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Revista Portuária - 10 Novembro 2014

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Revista Portuária - 10 Novembro 2014

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  • 4 Novembro 2014 Economia&Negcios

    NDICE

    www.revistaportuaria.com.br

    Duas vezes por semana, a Revista Porturia atualiza o blog da publica-o, que tem sempre informaes exclusivas sobre tudo o que acon-tece no mundo dos negcios no Brasil. O informativo jornalstico en-caminhado duas vezes por semana para uma base de dados segura e criteriosamente construda ao longo de 15 anos de mercado, formada por mais de 90 mil empresas. Composto por notcias econmicas de interesse de empresrios, polticos e clientes, o blog trata de todo e qualquer tema que envolva economia, especialmente aqueles voltados aos terminais porturios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Para-n. Se voc souber de alguma novidade, tiver informaes relevantes sobre temas econmicos e quiser contribuir com o trabalho da Revista Porturia, entre em contato com a reportagem no endereo eletrnico: [email protected]

    Revista Porturia tambm est na web com informaes exclusivas

    20

    10 24 Governo do Estado e Federal assinam ordem de servio para definir traado da Ferrovia do Frango

    26 Volvo Ocean Race : Abu Dhabi mantm a liderana da primeira etapa da competio que passa por Itaja em abril de 2015

    Santa Catarina desponta no cenrionacional como polo da construo naval

    DestaqueSanta Catarina cresce

    acima da mdia nacional

    FIESC mobiliza R$ 7,3 milhes emprojetos de inovao na indstria22

  • Economia&Negcios Novembro 2014 5

    Editora BittencourtRua Jorge Matos, 15 | Centro | Itaja Santa Catarina | CEP 88302-130 Fone: 47 3344.8600

    DiretorCarlos Bittencourt [email protected]

    Jornalista responsvel: Anderson Silva - DRT SC 2208 [email protected]

    Diagramao:Solange Alves [email protected]

    Contato ComercialRosane Piardi - 47 8405.8776 [email protected]

    Contato Comercial (agncias)Junior Zaguini - 47 [email protected]

    ImpressoImpressul Indstria GrficaTiragem: 10 mil exemplares

    Elogios, crticas ou [email protected] assinar: Valor anual: R$ 240,00

    A Revista Porturia no seresponsabiliza por conceitos emitidos nos artigos assinados, que so de inteira responsabilidade de seus autores.www.revistaportuaria.com.br twitter: @rportuaria

    ANO 15 EDIO N 177 Novembro 2014 EDITORIAL

    Comercial para todo o Brasil

    VIRTUAL BRAZIL Ltda+55 48 3233-2030 | +55 48 9961-5473

    MAIL: [email protected]: [email protected]

    Santa Catarina se firma como polo naval e nutico

    Com o anncio da descoberta do pr-sal, em 2007, houve um cres-cimento natural de investimen-tos no setor naval, principalmente pela Petrobras. Mas desde o ano passado, o mercado passou por uma desacelerao. Apesar da queda de investimentos aps o boom que a descoberta do pr-sal ge-rou nos ltimos anos, o mercado naval continua em alta. O Brasil possui hoje nove polos de construo naval. O maior deles o do Rio de Janeiro seguido por Santa Catarina onde praticamente to-dos os tipos de embarcaes so produ-zidos - e Rio Grande do Sul.

    Na reportagem especial, a Revista Porturia Economia & Negcios expe um resumo sobre a contribuio destes setores para o desenvolvimento econ-mico de Santa Catarina. A regio de Itaja e Navegantes, por exemplo, se destaca neste segmento e desponta no cenrio nacional pelo fato de estaleiros e empre-sas especializadas na construo de bar-cos de apoio s plataformas de produo de petrleo e gs estarem se instalando nos municpios.

    Esse fator um dos motivos do crescimento e desenvolvimento econ-mico das cidades que viram seus PIBs (Produto Interno Bruto) crescer mais de 50% entre 2009 e 2011, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e

    Estatstica), acima da mdia estadual de 30% no mesmo perodo. s margens do rio Itaja-Au, se concentra a maior parte das cerca de 70 empresas de construo naval de Santa Catarina. Esse crescimen-to se reflete na oferta de trabalho.

    Alm de despontar no cenrio nacional como polo da indstria naval, Santa Catarina caminha para ser o maior polo nutico do pas. O Estado vem atraindo as melhores e maiores empresas estrangeiras do ramo. Nos ltimos anos, quatro das maiores fabricantes do setor investiram aqui cerca de R$ 100 milhes em novas unidades, desenvolvimento de produtos e tecnologia. Multiplicaram empregos, geraram mais know-how e ajudaram a aumentar o faturamento da indstria nutica local para cerca de R$ 300 milhes.

    De acordo com a Associao Bra-sileira de Construtores de Barcos e Im-plementos (Acobar), Santa Catarina o segundo maior polo nutico do segmen-to, com 21% do total de estaleiros em operao. Perde apenas para So Paulo, com 35% das empresas.

    Alm da reportagem sobre o in-vestimento dos empresrios no setor naval e nutico, destaque para as tradi-cionais seces Portos do Brasil e Coluna Mercado, nas pginas seguintes da sua revista. Boa leitura!

