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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE – CONSEMA 1 Av. Prof. Frederico Hermann Jr., 345 – Prédio 6, 1ºAndar CEP 05459-010 São Paulo – SP Tel.: (0xx11)3133-3622 Fax.: (0xx11)3133-3621 E-mail: [email protected] Deliberação Consema 38/2009. De 16 de dezembro de 2009. 266ª Reunião Ordinária do Plenário do Consema. O Conselho Estadual do Meio Ambiente-CONSEMA, no exercício de sua competência legal, em especial da atribuição que lhe confere o inciso VII do artigo 2º da Lei nº 13.507, de 23 de abril de 2009, aprovou, com base no Relatório da Comissão Especial de Biodiversidade, Florestas, Parques e Áreas Protegidas, o Plano de Manejo do Parque Estadual da Cantareira elaborado pela Fundação Florestal, obrigando que se cumpram as normas e recomendações constantes desses documentos, com especial atenção para os capítulos Zoneamento e Programas de Gestão cujos resumos constam dos anexos 1, 2 e 3, abaixo transcritos, e cujos mapas ficarão depositados no Núcleo Plano de Manejo da Fundação Florestal. Francisco Graziano Neto Secretário de Estado do Meio Ambiente Presidente do Consema GSF

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA ...arquivos.ambiente.sp.gov.br/fundacaoflorestal/2012/01...Telefones (11) 2203-3266 / 2203-0073 Fax (11) 2203-3266 E-mail [email protected]

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GOVERNO DO ESTADO DE SO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE CONSEMA

1 Av. Prof. Frederico Hermann Jr., 345 Prdio 6, 1Andar CEP 05459-010 So Paulo SP

Tel.: (0xx11)3133-3622 Fax.: (0xx11)3133-3621 E-mail: [email protected]

Deliberao Consema 38/2009. De 16 de dezembro de 2009. 266 Reunio Ordinria do Plenrio do Consema.

O Conselho Estadual do Meio Ambiente-CONSEMA, no exerccio de sua competncia legal, em especial da atribuio que lhe confere o inciso VII do

artigo 2 da Lei n 13.507, de 23 de abril de 2009, aprovou, com base no Relatrio da Comisso Especial de Biodiversidade, Florestas, Parques e reas

Protegidas, o Plano de Manejo do Parque Estadual da Cantareira elaborado pela Fundao Florestal, obrigando que se cumpram as normas e

recomendaes constantes desses documentos, com especial ateno para os

captulos Zoneamento e Programas de Gesto cujos resumos constam dos

anexos 1, 2 e 3, abaixo transcritos, e cujos mapas ficaro depositados no

Ncleo Plano de Manejo da Fundao Florestal.

Francisco Graziano Neto Secretrio de Estado do Meio Ambiente

Presidente do Consema GSF

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ANEXO 1. FICHA TCNICA

Ficha Tcnica do Parque Estadual da Cantareira

Responsvel pelo Expediente Executivo Fernando Dscio Endereo Ncleo Pedra Grande

Rua do Horto, 2799 CEP: 02377-000

Telefones (11) 2203-3266 / 2203-0073 Fax (11) 2203-3266 E-mail [email protected]

rea do Parque 7.916,52 ha Permetro do Parque 91 km rea de Propriedade do Estado Numero de Visitantes 60.000/ano Municpios So Paulo (4.278,50 ha) Mairipor (798,00 ha) Caieiras (149,17 ha) Guarulhos (2.674,33 ha) Coordenadas Geogrficas Latitude 2335 e 2345 Sul Longitude 4670' e 4648' Oeste Data de Criao do Conselho Consultivo 01/04/2003

Legislao Especfica de Proteo Lei n. 6.884 de 29/08/1962, regulamentada pelo Decreto n.

41.626 de 30/01/1963. Lei Estadual n 10.228 de 24/09/1968 que dispe sobre a

criao do Parque Estadual Turstico da Cantareira. Resoluo da Secretaria da Cultura (CONDEPHAAT) n 18, de

04/08/1983, com base nos termos do art. 1, do Decreto-Lei n 149 de 15/08/1969 e do Decreto n 13.426 de 16/03/1979 (declarou tombada a rea da Reserva Estadual da Cantareira e Parque Estadual da Capital).

Zona Ncleo da Reserva da Biosfera do Cinturo Verde da Cidade de So Paulo, reconhecida pela UNESCO em 09/06/1994.

Acesso ao Parque Ncleo Pedra Grande: acesso pela Rua do Horto, a 800 metros do lado direito do porto de entrada do Parque

Estadual Alberto Lfgren - PEAL. Ncleo Engordador: acesso pela Rodovia Ferno Dias altura do Km 80 ou Av. Cel. Sezefredo Fagundes altura do

nmero 19.100. Esta via acessa uma estrada de terra, denominada Engordador, que tem como ponto final o portal de entrada do Ncleo.

Ncleo guas Claras: acesso pela Av. Senador Jos Ermnio de Moraes, s/nmero - Divisa de So Paulo e Mairipor.

Ncleo Cabuu: acesso pela Av. Pedro de Souza Lopes, nmero 7.903 (antiga estrada do Cabuu). Municpio de Guarulhos.

Fauna Em relao fauna estima-se que um total de 388 espcies de vertebrados esteja presente no Parque, dos quais

97 so mamferos, 233 so aves, 28 so anfbios, 20 so rpteis e 10 so peixes. Para invertebrados, h registros de 478 espcies, das quais 91 espcies de abelhas, 303 espcies de aracndeos, 62 espcies de formigas e 22 espcies de culicdeos. O total estimado de espcies da fauna de 866 espcies.

Vegetao A principal formao vegetacional do PEC a Floresta Ombrfila Densa Montana em diversos estgios de

regenerao originada a partir da regenerao florestal de reas que foram adquiridas no final do sculo XIX para o abastecimento de gua da cidade de So Paulo. Predominam no Parque as florestas em estdio mdio de regenerao. H poucos trechos significativos de floresta em estgios avanado e maduro.

Ao reunir as diversas fontes de informao, foram selecionados registros referentes a 678 espcies no PEC. Essas espcies esto distribudas em 120 famlias e 338 gneros. Dentre essas espcies, 650 so angiospermas (Magnoliophyta), 1 gimnosperma (Pinophyta) e 27 so pteridfitas (Pteridophyta).

Atrativos Ncleo Pedra Grande: mirante da cidade de So Paulo a 1.010 m de altura. Ncleo Engordador: trilhas e a Casa da Bomba, patrimnio histrico do sistema de abastecimento de gua de So

Paulo. Ncleo guas Claras: trilhas e o Lago das Carpas. Ncleo Cabuu: Patrimnio Cultural: Barragem do Cabuu, Barragem do Engordador e a Casa da Bomba no Ncleo Engordador.

Infraestrutura Almoxarifados Escritrios Galpes e depsitos Residncias e bases

Museu da Pedra Grande Estacionamentos Sanitrios Guaritas

Playgrounds Centros de Visitantes Viveiros de mudas Auditrios

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Veculos Duas caminhonetes com cabine dupla Um veculo tipo passeio

2 motos tipo trail

Atividades Desenvolvidas Proteo: o Parque integra a Operao Mata Fogo da SMA e participa de operaes de fiscalizao conjuntas com

a Polcia Ambiental e o DEPRN. Uso Pblico: durante a semana o Parque aberto visita de grupos escolares previamente agendados e aos

finais de semana aberto aos visitantes em geral. Devido sua localizao, o Parque a principal alternativa de lazer para as comunidades do entorno.

Pesquisa: Parque encontra-se entre as UCs que mais tm projetos de pesquisa, com destaque para os trabalhos sobre mamferos e aves, sendo considerado pela BirdLife International com rea Importante para Conservao de Aves no Brasil (IBAs).

Participao em Fruns e Grupos de Trabalho Locais e Regionais Membro do Comit da Operao Defesa Das guas Programa Complexo dos Cntaros Sistema de

Amortecimento e Proteo de Recursos Naturais Presentes no Macio da Cantareira Municpio de So Paulo; Membro do grupo de trabalho da implantao da APA Cabuu-Tanque Grande.

