of 12/12
Perscrutando o texto – Alto Amazônia pg. 02 Dificuldades da língua – Fonética e Fonologia pg. 03 Acentuação gráfica pg. 04 Literatura – Período Colonial pg. 07 Redação pg. 10 Festival Folclórico de Parintins: arte, tradição e cultura no coração da floresta Primeiros registros literários dão ênfase aos fatos histórico

Apostila Aprovar Ano04 Fascículo01 Português

  • View
    644

  • Download
    11

Embed Size (px)

Text of Apostila Aprovar Ano04 Fascículo01 Português

Perscrutando o texto Alto Amaznia Dificuldades da lngua Fontica e Fonologia Acentuao grfica Literatura Perodo Colonial Redao

pg. 02 pg. 03 pg. 04 pg. 07

Festival Folclrico de Parintin s: tradio e cultura no corao da arte, floresta

pg. 10

errios ros lit trico t his s regis rimeiro e aos fatos P fas do n

Palavra do ReitorCaro estudante, Iniciamos, com esta apostila que chega s suas mos, mais uma etapa do Aprovar, o pr-vestibular gratuito desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas. Sero mais oito meses de curso, com um total de 180 aulas; semanalmente, sero 110 mil apostilas distribudas nas escolas de Ensino Mdio da Rede Pblica em todo o Amazonas. Nosso desafio oferecer a voc mais que a oportunidade de concorrer em igualdade de condies a uma vaga para o curso superior e mais de 1,2 mil alunos j conseguiram isso, depois de estudar pelo Aprovar, prova incontestvel da qualidade do curso, que conta com uma equipe com larga experincia em preparatrios para o vestibular. Nosso desafio ajud-lo a abrir as portas de um novo mundo: o mundo do conhecimento, capaz de mudar o curso de sua vida. Planejamento mais perseverana igual a sucesso. Por isso, faa uma readequao de seus horrios de lazer e de estudos. Seja persistente e no desista diante das dificuldades ou de um exerccio mais complexo. Pesquise, procure seu professor ou uma pessoa mais experiente, mas no desista. Tudo isso faz parte do aprendizado. Alm de seguir o material didtico, acompanhe as aulas pelo rdio e pela televiso. Se voc estudante da rede pblica, as apostilas estaro disponveis na sua escola. Se voc j terminou o Ensino Mdio ou resolveu retomar os estudos, as apostilas que compem todo o projeto ao todo, sero 36 estaro encartadas, todos os domingos, nos principais jornais de Manaus. E ainda pela Internet, no linque do Aprovar, no site da UEA (www.uea.edu.br). Nesse endereo eletrnico, voc pode imprimir nmeros anteriores e ter acesso a todas as informaes sobre o Aprovar. Fique de olho nas datas dos simulados, que sero divulgadas por meio da imprensa e tambm nas apostilas. Sero dois ao longo do curso. A entrada gratuita. Voc faz a prova bem pertinho de casa, testa seus conhecimentos e treina para o vestibular. Lembre-se: planejamento mais perseverana igual a sucesso. Boa Sorte!

PortugusProfessor Joo BATISTA Gomes

Assinale a alternativa em que se reescreve o segundo verso com erro de pontuao.a) b) c) d) e) No meio da selva, vai surgir a paixo. A paixo, vai surgir no meio da selva. A paixo, no meio da selva, vai surgir. Vai surgir, no meio da selva, a paixo. Vai, no meio da selva, surgir a paixo.

Texto 1Alto AmazniaTadeu Garcia e David Assayag Vai surgir na Amaznia a emoo No meio da selva, a paixo Atraindo o mundo a iluso Ao brincar de boi, uma nao So os povos da floresta, vo fazer a grande festa O eterno ritual , , Retiram da mente a riqueza Se adornam de brilho e beleza pro esplendor do festival Acendem em chama a fogueira A tocha do fogo clareira, reluzindo o visual , , Na fora do povo encarnado, ressurge O touro amado Palpitando o corao da raa nos traz a pureza Garantido a expresso da certeza, ser feliz a razo Boi! Boi! Boi!

04. Observe os versos seguintes:Vai surgir na Amaznia a emoo No meio da selva, a paixo Atraindo o mundo a iluso Ao brincar de boi, uma nao

O substantivo selva provm do latim silva. Assinale a alternativa em que a palavra que se relaciona com selva est com a grafia errada.a) b) c) d) e) selvcola selvagem silvicultura selvageria selvagneo

05. Observe os versos seguintes:Vai surgir na Amaznia a emoo No meio da selva, a paixo Atraindo o mundo a iluso Ao brincar de boi, uma nao

Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada NO exera a mesma funo sinttica que a do substantivo iluso no trecho acima.a) b) c) d) e) Vai surgir, na selva, a paixo. No meio da selva, entrev-se a emoo. Vai passar na avenida a iluso. Na selva, ouviu-se a cano. A festa na selva atrai a iluso.

Perscrutando o texto01. No primeiro verso, se o substantivo emoo for para o plural:a) O verbo ir permanecer no singular: Vai surgir na floresta as emoes. b) Apenas o verbo ir ir para o plural: Vo surgir na floresta as emoes. c) Os dois verbos (ir e surgir) iro para o plural: Vo surgirem na floresta as emoes. d) A expresso na floresta ter de ser alterada. e) Apenas o verbo surgir ir para o plural.

06. Observe os versos seguintes:So os povos da floresta, vo fazer a grande festa O eterno ritual , ,

A exemplo de povos, assinale o grupo de palavras que tem plural metafnico (plural com o timbre da vogal tnico aberto).a) b) c) d) e) botos, destroos arroto, fogos socorros, fornos almoos, bolsos rebojos, porcos

02. Observe os versos seguintes:Vai surgir na Amaznia a emoo No meio da selva, a paixo Atraindo o mundo a iluso Ao brincar de boi, uma nao

07. Observe os versos seguintes:So os povos da floresta, vo fazer a grande festa O eterno ritual , ,

Sobre a expresso na Amaznia, assinale a afirmativa incorreta.a) Pode ficar entre vrgulas, sem prejuzo gramatical. b) Expressa circunstncia de lugar. c) Complementa o sentido da locuo verbal vai surgir. d) Pode ser usada aps emoo, sem prejuzo semntico. e) Pode ser usada antes da locuo vai surgir, sem prejuzo semntico.

Trocando-se a locuo verbal vo fazer por uma nica forma verbal equivalente e substituindo-se o complemento a grande festa por um pronome tono adequado, teremos:a) b) c) d) e) faz-la-o faro-na f-la-o faro ela far-lhe-o

08. Observe os versos seguintes:Retiram da mente a riqueza Se adornam de brilho e beleza pro esplendor do festival

03. Observe os versos seguintes:Vai surgir na Amaznia a emoo No meio da selva, a paixo Atraindo o mundo a iluso Ao brincar de boi, uma nao

Veja que riqueza (provm de rico) e beleza (provm de belo) so grafadas

2

com a letra z. Essa lgica ortogrfica s NO est presente em:a) b) c) d) e) destreza pobreza estranheza surdez indez

Dificuldades da lnguaFONTICA E FONOLOGIA 1. Fonologia a parte da Gramtica que estuda o comportamento dos fonemas de uma lngua, tomando-os como unidades sonoras capazes de criar diferena de significados. Outros nomes: fonmica, fonemtica.

09. Observe os versos seguintes:Retiram da mente a riqueza Se adornam de brilho e beleza pro esplendor do festival

Desafio Gramat ical01. Dada a estrofe seguinte, opte pela afirmativa incorreta.S a leve esperana, em toda a vida, Disfara a pena de viver, mais nada; Nem mais a existncia, resumida, Que uma grande esperana malograda.Velho Tema, Vicente de Carvalho

Sobre eles, assinale a afirmativa incorreta.a) A colocao pronominal segue a tradio da oralidade. b) O verbo retirar tem dois complementos. c) Pode-se trocar a preposio de pela preposio com, sem prejuzo gramatical. d) O uso da contrao pro acentua o carter popular do texto. e) Em esplendor h dois encontros consonantais.

