Revista Porturia - 18 Janeiro 2016

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Revista Portuária - 18 Janeiro 2016

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  • Editora Bittencourt

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    ANO 15 EDIO N 191Janeiro 2016 EDITORIAL

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    O ano de no fugir luta

    Economia&Negcios Janeiro 2016 3

    Rua Brusque, 337 - Itaja - SC

    Como se no bastasse a instabilidade poltica nacional, outros fatores esto contribuindo para que o pas esteja cada vez mais envolto na nvoa da crise econmica. Desta vez o mercado chins que anda fazendo a diferena por aqui. A primeira semana de 2016 comeou turbulenta.

    Dados revelaram aos economistas que a desacelerao da economia chinesa desencadeou uma queda nas bolsas de valores por l e o efeito domin se expandiu para todo o mundo. Grande exportador de minrios e de gros para o mercado chins, o Brasil foi um dos principais atingidos pelas instabilidades na segunda maior economia do mundo.

    O dlar comercial encerrou a primeira semana do ano em R$ 4,04, com alta de 2,34%. O ndice Ibovespa, da Bolsa de Valores de So Paulo, despencou mais de 6% nas ltimas cinco sesses e est no menor nvel desde maro de 2009, no auge da crise provocada pelo colapso do crdito imobilirio nos Estados Unidos. Segundo economistas, a desacelerao da China dificulta ainda mais a sada do pas da pior recesso em 25 anos (dados da Agncia Brasil).

    Isso no poderia ter ocorrido em poca pior. Os brasileiros j estavam esperando um ano difcil, visto como foi o fim de 2015. Contudo, a situa-o da China s agrava ainda mais a situao. O grande desafio do pas tentar aproveitar a desvalorizao do real para atrair novos mercados e diversificar a exportao.

    O governo tambm deve se envolver para tentar trazer a estabili-dade de volta. Uma das principais formas a retomada da confiana dos investidores, tanto nacionais quanto internacionais. Tarefa difcil diante da conjuntura, mas no impossvel. Especialmente partindo do princpio de que ningum quer permanecer na crise e far todo o necessrio para soltar as amarras da recesso.

    disso justamente que trata nossa reportagem especial desta se-mana. Pedimos a empresrios, presidentes de entidades de classe e supe-rintendente de portos para sintetizar o que para eles ser 2016. De modo geral, o discurso de que no ser um ano fcil, mas com boas ideias ser possvel passar por ele sem prejuzos. o que tambm esperamos.

  • 6 CENRIOO Brasil precisa aproveitar a disponibilidade dos quase 1,5 milho de trabalhadores que perderam seus empregos, presidente da Fiesc, Glauco Jos Crte

    Sumrio

    SEU BOLSOPerdeu o emprego? Especialista lhe ajuda a organizar as finanas

    12

    16 AUMENTO DA OFERTAAo contrrio de 2015, energia pode ser herona da inflao neste ano

    20 INFRAESTRUTURAFiesc quer ser parceira do governo estadual na poltica de transportes

    24 DEBUTANDOTerminal de navios de passageiros de Itaja completa 15 anos de fundao

    33 NOVIDADEPorto de Paranagu lana aplicativopara consultas sobre contineres

    41 LANAMENTOSLivros abordam as problemticasdo direito martimo e porturio

    48 OPINIOResultado esperado da balana comercial em 2016 positivo

    4 Janeiro 2016 Economia&Negcios

  • 6 Janeiro 2016 Economia&Negcios

    O ano para impulsionar a

    estabilidade

    Se em anos anteriores os brasileiros puderam projetar crescimento nos mais variados setores, em 2016 o que todos querem estabilidade. No perder o pensamento do empresariado que antes almejava lucrar. Uma expectativa razovel diante do momento de retrao. Contudo, mesmo cautelosos, muitos tem em seu discurso para este ano um tom otimista. O otimismo est justamente na capacidade que as empresas e setores tm de inovar e se reinventar. nessa renovao que muitos setores apostam para 2016. Empresrios e dirigentes de entidades de classe do suas perspectivas para esta 2016, que est apenas comeando.

    Hoje talvez o mecanismo mais importante que a indstria catarinense tem para se recuperar a inovao. Aproveitar esse perodo para evoluir em termos de produtos, processos e a questo da qualificao dos trabalhadores. O Brasil precisa aproveitar a disponibilidade dos quase 1,5 milho de trabalhadores que perderam seus empregos nos ltimos 12 meses e fazer um forte programa de qualificao para que os profissionais possam retornar ao setor produtivo.