Relaes Institucionais mais Importantes CTEEP - Companhia de Transmisso de Energia Eltrica Paulista: convnio resultante de processo de

licenciamento ambiental para a repotenciao e re-instalao de torres de transmisso de energia em traado diferente do original, dentro da rea do PEC.

CDR - Pedreira (Centro de Disposio de Resduos - Pedreira): termo de compromisso de compensao ambiental resultante de processo de licenciamento para operao do aterro sanitrio, localizado em rea limtrofe ao Ncleo Cabuu.

SAAE - Servio Autnomo de gua e Esgoto de Guarulhos: instalao da ETA - Sistema Produtor Cabuu, dentro do Ncleo Cabuu.

Pedreiras do entorno do Ncleo Engordador. Estradas e Rodovia (BR-381 Ferno Dias) que cortam o Parque.

Atividades Conflitantes As principais atividades conflitantes com os objetivos da unidade de conservao no PEC so resultado dos

vetores de presso urbana localizados no entorno e no interior da unidade, entre eles o despejo de resduos e os diversos usos indevidos.

As estradas e a Rodovia BR-381 (Ferno Dias) que cortam o Parque e permitem o acesso indiscriminado ao interior da unidade causando srios danos.

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ANEXO 2. SNTESE DO ZONEAMENTO

De acordo com o Roteiro Metodolgico elaborado pelo IBAMA (IBAMA/GTZ, 2002) o zoneamento constitui um instrumento de ordenamento territorial, usado como recurso para se atingir melhores resultados no manejo da unidade de conservao, pois estabelece usos diferenciados para cada zona, segundo seus objetivos. O zoneamento conceituado na SNUC como definio de setores ou zonas em uma unidade de conservao com objetivos de manejo e normas especficas, com o propsito de proporcionar os meios e as condies para que todos os objetivos da unidade possam ser alcanados de forma harmnica e eficaz.

Os critrios de definio utilizados integram os aspectos ambientais, sociais e culturais estudados, definindo-se reas de conservao e de uso. Neste captulo tambm so descritos o objetivo, normas e recomendaes para cada uma das zonas de manejo.

As zonas foram definidas, sempre que possvel, em funo de suas caractersticas naturais e culturais, potencialidades, fragilidades e necessidades especficas de proteo. Para a sua elaborao foram considerados:

Os objetivos do Parque como unidade de conservao de proteo integral;

A anlise dos contedos dos relatrios tcnicos, principalmente a avaliao da biodiversidade, do meio fsico, do patrimnio cultural e dos vetores de presso;

As demandas das instituies e comunidades locais, consensuadas nas reunies de planejamento participativo;

A confeco de mapas intermedirios, elaborados pelo cruzamento dos dados espacializados do meio fsico, bitico, ocupao antrpica, e programas de gesto;

Vrias etapas, produtos e eventos foram realizados para a estruturao e a consolidao da proposta de zoneamento do PE da Cantareira, dentre eles:

Diagnsticos temticos obtidos e consolidados atravs da avaliao ecolgica rpida e da avaliao do meio fsico;

Reunies tcnicas de pr-zoneamento do meio fsico e bitico;

Anlises do patrimnio cultural, do uso pblico e da ocupao antrpica;

Oito oficinas de planejamento com participao de especialistas, gestores pblicos, organizaes civis, empresas entre outros e uma oficina de integrao de Programas de Gesto e uma oficina conclusiva com a sociedade.

Para atender aos objetivos gerais das unidades de conservao de proteo integral e aos objetivos especficos de manejo do PEC foram definidas oito zonas internas UC: intangvel, primitiva, recuperao, uso conflitante (infraestrutura de base), uso extensivo, uso intensivo, uso especial, histrico-cultural e zona de amortecimento.

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Critrios de Zoneamento e Ajustes

Os critrios para o zoneamento do PEC foram baseados no Roteiro Metodolgico do IBAMA (IBAMA, 2002), resumidas na tabela abaixo:

Tabela 1. Critrios para o zoneamento do Parque Estadual da Cantareira

Critrios Indicativos da Singularidade da Unidade de Conservao

Critrios indicativos de valores para a conservao

Representatividade

Riqueza e diversidade de espcies

reas de transio

Susceptibilidade ambiental

Presena de stios histricos e culturais

Critrios indicativos para a vocao de uso

Potencial para visitao

Potencial para conscientizao ambiental

Presena de infraestrutura

Uso conflitante

Fonte: Roteiro Metodolgico do IBAMA (IBAMA, 2002)

Para a delimitao das zonas internas foram utilizados ainda os seguintes critrios de ajuste: nvel de presso antrpica; fragmentao por estradas; acessibilidade; reas de domnio pblico; gradao dos tipos de uso e estado de conservao da cobertura florestal; percentual de proteo; limites geogrficos identificveis na paisagem; setores de bacias e microbacias como unidades de gerenciamento para o zoneamento.

Estes critrios permitem estabelecer prioridades e planejar aes integradas dos diversos programas no territrio da UC.

Conforme o IBAMA (2002), o limite de 10 km (Resoluo CONAMA n 13/90) ao redor da unidade de conservao foi o ponto de partida para a definio da Zona de Amortecimento do Parque Estadual da Cantareira. A partir deste limite, foram aplicados critrios para a incluso, excluso e ajuste de reas da ZA, aproximando-a ou afastando-a da unidade de conservao.

Para subsidiar a delimitao da Zona de Amortecimento foi utilizado inicialmente, o Mapa do Uso e Ocupao do Solo da Regio Metropolitana de So Paulo e Bacia Hidrogrfica do Alto Tiet (EMPLASA, 2006). Posteriormente, utilizou-se o Mapa de Uso e Ocupao do Solo no Entorno de Dois Quilmetros do Parque Estadual da Cantareira (Ver Volume Principal do Plano de Manejo), que apresenta um maior detalhamento das classes de uso do solo, principalmente na rea urbana.

Sobre esses dois mapas foram sobrepostas as legislaes de planejamento territorial e de proteo ambiental de cunho municipal, estadual e federal. Por fim a Zona de Amortecimento foi delimitada por municpio tendo em vista a diferena de desenvolvimento

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urbano e de planejamento territorial alcanado nos respectivos planos diretores, permitindo combinar os princpios da ZA com as zonas j existentes.

Tabela 2. Relao entre o grau de interveno antrpica e os tipos de zona presentes no PEC

Grau de Interveno Zona

Nenhum ou baixo grau de interveno Intangvel

Primitiva

Mdio grau de interveno Uso extensivo

Histrico cultural

Alto grau de interveno

Uso intensivo

Uso especial

Recuperao

Uso conflitante (infraestrutura de base)

Amortecimento

Tabela 3. rea total de cada zona do Parque Estadual da Cantareira

Zona rea (ha) Porcentagem (%)

Intangvel 347,18 4,56 Primitiva 4.381,22 57,51

Recuperao 2.478,51 32,53 Uso conflitante (infraestrutura de base) 146,21 1,92

Uso extensivo 80,83 1,06 Uso intensivo 35,46 0,47 Uso especial 102,81 1,35

Histrico-cultural 46,46 0,61 TOTAL 7.618,70 100

Zona de Amortecimento 35.704,62

Nota: O valor total da rea do Parque difere do valor apresentado em outros captulos devido a diferenas nas bases cartogrficas.

O item a seguir apresenta uma sntese da descrio de cada zona.