2. Fontica a parte da Gramtica que estuda as particularidades dos fonemas, ou seja, as variaes que podem ocorrer na realizao dos fonemas.

3. Fonema e letraFonema a menor unidade sonora e distintiva de uma lngua. Os fonemas dividem-se em vogais, semivogais e consoantes. Convm reforar que o fonema uma realidade acstica. Letra o sinal grfico que, na escrita, representa o fonema. A letra uma realidade grfico-visual do fonema. OBSERVAES IMPORTANTES: a) Uma mesma letra pode representar fonemas diferentes. o que ocorre com a letra x em palavras como sexo (x = ks), feixe (x = ch), exato (x = z) e prximo (x = ss). b) Um mesmo fonema pode ser representado por letras diferentes. o que ocorre em flecha (ch = x) e lixo (x = ch). c) Uma nica letra pode representar dois fonemas. A esse fenmeno, chama-se dfono. Exemplo: txi (l-se tksi x = ks). d) Duas letras podem representar um nico fonema. A esse fenmeno, chama-se dgrafo. Exemplo: chave (l-se xvi ch = x).

10. Observe os versos seguintes:Acendem em chama a fogueira A tocha do fogo clareira, reluzindo o visual

A construo Acendem a fogueira, corresponde, gramaticalmente, a Acendem-na. Assinale a alternativa em que a troca do complemento verbal pelo pronome tono fere a norma culta da lngua.a) b) c) d) e) Acendestes a fogueira = Acendeste-la. Acendi a fogueira = Acendi-a. Acendemos a fogueira = Acendemo-la. Acenderam a fogueira = Acenderam-na. Acendamos a fogueira = Acendamo-na.

a) Em esperana, h encontro consonantal e dgrafo. b) Em dizendo, h dgrafo. c) Em existncia, h encontro consonantal, dgrafo e ditongo crescente oral. d) Em que, o nmero de letras coin-cide com o nmero de fonemas. e) Em grande, h mais letras que fonemas.

02. (FGV) Assinale a alternativa em que tenha ocorrido erro de grafia em pelo menos uma palavra:a) b) c) d) e) exceo, disenteria, avaro bvaro, qinqunio, conscincia argem, distinguir, obsesso nterim, itens, obcecado pichar, hfens, crnio

11. Os verbos acender e ascender tm pronncia idntica, mas diferem na grafia e no significado. Palavras assim so conhecidas como:a) b) c) d) e) homgrafas; parnimas; homfonas; sinnimas; formas variantes.

03. (FGV) Leia a estrofe seguinte:Nada do que posso me alucina Tanto quanto o que no fiz Nada do que eu quero me suprime De que por no saber inda no quisJura Secreta, Sueli Costa Abel Silva

Caiu no vestibular01. (FGV) Assinale a alternativa em que a grafia das palavras est correta.a) Beneficiente, asterstico, Ciclano, sombrancelha, excesso. b) Estorno, beneficente, pretenso, Sicrano, assessor. c) Auto-falante, eletrecista, asterstico, exceo, losngulo. d) Estorno, previlgio, prazeiroso, sombrancelha, preteno. e) Estorno, privilgio, beneficiente, acessor, celebral.

No verso 4, ocorre a supresso do a inicial de ainda. Esse processo conhecido como:a) b) c) d) e) afrese; apcope; sncope; direse; sinrese.

12. Assinale a alternativa em que a grafia da palavra destacada NO condiz com o sentido da frase.a) O balo, tremeluzindo, ascendeu at sumir no espao. b) Em um nico mandato, J. K. construiu Braslia. c) O ltimo censo demogrfico mostrou que a Amaznia pouco povoada. d) No agentando o prprio corpo, arriou-se na poltrona. e) legtimo o uso de apstrofe na expresso copo dgua.

04. (FGV) Os dois hiatos das formas verbais devem ser acentuados apenas na alternativa:a) b) c) d) e) Refluir, intuindo. Construindo, destruido. Caida, saiste. Instruido, intuir. Refluira, destruindo.

02. (FGV) Assinale a alternativa em que as formas mal ou mau esto utilizadas de acordo com a norma culta.a) Mau-agradecidas, as juzas se postaram diante do procurador, a exigir recompensas. b) Seu mal humor ultrapassava os limites do suportvel. c) Mal chegou a dizer isso, e tomou um sopapo que o lanou longe. d) As respostas estavam mau dispostas sobre a mesa, de forma que ningum sabia a seqncia correta. e) Ento, mau ajeitada, desceu triste para o salo, sem perceber que algum a observava.

13. Observe os versos seguintes:Na fora do povo encarnado, ressurge O touro amado Palpitando o corao da raa nos traz a pureza

05. (FGV) Das alternativas abaixo, assinale aquela em que ao menos um plural NO est correto:a) b) c) d) e) Mo, mos; demo, demos. Capito, capites; ladro, ladres. Pisto, pistes; encontro, encontres. Porto, portes; cidado, cidades. Capelo, capeles; escrivo, escrives.

O adjetivo amado:a) b) c) d) e) predicativo do sujeito; predicativo do objeto; adjunto adverbial de modo; adjunto adnominal; complemento nominal.

3

Momento FonticoALFABETO01. A palavra alfabeto formada pela fuso de alfa + beta (primeiras letras do alfabeto grego). 02. Em portugus, a palavra correspondente abecedrio. 03. O alfabeto portugus contm 23 letras: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x e z. 04. Alm dessas letras, existem trs que se podem usar em casos especiais: k, w, y. So empregadas em abreviaturas, smbolos, palavras estrangeiras, nomes prprios estrangeiros. K K k kg km kW W W W W Y yd A: B: C: D: E: F: G: H: I: J: K: L: M: N: O: P: Q: R: S: T: U: V: X: Z: W: Y: a: e: i: o: u: = = = = = = = = = = = = letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra letra potssio Kelvin quilate quilograma quilmetro quilowatt tungstnio watt trabalho Oeste trio jarda . b. c. d. . efe. [fi]. g. ag. i. jota [jta]. c. ele [le]. eme [mi]. ene [ni]. . p. qu. erre [rri]. esse [ssi]. t. u. v. xis. z. dblio. psilon.

3. ACENTUAO DAS OXTONAS

Acentuao Grfica1. Para que serveA lngua escrita necessita, na prtica, de certos sinais auxiliares para indicar a exata pronncia das palavras. Esses sinais acessrios da escrita chamam-se notaes lxicas ou sinais diacrticos. Para o caso particular de acentuao grfica, vamos dar valor especial ao acento (agudo e circunflexo).

OXTONA (definio) Palavra cuja slaba tnica a ltima. Quanto acentuao grfica, vejam-se os verbetes seguintes. OXTONAS ACENTUADAS Levam acento grfico todos os vocbulos oxtonos terminados em: a) a, as: Sof, sofs; caj, cajs; anans. Am-la, cortej-la, beij-la, apresent-la. Am-la-s, cortej-la-ei, beij-la-s. b) e, es: Voc, vocs; caf, cafs; alos. Socorr-la, prend-lo, entend-la. Socorr-la-s, prend-lo-, entend-la-. c) o, os: Av, avs; cip, cips; mocot, mocots. Rep-lo, transp-lo, prop-la. Rep-la-s, transp-lo-emos, prop-lo-ei. d) em, ens: Armazm, armazns; tambm, amm. Detm, contm, retm, intervm. Detm-no, detm-lo, retm-no, retm-lo. OXTONAS SEM ACENTO a) Oxtonas terminadas em u quase mania nacional acentuar oxtonas terminadas em u. Nos vocbulos seguintes, o acento grfico proibido. angu anu babau belzebu baiacu bambu beiju buu calundu candiru canguu caracu Caramuru chuchu cru cupu cupuau cururu exu hindu iglu Iguau aracu Itaipu Itu jaburu jacu jambu jururu jus Manacapuru mandacaru menu meru nu Pacaembu pacu pacuguau pacuu Paraguau peru pirarucu rebu surucucu sururu tatu tutu umbu uru Uruau urubu urucu uruu uirapuru vodu vuvu xampu xuru zebu zulu

2. Sinais diacrticosa) b) c) d) e) f) g) h) Acento agudo (sado). Acento circunflexo (lvedo). Acento grave (quele). Til (ma). Trema (tranqilo). Apstrofo (Vozes dfrica). cedilha (exceo). hfen (sub-reitor).

