas, "Deus opera; entretanto, ns operamos", mas, ao contrrio, a mais ntima ligao; e esta, em dois aspectos: Porque, Primeiro: Deus opera; embora voc possa operar. Segundo: Deus opera, entretanto, voc deve operar. (3) Primeiro: Deus opera em voc; entretanto, voc pode operar. Caso contrrio, seria impossvel. Se ele no fizesse o trabalho, seria impossvel a voc realizar a sua prpria salvao. "Com o homem isso impossvel", diz nosso Senhor, "para o homem brilhante entrar no reino dos cus". Sim, impossvel para qualquer homem; para qualquer que tenha nascido de uma mulher, a menos, que Deus opere nele. Vendo que todos os homens so por natureza, no apenas doentes, mas "implacveis em transgredir e pecar", no possvel para eles fazer alguma coisa boa, at que Deus os levante de entre os mortos. Foi impossvel para Lzaro continuar em frente, at que o Senhor tivesse dado a ele vida. E igualmente impossvel para ns vir para fora de nossos pecados; sim, ou fazer o menor movimento, em direo a eles, at que Ele que tem todo o poder nos cus e terra, chame nossas almas mortas para a vida. (4) Ainda assim, isso no desculpa para aqueles que continuam no pecado, e colocam a culpa em seu Mestre, dizendo, " Deus apenas que deve estimular-nos; j que no podemos estimular nossas prprias almas". Porque, concebendo que as almas dos homens estejam, por natureza, mortas no pecado, isso no desculpa nada; vendo que no existe homem algum, que esteja num estado meramente natural; no h homem algum, a menos, que ele tenha extinguido o Esprito, que seja, completamente, isento da graa de Deus. Nenhum homem vivente est inteiramente destitudo do que vulgarmente chamado de conscincia natural. Mas isso no natural. mais corretamente designada de graa preventiva. Todos os homens tm uma medida, maior ou menor, disso, que no espera pelo chamado do homem.Cada um tem, cedo ou tarde, desejos bons; embora a generalidade dos homens a reprimam, antes que ela possa golpear a raiz profunda, ou produzir algum fruto considervel. Todos tm alguma medida daquela luz, alguns raios brilhando fracamente, e que, cedo ou tarde, mais ou menos, ilumina todos os homens que vm para o mundo. E cada um, a menos que ele seja de um nmero menor, cuja conscincia seja marcada como que com ferro quente, sente-se, mais ou menos, desconfortvel, quando ele age contrrio luz de sua prpria conscincia. De modo que nenhum homem peca, porque ele no tem a graa, mas porque ele no faz uso da graa que tem! (5) Entretanto, visto que, como Deus opera em voc, voc est agora capacitado para operar a sua prpria salvao. J que ele opera em voc, da prpria boa vontade dele, sem qualquer mrito seu, o querer e o saber; possvel a voc estar cheio