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Sntese das Informaes sobre as Zonas

ZONA INTANGVEL

Objetivo: Preservao, garantindo a evoluo natural

Descrio e Justificativa Normas Recomendaes

Zona Intangvel I um dos maiores trechos remanescentes

da Floresta Ombrfila Densa Montana e Montana Aluvial que recobriam a Serra da Cantareira. So testemunhos da floresta original, com exemplares de grande porte das rvores de dossel caractersticos dessas duas formaes

Zona Intangvel II Apresenta um conjunto de espcies

exclusivas que no ocorrem no restante do Parque. Essas espcies tambm so visualizadas no Jaragu, Japi e Mantiqueira

Tambm apresenta uma das maiores concentraes da palmeira-juara - Euterpe edulis, ona-pintada - Panthera onca e a jacutinga - Aburria jacutinga

Uso Permitido Pesquisa cientfica, monitoramento ambiental e proteo Instalao de sinalizao indicativa Coleta de sementes para pesquisa dos processos de regenerao dos

ecossistemas, apenas de espcies no encontradas em outras zonas Pesquisas relacionadas ao enriquecimento da biodiversidade do PEC As atividades permitidas no podero alterar nem comprometer a integridade dos

recursos naturais

Uso Proibido Qualquer tipo de alterao da biota, da vegetao nativa e dos seus cursos dgua Abertura ou alargamento de trilhas e acessos existentes Qualquer tipo de corte de vegetao que no tenha justificativa de manejo Qualquer tipo de movimentao de terra, quebra ou retirada de rochas Instalao de qualquer tipo de nova infraestrutura permanente Qualquer tipo de visitao pblica que no esteja relacionada aos programas de

pesquisa, proteo, monitoramento e documentao do Parque Circulao de indivduos ou grupos no autorizados portando qualquer tipo de

instrumento de corte, armas de fogo e exemplares (ou parte) de fauna, flora ou mineral

Instalao de qualquer tipo de nova infraestrutura e ou equipamentos permanentes que no seja de interesse para pesquisa cientfica

Qualquer tipo de acampamento no autorizado ou no destinado ao manejo do Parque

A disposio de quaisquer resduos gerados durante a estadia nesta zona A circulao de quaisquer tipos de animais domsticos que no sejam de interesse

para pesquisa cientfica

Quaisquer atividades que se desenvolvam na Zona Intangvel devem apresentar impacto ambiental mnimo

Apesar do objetivo principal da Zona ser a preservao dos processos ecolgicos naturais, as pesquisas cientficas devem ser estimuladas, considerando-se a potencialidade da rea para o aprofundamento do conhecimento sobre a sua biodiversidade

O conhecimento pblico dos atributos naturais desta zona dever ser incentivado por meio de guias, folhetos e outros recursos indiretos

Qualquer edificao ou ocupao antrpica porventura existente nesta Zona devera ter prioridade de remoo

Os estudos sobre as condies desta rea devem ter prioridade, visando uma futura reviso dos limites da zona

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Circulao de bicicletas, motocicletas, quadriciclos ou veculos de qualquer natureza (ex. off-road) sem autorizao justificada nos Programas de Gesto

Qualquer tipo de evento de bicicletas como modalidades de mountain bike, down Hill etc

ZONA PRIMITIVA

Objetivo: Preservar o ambiente natural e ao mesmo tempo facilitar as atividades de pesquisa cientfica e educao ambiental permitindo-se formas primitivas de recreao

Descrio e Justificativa Normas Recomendaes

reas Selecionadas Contempla remanescentes maduros de

menores dimenses da Floresta Ombrfila Densa Montana, envoltos pelas florestas secundrias em estgio intermedirio de regenerao que predominam no PEC

Justificativas Conservao e fcil acesso s diferentes

fisionomias vegetais do PEC Elevada riqueza, com presena de

espcies ameaadas da flora e da fauna Grau de conhecimento cientfico mdio a

nulo, portanto reas prioritrias para a pesquisa cientfica visando o monitoramento e a proteo da Zona Intangvel

Uso Permitido Pesquisa cientfica, proteo, monitoramento e educao ambiental Instalao de sinalizao indicativa Coleta de sementes para viabilizar os processos de regenerao dos ecossistemas

do prprio PEC Pesquisa de fauna em geral e especialmente de ictiofauna, devido a abundncia de

drenagens preservadas e inexistncia de dados primrios para esse grupo Pesquisas relacionadas ao enriquecimento da biodiversidade do PEC Projetos de enriquecimento de biodiversidade embasados em pesquisas anteriores Implantao de pequenas bases de apoio fiscalizao e pesquisa cientifica, em

condies de, eventualmente, abrigar indivduos em atividades de interpretao dos seus atributos naturais

Implantao de estruturas no permanentes (removveis) para apoio pesquisa e fiscalizao

Uso Proibido Todos os usos citados na Zona Primitiva, e ainda: Instalao de qualquer tipo de infraestrutura que no se destine exclusivamente ao

abrigo temporrio de indivduos em atividade de fiscalizao, monitoramento ou pesquisa cientfica autorizada

Qualquer tipo de visitao pblica que no esteja relacionada aos programas de gesto, pesquisa, educao ambiental, proteo e monitoramento do Parque

A fiscalizao dever ser constante nesta zona, visando diminuir a ao de caadores, a coleta de espcies da flora, o fogo, a visitao irregular, invaso para construo de moradias em reas isoladas e outras formas de degradao ambiental

Monitoramento contnuo desta Zona, especialmente no contato com reas de maior presso. As pesquisas sobre a extrao de recursos naturais como bromeliceas, orquidceas, plantas ornamentais e sobre a fauna cinegtica devem ter carter prioritrio

As estruturas para fiscalizao ou pesquisa a serem implantadas nesta zona no podero abrigar, para pernoite, mais do que 12 indivduos. Quaisquer resduos resultantes da presena humana devem ser transportados para locais adequados em outras zonas ou para fora do Parque. Os efluentes domsticos devem ser tratados sem a adio de produtos qumicos e o lixo orgnico, enterrado

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ZONA DE RECUPERAO

Objetivo: Deter a degradao dos recursos ou restaurar a rea

Descrio e Justificativa Normas Verso sintetizada das normas. Para a verso completa, ver Volume Principal Plano de Manejo

Recomendaes

Reflorestamentos antigos reas de plantios antigos de exticas como

Araucaria angustifolia, Cryptomeria japonica, Cunnnighamia lanceolata e Pinus spp que apresentam no sub-bosque a floresta secundria do PEC

Vegetao secundria As reas que apresentam problemas na

regenerao florestal com a dominncia de taquaras, capins, lianas e espcies de hbito escandente

reas com efeito de borda e diversos tipos de degradao Trecho de vegetao entre a estrada Cel.

Sezefredo Fagundes e a Rodovia Ferno Dias

Antiga estrada de servido do Servio de guas e Esgotos denominada Trilha dos Macacos Intervenes diversas, inclusive de obras

de engenharia para manejo do solo, recuperao de solos erodidos, disciplinamento da drenagem. Cessar o uso de bicicletas considerado impactante

Uso Permitido Todos os usos permitidos na Zona Primitiva, e ainda: Pesquisa, restaurao, manuteno, valorizao, conservao e exposio dos

bens culturais e ou arqueolgicos existentes no Parque O manejo com vistas recuperao da fauna, da flora e da paisagem Instalao de postos de informao e controle na entrada e/ou sada das trilhas Caso estritamente necessrio, ser permitida a manuteno e melhoria de acessos

ou abertura de novas trilhas e/ou picadas e estruturas, com o mnimo impacto ao meio natural, com finalidades de fiscalizao, pesquisa e educao, somente para o atendimento a atividades em consonncia com os objetivos de manejo do Parque

Interdio de reas para execuo de atividades de recuperao O plantio de mudas de espcies nativas da Mata Atlntica de ocorrncia natural na

regio Utilizao de tcnicas de recuperao direcionada, desde que indicada e apoiada

por estudos cientficos, os quais devem ser compatveis com os objetivos desta zona

A retirada de espcies exticas nas reas de reflorestamento, mediante apresentao de plano de corte

Instalao temporria de viveiros ou pequenas estruturas de apoio re-introduo de animais silvestres, desde que embasada por pesquisas cientficas

Uso Proibido Todos os usos citados na Zona Primitiva, e ainda: Qualquer tipo de acampamento no autorizado ou no destinado ao manejo do

Parque Abertura de estradas ou novos caminhos carroveis O lanamento ou depsito de lixo, ferro velho e qualquer outro tipo de resduos

slidos ou lquidos resultantes de obras, eventos ou processamento de matria

A recuperao das reas degradadas dever ser incentivada e custeada pelo rgo responsvel pela gesto, por meio de projetos especficos que podero ser licitados ou realizados em parcerias com outras instituies pblicas ou privadas mediante estabelecimento de instrumentos jurdicos adequados