2. Tipos de acentoA nossa lngua dispe de apenas trs acentos grficos: a) Acento agudo () Indica que a vogal tnica possui timbre aberto: rel harm beij-la am-la-s sap alos dvena beij-la-s refm am-la gape lcali

b) Acento circunflexo (^) Indica que a vogal tnica possui timbre fechado: mago txtil bomia pliade azmola anmona Tmisa brmane znite xodo xul trnsfuga

05. Nomes das letras:

c) Acento grave (`) Usado, hoje, apenas para indicar o fenmeno da crase, cujas ocorrncias mais comuns so: 1. Fuso de a (preposio) + a(s) (artigo): Fui festa. Chegamos noite. Fizemos referncia s obras romnticas. 2. Fuso do a (preposio) + o primeiro a dos demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo, aqueloutro: Refiro-me quele rapaz. Endereamos a carta quela moa. Prefiro isto quilo. 3. Fuso de a (preposio) + a (pronome demonstrativo). No me refiro a voc e sim que estava doente. Esta camisa semelhante que ganhei no aniversrio passado. d) Aspecto prtico Na prtica, existem apenas dois acentos grficos: o agudo e o circunflexo. Outro detalhe: s existe acento grfico em slaba tnica (sobre a vogal), mas nem toda slaba tnica merece acento grfico.

b) Oxtonas terminadas em i Veja a relao de palavras em que o acento grfico proibido. haiti halali haraquiri igaci jaraqui javali Jeni juriti jurupari Kali macis macuxi mandi mapinguari maqui mari Marli nasci pequi quati rali rami rani rubi Saci sagi sapoti somali tambaqui tapiri xixi xiri agredi-la ali aqui bagdali bem-te-vi caqui Darci Derci esqui feri-la frenesi gari gris guri Gurupi zumbi

06. Som das vogais: em p = []; em irm = []. em p = []; em ip = []; em lembro = [em]; em rseo = [i]. em pipa = []; em limpo = [im]. em p = []; em p-lo = []; em ndoa = [u]; em sombra = []. em cupu = []; em cumpro = [im]

4

OXTONAS COM ACENTO GRFICO a) Terminadas em u com hiato Se houver hiato, o acento acontece nas oxtonas terminadas em u. Anhangaba (SP) Aria (AM) Camburi (SC) cui-cui piti Tapui (CE) Coca (PE) ba ja Graja (MA) Tamba (PB) tei

Hostil

Agressivo; contrrio, adverso, inimigo. Plural: hostis. Fontica: s-t = encontro consonantal; seis letras e cinco fonemas.

Masseter Msculo inferior do queixo. Plural: masseteres. Fontica: ss = dgrafo; oito letras e sete fonemas. Mister Cargo, profisso, ocupao; aquilo que necessrio ou foroso. Plural: misteres. Fontica: s-t = encontro consonantal. Novo; principiante, novato. Plural: novis. Do Prmio Nobel (relativo a Alfredo Nobel, sueco, inventor da dinamite). Plural: nobis. Floresta densa. Plural: obs. Instrumento musical de sopro, feito de madeira, com palheta dupla, de timbre semelhante ao do clarinete, mas levemente nasal. Plural: obos. Fontica: o-e = hiato. Arma antiga semelhante a um morteiro; bomba ou granada lanada pelo obus. Plural: obuses. Pntano: regio inundada por guas estagnadas. Plural: pauis. Fontica: a-u = hiato. Pessoa inocente que retida como garantia. Plural: refns. Fontica: em = ditongo decrescente nasal. Que no tem prstimo; intil. Plural: ruins. Fontica: u-i = hiato; im = dgrafo; quatro letras e trs fonemas. O natural ou habitante da Somlia; relativo Somlia. Plural: somalis. Tnue, fino, delgado, grcil; perspicaz, hbil, engenhoso, talentoso. Plural: sutis. Cf. stil. Peneira de seda usada em farmcia ou laboratrio; peneira, filtro, crivo. Plural: tamises. Natural ou habitante de Timor (Ocenia); timorense.

b) Terminadas em i, com hiato Se houver hiato, o acento acontece nas oxtonas terminadas em i. a sa atra-la retra-lo-ei Chu (RS) Guara (GO) inclu-la Itaja (GO) da aa contra-lo caju Cucu (AM) Icara (CE) inclu-la-ei Jata (GO) ca instru-lo distra-la extra-lo exclu-lo influ-la Itagua (RJ) Juta (AM) Novel Nobel

Desafio Gramat ical01. Eleja a alternativa em que todas as palavras sejam oxtonas:a) b) c) d) e) mister, masseter, interim Nobel, ureter, sutil refem, obus, duplex habitat, alibi, frenesi transistor, harem, ambar

Ob Obo

OXTONAS (prosdia e sinonmia) Prosdia o estudo da pronncia correta dos vocbulos. As palavras seguintes so todas oxtonas. Alos Bagdali Espcie de planta (babosa). Fontica: o-e = hiato. Natural ou habitante de Bagd, capital do Iraque. Plural: bagdalis. Fontica: g-d = encontro consonantal. Pennsula europia. Admite a pronncia paroxtona: Blcs. Fontica: l-c = encontro consonantal. Pertencente ao Estado de Bengala (ndia, parte oeste da regio de Bengala). Plural: bengalis. Fontica: en = dgrafo; sete letras e seis fonemas. Sonda cirrgica. Plural: cateteres. Regio da Frana onde existe o mosteiro de Cister, fundado por Santo Alberico. Fontica: s-t = encontro consonantal. Relativo s relaes dos cidados entre si, reguladas por normas do Direito Civil. Plural: civis. Ave de rapina de porte avantajado que vive nos Andes. Plural: condores. Fontica: on = dgrafo; seis letras e cinco fonemas. Torre em Paris. Fontica: ei = ditongo decrescente oral. Excitao, delrio. Plural: frenesis. Fontica: fr = encontro consonantal. Abrigo fechado, ou galpo, para bales, dirigveis, avies, barcos, etc. Plural: hangares. Fontica: an = dgrafo. Parte da casa muulmana destinada habitao das mulheres. Plural: harns. Fontica: em = ditongo decrescente nasal; cinco letras e quatro fonemas. Obus

02. (FGV) (Desafio TV) Assinale a alternativa que NO siga o mesmo caso de acentuao que as demais.a) b) c) d) e) controvrsia plausveis insacivel construdos eltron

Paul

03. Sobre a estrofe seguinte, do poema Antfona, de Cruz e Sousa, assinale a afirmativa incorreta.Vises, salmos e cnticos serenos, Surdinas de rgos flbeis, soluantes... Dormncias de volpicos venenos Sutis e suaves, mrbidos, radiantes... a) Pode-se trocar flbeis por plangentes sem prejuzo semntico. b) Os vocbulos dormncias e volpicos so acentuados pela mesma razo. c) Os vocbulos flbeis e dormncias so acentuados pela mesma razo. d) A presena de acento grfico em sutil faz que haja mudana de significado. e) Os vocbulos rgos, flbeis e dormncias so acentuados pela mesma razo.

Balcs

Refm

Bengali

Ruim

Cateter Cister

Somali

Sutil

Civil

Tamis

04. Assinale a alternativa em que se identifica a figura de linguagem predominante no trecho:As rodas dentadas da pobreza, ignorncia, falta de esperana e baixa auto-estima se engrenam para criar um tipo de mquina do fracasso perptuo que esmigalha os sonhos de gerao a gerao. Ns todos pagamos o preo de mant-la funcionando. O analfabetismo a sua cavilha. a) b) c) d) e) Eufemismo. Anttese. Metfora. Elipse. Inverso.

Condor

Timor

Eifel Frenesi

Transistor Dispositivo constitudo por semicondutores; rdio provido desse dispositivo. Plural: transistores. Fontica: tr e s-t = encontros consonantais; an = dgrafo; dez letras e nove fonemas. Ureter Cada um dos dois canais que conduzem a urina de cada rim bexiga. Plural: ureteres.

