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Projecto FEUP PRODUÇÃO DE IOGURTE Equipa QUI608: Ana Inês Dias da Silva Flávio José da Costa Pereira Marcelo Cardoso da Rocha Vilhena Beirão Mariana Rodrigues Ferreira de Sousa Gomes Patrícia da Costa Moura Patrícia de Almeida Porfírio Outubro de 2010 Pedro Davide Leite Fernandes

PRODUÇÃO DE IOGURTE - web.fe.up.ptprojfeup/cd_2010_11/files/QUI608_relatorio.pdf · Produção de iogurte - Projecto FEUP Página 9 1.Introdução O iogurte é produzido através

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    PRODUO DE IOGURTE

    Equipa QUI608:

    Ana Ins Dias da Silva Flvio Jos da Costa Pereira

    Marcelo Cardoso da Rocha Vilhena Beiro Mariana Rodrigues Ferreira de Sousa Gomes

    Patrcia da Costa Moura Patrcia de Almeida Porfrio

    Outubro de 2010 Pedro Davide Leite Fernandes

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    Projecto FEUP

    PRODUO DE IOGURTE

    Supervisora: Joana Peres

    Monitora: Snia Pinto

    Equipa QUI608:

    Ana Ins Dias da Silva Flvio Jos da Costa Pereira

    Marcelo Cardoso da Rocha Vilhena Beiro Mariana Rodrigues Ferreira de Sousa Gomes

    Patrcia da Costa Moura Patrcia de Almeida Porfrio

    Outubro de 2010 Pedro Davide Leite Fernandes

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    Sumrio

    No mbito da unidade curricular Projecto FEUP temos como objectivo

    explorar o tema Produo de Iogurtes, em que os principais objectivos so:

    Contextualizar o problema;

    Analisar a importncia econmica e social;

    Referir todos os processos de produo;

    Descrever detalhadamente um processo;

    Apresentar uma contextualizao geral, quer a nveis de produo nacional e

    mundial, como de empresas nacionais e as tendncias actuais.

    No final deste trabalho podemos concluir que:

    O iogurte um produto simples e de fcil consumo;

    Deve ser mantido a uma temperatura fria para no alterar as suas

    caractersticas;

    O iogurte tem um perodo de validade de aproximadamente 35 dias [15].

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    Agradecimentos

    A unidade curricular Projecto FEUP exige muito de ns, quer a nvel individual

    e em grupo, quer no que toca a conhecimentos sobre os temas e estruturao de

    trabalhos. Como tal, foi necessrio recebermos alguma ajuda do pessoal docente da

    faculdade, a quem devemos um agradecimento. Assim, queremos agradecer

    monitora, Snia Pinto, por ter disponibilizado o seu tempo para as nossas reunies

    semanais e para qualquer duvida que nos surgiu, estando sempre contactvel por

    correio electrnico ou no seu gabinete. Agradecemos tambm supervisora, Joana

    Peres, pela idealizao dos temas em causa e pelo interesse no decorrer dos trabalhos.

    Falta ainda agradecer coordenadora do Projecto FEUP do curso de MIEQ, Lcia

    Santos pelo tempo que dedicou coordenao de todos as equipas e respectivos

    projectos.

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    Lista de tabelas

    Tabela 1 Informao nutricional do iogurte..pg.14

    Tabela 2 Influencia da homogeneizao e da temperatura na viscosidade.....pg.29

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    Lista de figuras

    Figura 1 Lactobacillus bulgaricus........pg.10

    Figura 2 - Streptococcus thermophilus........pg.10

    Figura 3 Representao econmica (euros) ..pg.12

    Figura 4 Iogurtes Activia..........pg.12

    Figura 5 - Processo de preparao do leite para produo de iogurte...............pg.13

    Figura 6 Processo de produo do iogurte.....................................................pg13

    Figura 7 - Efeito da homogeneizao na gordura do leite..................................pg.15

    Figura 8 - Misturador de fruta num tubo........................................................ pg.16