A recuperao das reas degradadas por efeito de borda das estradas e rodovia Ferno Dias, que estiverem alm da zona de uso conflitante dever ser custeada pelos rgos gestores de tais vias

A elaborao e execuo de projetos destinados Zona de Recuperao devero apresentar Plano de Controle Ambiental que equacionem eventuais impactos durante a interveno, bem como o monitoramento (no mnimo 2 anos) adequado cada projeto, sendo esses custos adicionados ao valor total do projeto

Dever ser avaliado o potencial dessas reas para uso em educao ambiental posteriormente recuperao das mesmas

Uma vez recuperadas, as reas desta zona devero ser incorporadas a uma das zonas permanentes institudas para o PEC

As espcies exticas, principalmente as que causam contaminao biolgica, devero ser priorizadas em projetos especficos para a Zona de Recuperao

As zonas de recuperao devero, tambm, serem alvos prioritrios de remoo e ou eliminao de grupos de animais exticos, especialmente primatas introduzidos e de fcil reconhecimento, mediante aprovao de projeto pelo rgo competente

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prima O despejo de efluentes domsticos ou quaisquer resduos potencialmente

poluentes diretamente sobre o solo, cursos ou espelhos dgua, sem tratamento adequado, sob pena de interdio de uso da edificao/instalao ou da atividade

Utilizao de qualquer tipo de fertilizante qumico e/ou agrotxicos

ZONA DE USO CONFLITANTE

Objetivo: contemporizar a situao existente, estabelecendo procedimentos que minimizem ou retrocedam os impactos sobre a unidade de conservao

Descrio e Justificativa Normas Recomendaes

Rodovia Ferno Dias faixa de domnio de 80 metros do eixo da rodovia

a maior barreira fsica ao fluxo gnico existente no parque, exigindo monitoramento constante e estudos para minimizao dos impactos permanentes por meio de intervenes de manejo

Estradas ou Avenidas: Santa Ins, Sezefredo Fagundes, Senador Jos Ermnio de Moraes, Jos Gianesella, Roseira e Veigas faixa de domnio de 15 metros do eixo das vias

Barreiras Fsicas moderadas, necessidade de gesto compartilhada para segurana de usurios e diminuio de impactos, especialmente os atropelamentos de fauna

Linhas de Transmisso Barreiras Fsicas Leves, necessidade de

monitoramento sobre efeito de borda e possvel interveno de manejo

Sero permitidas atividades de manuteno de equipamentos e servios relacionados a estas estruturas dentro dos procedimentos aprovados pelo Programa de Gesto e que devero ser objeto de acompanhamento tcnico por especialistas de comprovada competncia, providenciado pela empresa

Todos os caminhos que adentram os limites do PEC, com o objetivo principal de viabilizar o acesso a obras ou equipamentos de infraestrutura localizados em seu interior como torres de transmisso de energia e estradas de servio para manuteno de rodovias, estradas de acesso aos condomnios, entre outros devero contar com controle e monitoramento diuturno do acesso ao PEC

Dever ser elaborado o cadastro georeferenciado desta infraestrutura, contendo a empresa, os responsveis diretos e o contato para comunicao

As referidas empresas e concessionrias tero o prazo de dois anos, a contar da aprovao deste Plano, para efetivar o controle destes acessos, sob pena de serem responsabilizados na forma da lei pelos danos causados por terceiros nas reas de influncia dos referidos acessos

O rgo gestor da UC dever apoiar a capacitao dos profissionais envolvidos no controle dos acessos, bem como articular aes integradas com a Polcia Ambiental e Guardas Civis Metropolitanas para apoiar esta operao

responsabilidade das empresas o apoio a confeco, instalao e manuteno, nas estradas e acessos s suas estruturas e equipamentos, de placas informativas sobre o Parque e as restries de acesso e permanncia nesses locais

responsabilidade da concessionria da BR-381 - Rodovia Ferno Dias, em caso de acidentes com cargas perigosas arcar com todos os procedimentos de emergncia e limpeza e recuperao da rea afetada

responsabilidade da concessionria da BR-381 - Rodovia Ferno Dias, realizar a manuteno (recolocao, substituio) peridica dos alambrados de proteo fauna em ambos sentidos da Rodovia que cortam o Parque e na parte superior do

As empresas devem apresentar relatrios de passivo ambiental e recuperao ambiental, a serem definidos pelo rgo ambiental no mbito da regularizao da licena da operao

A renovao de licenas ambientais destes empreendimentos estar condicionada ao Programa de Monitoramento Ambiental providenciado pelos operadores em prazos compatveis com a renovao

Todas as empresas e concessionrias devero celebrar por meio de instrumentos jurdicos, parcerias para disciplinar as responsabilidades das partes no exerccio de suas atividades no PEC

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Tnel da Mata Fria responsabilidade da concessionria da BR-381 - Rodovia Ferno Dias, planejar a

soluo de passivos ambientais em relao ao PEC, especialmente o atropelamento do maior predador carnvoro da regio a ona parda (Puma concolor); buscar a adoo de novas medidas mitigadoras para equacionar a perda de animais silvestres, bem como adotar medidas de monitoramento de atropelamento na rodovia e estradas associadas

ZONA DE USO EXTENSIVO

Objetivo: Manuteno de um ambiente natural com mnimo impacto humano, apesar de oferecer acesso ao pblico com facilidade, para fins educativos e recreativos

Descrio e Justificativa Normas Verso sintetizada das normas. Para a verso completa, ver Volume Principal Plano de Manejo

Recomendaes

Ncleo Pedra Grande Trilhas: Pedra Grande e Bica Alto potencial de visitao pela beleza do

ambiente e facilidade de acesso: trata-se de uma antiga estrada desativada

O mirante da cidade de So Paulo o grande atrativo

Trata-se de uma rea antropizada, com trechos de mata em bom estado de conservao

Ncleo Engordador Trilhas: Cachoeira; Volta Grande e Macuco Alto potencial de visitao pela beleza do

ambiente e facilidade de acesso em percursos moderados

A cachoeira o grande atrativo

Ncleo guas Claras Trilhas: Suuarana e das guas Alto potencial de visitao pela beleza do

ambiente e facilidade de acesso: trata-se

Uso Permitido Todos os usos permitidos nas zonas anteriores e ainda: Especificamente para acesso Pedra Grande, obras de manuteno do asfalto

quando necessrio Especificamente para acesso Pedra Grande, circulao de nibus conforme

regras e horrios de agendamento estabelecidos pela administrao do Parque Atividades de uso pblico de baixo impacto ao meio fsico e bitico e que respeitem

a segurana do visitante Instalao de postos de informao e controle na entrada e/ou sada das trilhas Instalao de pequenas estruturas simples para a comunicao e interpretao

ambiental, de segurana e apoio visitao, tais como corrimes, escadas, pontes, bancos, quiosques de abrigo para a sinalizao interpretativa, bem como pequenos abrigos de tempestades para grupos mnimos (8 a 10 pessoas), desde que se preserve a harmonia com a paisagem e em condies de mnimo impacto

A realizao de enduros a p sempre com a mitigao de eventuais impactos, ainda que mnimos

Uso Proibido Todos os usos listados nas zonas anteriores e ainda: A circulao ou uso de brinquedos, independente do tamanho, como quadriciclos,

carrinhos eltricos, carrinhos de controle remoto, mini-motos, aeromodelos,

As atividades de interpretao e recreao tero como objetivo facilitar a compreenso e a apreciao dos recursos naturais das reas pelos visitantes

Promover a conduta adequada para uma visitao contemplativa dos atributos naturais e arqueolgicos das trilhas

Escavaes e outras atividades relacionadas a pesquisas do meio bitico, meio fsico, histricas e arqueolgicas devero utilizar metodologia de mnimo impacto

Todas as trilhas e atrativos presentes nesta zona devem fazer parte de um programa de monitoramento dos impactos causados pela visitao, que no se restrinja somente ao estudo da capacidade de carga