Hangar

Harm

ArapucaAssinale a alternativa com erro de acentuao grfica:a) b) c) d) e) medico secretario continua averige carteres

05. (Desafio RDIO) Assinale a alternativa que NO siga o mesmo caso de acentuao que as demais.a) b) c) d) e) resolv-la-s entrevist-la-s conhec-la-s transp-lo-s instru-la-s

Preamar Mar-cheia; mar alta. Plural: preamares. Fontica: pr = encontro consonantal; e-a = hiato.

5

Momento FonticoENCONTROS CONSONANTAISAos grupos formados por mais de uma consoante, na mesma slaba ou em slabas diferentes, sem vogal intermediria, chama-se encontro consonantal. Os encontros consonantais podem ser: a) Perfeitos As consoantes agrupam-se na mesma slaba. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. bl br cl cr dr fl fr gl gr pl pr tr = = = = = = = = = = = = blo-co, blu-sa, em-ble-ma. bra-o, bri-ta, mem-bro. cla-ro, cla-mor, cli-t-ris. cra-vo, cre-do, cri-vo. dra-ce-na, dr-a-de, dri-blar. fla-gran-te, fla-ge-lo, flam-bo-ai-. fra-grn-cia,fre-a-men-to, fru-fru. gla-bro, gle-na, gl-bu-lo. gr-cil, gre-lo, gru-gru-lhar. pla-ca-me, pla-cen-t-rio. pra-fren-tex, prai-ei-ro. tre-bo-u, tr-fe-go.

Texto 2A Dona ngelaGregrio de Matos Anjo no nome, Anglica na cara. Isso ser flor e anjo juntamente. Ser Anglica flor e anjo florente, Em quem seno em vs se uniformara? Quem vira uma tal flor, que no a cortara, Do verde p, da rama, florescente; E quem um Anjo vira to luzente Que por seu Deus o no idolatrara? Se pois como Anjo sois dos meus altares, Freis o meu custdio, e a minha guarda, Livrara eu de diablicos azares. Mas vejo que por bela e por galharda, Posto que os anjos nunca do pesares, Sois anjo que me tenta e no me guarda.

04. Sobre a construo Sois anjo que me tenta e no me guarda, escolha a alternativa incorreta.a) Trata-se de um perodo composto, contendo trs oraes. b) A partcula que tem valor de pronome relativo. c) A orao que me tenta subordinada adjetiva. d) Os monosslabos que e no tm poder de atrao sobre o pronome tono me. e) O pronome me tem valor de complemento indireto.

05. Opte pelo item em que a anlise fontica incoerente.a) anjo: contm dgrafo. b) juntamente: contm dois dgrafos. c) quem: contm dgrafo e ditongo decrescente nasal. d) florescente: contm dois encontros consonantais e um dgrafo; e) diablicos: contm hiato.

06. Assinale a alternativa incorreta sobre os vocbulos seguintes.a) pois: contm hiato. b) florente: contm um encontro consonantal e um dgrafo. c) custdio: significa, no poema, proteo. d) freis: forma do verbo ser, segunda pessoa do plural do pretrito mais-queperfeito. e) galharda: significa, no poema, elegante.

Perscrutando o texto01. sobre o poema em questo, assinale a afirmativa incorreta.a) Predominam, no poema, os versos decasslabos. b) Entre cara e uniformara ocorre rima rica. c) O demonstrativo usado no segundo verso faz referncia ao que o poeta vai expor depois. d) No terceiro verso, pode-se trocar florente por florescente sem prejuzo semntico. e) Na primeira estrofe, pode-se notar metfora e anttese.

b) Imperfeitos As consoantes agrupam-se em slabas diferentes. 1. 2. 3. 4. 5. 6. bd br bs cn dv pt = = = = = = ab-di-car, b-di-to, ab-do-me. ab-rup-to. sub-s-nico, sub-so-lo. ac-ne. ad-vo-ga-do. rap-to, op-to.

07. Observe a estrofe seguinte:Mas vejo que por bela e por galharda, Posto que os anjos nunca do pesares, Sois anjo que me tenta e no me guarda.

O complemento do verbo ver:a) a expresso que por bela e por galharda; b) a orao que sois anjo; c) no existe: trata-se de verbo intransitivo. d) partcula que; e) o substantivo anjo.

DGRAFOSAo grupo de duas letras que representa um nico som ou articulao chama-se dgrafo. Sinnimo: digrama. Os dgrafos da Lngua Portuguesa so: a) Dgrafos consonantais Tm como base uma consoante. So onze: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. ch lh nh rr ss sc s xc xs qu gu = = = = = = = = = = = cha-ci-na, chave, enchova. quin-qui-lha-ri-as. en-de-mo-ni-nha-do. des-car-ri-la-men-to. mas-sa-ge-ar. nas-cer, des-cer. cres-a, des-o. ex-ce-o, ex-ce-len-te. ex-su-dar, ex-si-car. quin-ti-lha, brn-quia. guer-ra, guel-ra.

02. Do texto em questo incoerente deduzir:a) Na mesma mulher, havia traos de anjo e de flor. b) Comparando a mulher a anjo e a flor, o poeta analisa-a em dois planos: espiritual e material. c) O fato de ter aparncia de flor incita o poeta a querer toc-la. d) A aparncia de anjo uma armadilha: ao invs de proteger o poeta, torna-se uma tentao. e) Na condio de anjo, a mulher consegue livrar o poeta de grandes infortnios.

08. Observe a estrofe seguinte:Mas vejo que por bela e por galharda, Posto que os anjos nunca do pesares, Sois anjo que me tenta e no me guarda.

O complemento do verbo ver: A expresso por bela e por galharda indicaa) b) c) d) e) tempo; condio; causa; finalidade; concesso.

b) Dgrafos voclicos Tm como base uma vogal. So dez: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. am em im om um an en in on un = = = = = = = = = = am-bos, sam-ba, tam-bor. em-pa-te, em-pe-nho. m-pro-bo, im-pr-prio, as-sim. om-bro, hom-bri-da-de, som. um-bral, um-bro-so, a-tum. an-ces-tral, an-ci-o. en-ca-be-ar, en-cai-brar. in-co-men-su-r-vel. on-to-ge-ni-a, on-tem, fon-te. un-tu-o-so, un-o, un-ci-for-me.

03. Assinale a alternativa em que a justificativa de acentuao grfica incoerente.a) Anglica: acentuada por ser palavra proparoxtona. b) flor: sem acento grfico por ser monosslabo tnico terminado em r. c) vs: com acento grfico por ser monosslabo tnico terminado em os. d) custdio: com acento grfico por ser paroxtona terminada em ditongo. e) freis: acentuada por ser palavra proparoxtona.

09. Opte pela frase com erro de colocao pronominal.a) Vendo uma flor to bela, quem no a cortaria? b) Vendo uma flor to bela, quem a no cortaria? c) Voc um anjo que me tenta e no me protege. d) Vendo um anjo to luzente, quem o no tomaria por Deus? e) Um anjo to luzente, eu adoraria-o para sempre.

6

10. Tomando por base a estrofe seguinte, opte pelo item com erro de anlise morfolgica:Anjo no nome, Anglica na cara. Isso ser flor e anjo juntamente. Ser Anglica flor e anjo florente, Em quem, seno em vs se uniformara? a) b) c) d) e) juntamente: advrbio. Anglica (verso 3): substantivo. florente (verso 3): adjetivo. seno: preposio. no: fuso de preposio + artigo definido.

LiteraturaProfessor Joo BATISTA Gomes

Perodo Colonial1. Durao e abrangnciaO Perodo Colonial da literatura brasileira abrange trs escolas literrias: a) Quinhentismo ou Perodo de Formao (1500 a 1601). b) Barroco ou Seiscentismo (1601 a 1768). c) Arcadismo ou Neoclassicismo (1768 a 1836).