    Figura 9 Evoluo da viscosidade durante o processo....................................pg.16

    Figura 10 Fases de produo do iogurte........................................................pg.17

    Figura 11 - Percentagem de a. lctico em funo do tempo na fermentao......pg.18

    Figura 12 - Curva de desenvolvimento simbitico da cultura lctica durante a

    fermentao do iogurte....................................................................................pg.19

    Figura 13 Gros de Kefir................................................................................pg.20

    Figura 14 Kefir de limo................................................................................pg.20

    Figura 15 Iogurte lquido Adagio.....................................................................pg.22

    Figura 16 Iogurte Mimosa..............................................................................pg.22

    Figura 17 Comparao entre sexos.................................................................pg.23

    Figura 18 Comparao entre idades................................................................pg.23

    Figura 19 Comparao entre regies..............................................................pg.23

    Figura 20 Comparao entre classes sociais....................................................pg.23

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    Figura 21 Fabricao do iogurte batido..........................................................pg.27

    Figura 22 Fabricao do iogurte natural.........................................................pg.27

    Figura 23 Outro processo de produo do iogurte..........................................pg.28

    Figura 24 Processo de produo de Iogurte lquido........................................pg.29

    Figura 25 Viscosmetro...................................................................................pg.29

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    ndice

    1.Introduo _______________________________________________________ pg.9

    2.Importncia econmica e social _____________________________________ pg.11

    3.Processo de produo do Iogurte ____________________________________ pg.13

    3.1. Produo Industrial ____________________________________________ pg.13

    3.1.1.Descrio detalhada da fermentao lctica_____________________pg.18

    3.2. Produo tradicional Kefir _______________________________________ pg.20

    4. Tendncias actuais/ Principais empresas ______________________________ pg.21

    4.1. Principais tendncias do consumo de Iogurtes Magro __________________ pg.23

    5. Concluso ______________________________________________________ pg.24

    6. Bibliografia _____________________________________________________ pg.25

    7. Anexos ________________________________________________________ pg.27

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    1.Introduo

    O iogurte produzido atravs de leite fermentado por bactrias, usualmente

    Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus thermophilus, e possui uma consistncia que o

    diferencia de outros produtos derivados de lacticnios. Contm todos os constituintes

    nutricionais do leite, com excepo da lactose, reduzida durante a fermentao,

    revelando-se vantajoso para quem no digere bem o leite [1].

    A origem do iogurte no um facto consolidado, mas existem alguns episdios

    espalhados pelo mundo que indiciam a idade deste alimento. Um destes episdios

    est relacionado com a descrio deste alimento como sendo de maior digestibilidade

    comparativamente ao leite e o seu efeito benfico e purificador no excesso de blis e

    nos problemas de estmago [2].

    Este lacticnio era considerado um medicamento, vendido apenas em

    farmcias, no entanto, o seu consumo generalizou-se na Europa, incluindo Portugal, e

    entrou nos consumos alimentares, a partir da dcada de 50. Neste momento, os

    iogurtes so consumidos como pequeno-almoo, almoo, lanche ou at mesmo jantar

    ou ceia [3].

    Em Portugal, onde rara a produo caseira de iogurte, a indstria presenteia-

    o sobretudo a crianas, adolescentes e pessoas interessadas em perder peso. Para isso,

    desenvolveu vrios tipos de texturas (por exemplo: liquido, cremoso, slido), vrios

    sabores (por exemplo: aromatizados, pedaos, cereais, etc.) e varias percentagens de

    acares (por exemplo: magro, meio-gordo, gordo) [3].

    Foi tambm atravs da indstria que, desde a dcada de 80 do sc. XX, na

    Europa, foi desenvolvido outros dois tipos de leite fermentado que no so iogurte,

    mas possuem caractersticas vantajosas. Um tipo o iogurte de bfidos. Os bfidos, um

    dos tipos de bactrias que populam no intestino de bebs alimentados ao seio, so

    excelentes protectores contra infeces intestinais. O segundo tipo de iogurte possui

    substncias com grande actividade contra germes patognicos [4].