Todos os resduos de alimentos, embalagens e de quaisquer produtos utilizados nesta Zona devero ser depositados em recipientes apropriados, nunca deixados na natureza. No havendo lixeiras, os resduos devem ser transportados de volta por quem os produziu

Novas atividades oferecidas ao pblico devero

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de uma antiga estrada desativada Trata-se de uma rea com trechos de mata

em bom estado de conservao e trechos de mata em recuperao

Ncleo Cabuu Trilhas: Cachoeira e Sagi Alto potencial de visitao pela beleza do

ambiente e facilidade de acesso em percursos moderados

A cachoeira e a observao de vrios grupos de fauna so os grandes atrativos

bicicletas, velocpedes, patinetes, patins, skates, rolims, bolas, bales de gs, pipas e outros no listados, mas que ofeream riscos ao prprio usurio ou a terceiros na atividade de trilhas

A circulao ou uso de instrumentos sonoros ou musicais, aparelhos de gravao de sons para atrao de animais, aparelhos de som ou equipamentos semelhantes incompatveis com os objetivos de contemplao dos atributos naturais das trilhas, salvo exceo dos eventos programados pelo PEC

Atividades individuais ou coletivas que potencialmente provoquem impactos biota e ou desconforto a outros usurios seja pelo barulho, aglomeraes e ou resduos como eventos, cerimnias de qualquer natureza, rituais ou semelhantes

estar aliceradas em estudos de viabilidade ambiental, econmica e de segurana, aprovadas pelo rgo gestor e implantadas com baixo impacto Zona de Uso Extensivo

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ZONA DE USO INTENSIVO

Objetivo: facilitar a recreao intensiva e educao ambiental em harmonia com o meio.

Descrio e Justificativa Normas Verso sintetizada das normas. Para a verso completa, ver Volume Principal Plano de Manejo

Recomendaes Verso sintetizada das recomendaes

Ncleo Pedra Grande Entrada principal, sala de educao

ambiental, reas de descanso do Toldo, piquenique, playground, sanitrios e estacionamento

Ncleo Engordador Entrada principal, centro de visitantes,

reas de descanso, viveiro, piquenique, sanitrios e estacionamento

Ncleo Cabuu Entrada principal, sala de educao

ambiental, centro de visitantes, reas de descanso, piquenique, sanitrios e estacionamento

Uso Permitido Os usos mencionados nas demais zonas e ainda: Implantao de infraestrutura necessria ao desenvolvimento das atividades de

proteo, controle, monitoramento, uso pblico, educao e pesquisa Implantao de reas de acampamento, hospedarias e prestao de servios

(restaurante, lanchonete, loja de convenincia), sempre mediante a elaborao e aprovao de projetos pelo rgo gestor

Manuteno dos acessos e trilhas, de maneira que essas ofeream boa condio de trfego e segurana aos usurios, sempre em acordo com a legislao ambiental

Circulao de veculos motorizados para transporte individual e/ou coletivo com finalidade de visitao, respeitada a capacidade de suporte e limitada aos locais definidos por cada ncleo

Se estritamente necessrio, sero permitidas a abertura de novas trilhas e/ou picadas, com o mnimo impacto ao meio natural, com finalidades de fiscalizao, pesquisa, educao, monitoramento e uso pblico

Circulao de bicicletas infantis (aro 10) ou quadriciclos infantis nas dependncias da Zona de Uso Intensivo desde que no oferea riscos criana e ou aos outros visitantes

Uso Proibido Todos os listados nas demais zonas e ainda: Qualquer tipo de evento de bicicletas como modalidades de mountain bike, down

hill, ou semelhante Circulao de nibus de turismo sem previa autorizao do rgo gestor Atividades individuais ou coletivas que potencialmente provoquem impactos biota

e ou desconforto a outros usurios seja pelo barulho, aglomeraes e ou resduos como eventos, cerimnias de qualquer natureza, rituais ou semelhantes

Qualquer tipo de acampamento no autorizado ou no destinado ao manejo do Parque

Todos os servios oferecidos ao pblico devero estar concentrados nesta Zona: centros de visitantes, centros de apoio aos visitantes, lanchonete, sanitrios, instalaes para servios terceirizados como condutores, estacionamentos, alm das instalaes para servios do rgo gestor (se necessrio) etc

Todas as atividades previstas devero levar o visitante a compreender a filosofia e as prticas de conservao da natureza e do patrimnio histrico-cultural do Parque

Todas as edificaes existentes e as futuramente construdas, devero estar harmonicamente integradas a paisagem e preferencialmente com o padro esttico das edificaes j existentes (no caso de novas estruturas)

Sempre que possvel, as edificaes e seus acessrios externos e internos devero fazer uso de materiais e ou equipamentos com tecnologias que incorporem os novos princpios de sustentabilidade, como sistemas de iluminao inteligentes, lmpadas mais econmicas, torneiras e descargas com fechamento automtico entre outros

Cada ncleo dever contar, se possvel, com pelo menos uma rea inserida na Zona de Uso Intensivo, dispondo de centro de visitantes e uma trilha de uso intensivo, a fim de cumprir com os objetivos legais dos Parques e possibilitar a necessria interao com a comunidade local e regional, buscando a devida insero da unidade na economia e na sociedade

Propiciar facilidade de acesso a deficientes fsicos e demais pblicos que tenham dificuldade de

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A realizao de manifestaes artsticas ou eventos esportivos e culturais coletivos sem autorizao do rgo gestor

A emisso de sons alm dos limites definidos por Lei ou fora dos horrios permitidos

locomoo ou que tenham outros tipos de deficincias, a estruturas como sanitrios, centros de visitantes, ou centros de interpretao da natureza e educao ambiental

ZONA DE USO ESPECIAL

Objetivo: minimizar o impacto da implantao de estruturas ou os efeitos das obras no ambiente natural ou cultural da unidade

Descrio e Justificativa Normas Recomendaes

Compe esta Zona as reas administrativas dos Ncleos, em edificaes nicas ou separadas como: portarias, cancelas, guaritas, cercas, postos de vigilncia, prprios estaduais cedidos como residncias a funcionrios em atividades de apoio 24 horas, garagens entre outros

Todas as obras a serem implementadas devem dispor de projetos

previamente aprovados pelo rgo gestor Todos os efluentes gerados devem contar com tratamento em

acordo com a legislao Todos os resduos slidos devem ter seu destino para fora da rea

do Parque, aproveitando-se de coleta regular existente, e sempre que possvel os componentes orgnicos separados dos inorgnicos para reciclagem

A presena de animais domsticos deve ser fortemente evitada No ser permitido o plantio de espcies exticas nesta zona,

sendo que as espcies existentes devero ser gradativamente substitudas por espcies nativas; salvo as espcies tolerveis para paisagismo

No ser permitido a circulao de bicicletas, motocicletas, quadriciclos ou veculos de qualquer natureza (ex. off-road) sem autorizao justificada nos Programas de Gesto

No ser permitido qualquer tipo de evento de bicicletas como modalidades de mountain bike, down hill, ou semelhante

Otimizar a infraestrutura j existente Incentivar parcerias com empresas e ou concessionrias que

utilizam o Parque, bem como as prefeituras interessadas; partilhando infraestrutura e informaes de maneira organizada e sistematizada

Implementao de pontos estratgicos para fiscalizao e visitao

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ZONA HISTRICO-CULTURAL

Objetivo: proteger stios histricos ou arqueolgicos, em harmonia com o meio ambiente

Descrio e Justificativa Normas

Verso sintetizada das normas. Para a verso completa, ver Volume Principal Plano de Manejo

Recomendaes

A Zona Histrico-Cultural foi definida

considerando-se a identificao, avaliao, valorao e o potencial para a existncia de ocorrncias de bens do patrimnio cultural associados aos cenrios histricos que compe o Parque Estadual da Cantareira, incluindo principalmente bens do sculo XX que ainda encontram-se em operao como, por exemplo, as barragens do Engordador e do Cabuu, identificadas como as primeiras obras de concreto armado no Brasil