Desafio Gramat ical01. (FGV) Observe o perodo seguinte: o que tem ocorrido com a nova ofensiva hegemnica que tenta atribuir ao baixo nvel educacional da Amrica Latina a origem de todos os males, da estagnao pssima distribuio de renda. Em relao a ele, a nica afirmao INCORRETA que: a) Apresenta pelo menos um dgrafo. b) Contm orao subordinada adjetiva. c) Nele, hegemnica significa preponderante, dominante. d) A forma verbal tenta contm encontro consonantal. e) A palavra origem exerce a funo sinttica de objeto direto.

11. Tomando por base a estrofe seguinte, opte pelo item com erro de anlise morfolgica:Quem vira uma tal flor, que no a cortara, Do verde p, da rama florescente; E quem um Anjo vira to luzente Que por seu Deus o no idolatrara? a) b) c) d) e) tal: pronome. a (verso 1): preposio. to (verso 3): advrbio. luzente: adjetivo. o: pronome pessoal oblquo tono.

2. Aspectos importantes do Perodo Coloniala) Engloba os trs primeiros sculos de existncia do Pas. b) O Brasil colnia de Portugal. c) O Brasil est subordinado, econmica e politicamente, a Portugal. Isso gera a dependncia cultural e a imitao dos modelos artsticos portugueses. d) A literatura no propriamente brasileira: hbrida, podendo ser chamada de literatura luso-brasileira. e) Nos primeiros sculos, a cultura desenvolve-se nas chamadas ilhas sociais: Bahia, Pernambuco, Minas, Rio de Janeiro e So Paulo. f) O Quinhentismo (1500 a 1601 sculo XVI) uma literatura sobre o Brasil, de carter histrico-informativo, com poucos textos em verso (poesia).

12. Tomando por base estrofe seguinte, opte pelo item com erro de anlise morfolgica:Se pois como Anjo sois dos meus altares, Freis o meu custdio, e a minha guarda, Livrara eu de diablicos azares a) b) c) d) e) meus: pronome possessivo. se: conjuno. diablicos: adjetivo. guarda: verbo. azares: substantivo.

02. (FGV) Assinale a alternativa em que a palavra deveria ter recebido acento grfico:a) b) c) d) e) Paiandu. Taxi. Gratuito. Rubrica. Entorno.

13. Tomando por base estrofe seguinte, opte pelo item com erro de anlise morfolgica:Mas vejo que por bela e por galharda, Posto que os anjos nunca do pesares, Sois anjo que me tenta e no me guarda. a) mas: conjuno subordinativa adversativa. b) que (verso 1): conjuno. c) por: preposio. d) que (verso 3): pronome relativo. e) me: pronome pessoal oblquo tono.

g) O Seiscentismo ou Barroco (1601 a 1768 sculo XVII) j uma literatura no Brasil, com produo propriamente literria. h) O Setecentismo ou Arcadismo (1768 a 1836 sculo XVIII) j pode ser considerado literatura do Brasil. A sociedade colonial j participa do processo de produo literria. i) Explodem os primeiros movimentos de rebelio contra o domnio portugus: Inconfidncia Mineira, Revoluo dos Alfaiates. Nos primeiros cem anos de literatura, somente um escritor merece destaque: Jos de Anchieta (poeta e teatrlogo). O primeiro livro de autor realmente brasileiro s vem a lume no perodo barroco, precisamente em 1705: Msica do Parnaso (poesia), de Manuel Botelho de Oliveira.

03. (FGV) Caetano Veloso gravou umacano, do filme Lisbela e o Prisioneiro. Trata-se de Voc no me ensinou a te esquecer. A propsito do ttulo da cano, pode-se dizer que: a) A regra da uniformidade do tratamento respeitada, e o estilo da frase revela a linguagem regional do autor. b) O desrespeito norma sempre revela falta de conhecimento do idioma; nesse caso no diferente. c) O correto seria dizer Voc no me ensinou a lhe esquecer. d) No deveria ocorrer a preposio nessa frase, j que o verbo ensinar transitivo direto. e) Desrespeita-se a regra da uniformidade de tratamento. Com isso, o estilo da frase acaba por aproximar- se do da fala.

Leitura mnimaA JESUS CRISTO, NOSSO SENHOR Gregrio de MatosPequei, Senhor, mas no porque hei pecado, Da vossa alta clemncia me despido; Porque quanto mais tenho delinqido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto pecado, A abrandar-vos sobeja um s gemido: Que a mesma culpa que vos h ofendido, Vos tem para o perdo lisonjeado. Se uma ovelha perdida e j cobrada Glria tal e prazer to repentino Vos deu, como afirmais na sacra histria, Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada, Cobrai-a; e no queirais, pastor divino, Perder na vossa ovelha a vossa glria.

j)

l)

Arapuca ArapucaQual escritor no pertence Literatura Colonial brasileira?a) b) c) d) e) Jos de Anchieta Bento Teixeira Gregrio de Matos Toms Antnio Gonzaga Gonalves Dias

04 (FGV) Observe: O diretor perguntou: Onde esto os estagirios? Mandaramnos sair? Esto no andar de cima? O pronome sublinhado pertence: a) b) c) d) e) terceira pessoa do plural. segunda pessoa do singular. terceira pessoa do singular. primeira pessoa do plural. segunda pessoa do plural.

7

Momento Lit errioPERODOS DA LITERATURA BRASILEIRA01. QuinhentismoDurao 1500 a 1601 (sculo XVI). Obra inauguradora A Carta (prosa), de Pero Vaz de Caminha (portugus).

3. Autores e obras do Quinhentismo

Quinhentismo (1500 a 1601)1. Origens e formaoa) Durao no Brasil: 1500 a 1601 (todo o sculo XVI). b) Outro nome para o movimento: Perodo de Formao. c) Obra inauguradora: no h livro, bvio, para inaugurar o Quinhentismo. Toma-se como marco do movimento a Carta de Achamento do Brasil, popularmente conhecida como Carta de Pero Vaz de Caminha.

PERO VAZ DE CAMINHA Nasce no Porto, Portugal, por volta de 1437, de famlia burguesa. Escrivo da frota de Pedro lvares Cabral, dirige a Dom Manuel, o Venturoso, no dia primeiro de maio de 1500, a Carta de Achamento do Brasil. Conta, nessa poca, com uns cinqenta anos, pois j tem netos. Falece a 16 de dezembro de 1500, em combate na ndia, assassinado pelos mouros. Sua Carta sobressai-se como documento histrico, mas tem tambm um certo nvel literrio. Caminha resume em poucas palavras todo o cabedal espiritual e material desta gente (os ndios), com uma penetrao maravilhosa. (Capistrano de Abreu) Graas ao raro talento de observao, de que era dotado, graas sobretudo fcil ingenuidade do seu estilo, o Brasil teve um historiador no prprio dia do seu nascimento. (Ferdinand Denis)

2. Diviso do QuinhentismoLITERATURA INFORMATIVA a) Feita pelos viajantes europeus, tem aspecto de relatrios, com informaes sobre nossas terras, destacando-se os recursos minerais, a fauna, a flora e os aspectos pitorescos dos nossos ndios. b) Esses relatrios so chamados de Crnicas de Viagem e tm mais aspecto histrico do que literrio. c) Os textos mais importantes da Literatura Informativa so: Carta de Achamento do Brasil (1500) de Pero Vaz de Caminha. Dirio de Navegao (1530) de Pero Lopes de Souza. Tratado da Terra do Brasil (1576) de Pero de Magalhes Gndavo. Tratado Descritivo do Brasil (1587) de Gabriel Soares de Souza. Dilogo das Grandezas do Brasil (1618) de Ambrsio Fernandes Brando. Dilogo sobre a Converso dos Gentios de Pe. Manuel da Nbrega. Histria do Brasil (1627) de Frei Vicente do Salvador. LITERATURA DOS JESUTAS a) Os jesutas instalados no Brasil so agentes da Contra-Reforma. Por isso, a atividade principal dos padres o trabalho de catequese. b) Num trecho da Carta de Caminha, o autor solicita ao rei que envie gente para a terra recm-descoberta: No deixe logo de vir clrigo para os batizar... c) Os jesutas contribuem para a destribalizao dos indgenas, tentando incutir-lhes uma educao europia. d) Pondo em primeiro plano a inteno pedaggica e moralizante, os textos que produzem tm carter mais didtico que artstico. e) Nessa linha didtica, est o Pe. Manuel da Nbrega, com o seu Dialogo sobre a Converso dos Gentios. f) Em todo o sculo XVI, s uma figura transpe a linha do meramente informativo e didtico para incluir-se no plano artstico-literrio: o padre Jos de Anchieta.