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    No nosso Pas, o iogurte o leite fermentado mais consumido. Em outras

    regies do mundo so usados outros leites fermentados: o kefir, preparado com leite

    de vaca, cabra e outras espcies, por fermentao lctica, alcolica e carbnica; o

    komis, preparado com leite de gua, por fermentao semelhante; e o babeurre,

    obtido do leite semidesnatado por fermentao lctica e, considerado principalmente

    produto diettico para crianas [3].

    Figura 1 Lactobacillus bulgaricus

    Figura 2 - Streptococcus thermophilus

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    2.Importncia econmica e social

    Os iogurtes tm uma relevncia proeminente nos hbitos alimentares, no s

    por serem considerados um substituto do leite, por representar uma importante fonte

    de clcio, mas tambm por possuir variadas caractersticas nutritivas indispensveis

    para o bem-estar. Verifica-se ento, que se trata de um produto essencial no dia-a-dia

    de cada um. Este facto condiciona as necessidades do mercado, o que leva

    investigao/criao de novos sabores, novos frutos, entre outros, de acordo com os

    diferentes pblicos-alvo. Esta introduo de variedades a principal causa do grande

    aumento de produo de iogurte nestes ltimos anos. Deste modo, pode-se afirmar

    que esta actividade tem um impacto significativo tanto social como economicamente

    [7].

    Um dos pontos fulcrais relativamente importncia social est relacionado

    com a concepo de novos produtos que tm em conta as necessidades das pessoas.

    Por exemplo, h iogurtes magros, gordos, com pedaos, com aroma, cremosos, e

    muitos outros o possibilita uma maior diversidade de escolha. Algumas marcas de

    iogurte introduziram at produtos biolgicos que recorrem, como o nome sugere,

    agricultura biolgica, que tm em mente no s a sade do consumidor, mas tambm

    as geraes futuras pois trata-se de um mtodo de produo sustentvel que utiliza

    recursos renovveis, minimizando a poluio e consequentemente os danos

    provenientes [8].

    O processo de produo de iogurte envolve muita tecnologia, ligada no s s

    unidades processuais, como tambm biotecnologia e gentica, e ainda bioqumica

    e qumica em geral. Todas estas reas esto em constante desenvolvimento devido s

    descobertas, derivadas ou no de investigaes, pelo que se considera um marco a

    nvel econmico. Alm disso, como qualquer outro processo, sem matrias-primas no

    h produto, e sem produto no h consumo, e sem consumo no h lucro. , por isso,

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    importante manter e suportar a economia, gerando um ciclo monetrio, entre

    fornecedores, produtores e consumidores [9].

    Como exemplo de uma empresa de iogurtes de importncia econmica e social

    temos a Danone. A Danone uma empresa implementada em Portugal h 16 anos

    com sede em Castelo Branco. Com um volume de negcio de 163 milhes de euros e

    uma quota de mercado de 40,5%, a Danone um dos maiores investidores em

    publicidade televisiva em Portugal. As suas fbricas empregam cerca de 322

    colaboradores e fabricam 50 mil toneladas por ano, com cerca de 107 referncias de

    produto. Trabalha com 33 produtores de leite portugus, comprando cerca de 50

    milhes de litros por ano [9].

    Figura 3 Representao econmica (euros)

    Figura 4 Iogurtes Activia

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    3.Processos de produo do Iogurte

    3.1.Produo Industrial

    A primeira e talvez mais importante etapa da produo de um iogurte a

    seleco das matrias-primas. Os produtores devem certificar-se que estas so de alta

    qualidade e que no contm nenhum tipo de impurezas imprprias para a produo

    de iogurtes. Ou seja, as matrias-primas, nomeadamente o leite, devem ter as suas

    caractersticas controladas. O leite deve ter uma baixa contagem de bactrias, no

    deve conter enzimas e substncias que atrasem o desenvolvimento da cultura de

    iogurte (ex.: inibidores de enzimas), assim como microrganismos patognicos e

    antibiticos. Depois de garantirem que tm as matrias-primas adequadas sucede-se o

    processo propriamente dito, que est subdividido em vrias fases:

    Mistura e Homogeneizao

    Pasteurizao

    Fermentao

    Arrefecimento

    Adio de base de frutas

    Embalamento

    Conservao

    Figura 5 - Processo de preparao do leite para produo de iogurte 1- Incubadora; 2- Tanque de separao; 3- Enchimento

    Figura 6 Processo de produo de iogurte

    1- Misturadora 2- Permutador de calor (de placas) 3- Evaporador 4- Homogeneizador 5- Tubo de ligao 6- Cultura (bactrias) 7- Incubadoras 8- Refrigerador de placas 9- Tanques de repouso 10- Fruta/sabor 11- Misturador de fruta 12- Embalamento

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    Mistura e Homogeneizao

    A primeira fase deste processo consiste na adio dos ingredientes, como

    acares e leite em p, ao leite previamente analisado quanto ao pH, teor de gordura,

    etc., num tanque hermtico, isto , num tanque que no permite trocas de substncias

    ou qualquer microrganismo. A mistura nem sempre realizada com os mesmos

    ingredientes ou mesmas propores, pois varia consoante o tipo de iogurte que se

    quer obter (magro, meio-gordo, light). A composio mais habitual de um iogurte :

    Gordura 0.5 3.0 %

    Lactose 3.0 4.5 %

    MSNF* 11 13 %

    Estabilizadores 0.3 0.5 %

    Fruta 12 18 %

    (* Milk solids non fat slidos presentes no leite que no a gordura)

    nesta fase, ainda, que se acrescentam os aditivos: adoantes e estabilizadores

    (gelatina, agar-agar, ...), que pretendem aumentar o teor em acares e aumentar a

    viscosidade, respectivamente.

    Os motivos principais para que se efectue a homogeneizao so prevenir que

    se formem aglomerados slidos durante a incubao e para assegurar que a gordura

    do leite est distribuda uniformemente. A homogeneizao vai levar reduo do

    tamanho dos glbulos de gordura tornando a consistncia mais lisa.

    Para garantir que no h excesso de gua em relao aos outros componentes,

    a mistura aquecida com a finalidade de evaporar a gua e, durante o processo, o

    leite baixa a sua temperatura de 90C para 70C. Posteriormente ocorre nova

    homogeneizao a presses elevadas (200-250bar = 20-25MPa) com o mesmo

    propsito [14].

    Tabela 1 Informao nutricional do iogurte

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    Pasteurizao

    A mistura do leite aquecida no pasteurizador a temperaturas elevadas,

    perceptvel de eliminar os microrganismos patognicos e as bactrias desnecessrias

    e/ou indesejveis. O tipo de pasteurizao utilizado HTST (High Temperature and

    Short Time) que se d a uma temperatura aproximada de 90C, durante cerca de 5

    minutos. No usado o mtodo UHT (Ultra High Temperature) uma vez que no tem a

    mesma influncia na viscosidade, apesar de ser muito mais rpido. A partir do

    momento que ocorre a pasteurizao o restante processo deve ocorrer em tanques

    hermticos de forma a evitar a contaminao [13].

    Fermentao

    Nesta fase, ocorre fermentao lctica que consiste na reduo do cido

    pirvico, proveniente da gliclise, em cido lctico. Para isso, necessrio preparar

    uma cultura de bactrias prvia, capazes de converterem a lactose, presente no leite,

    nesse cido. As bactrias escolhidas para a produo de iogurtes (lactobacillus

    bulgaricus e streptococcus thermophilus) no tm necessidade de reter o cido por

    no ter qualquer utilidade, pelo que excretado para o meio, acidificando-o. A

    fermentao a fase fundamental de todo o processo pois o cido lctico produzido

    o agente de coagulao do leite. Esta etapa ocorre a uma temperatura de 42C

    durante aproximadamente 3 horas [13].