A Tabela 83 do Volume Principal do Plano de Manejo apresenta uma lista completa dos bens do patrimnio histrico-cultural inclusos na Zona Histrico-Cultural

A Zona Histrico-Cultural se sobrepe a Zona de Uso Extensivo, e, no caso de reas de maior interesse e uso pblico, como as barragens do Engordador, Cabuu e os demais pequenos reservatrios a Zona de Uso Intensivo. A Zona Histrico-Cultural adotar as normas da Zona sobreposta Quaisquer projetos de pesquisa, interveno, recuperao ou restauro, devem seguir as normas do CONDEPHAAT e IPHAN, sob superviso de profissional qualificado

Uso Permitido Restauro e manuteno de estruturas objetivando sua operao, conservao,

valorizao e uso pedaggico, sempre em acordo com as normas estaduais (CONDEPHAAT) e federais (IPHAN)

Implantao de infraestrutura necessria integrada paisagem, para as atividades de pesquisa, educao, fiscalizao, monitoramento, controle e recreao de mnimo impacto;

A rea envoltria dos bens identificados dever ser manejada de forma a manter o bem protegido de plantas e animais

Caso estritamente necessrio, ser permitida a melhoria de acessos ou abertura de novas trilhas e/ou picadas, com o mnimo impacto ao meio natural, com finalidades de fiscalizao, pesquisa, visitao e educao, somente para o atendimento a atividades em consonncia com os objetivos de manejo do Parque

Uso Proibido Instalao de qualquer tipo de edificao ou obra, exceo daquelas de

recuperao e restauro das estruturas existentes, bem como aquelas previstas nas Zonas Primitiva e de Uso Extensivo

Retirada, alterao ou interferncia em parte ou totalidade de qualquer produto florestal, mineral, bem histrico-cultural, arqueolgico e paleontolgico, exceo da limpeza e manuteno de acessos e trilhas existentes

Quaisquer construes nesta Zona devem estar em harmonia e integradas paisagem e histria regional e, para sua efetiva implementao, necessitam do parecer de um especialista, confirmando a no-ocorrncia, dentro da rea a ser modificada, de bens arqueolgicos

As trilhas devem manter as caractersticas adequadas a sua origem, histria e aos objetivos de uma unidade de conservao

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ZONA DE AMORTECIMENTO

Objetivo: Proteger e recuperar os mananciais, os remanescentes florestais e a integridade da paisagem para garantir a manuteno e recuperao da biodiversidade, dos recursos hdricos e dos corredores ecolgicos existentes.

Descrio e Justificativa Normas

A Zona de Amortecimento do Parque Estadual da Cantareira foi delimitada por municpio considerando-se o uso da terra no entorno (10 e 2 km) da unidade de conservao e a legislao territorial e ambiental incidentes. O estabelecimento dos limites da ZA por municpio justifica-se pela diferena de desenvolvimento urbano e de planejamento territorial alcanado nos respectivos planos diretores, permitindo combinar os princpios da ZA com as zonas j existentes. importante ressaltar que os zoneamentos existentes nos municpios j incorporam denominaes como zonas de proteo ambiental ou semelhante nas reas que interessam ao conceito de Zona de Amortecimento, sendo que outras zonas como ZUPI (tipo industrial) e ZIU (tipo urbana) so consideradas como zonas que no devem se expandir mas sim, serem controladas

Os municpios abrangidos so: So Paulo (3.555 hectares ou 9,95%), Guarulhos (7.152 hectares ou 20,03%), Mairipor (19.350 hectares ou 54,2%), Caieiras (2.502 hectares ou 7,01%), Santa Isabel (496 hectares ou 1,39%) e Nazar Paulista (2.647 hectares ou 7,42 %)

Observaes: O patrimnio natural protegido pelo PEC possue conectividade com diversos trechos de

vegetao nativa contguos a sua rea. Assim, a proibio de nenhum corte raso de vegetao nativa no raio de at um quilmetro justifica-se pela relevncia da mesma em diminuir o efeito de borda, sendo o principal efeito de amortecimento, possvel, biota da UC. O corte raso a partir de 100 m2 promove a abertura de clareiras e favorece a ocorrncia de espcies invasoras, que demandaro aes de manejo dentro e fora do Parque

As normas sobre as taxas de ocupao e de impermeabilizao so amplamente respaldadas pela interpretao de imagens termais nas zonas identificadas em So Paulo e Guarulhos como as que possuem maior temperatura entre a ZA e o PEC, em um processo denominado como ilhas de calor. A manuteno das taxas atuais somadas criao de praas e jardins pode contribuir para a estabilizao das temperaturas e at diminui-las oferecendo mais reas para absoro da radiao solar

Os princpios e as recomendaes sobre a gesto integrada da ZA esto apresentados no Captulo Programa de Interao Socioambiental

O Volume Principal do Plano de Manejo apresenta o detalhamento das normas de acordo com cada municpio.

A indicao da localizao das reservas legais estabelecidas pelo cdigo florestal ou aquelas averbadas para fins de compensao ambiental dever levar em conta a conectividade com outras reas vegetadas protegidas, como outras reservas legais, APPs e unidades de conservao

Quando couber, como medida mitigadora, os rgos licenciadores devem recomendar a manuteno ou faixas de vegetao florestal nativa localizadas entre o Parque e as reas destinadas a atividades e empreendimentos passveis de licenciamento ambiental

A baixa densidade de ocupao dos terrenos, a manuteno da permeabilidade e o mximo de permanncia da vegetao existente, devem ser observados nas propostas futuras de novos empreendimentos e ou atividades

As intervenes de empreendimentos ou atividades futuras devero observar em seus projetos estratgias construtivas ou tecnolgicas que impeam, ao mximo, a fragmentao dos ambientes

Tanto para implantao de empreendimentos imobilirios com parcelamento do solo na zona rural em reas menores do que o mdulo do INCRA como para criao de novas reas de solo urbano pelos municpios, o licenciamento dever ser realizado independente do tamanho do projeto, conforme previsto no SNUC

O corte da vegetao nas florestas contnuas ao Parque dever seguir conforme previsto no artigo 9 do Cdigo Florestal

O cultivo de Organismos Geneticamente Modificados est proibido sob qualquer condio em toda a Zona de Amortecimento do PEC

Restringir o fracionamento de propriedades rurais nos municpios adjacentes ao PEC; Eventuais projetos de interesse social especialmente assentamentos agrrios ou

aldeamentos indgenas das instncias de governo federal, estadual e municipais devero orientar suas aes com princpios de manejo para fauna e flora sustentveis zona de amortecimento, prevendo acompanhamento tcnico e demais custos para o manejo adequado.

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ANEXO 3. SNTESE DOS PROGRAMAS DE GESTO

Os Programas de Gesto so compostos por diretrizes e suas linhas de ao. Elas representam a sntese das aes de manejo em cada tema e, quando implementadas, devero produzir resultados significativos no alcance dos objetivos do PEC. 3.1 Programa de Gesto Organizacional

O Programa de Gesto Organizacional do PEC foi elaborado a partir do diagnstico, compilao e sistematizao dos dados disponveis, com foco nos seguintes itens: infraestrutura e equipamento; esgoto, abastecimento, resduos slidos e energia; servios terceirizados, licenciamentos e recursos de compensao ambiental; recursos humanos; procedimentos administrativos e gesto oramentria; parcerias e comunicao externa.

A partir desses dados foram realizadas oficinas envolvendo atores da sociedade civil organizada, de entidades pblicas como as prefeituras, tcnicos e pesquisadores do Instituto Florestal e Fundao Florestal, que analisando os dados coletados propuseram aes para a melhoria do Programa de Gesto Organizacional do PEC.