02. BarrocoDurao 1601 a 1768 (sculo XVII e mais da metade do sculo XVIII). Obra inauguradora Prosopopia (poesia pica), de Bento Teixeira Pinto (portugus).

03. ArcadismoDurao 1768 a 1836 (parte do sculo XVIII e incio do sculo XIX). Obra inauguradora Obras poticas (poesia lrica), de Cludio Manuel da Costa.

A Carta de CaminhaTrmino A Carta-Relatrio, considerada Certido de Batismo do Brasil, termina assim: De ponta a ponta toda praia redonda, muita ch e muito fremosa. Nela at agora no pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem o vimos. Porm a terra em si de muitos bons ares assim frios e temperados como os de EntreDoiro e Minho, porque neste tempo de agora os achvamos como os de l. As guas so muitas e infindas. E em tal maneira grandiosa que, querendo aproveit-la, tudo dar nela, por causa das guas que tem. Porm o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que ser salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que vossa alteza nela deve lanar. Ufanismo A Carta de Caminha marca o incio de uma longa tradio, o ufanismo ou nativismo, que consiste na exaltao (por vezes exagerada) das virtudes da terra e da gente. Este aspecto vai desdobrar-se em todos os outros perodos da literatura colonial. Simpatia pelo ndio Com relao ao ndio, a atitude de Caminha, embora aparentemente simptica, revela o etnocentrismo europeu: Andam nus sem nenhuma cobertura, nem estimam nenhuma cousa de cobrir nem mostrar suas vergonhas e esto acerca disso com tanta inocncia como tm de mostrar no rosto. Eles porm contudo andam muito bem curados e muito limpos e naquilo me parece ainda mais que so como as aves ou alimrias monteses que lhes faz o ar melhor pena e melhor cabelo que as mansas, porque os corpos seus so to limpos e to gordos e to fremosos que no pode mais ser.

04. RomantismoDurao 1836 a 1881 (parte do sculo XIX). Obra inauguradora Suspiros poticos e saudades (poesia), de Gonalves de Magalhes.

05. RealismoDurao 1881 a 1893 (parte do sculo XIX). Obra inauguradora Memrias pstumas de Brs Cubas (romance), de Machado de Assis.

06. NaturalismoDurao 1881 a 1893 (parte do sculo XIX). Obra inauguradora O Coronel Sangrado (romance, 1877), de Ingls de Sousa. Obra inauguradora O Mulato (romance, 1881), de Alusio Azevedo.

07. ParnasianismoDurao 1881 a 1893 (parte do sculo XIX). Obra inauguradora Sonetos e Rimas (poesia), de Lus Guimares Jnior.

08. SimbolismoDurao 1893 a 1902 (final do sculo XIX). Obra inauguradora Missal (prosa) e Broquis (poesia) de Cruz e Sousa.

09. Pr-modernismoDurao 1902 a 1922 (sculo XX). Obra inauguradora Os Sertes (romance, 1902), de Euclides da Cunha. Obra inauguradora Cana (romance, 1902), de Graa Aranha.

10. ModernismoDurao 1922 a ? (sculo XX). Obra inauguradora Paulicia Desvairada (poesia), de Mrio de Andrade.

8

Nudez das ndias Caminha alude tambm, maliciosamente, nudez das ndias: Ali andavam entre eles trs ou quatro moas bem novinhas e gentis, com cabelos mui pretos e compridos pelas costas e suas vergonhas to altas, saradinhas e to limpas das cabeleiras que de as ns muito bem olharmos no tnhamos nenhuma vergonha. Caminha no Modernismo No Modernismo, Oswald de Andrade escreve um livro de poemas intitulado Pau-Brasil (1925), cujos primeiros poemas tm o ttulo geral de Histria do Brasil, em que o poeta recria textos do sculo XVI, dando-lhes forma potica. A transformao da Carta de Caminha em poesia, feita por Oswald de Andrade, fica assim: A descoberta Seguimos nosso caminho por esse mar de longo At a oitava da Pscoa Topamos ave E houvemos vista de terra Os selvagens Mostrara-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E no queriam pr a mo E depois a tomaram como espantados As meninas da gare Eram trs ou quatro moas Bem moas e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espduas E suas vergonhas to altas e to saradinhas Que de ns as muito bem olhamos No tnhamos nenhuma vergonha Murilo Mendes Veja, a seguir, o texto de outro poeta do Modernismo, Murilo Mendes (autor de Cano do Exlio), e a sua viso do sculo XVI. A Carta de Pero Vaz A terra mui graciosa, To frtil eu nunca vi. A gente vai passear, No cho espeta um canio, No dia seguinte nasce Bengala de casto de oiro. Tem goiabas, melancias, Bananas que nem chuchu. Quanto aos bichos, tm-nos muitos, De plumagens mui vistosas. Tem macaco at demais Diamantes tem vontade Esmeraldas para os trouxas. JOS DE ANCHIETA Nasce em 19 de maro de 1534, em Tenerife, arquiplago das Canrias. Em Coimbra, forma-se em Filosofia e ingressa na Companhia de Jesus, com 17 anos. Vem para o Brasil com 21 anos de idade, em 1555, acompanhando a misso jesutica com o segundo governador geral, Duarte da Costa. Tudo indica que o motivo da vinda a doena (tuberculose) de que padece Os ndios chamam-no de Supremo Paj Branco.

Em 1556, um ano aps sua chegada ao Brasil, funda um colgio em pleno planalto paulista, embrio da cidade de So Paulo. Falece no litoral do Esprito Santo (Reritiba) na atual cidade de Anchieta, em 1597. Escreve a primeira gramtica do tupiguarani, verdadeira cartilha para ensino da lngua aos nativos: Arte de gramtica da lngua mais usada na costa do Brasil (1595). Anchieta produz poesias, peas teatrais, cartas e sermes. Merece destaque, no entanto, apenas a parte potica e teatral. Na poesia, sua linguagem simples, os versos so curtos (redondilha menor) e o assunto sempre religioso, de contestao aos bens terrenos. Suas poesias somente so reunidas numa edio completa e uniforme em 1954, por ocasio do IV Centenrio de So Paulo. Sua pea mais admirada Na Festa de So Loureno, representada pela primeira vez em Niteri, em 1583. A maior parte dos versos redigida em tupi; o restante, em espanhol e portugus. OBRAS DE ANCHIETA 1. Arte de gramtica da lngua mais usada na costa do Brasil (1595) 2. Informaes (1933) 3. Cartas (1933) 4. Fragmentos Histricos e Sermes (1933) 5. Na Festa de So Loureno (teatro) 6. Na Visitao de Santa Isabel (teatro) POEMAS FAMOSOS DE ANCHIETA 1. 2. 3. 4. A Santa Ins Do Santssimo Sacramento Em Deus, Meu Criador Poema Virgem

Desafio Lit errio01. (FGV) DESAFIO DA TVVai passar Nessa avenida um samba popular Cada paraleleppedo Da velha cidade Essa noite vai Se arrepiar Ao lembrar Que aqui passaram sambas imortais (...)(Francis Hime e Chico Buarque)

Nesses versos iniciais do samba Vai passar, possvel identificar duas figuras de estilo. Assinale a alternativa correta. a) b) c) d) e) Metfora e anfora. Ironia e hiprbole. Gradao e eufemismo. Anttese e anacoluto. Prosopopia e metonmia.

ANTOLOGIA DE ANCHIETA A Santa Ins Cordeirinha linda, como folga o povo Porque vossa vinda lhe d lume novo! Cordeirinha santa, de Jesus querida, vossa santa vinda o diabo espanta. Por isso vos canta com prazer o povo, porque vossa vinda lhe d lume novo! Nossa culpa escura fugir depressa, pois vossa cabea vem com luz to pura. Em Deus, Meu Criador No h cousa segura. Tudo quanto se v se vai passando. A vida no tem dura. O bem se vai gastando. Toda criatura Passa voando. Em Deus, meu criador, est todo meu bem e esperana, meu gosto e meu amor e bem-aventurana. Quem serve a tal Senhor no faz mudana.