    Arrefecimento

    A temperatura de arrefecimento vai variar consoante as condies de

    fermentao. Quando a acidez desejada atingida, o iogurte arrefecido, geralmente,

    Figura 7 Efeito da homogeneizao na gordura do leite

  • Produo de iogurte - Projecto FEUP

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    a 15 22C. Estas condies de temperatura vo impedir quaisquer variaes de pH

    [13].

    Adio de base de frutas (sabores)

    O produto recebe a polpa de frutas, aromas ou frutas de acordo com as

    caractersticas pretendidas. Esta mistura feita continuamente a uma velocidade

    varivel para garantir que toda a componente de frutas mexida vigorosamente [13].

    Embalamento e Conservao

    Para embalar os iogurtes existem diversos tipos de unidades processuais. H

    que ter em ateno o tamanho, os sabores, a capacidade, entre outros de maneira

    identificar o embalamento mais correcto. Depois de embalado necessrio conservar

    a uma temperatura entre os 2C e os 10C [13].

    Ao longo de todo o processo a viscosidade um dos factores mais importantes

    a controlar. Na figura 9 podemos observar o progresso da viscosidade ao longo do

    processo.

    Figura 8 - Misturador de fruta num tubo

    Figura 9 Evoluo da viscosidade durante o processo; A processo optimizado

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    Mistura

    Fixao do teor de gosdura desejado;

    Adio de todos os ingredientes ao leite.

    Homogeneizao

    Reduzir o tamanho dos glbulos de gordura;

    Obter uma consistncia lisa e cremosa.

    Pasteurizao

    Eliminao de todas as bactrias indesejveis.

    Fermentao

    A lactose transformada em cido lctico (agente de coagulao do leite);

    So usadas duas bactrias: Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus thermophilus.

    Arrefecimento

    Quando o produto atinge a acidez necessria resfriado.

    Adio de bases de frutas

    adio de polpa ou pedaos de fruta, de acordo com o produto pretendido.

    Embalagem

    embalado em mquinas de alta tecnologia, sem nenhum contacto manual.

    Conservao

    Temperatura ideal de 1 a 10C;

    Tempo de validade de 35 dias.

    Na figura 10, encontra-se descrito todas as etapas anteriormente referidas, de

    modo sucinto.

    Figura 10 - Fases da produo do iogurte

  • Produo de iogurte - Projecto FEUP

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    3.1.1.Descrio detalhada da fermentao lctica

    A Fermentao Ltica consiste na converso anaerbica parcial de carbohidratos

    (mais especificamente a glicose), com a produo final de cido lctico, entre outras

    substncias orgnicas. um processo microbiano de grande importncia utilizado na

    produo de lacticnios, na produo de picles e chucrute, e na conservao de

    forragens. Pode ser Homolctica ou Heterolctica:

    Na Homolctica, as bactrias agem sobre a lactose, transformando-a em

    glicose e galactose. Neste tipo de fermentao a glicose reduzida a cido

    lctico, podendo ocorrer formao de etanol e CO2.

    Na Heterolctica, h formao de CO2, etanol e cido lctico nas mesmas

    propores [17].

    A reaco de fermentao lctica pode ser resumida por:

    1 Glicose 2 cido ltico

    Durante a fermentao, as bactrias do iogurte, S. termophilus e L. bulgaricus,

    crescem simbioticamente, produzindo cido lctico e compostos aromticos,

    formando um cogulo. No incio da fermentao, a acidez do leite (menor que 20 D)

    favorece o crescimento do S. termophilus, estimulado por alguns aminocidos livres

    (especialmente a valina) produzidos pelo L. bulgaricus, o que provoca um aumento de

    acidez. Nesta fase, o S. termophilus liberta cido frmico estimulante do

    desenvolvimento do L. bulgaricus [18].

    Figura 11 - Percentagem de cido lctico em funo do tempo de fermentao

  • Produo de iogurte - Projecto FEUP

    Pgina 19

    Quando se atinge aproximadamente 46 D, o meio torna-se pouco propcio ao S.

    termophilus, favorecendo, assim, um maior e mais rpido desenvolvimento do L.

    bulgaricus, com produo de acetaldedo, sendo este o principal responsvel pelo

    aroma caracterstico do iogurte. Com o aumento de acidez, o pH aproxima-se de 4,6,

    ponto isoelctrico da protena do leite, e tem-se a coagulao.