Tabela 4. Sntese das diretrizes e linhas de ao do Programa de Gesto Organizacional

Programa - Gesto Organizacional

Diretriz 1 Infraestrutura e equipamentos

Reconstruo e adequao do sistema geral de comunicao interna Aprimorar os sistemas de abastecimento de gua e de coleta de resduos Incrementar instalaes fsicas e adquirir equipamentos para atender os

Programas de Gesto

Diretriz 2 Recursos humanos

Estabelecer normas compatveis nos TDRs para a contratao de servios adequados ao ambiente natural e s rotinas do PEC, considerando as capacidades locais

Avaliao das aes resultantes de licenciamentos ambientais na contratao de RH

Estabelecer procedimento para o abastecimento de banco de dados sobre a gesto organizacional e RH

Diretriz 3 Gesto administrativa e

financeira

Aprimoramento de instrumentos que favoream a rotina administrativa do Parque

Implantao de sistema de monitoramento e avaliao oramentria, assegurada a logstica para o cumprimento das aes propostas pelos Programas de Gesto

Promover a adequao dos contratos terceirizados

Diretriz 4 Gesto de interessados, comunicao e marketing

Criao de B. de Dados para o PEC, integrando os Programas de Gesto Construo de identidade para o PEC como um todo, com criao de famlia de

marcas, integrando cada Ncleo e Programa de Gesto Estreitar o relacionamento do Parque com o pblico interno e externo Construir junto FF, modelos de parcerias e programa de voluntariado Reviso e elaborao dos materiais de divulgao do PEC

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3.2 Programa de Proteo

O Programa de Proteo foi elaborado a partir do diagnstico, compilao e sistematizao de dados referentes a este tema no PE da Cantareira, com foco nos seguintes itens: contexto da proteo do PEC; ocorrncias e infraes; infraestrutura e equipamentos; recursos humanos; gesto; parcerias e relaes institucionais.

Posteriormente, esse diagnstico foi submetido discusso em uma oficina que envolveu as Prefeituras, a Polcia Militar e Ambiental, o Corpo de Bombeiros e as Guardas Civis Metropolitanas dos municpios de So Paulo e Guarulhos, alm das empresas terceirizadas que atuam no interior do PEC.

A anlise dos dados mostrou que houve mudanas no tipo de ocorrncias ao longo dos anos no Parque, principalmente em funo do processo de urbanizao e ocupao do seu entorno. H pelo menos quinze anos atrs, a maioria das ocorrncias estava relacionada caa, pesca e extrao de espcies vegetais, mas hoje a problemtica envolve criminalidade, usurios e trfico de drogas, desmanche de veculos e disposio irregular de lixo.

Apesar da precariedade, o PEC no apresenta atualmente nenhuma ocupao irregular em sua rea, demonstrando que se por um lado h fraquezas aparentemente insuperveis, por outro se observa um reconhecimento pelas comunidades de entorno, da existncia de um proprietrio para a rea.

Tabela 5. Sntese das diretrizes e linhas de ao do Programa de Proteo

Programa - Proteo

Diretriz 1 Infraestrutura e equipamentos

Adequar infraestrutura fsica de apoio fiscalizao Aperfeioar a radio-comunicao no PEC Padronizar a uniformizao da equipe do Programa de Proteo

Diretriz 2 Recursos humanos

Equiparar o nmero de postos de vigilncia terceirizada de acordo com a demanda

Manter a equipe de proteo atualizao continuadamente

Diretriz 3 Parcerias e relaes

institucionais

Reconhecer no entorno do PEC possveis articuladores de aes que promovam a proteo do meio ambiente

Estruturar Cmara Tcnica sobre proteo dentro do Conselho Consultivo

Diretriz 4 Planejamento estratgico

Facilitar a visualizao espacial das aes de proteo e identificar possveis lacunas

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3.3 Programa de Pesquisa e Manejo do Patrimnio Natural e Cultural A gesto adequada do patrimnio natural e cultural requer a produo e a apropriao de informaes cientficas. O aumento da pesquisa e do monitoramento, bem como o aperfeioamento da administrao dessas atividades fundamental em todas as UCs dada, especialmente, a ocupao cada vez maior do seu entorno, comprometendo a proteo do patrimnio nelas contidos. O PEC merece especial ateno por sua caracterstica de floresta urbana.

Tabela 6. Sntese das diretrizes e linhas de ao do Programa de Pesquisa e Manejo do Patrimnio Natural e Cultural

Programa - Pesquisa e Manejo do Patrimnio Natural e Cultural

Diretriz 1 Gesto e Moniotramento da

Atividade de Pesquisa Cientfica

Criar estratgias para aumentar o nmero de trabalhos de pesquisa realizados no PEC sobre temas de interesse direto do Parque

Realizar parcerias: universidades, instituies de pesquisa e rgos pblicos Dotar o Programa de infraestrutura humana e material Realizar planejamento anual de necessidades de treinamento e atualizao Implantar sistema de registro e acompanhamento mensal de projetos Realizar a avaliao peridica e o planejamento anual do Programa Fazer gesto junto s instituies de pesquisa para que seja dado retorno das

pesquisas realizadas na unidade e seu entorno Fazer gesto junto COTEC para o estabelecimento de protocolos

Diretriz 2 Gesto do Patrimnio

Cultural

Recuperar e restaurar sistematicamente o patrimnio histrico-cultural Divulgar o patrimnio e consequente sensibilizao da comunidade Implantar roteiros para visitao do patrimnio histrico e arqueolgico Propor diplomas legais para conservao do patrimnio histrico-cultural Identificar os patrimnios com explicao de sua importncia histrica

Diretriz 3 Manejo da Vegetao

Manejo de espcies invasoras Monitoramento da regenerao natural Monitoramento das populaes de espcies da flora do PEC Instalar viveiro de mudas para projetos de revegetao no PEC Mapear a vegetao, em escala de detalhe e elaborar um de banco de dados

visando o monitoramento e acompanhamento de reas alteradas

Diretriz 4 Manejo da Fauna

Monitoramento de populaes de espcies problema Monitoramento de atropelamentos de espcimes da fauna silvestre Monitoramento e manejo de animais sentinelas na transmisso de doenas

Diretriz 5 Manejo dos R. Hdricos

Garantir a potabilidade da gua Melhorar a qualidade da gua

Diretriz 6 Vigilncia e Investigao

Epidemiolgica Realizar levantamentos dos indicadores da sade ambiental

Diretriz 7 Monitoramento e Vigilncia

de reas Antrpicas

Investigao de reas de infestao por carrapatos nos locais de maior circulao de pessoas

Investigar os mecanismos de transmisso das Leishmanioses no PEC Investigar os mecanismos de transmisso da Malria na regio do PEC Realizar estudos detalhados sobre as populaes de caramujos de importncia

mdica que ocorrem em diferentes colees hdricas

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3.4 Programa de Uso Pblico

O processo de desenvolvimento da sociedade moderna criou conglomerados urbanos em que foram suprimindo e degradando os recursos naturais, fundamentais para qualidade de vida das populaes. A Regio Metropolitana de So Paulo dotada dos diversos problemas que esse tipo de desenvolvimento acarreta como cursos dgua poludos e assoreados, ocupao humana desordenada, ilhas de calor, efeito estufa, poluio do ar, e congestionamentos entre outros. Diante deste contexto os escassos espaos naturais existentes so de inestimvel valor, para a manuteno de servios ambientais como a produo de gua, regulao da temperatura, e tambm do lazer.