02. (FGV) Foi um movimento literrio do sculo XVII, nascido da crise de valores renascentistas. Caracteriza-se na literatura pelo culto dos contrastes, a preocupao com o pormenor e a sobrecarga de figuras como a metfora, as antteses, hiprboles e alegorias. Essa linguagem conflituosa reflete a conscincia dos estados contraditrios da condio humana. Trata-se do:a) b) c) d) e) Romantismo. Trovadorismo. Humanismo. Realismo. Barroco.

03. (FGV) Leia o seguinte texto de Ubirajara Incio de Arajo:Todo texto uma seqncia de informaes: do incio at o fim, h um percurso acumulativo delas. s informaes j conhecidas, outras novas vo sendo acrescidas e estas, depois de conhecidas, tero a si outras novas acrescidas e, assim, sucessivamente. A construo do texto flui como um ir-e-vir de informaes, uma troca constante entre o dado e o novo. correto afirmar que, nesse texto, predominam: a) Funo referencial e gnero do tipo dissertativo. b) Funo ftica e gnero de contedo didtico. c) Funo potica e gnero do tipo narrativo. d) Funo expressiva e gnero de contedo dramtico. e) Funo conativa e gnero de contedo lrico.

9

Bem Lembrado!Estrofes quanto ao nmero de versosa) Dstico a menor estrofe, constituda de dois versos que rimam entre si. Filho meu, de nome escrito, da minhalma no infinito. Escrito a estrelas e sangue no farol da lua langue.Cruz e Sousa

Contente assim minha alma do doce amor de Deus toda ferida, o mundo deixa em calma, buscando a outra vida na qual deseja ser toda absorvida. Do p do sacro monte, meus olhos levantando no alto cume, vi estar aberta a fonte do verdadeiro lume, que as trevas do meu peito todas consume. Do Santssimo Sacramento Oh que po, oh que comida, oh que divino manjar se nos d no santo altar cada dia! Filho da Virgem Maria, que Deus Padre c mandou e por ns na cruz passou crua morte, e para que nos conforte se deixou no sacramento para dar-nos, com aumento, sua graa, esta divina fogaa manjar de lutadores, galardo de vencedores esforados.

RedaoProfessor Joo BATISTA Gomes

Definies importantes1. Frase qualquer enunciado com sentido prprio. Pode conter uma nica palavra ou um conjunto de vocbulos.

2. LocuoSo duas ou mais palavras que se juntam numa nica idia. Veja exemplos: a) b) c) d) antes de: locuo prepositiva. medida que: locuo conjuntiva. devemos estudar: locuo verbal. amor de me: locuo adjetiva.

b) Terceto a estrofe de trs versos, obrigatoriamente usada na composio do soneto. Um luar velho di sobre o silncio As mos furtivas despetalam mortes E o corao se perde em nostalgia. Fugir na noite inconsolvel, ir Ao teu suplcio, rosa da montanha, delicada ptala de sangue!Alphonsus de Guimaraens

3. OraoOrao a frase que contm um verbo (presente ou subentendido) ou uma locuo verbal. Toda orao pode ser chamada de frase, mas nem toda frase constitui uma orao. Por isso, temos: a) Frase nominal Constituda apenas de nomes (substantivo, adjetivo, preposio, advrbio). b) Frase oracional Constituda de nomes, com a presena de um verbo ou de uma locuo verbal.

c) Quarteto ou quadra a estrofe de quatro versos. Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabi; As aves, que aqui gorjeiam, No gorjeiam como l.Gonalves Dias, Cano do Exlio

4. Perodo

Exerccios01. Escolha a afirmativa incorreta sobre a estrofe seguinte:Cordeirinha linda, como folga o povo Porque vossa vinda lhe d lume novo!Jos de Anchieta

d) Quintilha a estrofe de cinco versos. Alm dos ares, tremulamente, Que viso branca das nuvens sai! Luz entre franas, fria e silente, Assim nos ares, tremulamente, Balo aceso subindo vai...Raimundo Correia

o enunciado constitudo de uma orao absoluta ou da reunio de oraes que forma sentido completo. Pode ser: a) Perodo simples Formado de apenas uma orao. Classificao da orao: absoluta. b) Perodo composto Formado de duas ou mais oraes. No perodo composto, as oraes podem ser coordenada, principal ou subordinada.

e) Sextilha a estrofe de seis versos. Sou uma sombra! Venho de outras eras, Do cosmopolitismo das moneras... Polipo de recnditas reentrncias, Larva de caos telrico, procedo Da escurido de csmico segredo, Da substncia de todas as substncias! f) Oitava a estrofe de oito versos. H a oitava herica e a oitava lrica. Herica formada de oito versos decasslabos, os seis primeiros com rimas alternadas e os dois ltimos com rima emparelhada (esquema abababcc). Foi a estrofe empregada por Cames para compor Os Lusadas. Lrica formada de oito versos, admitindo variadas mtrica e rima. Vejamos uma oitava da poca romntica, com esquema rmico abbcdeec: Enfim te vejo! enfim posso, Curvado a teus ps, dizer-te, Que no cessei de querer-te, Pesar de quanto sofri. Muito penei! Cruas nsias, Dos teus olhos afastado, Houveram-me acabrunhado, A no lembrar-me de ti!Gonalves Dias, Ainda uma vez Adeus!

a) A estrofe contm versos em redondilha menor. b) H, na estrofe, dois exemplos de rima rica. c) Todas as rimas do poema so femininas. d) Dentro da estrofe, o primeiro verso tem funo de vocativo. e) Nos vocbulos linda e vinda, h encontro consonantal.

5. PargrafoUnidade de texto escrito formada por um ou mais perodos. As frases que compem o pargrafo giram em torno de uma idiancleo chamada de tpico-frasal.

6. Ttulo o que se pe no incio de um trabalho escrito com o intuito de indicar o assunto que vai ser tratado.

02. Escolha a letra em que se fez classificao fontica errada:Filho da Virgem Maria, que Deus Padre c mandou e por ns na cruz passou crua morteJos de Anchieta

7. AssuntoAssunto aquilo de que o texto vai tratar, que objeto ou matria de observao, considerao, ateno, interesse, etc. Confunde-se com o tema.

a) b) c) d) e)

Virgem: ditongo decrescente nasal. Deus: ditongo decrescente oral. Maria: hiato. crua: encontro consonantal e hiato. que: ditongo crescente oral.

8. ContedoNo texto escrito, contedo o conjunto de idias transmitidas por meio das palavras. Pelo contedo pode-se avaliar o grau de cultura e de maturidade de quem escreve.

10

9. Forma a prpria linguagem utilizada para compor o texto. Por meio da anlise da forma, podese avaliar o grau de clareza e de correo da linguagem.

PECADO

2

Fuga do assunto

10. Estilo a maneira peculiar que cada um tem para expor sentimentos ou delinear idias, falando ou escrevendo.

Falha grave , com certeza, o pior deslize numa dissertao. Se o trabalho vale nota, a fuga do tema conduz ao zero por falta de adequao entre o texto ou ttulo proposto e as idias expostas pelo candidato. Escrever fugindo do assunto sugere: a) Falta de planejamento sobre o que se est produzindo. b) Pouca capacidade de concentrao. c) Incapacidade de delimitao do assunto. d) Desvio intencional para tpicos decorados previamente. Fuga parcial s vezes, os rodeios, a preparao excessiva para finalmente falarse do tema constituem fugas parciais que, dependendo de quem est avaliando o trabalho, tambm conduzem ao zero. O tema Violncia urbana pode virar livro nas mos de escritor habilidoso. O que se quer do aluno apenas uma dissertao de, no mximo, trinta e cinco linhas. Falar de Abel e Caim, da violncia praticada em Roma poca dos Csares fugir do assunto porque no h espao (nem tempo) para tantos dados. O melhor caminho falar da violncia urbana hoje, apontando causas, conseqncias e, se possvel, solues para o problema abordado. Soluo preciso organizar-se didaticamente para escrever bem. A elaborao de rascunho, enumerando tpicos como causas, conseqncias, solues, idias contra ou a favor ajuda o redator a manter-se fiel ao tema, alm de garantir uma seqncia lgica para os pargrafos da dissertao.