    Glauco Jos Crte, presidente da Federao das Indstrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc)

  • TRANSPORTE DE CARGAS FRACIONADAS E LOTAES28 anos transportando com agilidade e rapidez

    Economia&Negcios Janeiro 2016 7

    O empenho do Governo do Estado a frente do

    processo de gesto do Porto de Imbituba, est

    proporcionando sermos o Porto que mais cresce no

    sul do Brasil e, com isso, ajudando a impulsionar a

    economia na regio sul de SC. Contamos com um

    crescimento ainda maior no ano de 2016, superando

    4 milhes de toneladas movimentadas, consolidando

    um crescimento de 100% na movimentao desde

    que a SCPar Porto de Imbituba assumiu o Porto.

    Rogrio Pupo, presidente do Porto de Imbituba

    Ricardo Arten, diretor-superintendente da APM Terminals Brasil

    O ano que passou foi desafiador no que diz respeito aos

    volumes e aos servios operados. Assistimos indstria de

    navegao reduzir escalas, ao preo do frete cair em nveis

    histricos e, como consequncia, a maior parte dos terminais

    brasileiros precisou se adaptar comercialmente e revisar

    suas expectativas. Neste aspecto, a APM Terminals fez seu

    dever de casa. Com maior flexibilidade nas operaes de cais,

    diversificao de cargas e servios inovadores oferecidos

    aos exportadores e importadores, passamos a disponibilizar

    solues integradas, facilitando a rotina dos nossos clientes.

    Foi um perodo de muito aprendizado e esperamos colher frutos em 2016. Sabemos que

    no ser um ano fcil. Os indicadores macroeconmicos mostram pessimismo, mas para

    a APM Terminals, que pensa em longo prazo, o pas continua sendo importante e cheio

    de oportunidades. O que precisamos, com urgncia, de celeridade nos processos que

    dependem de aprovao do governo federal, como o caso da prorrogao de prazo

    do nosso contrato de arrendamento de Itaja.

  • 8 Janeiro 2016 Economia&Negcios

    O ano de 2016 ser, sem dvida, desafiador. Com

    este clima de instabilidade, entendo que mais

    do que esperar algo deste novo ano, 2016 que

    espera muito de ns. Temos a chance de repensar

    nossos valores e nos desvincular da Lei de Gerson

    cobrando uma postura mais tica da classe poltica

    assim como de ns mesmos como cidados.

    Chegou o momento de questionarmos a pesada

    carga tributria que pagamos para sustentar uma

    mquina pesada e ineficiente e por outro lado

    sermos mais produtivos e empreendedores.

    Jair Bondicz, Vice-presidente de Mercados Emergentes da

    Sutherland Global Services

    Ao longo dos anos, a Portonave vem

    realizando expressivos investimentos,

    apresentando desempenho e resultados

    importantes. O processo estruturado

    para atingir bons ndices de produtividade

    e garantir o funcionamento de todo o

    conjunto. Iniciamos 2016 com a nossa rea

    de expanso em pleno funcionamento,

    uma estrutura fsica bem estruturada e a

    disponibilidade de importantes linhas de

    navegao. A fora e a disposio da nossa

    equipe tambm um fator de destaque.

    Assim, estamos preparados para nos

    mantermos competitivos e crescermos de

    forma consistente apesar da conjuntura

    econmica atual.

    Osmari de Castilho Ribas, diretor-superintendente administrativo da Portonave

  • Apesar do quadro de instabilidade e das projees

    negativas para este ano de 2016 o setor pesqueiro

    e qualquer outra rea econmica do Brasil deve se

    manter cautelosa. Mas a cautela no pode impactar

    na qualidade e na produo. Na nossa rea que j vem

    acumulando prejuzos nos ltimos anos, por inmeras

    dificuldades, existe uma necessidade neste ano de uma

    atuao mais forte junto ao governo federal para que

    possamos garantir incentivos, revises de normativas e

    uma poltica mais voltada para a valorizao do produto

    nacional que hoje sofre prejuzos devido concorrncia

    com os importados. Mesmo assim preciso destacar

    que somos uma das mais influentes economias do Brasil

    e do Estado e no a primeira vez que passamos por

    uma crise econmica. Tenho certeza que com trabalho,

    planejamento e otimismo, vamos superar este momento.

    Economia&Negcios Janeiro 2016 9

    Ser um ano de muitos desafios e grandes oportunidades, estamos entusiasmados com o surgimento de novas demandas e estruturados para atend-las.

    Cristhian Werner, branch director da Blu Logistics

    Jorge Neves, presidente do Sindicato dos Armadores e das

    Indstrias da Pesca de Itaja e Regio (Sindipi)

  • 10