    No final da fermentao, a proporo numrica entre as duas espcies de

    microorganismos deve ser similar.

    F = Factor de multiplicao do microorganismo

    Quando a acidez se encontra entre 85D e 90D, faz-se a diversificao na

    tcnica de fabricao, dependendo do tipo de iogurte que se quer obter, natural ou

    batido [19].

    Figura 12 - Curva de desenvolvimento simbitico da cultura ltica durante a fermentao do iogurte

  • Produo de iogurte - Projecto FEUP

    Pgina 20

    3.2.Produo tradicional Kefir

    O Kefir, tambm conhecido como flor do iogurte, uma bebida que teve

    origem em tribos muulmanas das Montanhas do Cucaso Setentrional, na Rssia.

    Possui um aspecto cremoso, semelhante ao iogurte, mas de valor teraputico e

    nutricional muito maior. Trata-se de um alimento probitico complexo produzido

    atravs da fermentao do leite por leveduras e bactrias [10]. O Kefir pode ter um

    gosto refrescante. Levemente azedo, com um aroma suave de fermento fresco

    semelhante a cerveja, assim como tambm pode ter um sabor forte efervescente

    natural e picante. O sabor depende da relao entre a quantidade de leite e gros de

    Kefir e do tempo que se deixa fermentar. O Kefir tradicionalmente preparado com

    leite de ovelha, vaca ou cabra em contacto com o leite durante 24 horas. Com os gros

    de Kefir possvel produzir Kefir de sumos de uva, de tangerina, de limo e de leite de

    soja [11].

    Figura 13 Gros de Kefir

    Figura 14 Kefir de limo

  • Produo de iogurte - Projecto FEUP

    Pgina 21

    4.Tendncias actuais/ Principais empresas

    Actualmente, o iogurte um produto associado ao dia-a-dia da grande maioria

    da populao dos pases desenvolvidos. Desta forma, de esperar que haja cada vez

    mais variedade escolha, capaz de agradar a todos. Esta concorrncia faz com que as

    marcas tenham de inovar continuamente, tentando manter-se no topo das escolhas

    dos consumidores. Esta inovao passa por:

    Novos produtos: sabores, texturas;

    Estratgias de markting: embalagens originais, slogans chamativos e

    marcantes, publicidade direccionada ao pblico alvo;

    Preos apelativos.

    Actualmente dificil fazer a distino entre marcas nacionais ou mundiais, uma vez

    que estamos perante um mercado fundido pela globalizao, no qual as mesmas

    marcas deliciam pessoas das mais diversas nacionalidades.

    Em Portugal h dois grandes grupos com marcas de iogurtes: a Lactogal e a

    Danone. A primeira detem marcas como a Mimosa, Agros e Adagio; segunda

    pertencem a Actimel, Activia, Danoninho, Puro Danone, Danissimo, entre outras.

    A cada marca esto associadas caractersticas diferentes: iogurtes magros, lquidos,

    com pedaos, bem como a faixa etria a que so dirigidos (Danoninho, por exemplo),

    etc.

    A Danone nasceu em 1919 em Barcelona, fundada pelo bilogo russo Isaac

    Carasso. Apenas em 1979, 60 anos depois, foi criada a primeira fbrica da marca em

    Portugal, em Castelo Branco. Em 1994 a Danone atinge pela primeira vez a liderana

    do mercado de produtos lcteos, mantendo-a at hoje.

    A Adagio uma marca de iogurtes fundada em 1922 por uma empresa italiana, e

    apenas em 1999 passa a fazer parte do grupo Lactogal. Actualmente, todos os iogurtes

    Adagio so produzidos em Portugal. A cada minuto so produzidos 56 iogurtes Adagio

    [6].