  • 6 Novembro 2014 Economia&Negcios

    Questes jurdicas envolvendo a atividade porturia no Brasil, problemas de infraestrutura logstica multimodal, poli-gonais, dragagens e investimentos previstos no setor, foram alguns dos temas abordados na reunio realizada no gabine-te do Ministro da SEP, em Braslia.

    O presidente-executivo da ATP, Murillo Barbosa, mani-festou a importncia que os portos brasileiros possuem frente a economia brasileira. Nesse sentido, destacou a participao crescente dos terminais porturios privados na movimentao da produo do pas, desde o minrio de ferro at a variedade presente nas cargas conteinerizadas.

    Na reunio, o ministro Csar Borges ratificou a relevn-cia da ATP frente aos projetos de investimento em infraes-trutura. Comentou ainda que a aproximao junto SEP fundamental para que o governo conhea as principais neces-sidades do setor.

    Patrcio Jnior, vice-presidente do conselho da Associa-o e tambm presidente do Porto Itapo, em Santa Catarina,

    destacou a importncia de investir na dragagem dos acessos aos portos brasileiros. Segundo ele, fundamental a atuao dos governos federal e estaduais, por meio da SEP, na busca de solues que assegurem a aplicao adequada dos recur-sos oriundos da tabela 1 para investimentos em dragagem.

    O tema envolve no apenas a viabilidade operacional dos terminais porturios, mas sim, uma questo econmica. So bilhes de reais que deixam de ser movimentados na economia brasileira, em funo das restries de calado nos acessos aos portos, comenta Patrcio. O presidente Murillo Barbosa destacou ainda que quanto mais adiarmos os in-vestimentos em infraestrutura, mais longe o Brasil ficar dos grandes navios que j esto operando mundo afora, e menos riquezas sero geradas no prprio Pas.

    O ministro Csar Borges sinalizou que a SEP tem traba-lhado em busca de superar os problemas e apontar solues viveis, de modo a garantir o desenvolvimento do setor por-turio e o crescimento do pas.

    Divulgao

    ATP e SEP discutem pauta do setor porturio em Braslia

    O presidente-executivo da ATP, Murillo Barbosa, o ministro Csar Borges e Patrcio Jnior, vice-presidente do conselho da Associao e tambm presidente do Porto Itapo

    Representantes da ATP Associao dos Terminais Porturios Privados estiveram em Braslia, reunidos com o Ministro Csar Borges, da Secretaria Especial de Portos (SEP)

  • Economia&Negcios Outubro 2014 7

    Portonave

  • 8 Novembro 2014 Economia&Negcios

    A visita indstria automobilstica BAIC Bei-jing, que fatura US$ 30 bilhes ao ano e pretende chegar a US$ 120 bilhes/ano at 2020, chamou a ateno da misso de industriais brasileiros que visitou a China. So nmeros que impressionam, ainda mais quando comparados com o que acontece no Brasil, onde temos uma economia praticamente parada, afirmou Tito Schmitt, vice-presidente regional da Federao das Indstrias de Santa Catarina (Fiesc) e lder da comitiva de 66 em-presrios. Segundo Schmitt, a participao na Feira de Canto superou as expectativas dos brasileiros, que descobriram tecnologias e oportunidades de negcios alm das inicialmente previstas. Conside-rado o maior evento chins de negcios, a feira reu-niu 60,2 mil expositores, sendo 551 internacionais.

    Em parceria com China Trade Center, a Fiesc participou do pavilho internacional, servindo como ponto de encontro para a delegao brasileira e promovendo as indstrias catarinenses. No stand, recebeu visitantes interessados em conhecer opor-tunidades no Brasil nos segmentos de alimentos e bebidas, madeira e plsticos. Tambm divulgou o programa Portos.SC, que promove os terminais ca-tarinenses como ponto de conexo logstica com o Brasil.

    Durante seminrio em Guangzhou, no sul do pas, o representante da Apex-Brasil, Cesar Yu, des-tacou que a China tem comprado mais couro brasi-leiro por conta do aumento da demanda do setor automotivo. O pas tambm tem importado cala-

    dos, especialmente os infantis. Ele falou ainda do sucesso da marca Havaianas, que conta com 100 quiosques no pas asitico.

    O cnsul-geral do Brasil em Guangzhou, Jos Lessa, salientou que a China cresceu mais de 10% ao ano nos ltimos anos. Ele lembrou que s a pro-vncia de Guangdong, onde a comitiva est, regis-trou em 2013 PIB de US$ 1,2 trilho, metade do PIB brasileiro. Aos industriais ele lembrou que uma provncia bastante promissora para fazer negcios.

    Ainda em Guangzhou o grupo realizou visita tcnica Retop, empresa lder na fabricao de telas e painis de LED na China, com atuao no mercado mundial. A comitiva foi recebida pelo vice-presiden-te da empresa, Jia Xiao Liang. A companhia, funda-da em 1997, emprega 20 mil trabalhadores e possui o maior parque fabril de produo de LED do pas.

    De acordo com Schmitt, aps o retornarem ao Brasil, os industriais devem levar de 60 a 90 dias para analisar os contatos e prospeces e encami-nhar a realizao de negcios com o p