Exerccio de Redao01. Considere os itens seguintes seqncia de uma dissertao. Julgue os trechos sublinhados quanto correo gramatical, usando verdadeiro ou falso.a. ( ) A inteno de promover reformas sociais que possibilitem o estgio de fome zero no Brasil louvvel, mas utpica. As desigualdades sociais do Pas no surgiram ontem. A pobreza, acompanhada de fome e de doenas, , em certas regies, endmica. Para erradic-la, no basta medidas paliativas ou assistncias individuais. b. ( ) Trabalhar muito, no Brasil, no significa ganhar o suficiente para suprir as necessidades bsicas da famlia. A relao trabalho-ganho , para uma maioria desqualificada profissionalmente, ultrajante. O resultado do esforo no permite que o trabalhador alimente a si e a sua famlia nos padres de exigncia mnima de quantidade e qualidade. c. ( ) Crianas mal-alimentadas tm o desempenho escolar afetado. Duas conseqncias so imediatas: desenvolvimento fsico instvel, suscetvel a doenas oportunistas, e preparao profissional inadequada para garantir melhoria de vida no futuro. Impe-se, desde a adolescncia, a carga do trabalho para ajudar no oramento da famlia. d. ( ) No Norte e no Nordeste, filhos de pobres herdam as privaes dos pais como se fossem um componente hereditrio. Vislumbrar uma ascenso na escala social s seria possvel por meio da absoro de conhecimentos acadmicos, disponveis apenas para filhos de pais remediados. Assim, repete-se o crculo vicioso, aqui e ali quebrado por casos isolados, sem influncia nos dados estatsticos. e. ( ) A meta da fome zero tarefa que pode ser iniciada agora, mas depender da vontade poltica de governantes futuros, de olho na abrangncia da educao como estratgia de mudana social e cultural. Enquanto a prioridade for apenas captao de votos, o povo brasileiro continuar faminto. E no somente de comida.

11. Redao o ato ou efeito de redigir. Por extenso, qualquer trabalho escrito que versa sobre um assunto dado, ou de livre escolha, com seqncia lgica de idias. sinnimo de composio.

12. Descrio o ato ou efeito de descrever. uma espcie de retrato que se faz por meio das palavras, enumerando detalhes que permitam, pela leitura, visualizar o objeto descrito.

13. Narrao o ato ou efeito de narrar: contar, relatar um fato ou um acontecimento qualquer, real ou imaginrio, por meio de uma seqncia de aes.

14. DissertaoExposio de juzos (conceitos, pareceres, opinies) a respeito de um determinado tema ou assunto. O ato de dissertar implica a exposio de idias lgicas com intuito de defender um ponto de vista, interpretando a realidade de maneira adulta.

Pecados Mortais da Dissertao PECADO

PECADO

3

Uso de grias

1

Letra ilegvel

Vestibulares e concursos Aplica-se este item dissertao exigida nos vestibulares e concursos, cuja composio feita de forma manuscrita. Decifrando a escrita No se consegue valorizar ou admirar o que incompreensvel. O professor encarregado da avaliao tem tempo estipulado para concluir o trabalho de correo. No pode, pois, perder tempo tentando adivinhar (s vezes decifrar) o que o candidato escreveu. No se exige do redator letra bonita; exigese letra legvel, de fcil compreenso. Soluo Depois de uma certa idade, quase impossvel mudar totalmente o aspecto da caligrafia. Mas possvel melhor-la, atentando no formato de algumas letras. s vezes, a leitura torna-se difcil por causa do m, do n e do u que se confundem no papel. Outras vezes, o l e o t so grafados de tal forma (ou tamanho) que atrapalham a compreenso das palavras contidas nas linhas superiores ou inferiores. Uma vez identificado o problema, deve-se escrever com mais apuro, principalmente quando se produz texto para ser avaliado por algum.

Linguagem formal No texto narrativo, a gria , em certos momentos, perfeita-mente cabvel. s vezes, faz parte dos traos individuais da personagem. No dissertativo, porm, um desastre. Isso porque a dissertao exige uma linguagem formal, no necessariamente erudita, mas pelo menos bem-elaborada. Veja expres-ses que no tm espao em dissertaes: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. Esses caras. Maneiro. Saia dessa. Estou noutra. O meganha. O maior barato. Esse papo no cola. Mina. Gente da pesada. Cada um na sua. Pra cima de mim, no. Tudo em cima. Muito legal. Bicho. No enche. Tudo em riba.

Soluo O uso de grias em textos dissertativos s acontece, pela lgica, com os adolescentes. Pessoas adultas tm um senso de correo (e de ridculo) mais apurado quando se trata de texto escrito.

11

Encarte referente ao curso pr-vestibular Aprovar da Universidade do Estado do Amazonas. No pode ser vendido.

Reitor Loureno dos Santos Pereira Braga Vice-Reitor Carlos Eduardo Gonalves Pr-Reitor de Planejamento e Administrao Antnio Dias Couto Pr-Reitor de Extenso e Assuntos Comunitrios Ademar R. M. Teixeira Pr-Reitor de Ps-Graduao e Pesquisa Walmir Albuquerque Coordenadora Geral Munira Zacarias Coordenador de Professores Joo Batista Gomes Coordenador de Ensino Carlos Jennings Coordenadora de Comunicao Liliane Maia Coordenador de Logstica e Distribuio Raymundo Wanderley Lasmar Produo Aline Susana Canto Pantoja Renato Moraes Projeto Grfico Jobast Alberto Ribeiro Antnio Carlos Aurelino Bentes Heimar de Oliveira Mateus Borja Paulo Alexandre Rafael Degelo Tony Otani Editorao Eletrnica Horcio Martins Sute para os habitantes da noite Anibal Bea Capites da Areia Jorge Amado ADALBERTO Prado e Silva et al. Dicionrio brasileiro da lngua portuguesa. So Paulo: Melhoramentos, 1975. ALMEIDA, Napoleo Mendes de. Dicionrio de questes vernculas. 3. ed. So Paulo: tica, 1996. _______. Gramtica metdica da lngua portuguesa 35. ed. So Paulo: Saraiva, 1988. AULETE, Caldas. Dicionrio contemporneo da lngua portuguesa. 4. ed. Atualizado por Hamlcar de Garcia. Rio de Janeiro: Delta, 1958. BECHARA, Evanildo. Lies de portugus pela anlise sinttica. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1960. _______. Gramtica portuguesa. 31. ed. So Paulo: Nacional, 1987 CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionrio de dvidas da lngua portuguesa. 2. impr. So Paulo: Nova Fronteira, 1996. _______. Novssima gramtica da lngua portuguesa. 30. ed. So Paulo: Companhia Editora Nacional, 1988. CUNHA, Celso; CYNTRA, Lindley. Nova gramtica do portugus contemporneo 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. GARCIA, Othon M. Comunicao em prosa moderna. 13. ed. Rio de Janeiro: Fundao Getlio Vargas, 1986. HOLANDA, Aurlio Buarque de. Novo dicionrio da lngua portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. HOUAISS, Antnio. Pequeno dicionrio enciclopdico Koogan Larousse. 2. ed. Rio de Janeiro: Larousse do Brasil, 1979. KURY, Adriano da Gama. Para falar e escrever melhor o portugus. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. MARTINS, Eduardo. Manual de redao e estilo. 3. ed. So Paulo: Moderna, 1997. SACCONI, Luiz Antonio. No erre mais. 19. ed. So Paulo: Atual, 1995. SEREBRENICK, Salomo. 70 Segredos da lngua portuguesa. Rio de Janeiro: Bloch, 1990.

www.uea.edu.br e www.linguativa.com.br Endereo para correspondncia: Projeto Aprovar - Reitoria da UEA - Av. Djalma Batista, 3578 - Flores. CEP 69050-010. Manaus-AM