Tabela 7. Sntese das diretrizes e linhas de ao do Programa de Uso Pblico

Programa - Uso Pblico

Diretriz 1 Recursos Humanos

Ampliar e reavaliar o sistema de contratao de funcionrios Implantar programa de capacitao continuado, incluindo o uso de EPI Adoo de medidas preventivas e educativas peridicas, enfocando os riscos de

transmisso de doenas Realizar vacinao dos funcionrios expostos a mata

Diretriz 2 Manejo da Visitao

Implementar um sistema de registro da visitao Desenvolver pesquisas sobre o perfil do usurio Criar banco de dados para sistematizao/armazenamento das informaes Efetuar o planejamento integrado com as especificidades de cada ncleo Desenvolver Plano de Uso Pblico e Gesto de Riscos e Contingncias

Diretriz 3 Manejo das Trilhas e

Atrativos

Definir programa de monitoramento a avaliao de impactos Planejar as atividades de manuteno e fiscalizao Criar oportunidades de servios e atividades a pblicos diversos

Diretriz 4 Infraestrutura de Visitao

Reavaliar o uso do Museu da Pedra Grande e da Brinquedoteca Readequar o uso da Casa do leo Readequar o uso da sala no Centro de Visitantes do Ncleo Engordador Utilizar o Ncleo guas Claras como centro de capacitao Restaurar estruturas histricas do abastecimento de gua das represa s do

Cassununga e Pururuquara e do reservatrio de gua da Cuca

Diretriz 5 Articulao

Interinstitucional e Parcerias

Levantar os possveis parceiros e instituies colaboradoras, valorizando as organizaes locais

Diretriz 6 Fortalecimento do Carter

Histrico-Cultural

Integrar os aspectos histrico-culturais nos roteiros interpretativos Vincular o processo histrico e a questo ambiental do Parque com o

desenvolvimento da cidade de So Paulo como roteiro de visitao

Diretriz 7 Aprimoramento das

Atividades de Educao Ambiental e Sude

Promover a formao de professores em EA ambiental/patrimonial/sade Priorizar o atendimento as escolas no raio de 2 km em relao ao Parque Outras propostas para aprimorar as atividades de educao ambiental Incentivar e apoiar projetos de educao na rea de sade pblica

GOVERNO DO ESTADO DE SO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE CONSEMA

21 Av. Prof. Frederico Hermann Jr., 345 Prdio 6, 1Andar CEP 05459-010 So Paulo SP

Tel.: (0xx11)3133-3622 Fax.: (0xx11)3133-3621 E-mail: [email protected]

3.5 Programa de Interao Socioambiental

O Plano de Manejo de uma UC o orientador de todas as atividades a serem desenvolvidas, assegurando a manuteno dos seus recursos naturais. Este planejamento deve ser contnuo, gradativo, flexvel e participativo. O estabelecimento de um processo participativo constitui, portanto, oportunidade para se obter o reconhecimento da importncia da UC e de sua contribuio para a sociedade, permitindo ao mesmo tempo identificar as lideranas que apiam a soluo de impasses na unidade e em seu entorno. Nesta perspectiva, foi desenvolvido o Programa de Gesto Interao Socioambiental para o Plano de Manejo do PEC.

Aps a proposio inicial do Programa de Interao Socioambiental e a realizao de duas oficinas com participao das prefeituras, lideranas locais e regionais, entidades atuantes na regio e demais atores sociais de influncia foi definido o objetivo do Programa construir uma agenda institucional do PEC para com seu contexto socioambiental de entorno, de forma que a UC cumpra misso de compartilhar sua gesto com os atores regionais, de contribuir para a educao e incluso social de comunidades adjacentes e de fomentar ativamente a governana socioambiental e a construo de polticas de desenvolvimento sustentvel para sua ZA.

Tabela 8. Sntese das diretrizes e linhas de ao do Programa de Interao Socioambiental

Programa - Interao Socioambiental

Diretriz 1 Rearticulao do Conselho

Consultivo (CC)

Definir da composio final e formalizar a constituio do CC do PEC Estabelecer o Regimento Interno e demais rotinas de trabalho Estabelecer grupos de apoio tcnico do Conselho Consultivo Assegurar o funcionamento do Conselho Consultivo Avaliar o funcionamento do CC, a partir de indicadores de efetividade

Diretriz 2 Programa de Jovens Meio

Ambiente e Integrao Social

Consolidar os Ncleos de Educao Ecoprofissional existentes Fomentar a implantao de novos Ncleos de Educao Ecoprofissional Fortalecer o ecomercado de trabalho no entorno e dentro do PEC

Diretriz 3 Gesto Integrada (GI) da

Zona de Amortecimento do PEC

Constituir as instncias coordenadora e executiva para a GI da ZA Complementar a criao normas especficas e outras legislaes de uso,

ocupao e conservao da ZA Integrar a gesto da ZA com outras instncias e construir pactos regionais Definir mecanismos integrados de fiscalizao e licenciamento ambiental Promover processos de qualificao de rgos e agentes pblicos estaduais,

municipais e sociedade Identificar e replicar prticas exitosas desenvolvidas pelos parceiros Fomentar a criao de parques urbanos, corredores e mosaicos de UCs Promover ecomercados de trabalho locais e prticas sustentveis Fomentar processo de avaliao ambiental integrada do PEC e seu entorno

para suporte a tomada de deciso Coordenar e integrar esforos para obter recursos pblicos e privados

GOVERNO DO ESTADO DE SO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE

CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE CONSEMA

22 Av. Prof. Frederico Hermann Jr., 345 Prdio 6, 1Andar CEP 05459-010 So Paulo SP

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3.6 Programa de Regularizao Fundiria

A quase totalidade das glebas que compem o Parque Estadual da Cantareira, foi adquirida pelo Poder Pblico Estadual, em inmeras parcelas, ao longo do tempo, por intermdio de desapropriaes (judiciais e amigveis) com o objetivo de realizar obras de capacitao e distribuio de gua, principalmente no que tange a Zona Norte de So Paulo, por iniciativa da ento Repartio de guas e Esgotos (R.A.E.).

Assim, h quase 100 anos, a Reserva Estadual da Cantareira vem sendo administrada como Parque. A propriedade do Poder Pblico, assim como a posse, sempre ocorreu de forma inconteste sobre toda a rea, contudo, um instrumento jurdico especfico, formal, de criao do PEC ainda se faz necessrio, especialmente aps a edio de normas expressas que autorizam e indicam as condies para a criao dessa categoria de manejo, como o Cdigo Florestal de 1965 e, recentemente pelo SNUC.

A realizao de um diagnstico fundirio, acompanhado da respectiva planta e memorial descritivo, so instrumentos necessrios a efetiva consolidao dos limites do PEC, por via de conseqncia, da propriedade e posse do Poder Pblico sobre o territrio. Tambm a ratificao dos objetivos e das finalidades da instituio desse espao territorial protegido na categoria de Parque Estadual, e no mais somente em razo da proteo das guas, mas de todo patrimnio natural ali abrigado.

Tabela 9. Sntese das diretrizes e linhas de ao do Programa de Regularizao Fundiria

Programa - Regularizao Fundiria

Diretriz 1 Consolidao das

informaes fundirias

Aprimorar o sistema de levantamento de informaes fundirias (Banco de Dados)

Diretriz 2 Decreto de declarao de utilidade pblica das reas

particulares

Elaborar minuta de decreto de declarao de utilidade pblica das reas particulares para fins de desapropriao pelo estado

Aps a publicao do decreto de declarao de utilidade pblica das reas particulares, acompanhar o processo expropriatrio at a imisso de posse pelo estado

Diretriz 3 Definio dos limites do PEC

e ampliao de seu permetro

Acompanhar junto a PGE, providenciando o que for de atribuio da Fundao Florestal, as providncias necessrias finalizao do procedimento administrativo de desapropriao amigvel das glebas da famlia Andraus, para a incorporao formal destas aos limites do PEC

Constituir Grupo de Trabalho para elaborar Projeto de Lei referente rea total do Parque, formalizando e ratificando a criao da unidade, definindo e delimitando oficialmente seu permetro e seus objetivos

Deliberao Consema 38/2009.Secretrio de Estado do Meio AmbientePresidente do Consema

ANEXO 1. FICHA TCNICAResponsvel pelo Expediente ExecutivoEndereo Ncleo Pedra GrandeMunicpios Acesso ao ParqueFaunaVegetaoInfraestruturaVeculosAtividades DesenvolvidasParticipao em Fruns e Grupos de Trabalho Locais e RegionaisRelaes Institucionais mais ImportantesAtividades ConflitantesIntangvel

ANEXO 2. SNTESE DO ZONEAMENTOCritrios de Zoneamento e AjustesSntese das Informaes sobre as Zonas

ANEXO 3. SNTESE DOS PROGRAMAS DE GESTO3.1 Programa de Gesto Organizacional3.2 Programa de Proteo3.3 Programa de Pesquisa e Manejo do Patrimnio Natural e Cultural3.4 Programa de Uso Pblico3.5 Programa de Interao Socioambiental3.6 Programa de Regularizao Fundiria