  • Produo de iogurte - Projecto FEUP

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    Para proporcionar mais sade e sabor a toda a famlia, a Mimosa trabalha com

    rigor e dedicao: colocando anualmente, no mercado, mais de 475 milhes de

    unidades Mimosa. A cada segundo, 15 produtos Mimosa esto a ser consumidos. Em

    Portugal, 96% dos lares compram pelo menos um produto da marca Mimosa.

    A Agros coloca diariamente no mercado mais de 630 mil unidades de produtos.

    Figura 15 Iogurte lquido Adagio

    Figura 16 Iogurte Mimosa

  • Produo de iogurte - Projecto FEUP

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    4.1.Principais tendncias do consumo de Iogurtes Magro

    do entendimento comum que os portugueses esto cada vez mais preocupados

    com a sua alimentao bem como em mudar alguns dos hbitos alimentares. O facto

    de a maior parte dos portugueses activos no ter tempo para uma refeio mais

    demorada pode levar a um aumento do consumo de iogurtes.

    De acordo com esta tendncia, vrios grupos desenvolveram anlises relativas ao

    consumo de iogurtes, maioritariamente magros e dietticos.

    Em 2002, os consumidores de Iogurtes Magros foram maioritariamente do sexo

    feminino, com idades compreendidas entre os 35 e os 44 anos, sendo este facto

    superior nesta faiza etria media do comportamento geral [12].

    Figura 17 Comparao entre sexos

    Estudos concluram que o consumo destes iogurtes pelas classes Alta e Mdia

    Alta foi superior mdia. Relativamente rea geogrfica, o consumo de Iogurtes

    Magros na da Grande Lisboa teve um desvio anlogo (Grupo Marktest, 2003) [12].

    Figura 18 Comparao entre idades

    Figura 19 Comparao entre regies Figura 20 comparao entre classes sociais

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    5.Concluso

    No final deste trabalho podemos concluir vrios aspectos sobre o iogurte e a

    sua produo, tanto a nvel econmico e social, como informaes necessrias ao dia-

    a-dia, tais como a validade e valores nutritivos:

    O iogurte um produto simples de fabricar e um alimento de fcil consumo.

    Aps fabricado deve ser mantido a uma temperatura fria (abaixo dos 6oC) para

    no alterar as suas caractersticas. um iogurte fresco, ou seja, tem um baixo

    perodo de validade, aproximadamente 35 dias [15].

    O iogurte submetido a vrios processos: mistura e homogeneizao,

    pasteurizao, fermentao, arrefecimento, adio de base de frutas,

    embalamento e conservao.

    O iogurte um alimento que faz parte do consumo dirio de todas as pessoas,

    levando a uma grande procura do mesmo. Esta procura elevada incentiva os

    produtores a produzir, cada vez mais, diferentes marcas e sabores. Isto leva a

    que as empresas empreguem mais funcionrios e aumentem os seus

    movimentos monetrios, ajudando, por isso, a melhorar a economia do pas [7].

    Assim conclumos que um simples iogurte muito importante na sociedade actual.

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    6.Bibliografia

    [1] Produo de iogurte http://www.nysaes.cornell.edu/necfe/pubs/pdf/Fact

    Steets/FS_YogurtProduction.pdf (accessed in October 2, 2010).

    [2] Danone em Portugal - http://www.danone.pt/somos/historia.aspx (accessed

    October in 3, 2010).

    [3] Produo de iogurtes - http://www.milk.co.uk/page.aspx?intPageID=81 (accessed

    in October 2, 2010).

    [4] Enciclopdia Verbo. 2591 ed. 29 vols. Lisboa/So Paulo: Editorial Verbo, 2000.

    [5] Lactogal - http://www.lactogal.pt/presentationlayer/marcas_06.aspx?

    marcaid=43&detalhe=5 (accessed in October 6, 2010).

    [6] Lactogal - http://www.lactogal.pt/presentationlayer/marcas_00.aspx (accessed in

    October 4, 2010).

    [7] Importncia social e econmica do iogurte - http://www.bcsdportugal.

    org/files/834.pdf (accessed in October 1,2010).

    [8] Importncia econmica do iogurte - http://vivercidadeguarda.blogspot.com

    /2010/10/iogurtes-do-frio-pt-ilt-39-cr.html (accessed in October 1,2010).

    [9] Importncia social do iogurte - http://www.bcsdportugal.org/files/834.pdf

    (accessed in October 1,2010).

    [10] Gros de Kefir - http://semglutensemlactosemascomsabor.blogspot.com

    /2010/01/kefir-graos-que-esbanjam-saude.html (accessed in October 1,2010).

    [11] Kefir - http://chanasaude.no.sapo.pt/kefir.htm (accessed in October 1,2010).

    [12] Iogurtes magros - http://www.marktest.com/wap/a/n/id~3b1.aspx (accessed

    October 13, 2010).

    [13] Fermentao - http://www.dbio.uevora.pt/jaraujo/biocel/glicolise.htm (accessed

    October 16, 2010).

    [14] Dairy Processing Handbook of Lactogal.

    [15] Fermentao - http://www.esac.pt/noronha/pga/0708/trabalhos/PGA_ 07_08_

    iogurte_gordo_solido.pdf.

    http://www.nysaes.cornell.edu/necfe/pubs/pdf/Fact%20Steets/FS_YogurtProduction.pdfhttp://www.nysaes.cornell.edu/necfe/pubs/pdf/Fact%20Steets/FS_YogurtProduction.pdfhttp://www.lactogal.pt/presentationlayer/marcas_06.aspxhttp://www.bcsdportugal.org/files/834.pdfhttp://chanasaude.no.sapo.pt/kefir.htmhttp://www.dbio.uevora.pt/jaraujo/biocel/glicolise.htmhttp://www.esac.pt/noronha/pga/0708/trabalhos/PGA_

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    [16] AQUARONE, Eugnio; LIMA, U. de Almeida; BORZANI, Walter. BIOTECNOLOGIA:

    Alimentos e bebidas produzidas por fermentao. Volume 5. So Paulo: Edgard

    Blcher Ltda., 1983. 243 p.

    [17] FERREIRA, C. L. de Luces Fortes. Produtos Lcteos e Fermentados (aspectos

    bioqumicos e tecnolgicos). Viosa: UFV, 2001. 112 p.

    [18] Iogurtes -http://www.iogurte.com/index.php?action=tipos_iogurte& subaction=1

    (accessed October 16, 2010).

    [19] Acidez do leite - http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/experimentos/ leite.html

    (accessed October 16, 2010).

    http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/experimentos/%20leite.html

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    7.Anexos

    Padronizao

    e

    Homogeneizao

    Tratamento Trmico

    90 a 95 C - 30 min.

    Preparao da Cultura

    Laboratrio

    Adio da Cultura

    Resfriamento

    ao leite industrial

    3 a 5%

    Incubao

    4/5 horas 45C

    2 a 4 C

    Esquema de Fabricao do

    Iogurte Batido

    4 a 6C

    Embalagem

    equip. especiais

    Estocagem a Frio

    Agitao Lenta

    Adio de Frutas

    facultativo: 10/15%

    Padronizao

    e

    Homogeneizao

    Tratamento Trmico

    Embalagem

    equip. especiais

    90 a 95 C - 30 min.

    Preparao da Cultura

    Laboratrio

    Adio da Cultura

    4 a 6 C

    Esquema de Fabricao do

    Iogurte Natural

    Adio Aroma ou Compostas

    Facultativo

    Incubao na Estufa

    4/5 horas 45 C

    Estocagem a Frio

    ao leite industrial

    3 a 5%

    Figura 21 Fabricao do iogurte batido

    Figura 22 Fabricao do iogurte natural

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    Figura 23 Outro processo de produo do iogurte

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    Tabela 2 Influencia da homogeneizao e da temperatura na viscosidade

    Figura 25 Viscosmetro

    Figura 24 Processo de produo de Iogurte de beber (iogurte lquido)